Scielo RSS <![CDATA[Revista de Saúde Pública]]> http://www.scielosp.org/rss.php?pid=0034-891020080008&lang=en vol. 42 num. lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielosp.org/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielosp.org <![CDATA[<B>Sexual behavior and perceptions of the Brazilian population regarding HIV/AIDS</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800001&lng=en&nrm=iso&tlng=en http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800002&lng=en&nrm=iso&tlng=en http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800003&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Sampling plan for the National Survey Sexual Behavior and Perceptions of the Brazilian Population concerning HIV/AIDS, 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever o plano amostral e os métodos de estimação utilizados na coleta e análise dos dados da Pesquisa sobre o Comportamento Sexual e Percepções sobre HIV/Aids da População Brasileira em 2005. MÉTODOS: São apresentadas as decisões adotadas quanto à definição do universo da pesquisa, estratos de interesse da pesquisa e do plano amostral, principais procedimentos para análise dos dados e desempenho da amostra no campo. RESULTADOS DA AMOSTRAGEM: Foi elaborado plano probabilístico, com 5.040 unidades amostrais, obtidas sobre a população brasileira: indivíduos com idades entre 16 e 65 anos, residentes nos grandes centros urbanos brasileiros. Trata-se de plano amostral complexo, distribuído em oito domínios principais de estimação, desenhado em múltiplos estágios, com um homem ou mulher entrevistada no último desses estágios. Cada unidade entrevistada e cada domicílio têm probabilidade específica de pertencer à amostra.<hr/>OBJECTIVE: To describe the sampling plan and estimation methods used to collect and analyze data in the survey Sexual Behavior and Perceptions of the Brazilian Population concerning HIV/AIDS in 2005. METHODS: The study presents the decisions that were made concerning population definition, strata of interest to the survey and to the sampling plan, main procedures for data analysis and sample performance in the field. SAMPLING RESULTS: A probabilistic plan was designed with 5,040 sampling units obtained from the Brazilian population, with individuals aged between 16 and 65 years living in large Brazilian urban centers. It is a complex sampling plan distributed over eight main estimation domains, designed in multiple stages. A man or a woman was interviewed in the last stage. Each interviewed unit and each household have specific probability of belonging to the sample. <![CDATA[<B>Sexual behavior and practices among men and women, Brazil 1998 and 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar achados básicos de duas pesquisas sobre comportamento e práticas sexuais de mulheres e homens e suas associações com características sociodemográficas da população. MÉTODOS: Os dados analisados foram obtidos por meio de questionário aplicado a uma amostra probabilística de 3.423 pessoas em 1998, e 5.040 em 2005, com idades entre 16 e 65 anos, moradores em regiões urbanas do Brasil. Análises comparativas foram realizadas por sexo e ano de realização da pesquisa, e segundo variáveis sociodemográficas, utilizando o teste qui-quadrado de Pearson. RESULTADOS: O número de parcerias sexuais no ano que antecedeu a entrevista diminuiu entre os homens, de 29,5% para 23,1%. Constatou-se ainda variabilidade de comportamentos e práticas sexuais em função da idade, escolaridade, situação conjugal, religião e região geográfica de residência, além de características específicas segundo sexo. Verificou-se aumento da proporção de mulheres que iniciaram a vida sexual no grupo daquelas com 16 a 19 anos e ensino até fundamental, ou residentes na região Sul do País; e aumento de relato de atividade sexual no último ano entre as mulheres e redução desse relato entre os homens com mais de 55 anos, protestantes/pentecostais, ou separados e viúvos. A proporção de homens com mais de um parceira(o) sexual no último ano diminuiu entre aqueles com 25 a 44 anos ou com ensino até médio. Houve aumento de relato da prática de sexo oral por parte de mulheres com mais de 35 anos ou residentes no Norte/Nordeste. CONCLUSÕES: A análise comparativa entre 1998 e 2005 sugeriu tendência de diminuição das diferenças entre homens e mulheres. Possivelmente isso resulta de um padrão de mudança caracterizado por aumento da freqüência nos comportamentos femininos investigados e diminuição da freqüência nos comportamentos masculinos.