Scielo RSS <![CDATA[Revista de Saúde Pública]]> http://www.scielosp.org/rss.php?pid=0034-891020020005&lang=en vol. 36 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielosp.org/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielosp.org <![CDATA[Public health and social responsability]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[HIV/AIDS: democratic evaluation and colective knowledge build-up]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Training professionals and activists to evaluate HIV and AIDS prevention projects]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Reproduction and sexuality in HIV-positive women, Brazil]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estudar questões relativas à sexualidade e à saúde reprodutiva de mulheres HIV-positivas, seu acesso às práticas de prevenção, sua aderência a tratamentos e a possibilidade de fazerem opções conscientes quanto à gravidez. MÉTODOS: Estudo exploratório realizado, em 1997, em um ambulatório de um centro de referência na área de doenças sexualmente transmissíveis e Aids localizado na cidade de São Paulo, Brasil. Foi estudada uma amostra consecutiva, não-probabilística, constituída de 148 mulheres HIV-positivas. Foram excluídas as menores de 18 anos e as fisicamente debilitadas. Os dados foram colhidos por meio de entrevistas estruturadas. Foram aplicados os testes de chi² e t-Student. RESULTADOS: A média de idade das mulheres pesquisadas foi de 32 anos, sendo que 92 (62,2%) tinham até o primeiro grau de escolaridade, e 12,2% chegaram a cursar uma faculdade. A mediana do número de parceiros na vida foi quatro, e metade das entrevistadas manteve vida sexual ativa após infecção pelo HIV. Do total das mulheres, 76% tinham filhos, e 21% ainda pensavam em tê-los. Um maior número de filhos, maior número de filhos vivos e de filhos que moravam com as mães foram os fatores mais indicados como interferência negativa na intenção de ter filhos. Não foi encontrada associação entre pensar em ter filhos com as variáveis como percepção de risco, situação sorológica do parceiro, uso de contraceptivos e outras. Os métodos contraceptivos mudaram, sensivelmente, na vigência da infecção pelo HIV. CONCLUSÕES: A intenção de ter filhos não se alterou substancialmente nas mulheres em conseqüência da infecção pelo HIV. Mulheres HIV-positivas precisam ter seus direitos reprodutivos e sexuais discutidos e respeitados em todos os serviços de atenção à saúde. A adesão ao medicamento e ao sexo seguro são importantes, mas difíceis, requerendo aconselhamento e apoio. São necessários serviços que promovam ambiente de apoio para essas mulheres e seus parceiros, propiciando às pessoas com HIV/Aids condições de conhecer, discutir e realizar opções conscientes no que concerne às decisões reprodutivas e sua sexualidade.<hr/>OBJECTIVE: To assess sexual and reproductive health needs of HIV-positive women and factors that affect their access to prevention, safer sex practices and treatment and to appraise their ability of making informed choices concerning motherhood. METHODS: This exploratory study was conducted among women of an outpatient clinic in a reference center for STD/AIDS in the city of São Paulo, Brazil, in 1997. A consecutive non-probabilistic sample of 148 HIV-positive women was investigated. The exclusion criteria included those aged under 18 years and who were physically unable. Data were collected using structured interviews. Statistical analysis was performed using Chi-square test and t-test. RESULTS: The participants' mean age was 32 years old. As for education, 92 women (62.2%) had completed elementary school and 12.2% had attended university. The median number of lifetime sexual partners was 4, and half of the interviewees were still sexually active after diagnosed HIV-positive. Of the total, 76% had children and 21% were still thinking about having children in future. Having many children, alive and living with their mothers were determinant factors for not wanting any more children. It was found no association between wanting children, risk perception, partner's serologic status, contraceptive use and other factors. After getting HIV infected, there was a substantial change in the contraceptive methods used. CONCLUSIONS: HIV infection did not change women's desire for having children. HIV-positive women's sexual and reproductive rights need to be discussed and respected in health care settings. Compliance to medication and safe sex practices are essential but difficult to meet requiring both counseling and support. Couples' counseling on reproductive choices is important for preventing infection of negative partners. Supportive services that promote open discussions of the sexual and reproductive rights of HIV-positive women are urgently needed. <![CDATA[Daily sources of stress among HIV-positive women]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Categorizar e descrever as fontes de estresse cotidianas de mulheres portadoras do vírus da imunodeficiência humana (HIV). MÉTODOS: Foram realizadas entrevistas individuais, por meio de um questionário semi-estruturado, com uma amostra consecutiva de 150 mulheres portadoras do HIV, de julho a dezembro de 1997, no Centro de Referência e Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (CRT DST/Aids) (Secretaria de Estado da Saúde, SP). As variáveis investigadas foram: dados demográficos, estrutura familiar, percepção de risco, sexualidade, acesso ao sistema de saúde, adesão ao tratamento, uso de álcool e drogas, evento significativo e evento estressante, sendo este o foco de discussão do artigo. RESULTADOS: Apenas 14% dos eventos estressantes são diretamente resultados do tratamento ou do adoecimento. Os relatos das fontes de estresse foram distribuídos nos seguintes assuntos: familiares (17%); relacionamento com o parceiro (12%); filhos (14%); enfermidade (14%); relacionamento com outras pessoas (9%); problemas financeiros (8%) e profissionais (7%); vivências de discriminação (7%); outros (4%); e não responderam (8%). CONCLUSÕES: As fontes de estresse apresentam principalmente um conteúdo afetivo-relacional, derivadas muitas vezes do estigma associado ao HIV e, na maioria das vezes, a temas comuns a todas as mulheres. Os profissionais de saúde deveriam oferecer cuidado integral às mulheres portadoras do HIV.