Scielo RSS <![CDATA[Revista de Saúde Pública]]> http://www.scielosp.org/rss.php?pid=0034-891020080009&lang=en vol. 42 num. lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielosp.org/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielosp.org http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900001&lng=en&nrm=iso&tlng=en http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Methodology of the Pelotas birth cohort study from 1982 to 2004-5, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever os métodos utilizados no estudo longitudinal e acompanhamento das crianças nascidas em Pelotas (RS) em 1982. MÉTODOS: A coorte foi iniciada com um inquérito de saúde perinatal de todas as 6.011 crianças nascidas nas maternidades de Pelotas em 1982. As 5.914 crianças nascidas vivas foram incluídas nos estudos de acompanhamento. Até 2004-5 foram realizados oito acompanhamentos, com a aplicação de questionários às mães e/ou aos membros da coorte, conforme a faixa etária. Exames antropométricos e clínicos foram realizados nas visitas. Os participantes da coorte são descritos conforme variáveis demográficas, socioeconômicas e de saúde colhidas nos primeiros acompanhamentos, que são utilizadas como variáveis de exposição. RESULTADOS: A maior parte dos jovens da coorte foram acompanhados durante 23 anos de vida e distintas visitas. Os acompanhamentos que obtiveram maior êxito foram aqueles precedidos por um censo da cidade. Com este método foram localizados 87,2% em 1984 (idade média de 19 meses), 84,1% em 2006 (média 43 meses), e 77,4% em 2004-5 (média 23 anos). CONCLUSÕES: Estudos de coorte de nascimentos podem ser realizados com sucesso em países em desenvolvimento, e a metodologia empregada nesses estudos de ciclo vital permite estudar a influência de exposições precoces sobre a determinação das doenças da vida adulta.<hr/>OBJECTIVE: To describe the methods employed in the longitudinal and follow-up studies of children born in Pelotas (Southern Brazil) in 1982. METHODS: The cohort began with a perinatal health survey that included all 6,011 children born in maternity wards in Pelotas in 1982. The 5,914 children born alive in the city were included in the follow-up studies. By 2004-5, we had conducted eight follow-ups, which consisted of the administration of questionnaires to mothers and/or cohort members, depending on age, in addition to anthropometric and clinical examination. Cohort subjects are described in terms of demographic, socioeconomic, and health-related variables collected during early follow-up studies, which are used as exposure variables. RESULTS: The majority of subjects in the cohort were followed for 23 years and on multiple occasions. The most successful follow-ups were those preceded by a city census. Using this method, we were able to locate 87.2% of subjects in 1984 (mean age 19 months), 84.1% in 1986 (mean age 43 months), and 77.4% in 2004-5, and 77.4% in 2004-5 (mean age 23 years). CONCLUSIONS: Birth cohort studies can be carried out successfully in developing countries, and the methods employed in this life-cycle study have allowed us to investigate the influence of early exposures in determining disease outcomes in adult life.<hr/>OBJETIVO: Describir los métodos utilizados en el estudio longitudinal y acompañamiento de los niños nacidos en Pelotas (Sur de Brasil) en 1982. MÉTODOS: La cohorte fue iniciada con una investigación de salud perinatal de todos los 6.011 niños nacidos en las maternidades de Pelotas en 1982. Los 5.914 niños nacidos vivos fueron incluidos en los estudios de acompañamiento. Hasta 2004-5 fueron realizados ocho acompañamientos, con la aplicación de cuestionarios a las mamás y/o a los miembros de la cohorte conforme el rango de edad. Exámenes antropométricos y clínicos fueron realizados en las visitas. Los participantes de la cohorte son descritos de acuerdo con las variables demográficas, socioeconómicas y de salud, obtenidas en los primeros acompañamientos, que son utilizadas como variables de exposición. RESULTADOS: La mayor parte de los jóvenes de la cohorte fueron acompañados durante 23 años de vida y distintas visitas. Los acompañamientos que obtuvieron mayor éxito fueron aquellos precedidos por un censo de la ciudad. Con éste método fueron localizados 87,2% en 1984 (edad promedio de 19 meses), 84,1% en 2006 (promedio 43 meses), y 77,4% en 2004-5 (promedio 23 años). CONCLUSIONES: Estudios de cohorte de nacimientos pueden ser realizados con éxito en países en desarrollo, y la metodología utilizada en esos estudios de ciclo vital permite estudiar la influencia de exposiciones precoces sobre la determinación de las enfermedades de la vida adulta. <![CDATA[<B>Education and work in the Pelotas birth cohort from 1982 to 2004-5, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar a influência de fatores socioeconômicos e biológicos precoces ao longo da vida sobre o ingresso na universidade e a inserção no mercado de trabalho dos jovens da coorte de nascimento de 1982. MÉTODOS: Estudo longitudinal de 5.914 nascimentos da cidade de Pelotas (RS), em 1982. Utilizando-se questionários aplicados ao jovem, foram coletadas informações sobre nível educacional e a inserção no mercado de trabalho durante acompanhamento da coorte realizado em 2004-5. Regressão de Poisson foi utilizada para estudar o efeito de variáveis demográficas, socioeconômicas, peso ao nascer e aleitamento materno sobre os desfechos. RESULTADOS: A escolaridade média foi de 9,4 anos (± 3,1) e 42% dos jovens estavam freqüentando a escola em 2004-5. Um de cada cinco jovens havia ingressado na universidade e cerca de dois terços estavam trabalhando no mês anterior à entrevista. O ingresso na universidade foi determinado pelas condições econômicas, e teve influência do peso ao nascer nas mulheres e da amamentação nos homens. A inserção no mercado de trabalho foi mais freqüente entre os homens mais pobres, mas não para as mulheres. CONCLUSÕES: A baixa inclusão universitária e a necessidade de inserção no mercado de trabalho dos jovens de famílias mais pobres mantêm um círculo vicioso que reproduz a hierarquia social dominante.<hr/>OBJECTIVE: To analyze the influence of biological and socioeconomic factors throughout life on entry into the university and insertion in the work force of young adults from the 1982 birth cohort. METHODS: Longitudinal study of 5,914 births that took place in the city of Pelotas, Southern Brazil, in 1982. Data was collected by means of questionnaires applied on young adults when accompanying the 1982 cohort in 2004-5. Information was gathered concerning educational level and insertion in the labor market. Poisson Regression was utilized to study the effect of demographic and socioeconomic variables, as well as birth weight and maternal breastfeeding, on the outcomes. RESULTS: On the average, these young adults had 9.4 (± 3.1) years of schooling and 42% of them were attending school in 2004-5. One in five young adults had entered a university and approximately two thirds were working during the month prior to the interview. Entry in the university was determined by economic conditions. Furthermore, women's birth weight and breastfeeding among men influenced this outcome. Insertion in the labor market was more frequent among the poorer men, but this did not affect women's outcomes in this respect. CONCLUSIONS: The low inclusion in the university and the need to enter the labor market among the poor families maintains a vicious circle that reproduces the dominant social hierarchy.