<hr/>OBJECTIVE: To compare basic findings from two studies on sexual behavior and practices among women and men and their associations with sociodemographic characteristics of this population. METHODS: Data analyzed were obtained by a questionnaire applied to a probabilistic sample comprised of 3,423 people in 1998, and 5,040 people in 2005, all aged between 16 and 65 years, and living in urban areas of Brazil. Comparative analyses were performed by sex and year of research, and according to sociodemographic variables, using Pearson's chi-square test. RESULTS: The number of sexual partners in the year that preceded the interview decreased from 29.5% to 23.1% among men. Variability in sexual behavior and practices according to age, level of education, marital status, religion and place of residence, in addition to specific characteristics based on sex, was observed. There was also an increase in the proportion of women who began their sexual life in the 16-to-19-year age group and had completed up to elementary school, or lived in Southern Brazil. Moreover, it was observed an increase of sexual activity reported by women in the last year, and a decrease among men over 55 years of age, Protestant/Pentecostal, or separated/widowed. The proportion of men with more than one sexual partner in the last year decreased among those aged between 25 and 44 years or who have completed up to high-school. There was an increase in oral sex practice reported by women who are over 35 years of age or live in Northern/Northeastern Brazil. CONCLUSIONS: Comparative analysis from 1998 to 2005 suggested a tendency towards differences between women and men decreasing. This probably results from a pattern of change characterized by an increase in the frequency of female behavior investigated and a decrease in the frequency of male behavior. <![CDATA[<B>Trends in condom use</B>: <B>Brazil 1998 and 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar os níveis, tendências e diferenciais sociodemográficos do uso do preservativo na população brasileira urbana. MÉTODOS: Os dados analisados foram coletados em 1998 e 2005, na pesquisa "Comportamento Sexual e Percepções da População Brasileira sobre HIV/Aids". As amostras, probabilísticas em múltiplos estágios, incluíram homens e mulheres de 16 a 65 anos de idade, domiciliados em áreas urbanas. Foram consideradas para análise as entrevistas com indivíduos sexualmente ativos nos 12 meses anteriores à entrevista. Os modelos univariados basearam-se em testes qui-quadrado, corrigidos pelo planejamento amostral, e cálculos de odds ratios; a análise multivariada envolveu o ajuste de modelos de regressão logística, controlando-se as demais variáveis de interesse. RESULTADOS: Houve aumento significativo do uso do preservativo nos 12 meses anteriores à entrevista e na última relação sexual. Jovens de 16 a 24 anos se protegeram mais nas relações sexuais, principalmente com parcerias eventuais. Homens usaram mais o preservativo, somente com parcerias eventuais. Maior freqüência de uso do preservativo ocorreu entre pessoas solteiras. Não houve diferença regional quanto ao uso consistente do preservativo. Nas relações estáveis os pentecostais revelaram a menor proteção no sexo; pessoas sem religião ou adeptos de outras religiões apresentaram os maiores índices de proteção. A escolaridade, que se mostrou diferencial importante no uso do preservativo em 1998, manteve seu destaque em 2005. CONCLUSÕES: Os resultados mostraram ser necessário aprofundar a discussão em torno de ações que visem a aumentar o uso consistente de preservativo, especialmente entre populações de menor escolaridade e as mais vulneráveis, como mulheres jovens ou em parcerias estáveis.<hr/>OBJECTIVE: To analyze the levels, tendencies and sociodemographic differentials of condom use among the Brazilian urban population. METHODS: The data analyzed was collected in 1998 and 2005, in the study, "Sexual Behavior and Perceptions of the Brazilian Population concerning HIV/Aids". The probabilistic samples, in multiple stages, included men and women aged 16 to 65 years old, living in urban areas. Interviews with individuals that had been sexually active during the 12 months preceding the interview were included in the analysis. The univariate models were based on chi-square tests, corrected by sample planning, and odds ratio calculations; multivariate analysis involved adjustment of logistic regression models, controlling all other interest variables. RESULTS: There was a significant increase in the use of condoms in the 12 months preceding the interview and at the last sexual intercourse. Young people from 16 to 24 years of age protected themselves more in sexual intercourse, particularly with eventual partners. Men used condoms more frequently only when they had an eventual partner. The use of condoms was more frequent among single people. There were no regional differences with respect to the consistent use of the condom. In stable relationships Pentecostals reveal the least amount of protection in sexual intercourse. People who have no religious affiliation or adepts of other religions have higher rates of protection. Level of education, an important differential with respect to the use of condoms in 1998, maintained its prominence in 2005. CONCLUSIONS: The results indicate the need for greater in depth discussion concerning actions that are geared towards increasing the consistent use of condoms, particularly among populations with lower educational levels and those that are more vulnerable, such as young women or women in stable relationships. <![CDATA[<B>Age and condom use