<hr/>OBJECTIVE: To categorize and describe the daily sources of stress encountered by HIV-infected women. METHODS: Using a semi-structured questionnaire, 150 interviews were conducted among HIV-infected women who attended the Reference and Treatment Center for Sexually Transmitted Diseases and Aids in the state of São Paulo, Brazil, between July and December 1997. The studied variables were: demographics, family structure, risk perception, sexuality, access to health system, treatment compliance, drug use, and significant and stressful events. Stressful events are further discussed here. RESULTS: Only 14% of the stressful events are directly related to the treatment and illness itself. Sources of stress were categorized as follows: family relations (17%); partner relationship (12%); children (14%); illness (14%); non-family relationship (9%); financial (8%); professional (7%); discrimination issues (7%); others (4%); and no response (8%). CONCLUSIONS: Stressful events are mainly related to affective/relationship sources, most often associated to the HIV stigma and mostly to women-related subjects. Health care professionals should provide integral care to HIV-infected women. <![CDATA[Psychosocial aspects of HIV infection among women in Brazil]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar a percepção do risco de infecção em mulheres infectadas pelo HIV, antes de elas receberem o resultado positivo para essa patologia. MÉTODOS: Estudo exploratório com entrevistas em profundidade em amostra de conveniência constituída de 26 mulheres que freqüentavam o ambulatório de um centro regional de saúde em Maringá, PR. A entrevista foi semidirigida com um roteiro de perguntas fechadas e abertas sobre características sociodemográficos, conhecimento sobre prevenção primária e secundária, percepção de risco antes do teste positivo para HIV, impacto do resultado em suas vidas -- inclusive a sexual -- depois de saberem ser portadoras do vírus. Os resultados foram analisados pela metodologia de análise de conteúdo. RESULTADOS: Apesar de ter consciência de que essa doença pode atingir qualquer um, nenhuma das 26 mulheres estudadas acreditava estar infectada pelo HIV/Aids. Os mecanismos psicológicos, "negação", "evitação", "onipotência do pensamento" e "projeção" foram os que puderam ser identificados como aqueles que as mulheres mais utilizaram para lidar com as dificuldades e as ansiedades decorrentes da percepção de risco e das normas e relações de gêneros hegemônicas presentes na cultura brasileira. Verificou-se que, se o uso desses mecanismos alivia a angústia, por outro lado aumenta a vulnerabilidade das mulheres. Elas se sentem incapazes de atuar, e muitas mantêm relações sexuais desprotegidas com os parceiros, expondo-se à gravidez indesejada e à reinfecção. CONCLUSÕES: Os programas de prevenção do HIV devem considerar também aspectos psicológicos, socioeconômicos e culturais que interferem na vulnerabilidade das mulheres, antes e depois da infecção. Para haver maior alcance de suas ações, os programas devem ir além da distribuição massiva de informações e usar abordagens psicoeducativas em pequenos grupos que estimulem a conscientização das mulheres para além das informações biomédicas.<hr/>OBJECTIVE: To analyze the risk perception among HIV-positive women before getting a positive test result. METHODS: An exploratory study using in-depth interviews was conducted among 26 women who attended the outpatient clinic of a regional health center in Maringá, Brazil. The sample was drawn according to the women's availability. The interviews were carried out using a semi-structured questionnaire with open and closed questions on social-demographics, knowledge of primary and secondary prevention, risk perception before getting the test results, and impact of the diagnosis on their lives and sexual activity. Data was assessed using content analysis. RESULTS: Though the participants were aware that anyone could get infected, none of them believed they could actually be infected. Psychological mechanisms such as denial, avoidance, thought omnipotence, and projection are encouraged by practices and gender-dominant relationships in the Brazilian culture, which increases women's vulnerability to HIV infection. They feel helpless and many have unprotected sex with their partners, and are prone to unwanted pregnancies and re-infection. CONCLUSION: HIV prevention programs should take into account psychological, social, economical and cultural aspects that impact on women's vulnerability before and after being infected. For a wider outreach of actions, programs cannot to be restricted to massive information diffusion and need to apply psychoeducational strategies to small groups of women not only to