<hr/>OBJETIVO: Analizar la influencia de factores socioeconómicos y biológicos precoces a lo largo de la vida sobre el ingreso en la universidad y la inserción en el mercado de trabajo de los jóvenes de la cohorte de nacimiento de 1982. MÉTODOS: Estudio longitudinal de 5.914 nacimientos de la ciudad de Pelotas (Sur de Brasil), en 1982. Utilizándose cuestionarios aplicados al joven, fueron colectadas informaciones sobre el nivel educacional y la inserción en el mercado de trabajo durante acompañamiento de la cohorte realizado en 2004-5. Regresión de Poisson fue utilizada para estudiar el efecto de las variables demográficas, socioeconómicas, peso al nacer y amamantamiento materno sobre los desenlaces. RESULTADOS: La escolaridad promedio fue de 9,4 años (± 3,1) y 42% de los jóvenes estaban frecuentando la escuela en 2004-5. Uno de cada cinco jóvenes había ingresado en la universidad y cerca de dos tercios estaban trabajando en el mes anterior a la entrevista. El ingreso en la universidad fue determinado por las condiciones económicas, y tuvo influencia de peso al nacer en las mujeres y del amamantamiento en los hombres. La inserción en el mercado de trabajo fue más frecuente entre los hombres más pobres, pero no para las mujeres. CONCLUSIONES: La baja inclusión universitaria y la necesidad de inserción en el mercado de trabajo de los jóvenes de familias más pobres mantienen un círculo vicioso que reproduce la jerarquía social dominante. <![CDATA[<B>Prevalence and early determinants of common mental disorders in the 1982 birth cohort, Pelotas, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estimar a prevalência de transtornos mentais comuns e sua associação com fatores de risco numa coorte de adultos jovens. MÉTODOS: Estudo transversal aninhado à coorte de nascimentos de 1982 de Pelotas, RS. Em 2004-5, 4.297 indivíduos foram entrevistados em visita domiciliar. A probabilidade de transtornos mentais comuns foi estimada pelo Self-Report Questionnaire. Os fatores de risco incluíram variáveis socioeconômicas, demográficas, perinatais e ambientais. A análise foi estratificada por sexo e as razões de prevalência simples e ajustadas foram estimadas utilizando-se regressão de Poisson. RESULTADOS: A prevalência de transtornos mentais comuns na população geral foi 28,0%; 32,8% e 23,5%, respectivamente, entre mulheres e homens. Independentemente da pobreza em 1982, homens e mulheres pobres em 2004-5 apresentaram risco aproximado de 1,5 para esses transtornos (p<0,001), quando comparados aos que nunca foram pobres. Entre as mulheres, ter sido pobre na infância (p<0,001) e ter cor da pele preta ou parda (p=0,002) também aumentou o risco para transtornos mentais comuns. O baixo peso ao nascer e a duração da amamentação não estiveram associadas com o risco desses transtornos. CONCLUSÕES: A maior prevalência de transtornos mentais comuns nos indivíduos com baixa renda familiar e de minorias étnico-raciais mostra haver impacto das desigualdades sociais, presentes no nascimento, sobre esses transtornos.<hr/>OBJECTIVE: To estimate the prevalence of common mental disorders and assess its association with risk factors in a cohort of young adults. METHODS: Cross-sectional study nested in a 1982 birth cohort study conducted in Pelotas, Southern Brazil. In 2004-5, 4,297 subjects were interviewed during home visits. Common mental disorders were assessed using the Self-Report Questionnaire. Risk factors included socioeconomic, demographic, perinatal, and environmental variables. The analysis was stratified by gender and crude and adjusted prevalence ratios were estimated by Poisson regression. RESULTS: The overall prevalence of common mental disorders was 28.0%; 32.8% and 23.5% in women and men, respectively. Men and women who were poor in 2004-5, regardless of their poor status in 1982, had nearly 1.5-fold increased risk for common mental disorders (p<0.001) when compared to those who have never been poor. Among women, being poor during childhood (p<0.001) and black/mixed skin color (p=0.002) increased the risk for mental disorders. Low birth weight and duration of breastfeeding were not associated to the risk of these disorders. CONCLUSIONS: Higher prevalence of common mental disorders among low-income groups and race-ethnic minorities suggests that social inequalities present at birth have a major impact on mental health, especially common mental disorders.<hr/>OBJETIVO: Estimar la prevalencia de trastornos mentales comunes y su asociación con factores de riesgo en una cohorte de adultos jóvenes. MÉTODOS: Estudio transversal anidado a la cohorte de nacimientos de 1982 de Pelotas (Sur de Brasil). En 2004-5, 4.297 individuos fueron entrevistados en visita domiciliar. La probabilidad de trastornos mentales comunes fue estimada por el Self-Report Questionnaire. Los factores de riesgo incluyeron variables socioeconómicas, demográficas, perinatales y ambientales. El análisis fue estratificado por sexo y las razones de prevalencia simples y ajustadas fueron estimadas utilizándose regresión de Poisson. RESULTADOS: La prevalencia de trastornos mentales comunes en la población general fue de 28,0%; 32,8% y 23,5%, respectivamente, entre mujeres y hombres. Independientemente de la pobreza en 1982, hombres y mujeres pobres en 2004-5 presentaron riesgo aproximado de 1,5 para esos trastornos (p<0,001), cuando se compararon con los que nunca fueron pobres. Entre las mujeres, haber sido pobre en la infancia (p<0,001) y tener color de piel negra o parda (p=0,002) también aumentó el riesgo para trastornos mentales comunes. El bajo peso al nacer y la duración del amamantamiento no estuvieron asociados con el riesgo de esos trastornos. CONCLUSIONES: La mayor prevalencia de trastornos mentales comunes en los individuos con baja renta familiar y de minorías étnico-raciales muestra haber impacto de las desigualdades sociales, presentes en el nacimiento, sobre esos trastornos. <![CDATA[<B>Determinants of early sexual initiation in the Pelotas birth cohort from 1982 to 2004-5, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar determinantes sociais da iniciação sexual precoce de jovens pertencentes a uma coorte de nascimentos. MÉTODOS: Foram entrevistados em 2004-5 os indivíduos da coorte de nascimentos de Pelotas (RS), em 1982 (N=4.297). A iniciação sexual precoce (<13 anos) foi o desfecho. Análises descritivas e estratificadas foram realizadas segundo o sexo. As variáveis analisadas foram renda familiar em 1982, cor da pele, escolaridade do jovem e mudança de renda (1982-2004-5). Usaram-se dados etnográficos para complementar a análise dos resultados. RESULTADOS: A prevalência de iniciação sexual precoce foi maior para homens com cor da pele preta/parda, baixa escolaridade, renda familiar baixa em 1982 e em 2004-5. As exigências para que os papéis sexuais masculinos mais tradicionais (virilidade, iniciativa sexual) mostraram ter maior repercussão e adesão desde cedo no grupo dos homens. Jovens mulheres de família com maior renda e de maior escolaridade tenderam a postergar a iniciação sexual. Os reflexos da imposição de valores culturais tradicionais mostraram-se importantes para a iniciação sexual precoce em homens e mulheres, ambos com menor escolaridade e renda. CONCLUSÕES: Os resultados encontrados recolocam o fator econômico como determinante dos comportamentos ou dos usos da sexualidade para ambos os sexos. Concentrar esforços políticos que incentivem a população menos privilegiada economicamente a ter chances e perspectivas futuras igualitárias é uma estratégia importante para desfechos em saúde.