at first sexual intercourse of Brazilian adolescents</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar a idade e o uso do preservativo na iniciação sexual de adolescentes brasileiros em dois períodos: 1998 e 2005. MÉTODOS: Amostras representativas da população urbana brasileira foram entrevistadas em inquérito domiciliar por duas pesquisas, realizadas em 1998 e 2005. Dentre os entrevistados, 670 jovens (16 a 19 anos) sexualmente ativos foram selecionados para o estudo, 312 de 1998 e 358 de 2005. Para análise dos dados ponderados foram utilizados o teste qui-quadrado de Pearson e o teste exato de Fisher (±<5%). RESULTADOS: Em 2005, 61,6% dos jovens entrevistados tinham iniciado-se sexualmente, cuja idade média foi 14,9 anos, sem diferenças significativas para os jovens entrevistados em 1998. O uso de preservativo na primeira relação sexual aumentou significativamente em relações estáveis (48,5% em 1998 vs. 67,7% em 2005) e casuais (47,2% em 1998 vs. 62,6% em 2005) em quase todos os segmentos. Persistiram as diferenças relacionadas à iniciação sexual e ao uso de preservativos segundo gênero, cor da pele e escolaridade, tal como observado em 1998. A diminuição no uso de preservativo entre os jovens que se iniciaram sexualmente antes dos 14 anos, em todos os contextos de parceria, foi expressiva na região Sudeste e entre os mais escolarizados. CONCLUSÕES: Como em outros países, observou-se tendência à estabilização da idade da iniciação sexual entre jovens de 15 a 19 anos. O adiamento do início da vida sexual, mais freqüente entre os jovens mais escolarizados, deve ser tema discutido no planejamento da educação dos adolescentes para a sexualidade e prevenção das IST. Quanto à diminuição da vulnerabilidade ao HIV, é relevante e significativo o incremento no uso de preservativo na iniciação sexual.<hr/>OBJECTIVE: To analyze age and condom use at first sexual intercourse among Brazilian adolescents at two periods: 1998 and 2005. METHODS: Representative samples of the Brazilian urban population were interviewed during a household survey for two studies, carried out in 1998 and 2005. Interviewees included 670 sexually active young people (aged 16 to 19) who were selected for the study, 312 in 1998 and 358 in 2005. Pearson's chi-square test and Fisher's exact test (±<5%) were used to analyze the weighted data. RESULTS: In 2005, 61.6% of young interviewees had practiced sex and the average age for first intercourse was 14.9, with no significant difference to young interviewees in 1998. Condom use during first sexual intercourse increased significantly in both stable relationships (48.5% in 1998 vs. 67.7% in 2005) and casual relationships (47.2% in 1998 vs. 62.6% in 2005) across almost all segments. There were differences by gender, skin color and schooling for both age of first sexual intercourse and condom use, as per findings in 1998. Decreases in condom use for young people who were sexually active before the age of 14, across all types of partnerships, were marked in the Southeast region and for people with more schooling. CONCLUSIONS: As in other countries, there was a trend towards the stabilizing of the age of first sexual intercourse for young people aged 15 to 19. The postponement of the first sexual intercourse is more frequent among youth with more years of schooling, a theme that should be discussed in the planning of sexual education and STI prevention initiatives for adolescents. In terms of reductions in vulnerability to HIV, the increase in condom use at first sexual intercourse is both relevant and significant. <![CDATA[<B>Opinions and attitudes regarding sexuality</B>: <B>Brazilian national research, 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever opiniões e atitudes sobre sexualidade da população urbana brasileira. MÉTODOS: Inquérito de base populacional realizado em 2005, em amostra representativa de 5.040 entrevistados. Realizou-se análise das atitudes diante da iniciação e educação sexual de adolescentes, considerando sexo, idade, escolaridade, renda, estado civil, religião, cor, região geográfica e opiniões sobre fidelidade, homossexualidade e masturbação. Os resultados foram contrastados com pesquisa similar realizada em 1998, sempre que possível. RESULTADOS: A maioria dos entrevistados escolheu como significado para o sexo a alternativa: "sexo é uma prova de amor". Como em 1998, a maioria manifestou-se pela iniciação sexual dos jovens depois do casamento (63,9% para iniciação feminina vs. 52,4% para a masculina), com diferenças entre praticantes das diversas religiões. A educação escolar de adolescentes sobre o uso do preservativo foi apoiada por 97% dos entrevistados, de todos os grupos sociais. Foi elevada a proporção de brasileiros que concordaram com o acesso ao preservativo nos serviços de saúde (95%) e na escola (83,6%). A fidelidade permaneceu um valor quase unânime e aumentou, em 2005, a proporção dos favoráveis à iniciação sexual depois do casamento, assim como a aceitação da masturbação e da homossexualidade, em relação à pesquisa de 1998. As gerações mais novas tendem a ser mais tolerantes e igualitárias. CONCLUSÕES: Como observado em outros países, confirma-se a dificuldade de estabelecer uma dimensão única que explique a regulação da vida sexual ("liberal" vs "conservador"). Sugere-se que a normatividade relativa à atividade sexual deva ser compreendidas à luz da cultura e organização social da sexualidade ao nível local, auscultadas pelos programas de DST/Aids. A opinião favorável ao acesso livre ao preservativo na escola contrasta com resultados mais lentos no âmbito do combate ao estigma e à discriminação das minorias homossexuais. A formulação de políticas laicas dedicadas à sexualidade permitirá o diálogo entre diferentes perspectivas.