increase their medical knowledge but also to enhance their awareness. <![CDATA[The meaning of fidelity and Aids prevention strategies among married men]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Descrever as representações sobre fidelidade e os usos do preservativo por homens casados e sugerir estratégias de redução de risco e prevenção da Aids. MÉTODOS: Dez homens casados, moradores de Americanópolis, bairro da periferia do Município de São Paulo, foram entrevistados, a partir de um roteiro semi-estruturado. Foram contatados por "bola de neve" a partir do informante chave (preferencial) identificado em pesquisa preliminar com mulheres casadas. As entrevistas foram analisadas segundo o enfoque da construção cultural da masculinidade e das representações sociais. RESULTADOS: Observou-se que o grupo estudado tinha um entendimento de que a fidelidade tornava natural para o gênero masculino não ter a esposa como única parceira sexual. Entendiam fidelidade como o respeito à parceira e o conseqüente uso da camisinha nas relações extraconjugais, que estão associadas ao risco de infecção, e que as relações sexuais com a esposa não eram perigosas porque estavam baseadas no amor e no companheirismo. Nelas, o uso do preservativo era bem-vindo apenas quando o objetivo era a contracepção, especialmente quando outro método não podia ser utilizado. CONCLUSÕES: Os homens estudados tiveram uma percepção bastante limitada da sua vulnerabilidade para Aids. Incentivar que aconteçam as relações sexuais extraconjugais com o uso do preservativo permite levar em conta as definições culturais para masculinidade. Propõe-se uma estratégia mais aceitável de redução do risco para esse grupo (e suas esposas) a curto prazo, sem deixar de pensar numa mudança mais estrutural nas relações de gênero. A camisinha deve ser estimulada também entre homens casados como forma de contracepção, associada à fidelidade e proteção da família.<hr/>OBJECTIVE: To describe the meaning of fidelity and condom use among married men and to suggest HIV risk reduction and Aids prevention strategies. METHODS: Ten men residing in Americanópolis, a neighborhood in the city of São Paulo, Americanópolis, were interviewed using a semi-structured questionnaire. The sample was drawn through contacts established in a preliminary research among married women. Interview analyses focused on the social build up of masculinity and its meanings. RESULTS: As to fidelity, the study group perceives as natural for a man not to have his wife as his only sex partner. Fidelity is understood as respecting their wives, which is translated into the use of condoms in extra-marital relationships that are seen as associated with disease risk and vulnerability. Sexual intercourse with their wives is perceived as risky because it is based on love and companionship, and the use of condoms is only for contraception especially when other birth control methods cannot be used. CONCLUSIONS: In the study, men revealed a very limited perception of their vulnerability to Aids. Promoting the use of condoms in extra-marital relationships meets this society's definitions of masculinity. There is a need of a more efficient strategy in the short run for risk reduction among men and their wives, and the development of other strategies that incorporate structural changes of genre relations. Condom use should be promoted among married men as a contraceptive method, as well as a form of fidelity and family protection. <![CDATA[Masculinity and vulnerability to HIV among heterosexual men in São Paulo, Brazil]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Identificar aspectos da masculinidade relacionados à vulnerabilidade dos homens à infecção pelo HIV. MÉTODOS: Pesquisa qualitativa realizada com homens motoristas de ônibus e integrantes de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) em uma empresa de transportes coletivos na cidade de São Paulo, SP. Foram gravadas e transcritas dez entrevistas individuais e quatro oficinas de sexo seguro. Seu conteúdo foi disposto e discutido em blocos temáticos relacionados à sexualidade, à infidelidade, ao preservativo, às doenças sexualmente transmissíveis e à Aids. RESULTADOS: São aspectos que tornam os homens mais vulneráveis: sentir-se forte, imune a doenças; ser impetuoso, correr riscos; ser incapaz de recusar uma mulher; considerar que o homem tem mais necessidade de sexo do que a mulher e de que esse desejo é incontrolável. A infidelidade masculina é considerada natural; a feminina é atribuída a deficiências do parceiro. A decisão por usar ou não camisinha é feita pelo homem; a mulher só pode solicitá-la para evitar gravidez. A não-utilização da camisinha é atribuída a: estética, alto custo, medo de perder a ereção, perda de sensibilidade no homem e na mulher. Os entrevistados não se consideram vulneráveis ao HIV nem a doenças sexualmente transmissíveis (DST) e confundem suas formas de transmissão. CONCLUSÕES: A idéia de que ser homem é ser um bom provedor para a família e ter responsabilidade pode constituir um aspecto que favoreça a prevenção, já que pode levá-los a usar camisinha como contraceptivo e para não trazer doenças para casa. É importante conhecer e intervir sobre as concepções de masculinidade, não só porque elas podem contribuir para aumento da vulnerabilidade ao HIV, mas também porque podem apontar caminhos mais efetivos para a prevenção.