<hr/>OBJECTIVE: To analyze social determinants of early sexual initiation among young adults from a birth cohort. METHODS: Individuals from the 1982 birth cohort (N=4,297) were interviewed in 2004-5, city of Pelotas, Southern Brazil. Early sexual initiation (<13 years of age) was the outcome. Descriptive and stratified analyses were performed according to sex. Variables analyzed were family income in 1982, ethnicity, young adult's level of education and change in income (between 1982 and 2004-5). Ethnographic data were used to complement result analysis. RESULTS: Prevalence of early sexual initiation was higher among black and mixed men, and those with low level of education and low family income in 1982 and 2004-5. More traditional male sexual role requirements, such as virility and sexual initiative, showed more repercussion and adherence from an early age among men. Young family women with higher income and level of education tended to delay their sexual initiation. Imposition of traditional values was found to influence early sexual initiation among men and women with lower level of education and income. CONCLUSIONS: Results found re-established the economic factor as a determinant of behavior or uses of sexuality for both sexes. To focus on political efforts that help the economically disadvantaged to have opportunities and egalitarian future perspectives is an important strategy for health outcomes.<hr/>OBJETIVO: Analizar las determinantes sociales de la iniciación sexual precoz de jóvenes pertenecientes a una cohorte de nacimientos. MÉTODOS: Fueron entrevistados en 2004-5 los individuos de la cohorte de nacimientos de Pelotas (Sur de Brasil), en 1982 (N= 4.297). La iniciación sexual precoz (<13 anos) fue el desenlace. Análisis descriptivos y estratificados fueron realizados según el sexo. Las variables analizadas fueron renta familiar en 1982, color de la piel, escolaridad del joven y mudanza de renta (1982-2004-5). Se usaron datos etnográficos para complementar el análisis de los resultados. RESULTADOS: La prevalencia de iniciación sexual precoz fue mayor en hombres con color de piel negra/parda, baja escolaridad, renta familiar baja en 1982 y en 2004-5. Las exigencias para los papeles sexuales masculinos más tradicionales (virilidad, iniciativa sexual) mostraron tener mayor repercusión y adhesión desde temprano en el grupo de hombres. Jóvenes mujeres de familia con mayor renta y de mayor escolaridad tendieron a postergar la iniciación sexual. Los reflejos de la imposición de valores culturales tradicionales se mostraron importantes para la iniciación sexual precoz en hombres y mujeres, ambos con menor escolaridad y renta. CONCLUSIONES: Los resultados encontrados recolocan el factor económico como determinante de los comportamientos o de los usos de la sexualidad para ambos sexos. Concentrar esfuerzos políticos que incentiven la población menos privilegiada económicamente a tener oportunidades y perspectivas futuras igualitarias es una estrategia importante para desenlaces en salud. <![CDATA[<B>Maternity and paternity in the Pelotas birth cohort from 1982 to 2004-5, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever a prevalência de maternidade e paternidade em adultos jovens e sua associação com variáveis perinatais, socioeconômicas e demográficas. MÉTODOS: Os participantes foram jovens com idade média de 23 anos, acompanhados em estudo de coorte desde o seu nascimento, em 1982, em Pelotas (RS) e entrevistados em 2004-5. Foram considerados elegíveis os jovens que referiram ter tido um ou mais filhos, nascidos vivos ou mortos. Dois questionários foram aplicados para coletar informações sobre saúde reprodutiva, dados socioeconômicos e demográficos. As variáveis independentes foram sexo e cor da pele, renda familiar em 1982 e 2004-5, mudança de renda, peso ao nascer do jovem e escolaridade aos 23 anos. Análises brutas e ajustadas foram realizadas por meio de regressão de Poisson para investigar os efeitos das variáveis independentes sobre a maternidade/paternidade na adolescência. RESULTADOS: De 4.297 jovens entrevistados, 1.373 (32%) eram mães ou pais, dos quais 842 (19,6%) haviam experimentado a maternidade/paternidade na adolescência. O planejamento da gravidez do primeiro filho mostrou relação direta com a idade do jovem. Relação inversa foi observada entre as variáveis socioeconômicas e a ocorrência de maternidade/paternidade na adolescência. A probabilidade de ser mãe na adolescência foi maior entre as mulheres pretas ou pardas, mas a cor da pele não esteve associada com a paternidade na adolescência. CONCLUSÕES: Houve forte relação entre a maternidade/paternidade na adolescência e condições socioeconômicas, a qual deve ser considerada no delineamento de ações preventivas no campo da saúde pública.<hr/>OBJECTIVE: To describe the prevalence of maternity and paternity among subjects and its association with perinatal, socioeconomic and demographic variables. METHODS: The participants were youth, aged 23, on the average, accompanied in a cohort study since they were born, in 1982, in Pelotas (Southern Brazil) and interviewed in 2004-5. Those who were considered eligible referred having had one or more children, whether these were liveborns or stillborns. Data was collected on reproductive health as well as socioeconomic and demographic information, by means of two different instruments. The independent variables were sex and skin color, family income in 1982 and in 2004-5, changes in income, birth weight and educational level when aged 23 years old. Crude and adjusted analysis were conducted by means of Poisson regression so as to investigate the effects of the independent variables on maternity/paternity during adolescence. RESULTS: Among the 4,297 youth interviewed, 1,373 (32%) were parents and 842 (19.6%) of these had experienced maternity/paternity during their adolescence. Planned pregnancy of the first child was directly related to the youth's age. Socioeconomic variables were inversely related to the occurrence of maternity/paternity during adolescence. The probability of being an adolescent mother was higher among black and mixed skin colored women, but skin color was not associated to adolescent paternity. CONCLUSIONS: There was a strong relation between adolescent maternity/paternity and socioeconomic conditions, which should be taken into consideration when delineating preventive actions in the field of public health.