<hr/>OBJECTIVE: To describe opinions and attitudes concerning sexuality of the Brazilian urban population. METHODS: A population survey was carried out in 2005 on a representative sample of 5,040 interviewees. An analysis of the attitudes regarding sexual initiation and sexual education of teenagers, considering gender, age, schooling, income, marital status, color, geographic region and opinion on fidelity, homosexuality, and masturbation. The results were contrasted with a similar survey carried out in 1998, when possible. RESULTS: Most interviewees selected the "sex is evidence of love" option when describing the meaning of sex. As in 1998, the majority was in favor of sexual initiation after marriage (63.9% for women vs. 52.4% for men initiation); results differed among religions. School teenage education on the use of condoms was supported by 97% of the interviewees across all social groups. The proportion of Brazilians who agreed with having access to condoms in health services (95%) and at school (83.6%) was high. Fidelity remained an almost unanimous value and there was an increase, in 2005, in the proportion of those in favor of sexual initiation after marriage, and in the rate of acceptance of masturbation and homosexuality compared to the 1998 survey. The younger generations tend to be more tolerant and equalitarian. CONCLUSIONS: As observed in other countries, this study confirms the difficulty in establishing a single dimension that guides sexual life ("liberal" vs "conservative"). The study suggests that the normativity concerning sexual activity should be understood in the light of the local culture and social organization of sexuality, considered by the STD/Aids programs. Opinions in favor of free access to preservatives at school clash with the slower results obtained in fighting the stigma and discriminating against homosexual minorities. The design of laical policies on sexuality allow for the dialog across different perspectives. <![CDATA[<B>Knowledge and risk perception on HIV/AIDS by Brazilian population, 1998 and 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever o nível de conhecimento e percepção de risco da população brasileira sobre o HIV/Aids. MÉTODOS: Foram utilizadas as bases de dados da Pesquisa sobre Comportamento Sexual e Percepções da População, nos anos 1998 e 2005. Utilizou-se um indicador sintético composto de nove questões sobre níveis de conhecimento e percepção de risco acerca de formas de transmissão do vírus e situações de risco, segundo subgrupos populacionais. RESULTADOS: Os homens aumentaram seu nível de conhecimento no período, atingindo o nível de informação das mulheres. Entre os jovens não houve crescimento significativo do conhecimento, e tornou-se praticamente inexistente a diferença entre os sexos em relação a essa dimensão. Quanto à percepção de risco, aumentou a proporção dos que declaram não apresentar risco de contrair HIV/Aids. CONCLUSÕES: Apesar do aumento no nível de conhecimento em geral, os resultados encontrados indicam a necessidade de ações e programas e de prevenção do HIV/Aids para a população em geral, em especial, aos jovens.<hr/>OBJECTIVE: To describe the level of knowledge and risk perception on HIV/AIDS of the Brazilian Population. METHODS: Data base from a national survey on sexual behavior and HIV/AIDS risk perception in the Brazilian population, in 1998 and 2005, were used. A synthetic indicator was used, composed by nine questions on the level of knowledge and risk perception on the forms of transmission of the virus and risk situations, according to population subgroups. RESULTS: Men increased their level of knowledge in the period, reaching the same information level of women. Among youngsters, there was no significant increase in knowledge, and the difference between sexes was absent in this dimension. Regarding risk perception, there was an increase in the proportion of those that declared they were not under risk of HIV/AIDS contamination. CONCLUSIONS: Despite the increase in the level of general knowledge, the study's results indicate the need for actions and programs of HIV/AIDS prevention in the general population and, especially, with youngsters. <![CDATA[<B>Stigma, discrimination and HIV/AIDS in the Brazilian context, 1998 and 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Identificar a prevalência de atitudes discriminatórias em dois momentos