<hr/>OBJECTIVE: To identify aspects of masculinity that could be associated with vulnerability to HIV among heterosexual men. METHODS: A qualitative survey was conducted among bus drivers and members of the Work Accident Prevention Committee of a public transportation company in São Paulo city, Brazil. Ten individual interviews and four safe sex workshops were tape-recorded and transcribed, and their contents were categorized and discussed in thematic blocks: sexuality, infidelity, condom use, and sexually transmitted diseases and Aids. RESULTS: Aspects that make heterosexual men more vulnerable to HIV are as follows: feeling strong and immune to disease; engaging in impetuous, risky behaviors; inability of refusing a woman; belief that men need sex more than women do and that their sexual desire cannot be controlled. Men's infidelity is considered a natural behavior while women's infidelity is a result of to her partner's inaptitude. It's up to men to make the decision of using or not condom and women can only ask them to use it in order to avoid pregnancy. The refusal to use condoms is related to: aesthetical and economical reasons, fear of failing erection, loss of sensibility for both men and women. Interviewees do not consider themselves vulnerable to either HIV or STDs and have little knowledge about the modes of infection. CONCLUSIONS: An aspect that favors prevention in this population men are expected to be responsible and good providers for their families. Thus condom use could be advocated as a contraceptive method and to avoid "bringing diseases home". It is important to know the different conceptions of masculinity to be able to intervene as they are related to increased vulnerability to HIV and could lead a way to better promoting prevention in this population. <![CDATA[Vulnerability to HIV and AIDS of short distance truck drivers stationed, Brazil]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever a vulnerabilidade, de caminhoneiros de rota curta, à transmissão sexual do HIV e da Aids. MÉTODOS: Foram entrevistados 279 caminhoneiros com vínculo de trabalho na cidade de Santos, SP, em locais de concentração na área portuária e suas proximidades, sindicatos e associações, recrutados pela amostragem do tipo "bola-de-neve". Foram realizadas entrevistas utilizando perguntas abertas e fechadas sobre questões sociodemográficas, práticas sexuais, uso de drogas, conhecimento sobre o HIV e a Aids, contato prévio com programas de prevenção à Aids em Santos, percepção de sua vulnerabilidade ao HIV e à Aids. Foi realizada análise descritiva da amostra, e apresentados relatos para ilustrar algumas situações de vulnerabilidade. RESULTADOS: Do total de 279 caminhoneiros entrevistados, 93% declararam ter parceira fixa, 40% referiram manter relações sexuais com parceiras casuais, e 19% referiram manter relações sexuais com parceiras freqüentes. A principal situação de vulnerabilidade ao HIV ocorre devido ao uso inconsistente do preservativo, interligado ao vínculo estabelecido com cada parceira. O tempo fora de casa parece não ser o principal fator para situações de vulnerabilidade, conforme demonstram estudos com caminhoneiros de rota longa. CONCLUSÕES: A cultura "machista" e os papéis tradicionais masculinos são emblemáticos entre os caminhoneiros de rota curta. Certamente é necessário investir mais na prevenção nessa categoria profissional. A prevenção em locais de trabalho parece promissora, pois permite entender melhor seu universo, propiciando intervenções educativas adequadas a essa categoria profissional.<hr/>OBJECTIVE: To describe the vulnerability to sexually transmitted HIV/AIDS of short distance truck drivers. METHODS: Using a snowball sampling procedure, 279 truck drivers working in the port area and vicinities, unions and workers' associations of Santos, Brazil, were selected and interviewed. Face-to-face interviews were carried out using open and closed questions covered demographic characteristics, sexual practices, drug use, knowledge of HIV and AIDS, previous contact with HIV prevention programs, and perception of their vulnerability to HIV and Aids. A descriptive analysis was carried out and reports are presented to illustrate some scenarios of vulnerability. RESULTS: Of all 279 truck drivers interviewed, 93% had a stable female partner, 40% engaged in casual sexual with female partners, and 19% said to have sex with other regular partners. Vulnerability to HIV is increased by inconsistent condom use in all categories of sexual partners. Long periods away from home seem not to be the only factor for their vulnerability to HIV as seen in studies on long distance truck drivers. CONCLUSIONS: The macho culture and traditional male behaviors are prominently seen among truck drivers. There is a need of investing more on prevention in this professional group. Prevention programs at the work environment seem to be a promising strategy, since it allows a better understanding of the workers' setting and development of customized educational interventions. <![CDATA[Prevention of sexually transmitted diseases and AIDS among junior professional players]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO/ OBJETIVO: Os casos de Aids continuam crescendo entre os jovens, e existem poucos estudos para entender as especificidades da vulnerabilidade masculina no contexto jovem. Assim, realizou-se estudo com o objetivo de desenvolver um programa de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e da Aids entre jogadores profissionais de futebol. MÉTODOS: Participaram do estudo 25 jogadores juniores de um time de futebol profissional de Campinas, SP. O estudo foi desenvolvido em duas etapas: (1) aplicação de questionário para auto-resposta, com informações sociodemográficas, sobre adesão às normas tradicionais de gênero, conhecimentos e prevenção de DST/Aids e risco de transmissão associado ao esporte; e (2) uma segunda etapa com dezessete sessões de dinâmica de grupo. Diversas dinâmicas e formas de expressão (discursiva, escrita, pictográfica, vídeos) foram utilizadas para captar os conteúdos do grupo com referência aos temas desenvolvidos. RESULTADOS: O grupo mostrou elevado grau de informação quanto às vias de transmissão do HIV e baixo nível de conhecimento em relação à reprodução e às DST. A gravidez não planejada constituiu a principal preocupação desses jovens. Quanto ao preservativo, o uso consistente só foi relatado com parceiras casuais (73%) e foi inconsistente com parceiras fixas (27%). A convivência, no futebol, com atletas infectados pelo HIV, é entendida como ameaça para 58% do grupo. CONCLUSÕES: Os jovens se consideram pouco vulneráveis, embora expostos à possibilidade de adquirir HIV e de ocorrer gravidez indesejada. Os atletas têm pouco conhecimento sobre o corpo e sobre a saúde reprodutiva. O espaço do futebol, assim como dos demais esportes, pode ser um importante local para intervenção e formação de multiplicadores, uma vez que jogadores são considerados modelos por crianças e jovens.<hr/>INTRODUCTION/OBJECTIVE: Aids cases are steadily increasing among young people and there are few studies describing young male vulnerability to HIV. A study was carried out aiming at developing a STD/AIDS prevention program for junior professional soccer players. METHODS: Study participants were twenty-five junior soccer players of a major league professional team of the city of Campinas, Brazil. There were 2 segments. In segment 1, participants were given a self-administered questionnaire covering sociodemographic data, sexual behavior, specific gender-related behaviors, condom use, HIV/AIDS knowledge and prevention, and sports associated exposure risk. In segment 2, 17 sessions of group dynamics were carried out. Many forms of expression (speech, writing, pictures, and videos) were encouraged to grasp participants' thoughts on STD/AIDS-related matters. RESULTS: Participants showed good knowledge on HIV transmission but they were poorly informed on reproduction and STDs. Unwanted pregnancy is their main concern. As for condom use, 73% consistently used condoms with casual partners (73%), and only 27% consistently used them with regular partners. Also, 58% considered risky to have HIV-positive players among them. CONCLUSIONS: Young players do not consider themselves vulnerable despite their chances of HIV infection and unwanted pregnancy. They have poor knowledge about the human body and reproductive health. Soccer milieu as well as other sports milieus create great opportunities for prevention programs, where they may have a multiplier effect since athletes are often regarded as role models for children and youngsters. <![CDATA[AIDS prevention among incarcerated teenagers, Brazil]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Descrever o perfil de adolescentes quanto ao apoio social e familiar, ao uso de drogas e os conhecimentos, as práticas e atitudes relacionadas à Aids e sua prevenção. MÉTODOS: Foram estudados 275 jovens internos, do sexo masculino, de um centro de internação da Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (Febem), em São Paulo, SP. A pesquisa foi feita em duas fases: a primeira por meio de entrevistas semi-estruturadas com 20 internos; a segunda, com questionários para auto-respostas aplicados aos 275 internos, com perguntas fechadas referentes a características sociodemográficas, criminalidade, práticas sexuais, uso de drogas, conhecimento, atitudes e práticas relativas à Aids. RESULTADOS: Do total estudado, 90% dos jovens internos residiam com suas famílias antes da internação; todos haviam estudado em escolas públicas, ainda que 61% já houvessem abandonado os estudos; 12% já haviam usado drogas; e 5,5% eram usuários de drogas intravenosas. A maioria (98%) era sexualmente ativa; 35% haviam tido mais de 15 parceiras(os) sexuais ao longo da vida; 8% haviam tido experiências homossexuais (dentro ou fora da Febem); 12% já haviam trocado sexo por benefícios materiais; e 22% já eram pais. Muitos dos adolescentes afirmaram que adquirir o HIV "é parte da vida" e que suas vidas apresentam riscos piores, como sobreviver na criminalidade. Acreditam que o preservativo é frágil (83%) e atrapalha a relação sexual (58%); 72% já haviam utilizado preservativo, mas apenas 9% o utilizavam sempre. CONCLUSÕES: Os adolescentes apresentaram um elevado risco de aquisição do HIV. Assim, torna-se necessário integrar a prevenção da Aids em sua problemática de vida e em temas como racismo, esperança pelo futuro, criminalidade, uso de drogas, direitos fundamentais, incluídos nestes os referentes ao sexo e à reprodução, mostrando existir alternativas a adquirir o HIV ou morrer na criminalidade.