<hr/>OBJETIVO: Describir la prevalencia de maternidad y paternidad en adultos jóvenes y su asociación con variables perinatales, socioeconómicas y demográficas. MÉTODOS: Los participantes fueron jóvenes con edad promedio de 23 años, acompañados en estudio de cohorte desde su nacimiento, en 1982, en Pelotas (Sur de Brasil) y entrevistados en 2004-5. Fueron considerados elegibles los jóvenes que señalaron haber tenido uno o más hijos, nacidos vivos o muertos. Dos cuestionarios fueron aplicados para colectar informaciones sobre salud reproductiva, datos socioeconómicos y demográficos. Las variables independientes fueron sexo y color de la piel, renta familiar en 1982 y 2004-5, cambio de renta, peso al nacer del joven y escolaridad a los 23 años. Los análisis brutos y ajustados fueron realizados por medio de regresión de Poisson para investigar los efectos de las variables independientes sobre la maternidad/paternidad en la adolescencia. RESULTADOS: De 4.297 jóvenes entrevistados, 1.373 (32%) eran madres o padres, de los cuales 842 (19,6%) habían experimentado la maternidad/paternidad en la adolescencia. La planificación del embarazo del primer hijo mostró relación directa con la edad del joven. Relación inversa fue observada entre las variables socioeconómicas y la ocurrencia de maternidad/paternidad en la adolescencia. La probabilidad de ser mamá en la adolescencia fue mayor entre las mujeres negras o pardas, pero el color de la piel no estuvo asociado con la paternidad en la adolescencia. CONCLUSIONES: Hubo fuerte relación entre la maternidad/paternidad en la adolescencia y condiciones socioeconómicas, la cual debe ser considerada en el delineamiento de acciones preventivas en el campo de la salud pública. <![CDATA[<B>Pattern of health services utilization by adults of the Pelotas birth cohort from 1982 to 2004-5, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever o padrão de utilização de serviços de saúde por adultos jovens. MÉTODOS: Estudo longitudinal em Pelotas (RS), em que os indivíduos foram localizados no seu nascimento em 1982 e acompanhados até os 23 anos. O desfecho foi definido por informações coletadas sobre consultas com profissionais de saúde realizadas no ano anterior à entrevista entre 2004 e 2005. Os locais de consulta foram categorizados como públicos, privados ou planos de saúde. Análises descritivas foram realizadas para utilização e tipo de serviço de saúde. Regressão de Poisson foi utilizada na análise ajustada. RESULTADOS: Dos entrevistados, 72,0% tiveram consulta com profissionais de saúde no ano anterior à entrevista; 86,2% (IC 95% 84,7;87,7) das mulheres e 59,3% (IC 95% 57,3;61,3) dos homens. Mesmo quando excluídas as consultas com ginecologista, as mulheres continuavam tendo mais consultas do que os homens, 68,4% (IC 95% 66,4;70,4). A utilização dos serviços de saúde foi mais freqüente entre os entrevistados de melhor nível socioeconômico. Diferença de menor uso em relação à cor da pele não branca foi observada somente entre os jovens do sexo masculino. Houve diferenças em relação ao tipo de profissional consultado por homens e mulheres e também conforme a renda familiar. Homens e mulheres consultaram mais freqüentemente o sistema público, os serviços conveniados e em menor proporção o sistema privado. CONCLUSÕES: A situação socioeconômica influenciou a utilização e o tipo de serviço de saúde, com homens e mulheres classificados como "pobres no momento", indicando menor utilização de serviços. Tais diferenças socioeconômicas podem ser indicativas de dificuldades de acesso ao sistema de saúde.<hr/>OBJECTIVE: To describe the pattern of health services utilization by young adults. METHODS: Longitudinal study in Pelotas (Southern Brazil), in which the individuals were identified at birth in 1982 and followed up until 23 years of age. The outcome was defined by information collected about visits to health professionals that were attended in the year before the interview, between 2004 and 2005. The places where the visits occurred were categorized as public, private or belonging to health plan systems. Descriptive analyses were carried out for utilization and type of health service. Poisson Regression was employed in the adjusted analysis. RESULTS: Of the interviewees, 72.0% visited health professionals in the year before the interview; 86.2% (95% CI 84.7;87.7) of the women and 59.3% (95% CI 57.3;61.3) of the men. Even when gynecological visits were excluded, the women still attended more visits than the men, 68.4% (95% CI 66.4;70.4). Health services utilization was more frequent among interviewees of better socioeconomic level. A difference of lower use in relation to non-white skin color was observed only among male youths. There were differences regarding the type of professional visited by men and women and also according to family income. Men and women used more frequently the public system, the health plan system and, in a smaller proportion, the private system. CONCLUSIONS: The socioeconomic situation influenced the utilization and the type of health service, with men and women classified as "poor at the moment", which indicates lower utilization of services. Such socioeconomic differences may indicate difficulties in the access to the health system.<hr/>OBJETIVO: Describir el patrón de utilización de servicios de salud por adultos jóvenes. MÉTODOS: Estudio longitudinal en Pelotas (Sur de Brasil), en que los individuos fueron localizados en su nacimiento en 1982 y acompañados hasta los 23 años. El desenlace fue definido por informaciones colectadas sobre consultas con profesionales de la salud realizadas en el año anterior a la entrevista entre 2004 y 2005. Los locales de consulta fueron clasificados como públicos, privados o seguros de salud. Los análisis descriptivos fueron realizados para utilización y tipo de servicio de salud. Regresión de Poisson fue utilizada en el análisis ajustado. RESULTADOS: De los entrevistados, 72,0% tuvieron consulta con profesionales de la salud en el año anterior a la entrevista; 86,2% (IC 95% 84,7;87,7) de las mujeres y 59,3% (IC 95% 57,3;61,3) de los hombres. A pesar de que se excluyeron las consultas con ginecólogos, las mujeres continuaban más consultas que los hombres, 68,4% (IC 95% 66,4;70,4). La utilización de los servicios de salud fue más frecuente entre los entrevistados de mejor nivel socioeconómico. Diferencia de menor uso en relación al color de piel no blanca fue observada solamente entre los jóvenes del sexo masculino. Hubo diferencias en relación al tipo de profesional consultado por hombres y mujeres y también conforme a la renta familiar. Hombres y mujeres consultaron más frecuentemente el sistema público, los servicios por convenio y en menor proporción el sistema privado. CONCLUSIONES: La situación socioeconómica influencio la utilización y el tipo de servicio de salud, con hombres y mujeres clasificados como "pobres en el momento", indicando menor utilización de servicios. Tales diferencias socioeconómicas pueden ser indicativas de dificultades de acceso al sistema de salud. <![CDATA[<B>Nutritional evaluation follow-up of the 1982 birth cohort, Pelotas, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estimar a prevalência de desnutrição por déficit ou excesso de peso e sua associação com fatores demográficos e socioeconômicos. MÉTODOS: Estudo longitudinal de coorte de jovens nascidos em 1982 em Pelotas, RS. Em 2004-5 foram entrevistados 4.198 dos 5.914 indivíduos dessa coorte, que tiveram suas medidas de peso e estatura coletadas para cálculo do índice de massa corporal (IMC). Definiu-se baixo peso pelo valor de IMC inferior a 18,5 kg/m²; excesso de peso, pelo IMC entre 25 e 30kg/m²; e obesidade pelo IMC>30kg/m². Os efeitos de variáveis socioeconômicas (renda familiar e escolaridade), demográfica (cor da pele), peso ao nascer e amamentação sobre baixo peso, excesso de peso e obesidade foram analisados utilizando regressão de Poisson separadamente para homens e mulheres. RESULTADOS: As prevalências de baixo peso, obesidade e excesso de peso foram 6,0%, 8,2% e 28,9%, respectivamente. Na análise ajustada somente o peso ao nascer manteve-se associado com baixo peso em homens e mulheres. Homens pobres tiveram maior risco de baixo peso, mas ficaram protegidos da obesidade e do excesso de peso. Por outro lado, o risco de obesidade e excesso de peso foi maior entre as mulheres pobres. CONCLUSÕES: Os resultados reforçam a importância da determinação socioeconômica sobre o estado nutricional, chamando atenção como esses fatores agem de forma distinta em homens e mulheres de diferentes situações nutricionais, indicando atenção no que se refere a medidas específicas na prevenção, melhorando o acesso à informação sobre educação alimentar e nutricional para toda população.