da epidemia brasileira de HIV/Aids e possíveis mudanças ocorridas. MÉTODOS: O Índice de Intenção de Discriminação foi obtido por pontuação, somando 1 para situações de discriminação ou 0, para o caso contrário. As faixas de intenção de discriminação foram estabelecidas por meio da técnica de cluster, compatibilizadas entre os estudos de 1998 e 2005. Para verificar associação entre o índice e as variáveis sociodemográficas, utilizou-se comparações de médias, teste qui-quadrado, e modelos ajustados de regressão logito ordenado. RESULTADOS: Houve redução estatisticamente significante na proporção de pessoas entre as pesquisas de 1998 e 2005 que responderam sim à obrigatoriedade do teste anti-HIV para: a admissão no emprego, antes do casamento, ingresso nas forças armadas, usuários de drogas, entrada de estrangeiros no país, profissionais do sexo e para todas as pessoas. Possuir menor escolaridade, ser do sexo feminino, ter acima de 45 anos e residir na região Norte/Nordeste são fatores associados ao maior nível de intenção de discriminação. CONCLUSÕES: O crescimento da intenção de discriminação mostra que as informações sobre formas de transmissão e não transmissão da Aids ainda necessitam de melhor elaboração e divulgação, principalmente entre as populações de menor escolaridade, residentes nos estados do Norte/Nordeste, do sexo feminino e pertencentes à faixa etária acima de 45 anos.<hr/>OBJECTIVE: To identify discriminatory attitudes in two moments of the Brazilian HIV/AIDS epidemic, as well as the occurrence of possible changes. METHODS: The Intention of Discrimination Index was obtained by scoring 1 for discriminatory situations or 0, when the opposite was the case. Intention of discrimination ranges were established by means of the clustering technique, and made compatible between the 1998 and 2005 surveys. Mean comparisons, chi-square test and ordered logit adjusted regression models were used to verify association between the index and socio-demographic variables. RESULTS: Between the 1998 and 2005 surveys, there was a statistically significant reduction in the proportion of people who answered "yes" to anti-HIV test's being mandatory in the following cases: admission for employment, before getting married, when joining the military service, drug users, foreigners entering the country, sex professionals, and for all the people. To have lower level of education, to be female, to live in the North/Northeast regions of Brazil, and to be aged over 45 years are factors associated with higher intention of discrimination level. CONCLUSIONS: The growth of intention of discrimination shows that information about ways of AIDS transmission and non-transmission still needs to be better planned and promoted, especially among populations that have lower level of education, live in the North/Northeast regions, are female and aged over 45 years. <![CDATA[<B>Changes in HIV testing in Brazil between 1998 and 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar mudanças na realização de teste anti-HIV, as razões alegadas entre as pessoas que foram ou não testadas e o recebimento de aconselhamento. MÉTODOS: Estudos transversais conduzidos com homens e mulheres de 16 a 65 anos, com amostras representativas do Brasil urbano em 1998 (n=3.600) e 2005 (n=5.040). Características sociodemográficas, sexuais, reprodutivas e de experiências de vida e saúde foram consideradas na análise. A avaliação das possíveis diferenças nas distribuições das variáveis baseou-se nos testes qui-quadrado de Pearson e F design-based (±<5%). RESULTADOS: Em 1998, 20,2% dos entrevistados haviam realizado o teste e 33,6% em 2005. Foram testadas 60% das mulheres na faixa 25-34 anos, mas as que iniciaram a vida sexual antes dos 16 anos e reportaram quatro ou mais parceiros sexuais nos cinco anos anteriores à entrevista foram menos testadas. Não se observou aumento significativo da testagem entre homens, exceto para os de 55-65 anos, renda per capita entre 1-3 e 5-10 salários mínimos, aposentados, protestantes históricos e adeptos de cultos afro-brasileiros, moradores da região Norte/Nordeste e os que declararam parceria homo/bissexual ou não tiveram relações sexuais nos cinco anos anteriores à entrevista. Não aumentou a freqüência de testagem entre pessoas auto-avaliadas como sob alto risco para o HIV. Entre as mulheres, a freqüência de testagem pré-natal aumentou e a testagem por trabalho diminuiu entre os homens. Em 2005, metade dos testados não recebeu orientação antes ou após o teste. CONCLUSÕES: Houve expansão desigual na testagem, atingindo principalmente mulheres em idade reprodutiva, adultas e pessoas com melhores condições sociais. A testagem parece estar aumentando no País sem a devida atenção à decisão autônoma das pessoas e sem o provimento de maior e melhor oferta de aconselhamento.