<hr/>OBJECTIVES: To describe social and family support, drug use, and knowledge, practices and attitudes related to AIDS and its prevention among male teenagers. METHODS: Participants were 275 male teenagers interned in a youth detention center (FEBEM - State Foundation for Juvenile Well-Being) in São Paulo, Brazil. There were two segments. In segment 1, semi-structured interviews with 20 detainees took place. In segment 2, close-end self-administered questionnaires covering sociodemographic data, criminal records, sexual practices, drug use, attitudes, knowledge and AIDS-related practices were applied. RESULTS: Ninety percent of the detainees lived previously with their families. All of them had attended public schools, although 61% had already dropped out. Twelve percent had never used drugs, and 5.5% were intravenous drug users. Most (98%) were sexually active; 35% had had more than 15 sexual partners, 8% had homosexual experiences (inside or outside the center), 12% had exchanged sex for material return and 22% were fathers. Many said that getting HIV infected "that's life " and that they face greater risks in their lives, such as surviving on the streets. They think condoms are easily broken (83%) and interfere with sex (58%); 72% had used condoms but only 9% used them with all their partners. CONCLUSIONS: These teenagers have a very high risk of HIV infection. It is necessary to integrate AIDS prevention programs to their life ills and related problems such as racism, expectations for the future, criminality, drug use, basic rights including sexual and reproductive rights, and show them there are alternatives other than exposing themselves to HIV infection or dying as criminals. <![CDATA[Female juvenile prostitution and AIDS prevention programs in Brazil]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Investigar as percepções sobre a Aids para o desenvolvimento de programas de prevenção de Aids com a prostituição juvenil feminina. MÉTODOS: Foram entrevistadas 13 jovens com idades entre 18 e 21 anos, que trabalham como prostitutas na cidade de Ribeirão Preto, por meio de um roteiro semi-estruturado com questões referentes a: dados sociodemográficos; conhecimentos sobre Aids; comportamentos sexuais; tipos de relacionamentos com clientes, namorados ou companheiros; e sugestões para programas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e Aids. RESULTADOS: Embora todas as entrevistadas tenham demonstrado conhecimento sobre HIV e práticas sexuais seguras, essas informações se contradizem com a crença no destino como o determinante para a infecção pelo HIV, bem como com a busca de afetividade nos relacionamentos, seja com o companheiro, namorado ou cliente fixo. Essas contradições agem como possíveis fatores impeditivos para adoção de comportamentos preventivos consistentes. CONCLUSÕES: As estratégias de prevenção para o HIV e a Aids devem levar em consideração que é necessário criar espaços nos quais se possibilitem a discussão e reflexão, que facilitem a clarificação de crenças e concepções que ainda fazem parte do imaginário social desse segmento social sobre a Aids. Também são necessárias discussões sobre os envolvimentos afetivos que são percebidos como relacionamentos imunes, dispensando a negociação de práticas preventivas. Outro ponto fundamental é o tipo de abordagem a ser utilizado para contatar as jovens. Estratégias sensíveis às características das jovens deverão ser empregadas.<hr/>OBJECTIVE: To investigate perception of AIDS and to obtain information for developing AIDS prevention programs targeting female juvenile prostitution. METHODS: Thirteen young women aged 18 to 21 years working as prostitutes in the city of Ribeirão Preto, Brazil, were interviewed using semi-structured interviews. The questionnaire focused on sociodemographic aspects, HIV-related knowledge, sexual behavior, relations with clients and other sexual partners, and suggestions for sexually transmitted diseases (STD) and AIDS prevention programs. RESULTS: Though all subjects demonstrated knowledge of safe sex and HIV transmission, this contrasted with their belief that destiny determines who gets infected and their search for affection in their relationships with partners and clients. These contradictions act as possible factors preventing safe sex behavior. CONCLUSIONS: The strategies of HIV/AIDS prevention should incorporate the need of allowing room for discussion in order to clarify this group's social imaginary beliefs and concepts about AIDS. In addition, discussions about the belief in the safety of affective relationships should take place since this encourages unsafe sexual practices. Another key issue is how to approach this group and strategies sensitive to their individualities should be applied. <![CDATA[Differences in AIDS prevention among young men and women of public schools in Brazil]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Estudar as práticas sexuais de risco para a infecção pelo HIV de estudantes adultos jovens (18 a 25 anos) de escolas públicas noturnas e avaliar as diferenças de gênero e o impacto de um programa de prevenção de Aids. MÉTODOS: Estudo longitudinal de intervenção, em quatro escolas da região central do Município de São Paulo, SP, divididas aleatoriamente em dois grupos: intervenção e controle. Uma amostra de 394 estudantes participou do estudo, e 77% completaram o questionário pós-intervenção. Realizaram-se "Oficinas de Sexo Mais Seguro" para discutir simbolismo da Aids, percepção de risco, influências das normas de gênero nas atitudes, informações sobre Aids, corpo erótico e reprodutivo, prazer sexual e negociação do uso do preservativo. Para a análise estatística, foram empregados os testes qui-quadrado de Pearson e a análise de co-variância. RESULTADOS: A freqüência do uso consistente de preservativo foi baixa (33%), e existiam diferenças significativas entre homens e mulheres com referência à sexualidade e à prevenção de Aids. Ao avaliar os efeitos das oficinas, as mudanças foram estatisticamente significativas entre as mulheres, que relataram maior proporção de sexo protegido entre outros aspectos relacionados à prevenção da Aids. As mudanças não foram significativas entre os homens. CONCLUSÕES: O risco para a infecção pelo HIV pode ser diminuído, mas resultados mais expressivos podem ser encontrados se forem consideradas as diferenças de gênero e de papéis sexuais por meio de programas comunitários específicos de longa duração.