<hr/>OBJECTIVE: To estimate the prevalence of over/underweight and its association with demographic and socioeconomic factors. METHODS: Longitudinal cohort study of youths born in 1982 in Pelotas, Southern Brazil. In 2004-5 we interviewed 4,198 of the 5,914 cohort subjects, obtaining weight and stature measurements that were used to calculate body mass index (BMI). Underweight was defined as BMI lower than 18,5 kg/m²; overweight as BMI between 25 and 30kg/m²; and obesity as BMI IMC > 30kg/m². The effects of socioeconomic (family income and schooling) and demographic (skin color) variables, birthweight, and breastfeeding on underweight, overweight, and obesity were analyzed separately for men and women using Poisson regression. RESULTS: Prevalence of underweight, obesity, and overweight were 6.0%, 8.2%, and 28.9%, respectively. In adjusted analysis, only birthweight remained associated with underweight among men and women. Poor men showed higher risk of underweight, but were protected from obesity and overweight. By contrast, risk of obesity and overweight was higher among poor women. CONCLUSIONS: The present results underscore the importance of socioeconomic determinants on nutritional status, with special emphasis on the distinct effects these factors have among men and women in different nutritional conditions.<hr/>OBJETIVO: Estimar la prevalencia de desnutrición por déficit o exceso de peso y su asociación con factores demográficos y socioeconómicos. MÉTODOS: Estudio longitudinal de cohorte de jóvenes nacidos en 1982 en Pelotas (Sur de Brasil). En 2004-5 fueron entrevistados 4.198 de los 5.914 individuos de esa cohorte, que tuvieron sus medidas de peso y estatura colectadas para cálculo del índice de masa corporal (IMC). Se definió bajo peso por el valor de IMC inferior a 18,5 kg/m²; exceso de peso por el IMC entre 25 y 30 30kg/m²; y obesidad por el IMC>30kg/m². Los efectos de variables socioeconómicas (renta familiar y escolaridad), demográfica (color de piel), peso al nacer y amamantamiento sobre bajo peso, exceso de peso y obesidad fueron analizados utilizando regresión de Poisson separadamente para hombres y mujeres. RESULTADOS: Las prevalencias de bajo peso, obesidad y exceso de peso fueron 6,0%, 8,2% y 28,9%, respectivamente. En el análisis ajustado solamente el peso al nacer se mantuvo asociado con bajo peso en hombres y mujeres. Hombres pobres tuvieron mayor riesgo de bajo peso, pero estuvieron protegidos de la obesidad y del exceso de peso. Por otro lado, el riesgo de obesidad y exceso de peso fue mayor entre las mujeres pobres. CONCLUSIONES: Los resultados refuerzan la importancia de la determinación socioeconómica sobre el estado nutricional, llamando la atención de cómo esos factores actúan de forma distinta en hombres y mujeres de diferentes situaciones nutricionales, indicando atención en lo que se refiere a medidas específicas en la prevención, mejorando el acceso a la información sobre educación alimentar y nutricional para toda la población. <![CDATA[<B>Factors associated to leisure-time sedentary lifestyle in adults of 1982 birth cohort, Pelotas, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar fatores relacionados à prática de atividade física e ao sedentarismo no lazer. MÉTODOS: Estudo prospectivo de coorte dos nascidos em 1982 na cidade de Pelotas (RS). Os dados foram coletados no nascimento e na visita em 2004-5, na qual foram avaliados 77,4% dos indivíduos da coorte, totalizando 4.297. Informações sobre a prática de atividades físicas, no período de lazer, foram obtidas por meio do Questionário Internacional de Atividades Físicas. Foram considerados sedentários os indivíduos com escore de prática de atividade física semanal inferior a 150 min. Foram consideradas variáveis independentes: sexo, cor da pele, peso ao nascer, renda familiar no ano do nascimento e mudança de renda entre o nascimento e os 23 anos. A regressão de Poisson com ajuste robusto da variância foi utilizada na avaliação dos fatores de risco para o sedentarismo. RESULTADOS: Os homens relataram 334 min do escore de atividades físicas no período de lazer por semana versus 112 min entre as mulheres. A prevalência de sedentarismo foi de 80,6% entre as mulheres e 49,2% entre os homens. Observou-se tendência de aumento do escore de atividades físicas conforme aumentou a renda ao nascer. Indivíduos atualmente pobres ou que se tornaram pobres na idade adulta foram mais sedentários. CONCLUSÕES: O sedentarismo no período de lazer entre adultos jovens mostrou-se elevado, principalmente no sexo feminino. A atividade física no lazer é determinada pelas condições socioeconômicas atuais.<hr/>OBJECTIVE: To assess factors associated to leisure-time physical activity and sedentary lifestyle. METHODS: Prospective cohort study of people born in 1982 in the city of Pelotas, southern Brazil. Data were collected at birth and during in a visit in 2004-5 when 77.4% of the cohort were evaluated, making a total of 4,297 people studied. Information about leisure-time physical activity was collected using the International Physical Activity Questionnaire. Sedentary people were defined as those with weekly physical activity below 150 minutes. The following independent variables were studied: gender, skin color, birth weight, family income at birth and income change between birth and 23 years of age. Poisson's regression with robust adjustment of variance was used for the assessment of risk factors of sedentary lifestyle. RESULTS: Men reported 334 min of weekly leisure-time physical activity compared to 112 min among women. The prevalence of sedentary lifestyle was 80.6% in women and 49.2% in men. Scores of physical activity increased as income at birth increased. Those who were currently poor or who became poor during adult life were more sedentary. CONCLUSIONS: Leisure-time sedentary lifestyle in young adults was high especially among women. Physical activity during leisure time is determined by current socioeconomic conditions.