<hr/>OBJECTIVE: To analize changes in HIV testing, reasons reported by those who were tested or not and received counseling. METHODS: Cross-sectional studies conducted in both men and women aged 16 to 65 years based on representative samples of urban Brazil in 1998 (n=3,600) and 2005 (n=5,040). Sociodemographic, sexual, reproductive characteristics, life experiences and health data were collected and analyzed. Potential differences in the distribution of variables was analyzed using Pearson's chi-square and design-based F test (±<5%). RESULTS: In 1998 and 2005, 20.2% and 33.6% of interviewees had been tested, respectively. A total of 60% women aged 25-34 years were tested, but those who reported sexual initiation before the age of 16 and four or more sexual partners in the fi ve years prior to the interview were less tested. There was no significant increase in testing among men, except among those aged 55-65 years, per capita income between 1-3 and 5-10 monthly minimum wages, retired, historical Protestant and followers of African-Brazilian religions, living in the North/Northeast region and who reported homosexual/bisexual partners or no sexual relationship in the five years prior to the interview. Testing rates did not increase in those who self-reported as high risk for HIV. Among women, prenatal testing rate increased while work-related testing decreased among men. In 2005, half of those who were tested did not receive any advice before or after testing. CONCLUSIONS: HIV testing scaling up was unequal and was mostly seen among women at childbearing age, adults and those better off. There seems to be an increase in testing rates in Brazil but without regard for people's right to free choice and without offering more widely and better quality counseling. <![CDATA[<B>Signs and symptoms associated with sexually transmitted infections in Brazil, 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: As doenças sexualmente transmissíveis (DST) constituem um dos principais determinantes da carga de doença das populações em todo o mundo. O objetivo do estudo foi avaliar a morbidade auto-referida associada à ocorrência de DST, segundo gênero. MÉTODOS: Os dados analisados referem-se à pesquisa realizada em 2005 e foram obtidos a partir de amostra probabilística em múltiplos estágios de 5.040 entrevistados, com 16-65 anos de idade, moradores nas regiões urbanas do Brasil. Esses dados foram cotejados com aqueles de pesquisa anterior, de 1998. Realizaram-se análises bivariadas, utilizando teste qui-quadrado de Pearson e regressão linear simples, seguidas por regressão logística. RESULTADOS: Tanto para homens quanto para mulheres as variáveis: testagem anterior para o HIV, crença pessoal de que pode haver amor sem fidelidade e número de pessoas com quem teve relações sexuais na vida mostraram-se significativamente associadas ao desfecho. Porém, somente entre as mulheres as covariáveis a seguir se mostraram independentemente associadas ao desfecho: renda familiar baixa, residência na Região Centro-Oeste, Sudeste e Sul, e relato de violência física. Para os homens, as variáveis independentemente associadas foram: faixa etária (35 anos ou mais), residência na Região Sul e Estado de São Paulo, e auto-avaliação de risco de se infectar com o HIV. CONCLUSÕES: Sinais e sintomas associados às DST apresentam forte diferencial de gênero na população geral, devendo ser objeto de intervenções educativas claramente distintas.<hr/>OBJECTIVE: Sexually transmitted infections (STIs) are a major determinant of population disease burden worldwide. The objective of the study was to assess self-reported morbidity associated to STIs according to gender. METHODS: The study data were obtained from a 2005 study consisting of a multistage probabilistic sample of 5,040 respondents, aged 16-65 years, living in urban areas in Brazil. These data were compared with those from a previous 1998 study. Bivariate analyses were carried out using Pearson's chi-square test and simple linear regression followed by logistic regression. RESULTS: In both men and women, the variables: previous HIV testing, personal belief in unfaithful love, and number of sexual partners in a lifetime were significantly associated to STIs. In women only, the covariates: low family income, living in the Center-West, Southeast and South regions, and reporting of physical violence were independently associated to STIs. In men, the variables associated were: age group (35 years or more), living in the South region and in the state of São Paulo, and self-perceived HIV infection risk. CONCLUSIONS: Signs and symptoms associated to STIs have strong gender differences in the general population and education interventions should be specifically targeted to either men or women. <![CDATA[<B>Drug and alcohol use</B>: <B>main findings of a national survey, Brazil 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar os padrões de consumo de álcool e drogas de uma amostra representativa da população urbana brasileira na sua inter-relação com a saúde sexual e reprodutiva. MÉTODOS: Dados de inquérito de base populacional, de abrangência nacional, com plano amostral complexo, realizado em 2005. Foram entrevistados 5.040 indivíduos de ambos os sexos, na faixa etária de 16 a 65 anos. Analisaram-se questões relativas consumo de álcool e drogas e comportamento