<hr/>OBJECTIVES: To investigate risk sexual for HIV infection among young adult night school students (18 to 25 years old) and to assess gender differences in sexual practices and the impact of AIDS prevention program. METHODS: A longitudinal intervention study was carried out among students of four public inner-city night schools, in the city of São Paulo, Brazil, randomized into two groups: an intervention group and a control one. Three hundred and ninety-four students participated in the study; 77% completed the post-intervention questionnaire. The intervention consisted of a "Safer Sex Workshop" where the following topics were discussed: Aids symbolism, risk perception, influences of gender norms on attitudes, Aids-related knowledge, erotic and reproductive body, sexual pleasure, and condom use negotiation. Statistical analysis was performed using Pearson's Chi-square test and variance. RESULTS: The frequency of condom use was low (33%). There were significant gender differences concerning sexuality and AIDS prevention. Workshop evaluation showed a statistically significant impact on women, who improved chiefly their attitudes regarding safer sex. Changes were not significant among men. CONCLUSIONS: HIV risk infection can be lowered but more significant results can be achieved if gender differences and sexual scripts are taken into account while developing specific long-term community programs. <![CDATA[Community based intervention and reduction of women's vulnerability to STD/AIDS in Brazil]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Com o aumento do número de casos notificados de Aids em mulheres, as intervenções comunitárias, que são fundamentais nesse contexto, são poucas e raramente avaliadas. Assim, objetivou-se realizar um estudo-intervenção de base comunitária, buscando desenvolver e avaliar um conjunto de ações de prevenção das DST e da Aids voltadas a atingir a vulnerabilidade da população feminina de baixa renda. MÉTODOS: O estudo foi realizado na favela Monte Azul, na cidade de São Paulo, SP, no período de um ano (1998-1999). Foram desenvolvidas as seguintes ações: treinamento de profissionais de saúde do ambulatório local, disponibilidade de recursos preventivos (camisinha masculina e feminina), realização de grupos educativos, distribuição de materiais educativos e realização de programas na rádio comunitária. Para avaliar a intervenção, foram analisados dados provenientes de quatro diferentes instrumentos de investigação: pré e pós-teste sobre capacitação de profissionais de saúde para o trabalho preventivo, monitoramento de retirada de preservativos, observação participante das atividades comunitárias e registro de depoimentos espontâneos dos profissionais de saúde e população-alvo durante as atividades. RESULTADOS: Entre os achados do estudo, destacam-se o aumento da demanda pela camisinha masculina e o interesse pela camisinha feminina; diferenças relevantes relacionadas a gênero e idade e à adesão às atividades propostas; e bons resultados na sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde, embora com limites na manutenção de seu envolvimento com as atividades preventivas. CONCLUSÕES: As estratégias que corresponderam aos códigos, às demandas e aos interesses específicos da cultura local, principalmente em relação a papéis de gênero, tiveram sucesso como ações preventivas. A sobrecarga dos profissionais de saúde do ambulatório local mostrou-se um limite importante para uma ação preventiva sustentada.<hr/>OBJECTIVES: Despite the growing number of AIDS cases in women reported, community-based interventions, which are essential in this context, are scarce and rarely evaluated. The aim of this study was to carry out a community-based research intervention, to develop and evaluate a set of STD/ AIDS prevention actions targeting the vulnerability of low income women population. METHODS: The study was carried out in Monte Azul slum in the city of São Paulo, SP, Brazil, in the period 1998-1999. The following actions were put in place: training of health professionals from the local outpatient clinic, availability of prevention resources (male and female condoms), educational groups, educational materials and community radio programs. For evaluating intervention, data from four different research instruments were assessed: pre and post training testing of health professionals, monitoring of condom supply, direct observation of community activities, and record of health professionals and target population's voluntary statements during activities. RESULTS: It was observed an increase in demand for male condom and an interest in female condoms. There were relevant gender and age differences in adhering to proposed activities. Although there were good results regarding sensitization and training of health professionals, their involvement in prevention activities was limited. CONCLUSIONS: Strategies relating to codes, demands and specific interests of the local society, especially those related to gender roles, have successfully performed as preventive actions. Health professionals' overwork at the local outpatient clinic proved to be an important limitation for maintaining preventive actions. <![CDATA[Limitations of multiprofessional work: a case study of STD/AIDS reference centers]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Compreender as possibilidades e os limites da articulação dos processos de trabalho desenvolvidos por agentes com diferentes formações para otimizar a integração e melhorar a qualidade da assistência aos pacientes com HIV/Aids. MÉTODOS: Estudo qualitativo sobre o trabalho multiprofissional em cinco centros de referência para DST/Aids do Município de São Paulo. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com 26 profissionais de diferentes formações, enfocando suas relações no modo de organização da assistência prestada nesses serviços. RESULTADOS: Houve diferenças significativas do alcance da integração multiprofissional e das possibilidades de enriquecimento da assistência prestada, de acordo com as circunstâncias em que o trabalho interdisciplinar é posto em ação. CONCLUSÕES: Quando a equipe consegue trabalhar com demandas antevistas, isto é, com a formulação, por um conjunto de profissionais, de projetos assistenciais, antecipando demandas a partir de situações concretas da prática, criam-se condições favoráveis a um trabalho mais efetivamente integrado da equipe multiprofissional. Essa integração favorece intervenções que permitem um diálogo mais rico entre a aplicação do tratamento medicamentoso e outras dimensões relevantes do cuidado referentes às vivências sociais, psicológicas e emocionais dos pacientes.<hr/>OBJECTIVE: To understand the possibilities and limitations of developing coordinated work among professionals of different background in order to promote work collaboration and improve the quality of care of HIV/AIDS patients. METHODS: A qualitative study on multiprofessional work was carried out in five STD/AIDS reference centers in the city of São Paulo, Brazil. Semi-structured interviews were applied to 26 professionals from different background, focusing on how they position their practices in a multiprofessional setting. RESULTS: Significant differences were observed as to the outreach of multiprofessional work collaboration and possibilities of improving health care are related to the circumstances the multiprofessional work is done. CONCLUSIONS: When the multiprofessional team has to deal with predictable circumstances and the planning of long-term care projects where demands are anticipated from situations found in their practices, this creates better working conditions for effective collaboration. This collaboration favors interventions that promote a more productive interaction between the medical treatment and other relevant dimensions of care, such as social, psychological, and emotional needs of the patients. <![CDATA[<B>From understanding social vulnerability to a multidisciplinar outlook</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000500016&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Compreender as possibilidades e os limites da articulação dos processos de trabalho desenvolvidos por agentes com diferentes formações para otimizar a integração e melhorar a qualidade da assistência aos pacientes com HIV/Aids. MÉTODOS: Estudo qualitativo sobre o trabalho multiprofissional em cinco centros de referência para DST/Aids do Município de São Paulo. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com 26 profissionais de diferentes formações, enfocando suas relações no modo de organização da assistência prestada nesses serviços. RESULTADOS: Houve diferenças significativas do alcance da integração multiprofissional e das possibilidades de enriquecimento da assistência prestada, de acordo com as circunstâncias em que o trabalho interdisciplinar é posto em ação. CONCLUSÕES: Quando a equipe consegue trabalhar com demandas antevistas, isto é, com a formulação, por um conjunto de profissionais, de projetos assistenciais, antecipando demandas a partir de situações concretas da prática, criam-se condições favoráveis a um trabalho mais efetivamente integrado da equipe multiprofissional. Essa integração favorece intervenções que permitem um diálogo mais rico entre a aplicação do tratamento medicamentoso e outras dimensões relevantes do cuidado referentes às vivências sociais, psicológicas e emocionais dos pacientes.<hr/>OBJECTIVE: To understand the possibilities and limitations of developing coordinated work among professionals of different background in order to promote work collaboration and improve the quality of care of HIV/AIDS patients. METHODS: A qualitative study on multiprofessional work was carried out in five STD/AIDS reference centers in the city of São Paulo, Brazil. Semi-structured interviews were applied to 26 professionals from different background, focusing on how they position their practices in a multiprofessional setting. RESULTS: Significant differences were observed as to the outreach of multiprofessional work collaboration and possibilities of improving health care are related to the circumstances the multiprofessional work is done. CONCLUSIONS: When the multiprofessional team has to deal with predictable circumstances and the planning of long-term care projects where demands are anticipated from situations found in their practices, this creates better working conditions for effective collaboration. This collaboration favors interventions that promote a more productive interaction between the medical treatment and other relevant dimensions of care, such as social, psychological, and emotional needs of the patients.