<hr/>OBJETIVO: Analizar factores relacionados con la práctica de actividad física y al sedentarismo en el tiempo de ocio. MÉTODOS: Estudio prospectivo de cohorte de los nacidos en 1982 en la ciudad de Pelotas (Sur de Brasil). Los datos fueron colectados en el nacimiento y en la visita en 2004-5, en la cual fueron evaluados 77,4% de los individuos de la cohorte, totalizando 4.297. Informaciones sobre la práctica de actividades físicas, en el período de tiempo de ocio, fueron obtenidas por medio de Cuestionario Internacional de Actividades Físicas. Fueron considerados sedentarios los individuos con tiempo de práctica de actividad física semanal inferior a 150 min. Fueron consideradas variables independientes: sexo, color de la piel, peso al nacer, renta familiar en el año de nacimiento y mudanza de renta entre el nacimiento y los 23 años. La regresión de Poisson con ajuste robusto de la varianza fue utilizada en la evaluación de los factores de riesgo para el sedentarismo. RESULTADOS: Los hombres relataron 334 min de tiempo de actividades físicas en el período de ocio por semana versus 112 min entre las mujeres. La prevalencia de sedentarismo fue de 80,6% entre las mujeres y 49,2% entre los hombres. Se observó tendencia de aumento de tiempo de actividades físicas conforme aumentó la renta al nacer. Individuos actualmente pobres o que se tornaron pobres en la edad adulta fueron más sedentarios. CONCLUSIONES: El sedentarismo en el período de ocio entre adultos jóvenes se mostró elevado, principalmente en el sexo femenino. La actividad física en el tiempo de ocio es determinada por las condiciones socioeconómicas actuales. <![CDATA[<B>Smoking prevalence in the 1982 birth cohort</B>: <B>from adolescence to adult life, Pelotas, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a prevalência de tabagismo em adolescentes e adultos jovens pertencentes a uma coorte de nascimentos de base populacional. MÉTODOS: Estudo prospectivo de coorte dos nascidos em 1982 na cidade de Pelotas, RS, entrevistados em 1997, 2000-1 e 2005. O desfecho estudado foi o tabagismo, definido como consumo de pelo menos um cigarro na última semana nos acompanhamentos de 1997 e 2000-1. No acompanhamento de 2005, a variável dependente foi tabagismo atual. A análise ajustada foi realizada por meio de regressão de Poisson. RESULTADOS: As prevalências de tabagismo entre homens foram de 5,9%, 20,2% e 27,6% nos acompanhamentos de 1997, 2000-1 e 2005, respectivamente. Os respectivos valores para as mulheres foram 9,3%, 27,5% e 23,6%. A idade média de início do fumo foi de 15,1 anos (dp=2,5). Na análise multivariável, menor escolaridade materna, baixa renda familiar em 1982, ter sido pobre durante todo o período acompanhado e fumo materno na gravidez estiveram significativamente associados com maiores prevalências de fumo em ambos os sexos. A cor da pele não branca associou-se com maior risco de fumo apenas entre as mulheres. A amamentação não mostrou associação com tabagismo. Nas mulheres, o fumo esteve inversamente associado com o peso ao nascer na análise bruta, mas perdeu a significância na ajustada. CONCLUSÕES: A maior concentração de tabagismo nos grupos mais pobres sugere que condutas como o combate ao fumo na gestação e o aumento do preço do cigarro poderiam ter importante impacto populacional.<hr/>OBJECTIVE: To assess smoking prevalence in adolescents and young adults of a population-based birth cohort. METHODS: Prospective birth cohort study of infants born in 1982, in the city of Pelotas, Southern Brazil, and interviewed in 1997, 2000-2001 and 2005. In the 1997 and 2000-2001 follow-up visits, the outcome studied was smoking, defined as the consumption of at least one cigarette in the previous week. In the 2005 follow-up visit, the dependent variable was current smoking. Adjusted analysis was performed using Poisson regression. RESULTS: Smoking prevalences among males were 5.9%, 20.2% and 27.6% in the 1997, 2000-2001 and 2005 follow-up visits, respectively. Among females, respective values were 9.3%, 27.5% and 23.6%. Mean age of smoking onset was 15.1 years (SD=2.5). In the multivariate analysis, lower maternal level of education, low income level in 1982, poverty during the follow-up period and maternal smoking were significantly associated with higher smoking prevalences in both sexes. Being non-white was associated with higher risk of smoking among females exclusively. Breastfeeding was not associated with smoking. Among females, smoking was inversely associated with birth weight in the crude analysis, but lost its significance in the adjusted analysis. CONCLUSIONS: Higher incidence of smoking in poorer groups suggests that behavior such as avoiding smoking during pregnancy and increasing cigarette prices can have an important population impact.<hr/>OBJETIVO: Evaluar la prevalencia de tabaquismo en adolescentes y adultos jóvenes pertenecientes a una cohorte de nacimientos de base poblacional. MÉTODOS: Estudio prospectivo de cohorte de los nacidos en 1982 en la ciudad de Pelotas, RS, entrevistados en 1997, 2000-1 y 2005. El desenlace estudiado fue el tabaquismo, definido como consumo de al menos un cigarro en la última semana en los acompañamientos de 1997 y 2000-1. En el seguimiento de 2005, la variable dependiente fue tabaquismo actual. El análisis ajustado fue realizado por medio de regresión de Poisson. RESULTADOS: Las prevalencias de tabaquismo entre hombres fueron de 5,9%, 20,2% y 27,6% en los seguimientos de 1997, 2000-1 y 2005, respectivamente. Los respectivos valores para las mujeres fueron 9,3%, 27,5% y 23,6%. La edad promedio de inicio de fumar fue de 15,1 años (dp=2,5). En el análisis multivariable, menor escolaridad materna, baja renta familiar en 1982, haber sido pobre durante todo el período acompañado y el fumar de la madre durante el embarazo estuvieron significativamente asociados con mayores prevalencias de fumar en ambos sexos. El color de la piel no blanca se asoció con mayor riesgo de fumar entre las mujeres. El amamantamiento no mostró asociación con el tabaquismo. En las mujeres, el fumar estuvo inversamente asociado con el peso al nacer en el análisis bruto, pero perdió la significancia en el ajustado. CONCLUSIONES: La mayor concentración de tabaquismo en los grupos más pobres sugiere que conductas como el combate al fumar en la gestación y el aumento de precio del cigarro podrían tener importante impacto poblacional. <![CDATA[<B>Early determinants of blood pressure among adults of the 1982 birth cohort, Pelotas, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar os efeitos de exposições ocorridas na gestação ou nos primeiros anos de vida sobre a pressão arterial. MÉTODOS: Estudo de coorte com todas as crianças nascidas em 1982 nas maternidades da cidade de Pelotas, RS. As mães residentes em área urbana foram entrevistadas e as crianças, acompanhadas em diferentes ocasiões. Em 2004-5, buscou-se acompanhar todos os indivíduos da coorte. A pressão arterial foi medida duas vezes, no início e no final da entrevista, com esfigmomanômetro digital de pulso. Foi avaliada a associação entre pressão arterial e as seguintes variáveis: cor da pele; escolaridade materna; renda familiar ao nascer; mudança de renda entre o nascimento e os 23 anos de idade; peso ao nascer e duração da amamentação. A análise de variância foi utilizada para a comparação de médias e os modelos lineares generalizados na análise ajustada. RESULTADOS: Obteve-se a medida da pressão arterial para 4.291 indivíduos, 2.208 do sexo masculino e 2.083 do sexo feminino. A média das medidas da pressão arterial sistólica foi de 117,5±15,0 mmHg e da diastólica, de 73,6±11,5 mmHg. Entre os homens, a pressão arterial sistólica foi maior nos indivíduos de cor da pele preta ou parda e naqueles que nunca foram considerados pobres. A pressão diastólica esteve associada apenas com o peso ao nascer. Entre as mulheres, a pressão arterial sistólica foi maior nas de cor da pele preta ou parda, cuja escolaridade materna era maior ou igual a 12 anos ou com peso ao nascer menor do que 4.000 g. CONCLUSÕES:Para ambos os sexos apenas a cor da pele esteve associada com a pressão arterial. A amamentação não teve efeito em longo prazo sobre a pressão arterial, e para o peso ao nascer e o nível socioeconômico, as associações não foram consistentes.