sexual. Utilizou-se análise bivariada e multivariada. RESULTADOS: O álcool foi a substância mais freqüentemente utilizada, com relato de uso regular, na vida, por 18% dos entrevistados. O consumo de drogas ilícitas foi referido por 9% dos entrevistados, especialmente, maconha e cocaína aspirada, com uso de drogas injetáveis infreqüente. Observou-se declínio do consumo de cocaína aspirada e incremento do uso de maconha (nos últimos 12 meses), comparados a resultados de pesquisa similar realizada em 1998. Histórico de abuso sexual constituiu fator de risco do consumo de drogas e uso regular de álcool. A referência por parte do entrevistado ao papel da religião na sua formação, ser branco e do sexo feminino se mostraram protetores frente ao consumo regular de álcool, particularmente prevalente entre homens mais velhos. As opções de lazer e a ausência de práticas religiosas atuais se mostraram associadas ao consumo de drogas. CONCLUSÕES: O consumo de álcool, regular ou não, é prevalente na população urbana brasileira, enquanto o uso de drogas injetáveis se mostrou raro. Ao longo da última década observou-se declínio no consumo de cocaína. Histórico de abuso sexual se mostrou central ao consumo posterior de drogas e álcool.<hr/>OBJECTIVE: To assess alcohol and drug use in a representative sample of the urban Brazilian population and their correlation with sexual and reproductive health. METHODS: Data from a national population-based survey with a complex sampling, performed in 2005 was used. A total of 5,040 individuals from both genders, in the age group from 16 to 65 years old, were interviewed. Issues regarding drug and alcohol use and sexual behavior were assessed. Bivariate and multivariate analyses were used. RESULTS: Alcohol was the most frequently used substance, with reports of regular use in the lives of 18% of interviewees. Use of illegal drugs was mentioned by 9% of the interviewees especially marijuana and snorted cocaine; injected drugs use was not frequent. There was a decrease in snorted cocaine use and an increase in marijuana use (in the last 12 months), compared to results of a similar survey conducted in 1998. History of sexual abuse was a risk factor for drug use and regular alcohol use. Interviewees mentioning the role of religion in their background, being White, and female were less likely to use alcohol in a regular way, which is especially prevalent among elderly males.Leisure activities and absence of current religious practice were associated with drug use. CONCLUSIONS: The regular or irregular alcohol use is prevalent in the urban Brazilian population, whereas injected drug use is rare. Over the last decade there was a decline in cocaine use. A history of sexual abuse was central to later use of alcohol and drugs. <![CDATA[<B>Use of psychoactive substances and contraceptive methods by the Brazilian urban population, 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar a relação entre os padrões de utilização de preservativos e outros métodos contraceptivos e o consumo de álcool e drogas. MÉTODOS: Estudo exploratório com base em dados de amostra probabilística com 5.040 entrevistados residentes em grandes regiões urbanas do Brasil, com idades entre 16 e 65 anos, em 2005. Os dados foram coletados por meio de questionários. Empregou-se a técnica de árvores de classificação Chi-square Automatic Interaction para estudar o uso de preservativos por parte de entrevistados de ambos os sexos e de outros métodos contraceptivos entre as mulheres na última relação sexual vaginal. RESULTADOS: Entre adultos jovens e de meia idade, de ambos os sexos, e jovens do sexo masculino vivendo relacionamentos estáveis, o uso de preservativos foi menos freqüente entre os que disseram utilizar substâncias psicoativas (álcool e/ou drogas ilícitas). O possível efeito modulador das substâncias psicoativas parece incidir de forma mais clara sobre as práticas anticoncepcionais de mulheres maduras, com inter-relações mais complexas, entre as mulheres mais jovens, onde a inserção em diferentes classes sociais parece desempenhar papel mais relevante. CONCLUSÕES: Apesar das limitações decorrentes de um estudo exploratório, o fato de se tratar de amostra representativa da população urbana brasileira, e não de populações vulneráveis, reforça a necessidade de implementar políticas públicas integradas dirigidas à população geral, referentes à prevenção do consumo de drogas, álcool, infecções sexualmente transmissíveis e HIV/Aids e da gravidez indesejada nos marcos de promoção da saúde sexual e reprodutiva.<hr/>OBJECTIVE: To analyze the relationship between utilization patterns for condoms and other contraceptive methods and the consumption of alcohol and drugs. METHODS: Exploratory study based on data from a probabilistic sample of 5,040 interviewees aged 16 to 65 years living in large urban regions of Brazil in 2005. The data were collected by means of questionnaires. The chi-square automatic interaction classification tree technique was used to study the use of condoms among interviewees of both sexes and other contraceptive methods among women, at the time of the last vaginal sexual intercourse. RESULTS: Among young and middle-aged adults of both sexes and young men in stable relationships, condom use was less frequent among those who said they used psychoactive substances (alcohol and/or illegal drugs). The possible modulating effect of psychoactive substances on contraceptive practices among mature women seems to be more straightforward, compared to the more subtle effects observed among younger women, for whom the different social classes they belonged to seemed to play a more important role. CONCLUSIONS: Despite the limitations resulting from an exploratory study, the fact that this was a representative sample of the urban population of Brazil and not from vulnerable populations, reinforces the need to implement integrated public policies directed towards the general population, with regard to preventing drug consumption, alcohol abuse, sexually transmitted infections, HIV/AIDS and unwanted pregnancy and promoting sexual and reproductive health. <![CDATA[<B>Intimate partner sexual violence among men and women in urban Brazil, 2005</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000800015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estimar a prevalência de violência sexual por parceiro íntimo entre homens e mulheres da população urbana brasileira e fatores a ela associados. MÉTODOS: Os dados analisados fazem parte de pesquisa realizada em 1998 e 2005 no Brasil, em população urbana. Os dados foram obtidos por meio de questionários aplicados a amostra representativa de 5.040 indivíduos, homens e mulheres de 16 a 65 anos. Análise descritiva foi realizada com dados ponderados, usando-se os testes F design-based, com significância de 5%. RESULTADOS: A prevalência global de violência sexual por parceiro íntimo foi de 8,6%, com predominância entre as mulheres (11,8% versus 5,1%). As mulheres apresentaram taxas sempre maiores de violência do que os homens, exceto no caso de parcerias homo/ bissexuais. Foi significativa a diferença da maior taxa verificada para homens homo/bissexuais em relação aos heterossexuais, mas não para mulheres. A população negra, independente do sexo, referiu mais violência que a branca. Quanto menor a renda e a escolaridade, maior a violência, mas homens de regiões mais pobres referiram mais violência, o que não ocorreu com mulheres. Situações diversas do trabalho, uso de condom, menor idade na primeira relação sexual e número de parceiros nos últimos cinco anos diferiram significativamente para mulheres, mas não para homens. Para homens e mulheres a violência sexual associou-se a ser separado(a) ou divorciado(a), ter tido doença sexualmente transmissível, auto-avaliar-se com risco para HIV, mas não à sua testagem. CONCLUSÕES: Confirma-se a alta magnitude da violência sexual e a sobretaxa feminina. Reitera-se a violência como resultado de conflitos de gênero, os quais perpassam a estratificação social e a etnia. Quanto à epidemia de Aids, a violência sexual é um fator importante a ser considerado na feminilização da população atingida.<hr/>OBJECTIVE: To estimate the prevalence of intimate partner sexual violence among men and women of the Brazilian urban population and factors associated to it. METHODS: The data analyzed is part of the study conducted between 1998 and 2005 among urban populations in Brazil. The data was obtained by means of a questionnaire applied to a representative sample of 5.040 individuals, men and women 16 to 65 years of age. Descriptive analysis was undertaken with weighted data, utilizing F design-based tests, with 5% significance. RESULTS: The global prevalence of intimate partner sexual violence was 8.6%, being predominant among women (11.8% versus 5.1%). Women consistently reported higher rates of violence then men, except in cases involving homo/bissexual partners. The rate verified for male homo/bisexuals was significantly greater than that found among male heterosexuals, but this difference in rates was not significant among women. The black population, irrespective of sex, referred more violence than the white population. The lower the income and years of formal education, the greater the rates of violence. However, men from poorer regions referred more violence, but this did not occur with respect to women. Diverse situations with respect to work, use of condoms, lower age at first intercourse and number of partners during the last five years differed significantly among women, but not among men. For both men and women sexual violence was associated with being separated or divorced, having had STDs, self -evaluation of being at risk for HIV, but was not associated with testing positive for HIV. CONCLUSIONS: The high magnitude of sexual violence as well as female surtax is confirmed. Violence as a result of gender conflicts, that pervades social stratification and ethnic groups is reiterated. As to the Aids epidemic, sexual violence is an important factor to be taken into consideration when discussing the feminization of the population affected by the disease.