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the effects of exposure occurring during pregnancy or the first years of life on blood pressure. METHODS: Cohort study on all children born in 1982 in maternity hospitals in the city of Pelotas, Southern Brazil. The mothers living in the urban area were interviewed and the children were followed up on different occasions. In 2004-5, all the individuals in the cohort were sought for monitoring. Their blood pressure was measured twice, at the start and end of the interview, using a digital wrist sphygmomanometer. Associations between blood pressure and the following variables were evaluated: skin color; maternal schooling level; family income at birth; change in income between birth and 23 years of age; birth weight; and duration of breastfeeding. Analysis of variance was used to compare the means and a generalized linear model was used in the adjusted analysis. RESULTS: Blood pressure measurements were obtained from 4,291 individuals: 2,208 males and 2,083 females. The mean systolic blood pressure was 117.5 ± 15.0 mmHg and the mean diastolic was 73.6 ± 11.5 mmHg. Among the men, systolic blood pressure was higher among those of black or brown skin color and among those who were never considered poor. Diastolic pressure was only associated with birth weight. Among the women, systolic blood pressure was greater among those of black or brown skin color whose mothers' schooling level was greater than or equal to 12 years or whose birth weight was less than 4,000 g. CONCLUSIONS: For both sexes, only skin color was associated with blood pressure. Breastfeeding did not have any long-term effect on blood pressure and the associations for birth weight and socioeconomic level were inconsistent.<hr/>OBJETIVO: Evaluar los efectos de exposiciones ocurridas en la gestación o en los primeros años de vida sobre la presión arterial. MÉTODOS: Estudio de cohorte con todos los niños nacidos en 1982 en las maternidades de la ciudad de Pelotas (Sur de Brasil). Las madres residentes en área urbana fueron entrevistadas y los niños, acompañados en diferentes ocasiones. En 2004-5, se buscó acompañar todos los individuos de la cohorte. La presión arterial fue medida dos veces, en el inicio y al final de la entrevista, con esfigmomanómetro digital de pulso. Fue evaluada la asociación entre presión arterial y las siguientes variables: color de la piel, escolaridad materna, renta familiar al nacer, cambio de renta entre el nacimiento y los 23 años de edad, peso al nacer y duración del amamantamiento. El análisis de varianza fue utilizado para la comparación de promedio y los modelos lineares generalizados en el análisis ajustado. RESULTADOS: Se obtuvo la medida de presión arterial para 4.291 individuos, 2.208 del sexo masculino y 2.083 del sexo femenino. El promedio de las medidas de presión arterial sistólica fue de 117,5±15,0 mmHg y de la diastólica, de 73,6±11,5 mmHg. Entre los hombres, la presión arterial sistólica fue mayor en los individuos de color de piel negra o parda y en aquellos que nunca fueron considerados pobres. La presión diastólica estuvo asociada apenas con el peso al nacer. Entre las mujeres, la presión arterial sistólica fue mayor en las de color de piel negra o parda, cuya escolaridad materna era mayor o igual a 12 años o con peso al nacer menor de 4.000 g. CONCLUSIONES: Para ambos sexos apenas el color de la piel estuvo asociado con la presión arterial. El amamantamiento no tuvo efecto a largo plazo sobre la presión arterial, y para el peso al nacer y el nivel socioeconómico, las asociaciones no fueron consistentes. <![CDATA[<B>Early determinants of random blood glucose among adults of the 1982 birth cohort, Pelotas, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar o efeito de variáveis socioeconômicas, peso ao nascer, duração da amamentação e mudança de renda sobre a glicemia ao acaso em jovens adultos. MÉTODOS: Estudo sobre coorte de nascidos em 1982, quando os 5.914 nascimentos hospitalares ocorridos na cidade de Pelotas foram identificados e as mães entrevistadas. As crianças, cujas famílias residiam na área urbana da cidade, foram acompanhadas diversas vezes. Em 2004-5, 4.927 indivíduos da coorte foram entrevistados e 3.730 tiveram sangue da polpa digital coletado para medida da glicemia casual. Foi avaliada a associação entre glicemia casual e cor da pele, renda familiar ao nascer, escolaridade materna, mudança de renda entre 1982 e 2004-5, peso ao nascer e duração da amamentação. RESULTADOS: A média da glicemia foi de 97,3±15,1mg/dL, sendo maior entre os homens. Nenhuma das variáveis estudadas esteve associada com a glicemia dos homens. Entre as mulheres, a escolaridade materna, a renda familiar aos 23 anos e o peso ao nascimento estiveram inversamente associados com a glicemia. Contudo, o efeito do peso ao nascer perdeu a significância estatística na análise multivariável. CONCLUSÕES: O peso ao nascer e a duração da amamentação não apresentaram efeito em longo prazo sobre a glicemia casual, apenas a escolaridade materna e a renda atual estiveram associados com a glicemia casual nas mulheres.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the effects of socioeconomic variables, birth weight, duration of breastfeeding and income changes on random blood glucose levels among young adults. METHODS: This was a study on the birth cohort from 1982, when the 5,914 hospital births that occurred in the city of Pelotas (Southern Brazil) were identified and the mothers were interviewed. The children whose families lived in the urban area of the city were followed up several times. In 2004-5, 4,927 individuals of the cohort were interviewed and blood was collected from the fingertips of 3,730 of them for random blood glucose measurements. Associations between random blood glucose levels and skin color, family income at birth, maternal schooling, income change between 1982 and 2004-5, birth weight and duration of breastfeeding were evaluated. RESULTS: The mean blood glucose level was 97.3 ± 15.1mg/dL, and it was greater among the men. None of the variables studied was associated with the men's blood glucose level. Among the women, maternal schooling, family income at 23 years of age and birth weight were inversely associated with blood glucose levels. However, birth weight lost its statistical significance in the multivariable analysis. CONCLUSIONS: Birth weight and duration of breastfeeding did not present any long-term effect on random blood glucose levels. Only maternal schooling level and present income presented associations with random blood glucose levels among the women.<hr/>OBJETIVO: Evaluar el efecto de variables socioeconómicas, peso al nacer, duración del amamantamiento y cambio de renta sobre la glicemia al azar en jóvenes adultos. MÉTODOS: Estudio sobre cohorte de nacidos en 1982, cuando los 5.914 nacimientos hospitalares ocurridos en la ciudad de Pelotas fueron identificados y las madres entrevistadas. Los niños, cuyas familiar residían en el área urbana de la ciudad, fueron acompañadas diversas veces. En 2004-5, 4.927 individuos de la cohorte fueron entrevistados y 3.730 tuvieron sangre de la pulpa digital colectada para medir la glicemia casual. Fue evaluada la asociación entre glicemia casual y el color de la piel, renta familiar al nacer, escolaridad materna, cambio de renta entre 1982 y 2004-5, peso al nacer y duración del amamantamiento. RESULTADOS: El promedio de la glicemia fue de 97,3±15,1mg/dL, siendo mayor entre los hombres. Ninguna de las variables estudiadas estuvo asociada con la glicemia de los hombres. Entre las mujeres, la escolaridad materna, la renta familiar a los 23 años y el peso al nacer estuvieron inversamente asociados con la glicemia. Aún así, el efecto del peso al nacer perdió la significancia estadística en el análisis multivariable. CONCLUSIONES: El peso al nacer y la duración del amamantamiento no presentaron efecto a largo plazo sobre la glicemia casual, apenas la escolaridad materna y la renta actual estuvieron asociadas con la glicemia casual en las mujeres. <![CDATA[<B>Prevalence of wheezing in the chest among adults from the 1982 Pelotas birth cohort, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estimar a prevalência de chiado no peito em adultos jovens, explorando o efeito de algumas variáveis sobre a ocorrência desta morbidade. MÉTODOS: Estudo prospectivo de coorte dos nascidos em 1982 na cidade de Pelotas (RS). Foram localizados 4.297 (77,4%) dos membros da coorte em 2004-5, cujos dados foram coletados por meio de entrevista, utilizando o questionário ISAAC (International Study of Asthma and Allergies in Childhood Steering Committee). A associação entre o desfecho "ocorrência de chiado no peito nos 12 meses anteriores à entrevista" e variáveis socioeconômicas, demográficas e características ao nascimento foi calculada por análise multivariável utilizando regressão de Poisson. RESULTADOS: A prevalência de chiado no último ano foi de 24,9%. Entre aqueles que relataram chiado, 54,6% referiram dificuldade para dormir e 12,9% para falar devido ao chiado. A prevalência de chiado no peito foi significativamente maior entre as mulheres, mantendo associação na análise ajustada com cor de pele não branca, com história familiar de asma e nível socioeconômico baixo. Entre os homens, não houve associação significativa na análise ajustada para cor de pele e renda familiar ao nascimento; história familiar de asma e pobreza durante a vida mostraram associação significativa com chiado no peito. Para ambos os sexos, não houve associação com as variáveis peso ao nascer e duração da amamentação. CONCLUSÕES: A prevalência de chiado no peito foi alta e as pessoas com renda familiar baixa ao nascer tiveram maior risco de chiado no peito no último ano.<hr/>OBJECTIVE: To estimate the prevalence of wheezing in the chest among adults, and to explore the effect of some variables on the prevalence of this condition. METHODS: This was a prospective cohort study on individuals born in the city of Pelotas (Southern Brazil) in 1982. A total of 4,297 subjects was traced in 2004-5, representing 77.4% of the original cohort. Data were collected by means of interviews using the ISAAC (International Study of Asthma and Allergies in Childhood Steering Committee) questionnaire. Associations between the outcome "occurrence of wheezing in the chest within the 12 months prior to the interview" and the variables of socioeconomic, demographic and birth characteristics were tested by means of multivariable analyses, using Poisson regression. RESULTS: The prevalence of wheezing over the preceding year was 24.9%. Among the individuals reporting wheezing, 54.6% reported difficulty in sleeping, and 12.9% reported difficulty in speaking due to wheezing. The prevalence of wheezing in the chest was significantly higher among women. This association was maintained in analyses adjusted for non-white skin color, family history of asthma and low socioeconomic level. Among men, there was no significant association in the analyses adjusted for skin color and family income at birth. Family histories of asthma and poverty throughout life presented significant associations with wheezing in the chest. For both sexes, there were no associations with the variables of birth weight and breastfeeding duration. CONCLUSIONS: The prevalence of wheezing in the chest was high, and subjects with low family income at birth were more likely to have had wheezing in the chest over the preceding year.<hr/>OBJETIVO: Estimar la prevalencia del silbido en el pecho en adultos jóvenes, explorando el efecto de algunas variables sobre la ocurrencia de esta morbilidad. MÉTODOS: Estudio prospectivo de cohorte de los nacidos en 1982 en la ciudad de Pelotas (Sur de Brasil). Fueron localizados 4.297 (77,4%) de los miembros de la cohorte en 2004-5, cuyos datos fueron colectados por medio de entrevista, utilizando el cuestionario ISAAC (International Study of Asthma and Allergies in Childhood Steering Committee). La asociación entre el resultado "ocurrencia de silbido en el pecho en los 12 meses anteriores a la entrevista" y variables socioeconómicas, demográficas y características al nacimiento fue calculada por análisis multivariable utilizando regresión de Poisson. RESULTADOS: La prevalencia del silbido en el último año fue de 24,9%. Entre aquellos que relataron silbido, 54,6% refirieron dificultad para dormir y 12,9% para hablar debido al silbido. La prevalencia del silbido en el pecho fue significativamente mayor entre las mujeres, manteniendo asociación en el análisis ajustado con color de piel no blanca, con historia familiar de asma y nivel socioeconómico bajo. Entre los hombres, no hubo asociación significativa en el análisis ajustado para color de la piel y renta familiar al nacer; historia familiar de asma y pobreza durante la vida mostraron asociación significativa con silbido en el pecho. Para ambos sexos, no hubo asociación con las variables peso al nacer y duración del amamantamiento. CONCLUSIONES: La prevalencia del silbido en el pecho fue alta y las personas con renta familiar baja al nacer tuvieron mayor riesgo de silbido en el pecho en el último año. <![CDATA[<B>Monitoring mortality in Pelotas birth cohort from 1982 to 2006, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a mortalidade em uma coorte acompanhada desde o nascimento em 1982 até 2006 e examinar os fatores associados. MÉTODOS: Em 1982, todas as 5.914 crianças nascidas nos hospitais em Pelotas (RS) foram identificadas e acompanhadas prospectivamente. Entre 1982 e 1987, a ocorrência de óbitos foi monitorada por meio de visitas regulares aos hospitais, cemitérios e serviço de registro de óbitos. A partir de 1987, os dados de óbitos foram obtidos somente do Sistema de Informações sobre Mortalidade . As variáveis estudadas foram: sexo, cor da pele materna, escolaridade materna, renda familiar, peso ao nascer, peso e estatura por idade. Foi utilizada a regressão de Poisson para estimar o risco relativo de mortalidade. RESULTADOS: Entre 1982 e 2006 foram identificados 288 óbitos. O coeficiente de mortalidade infantil foi de 36 óbitos/1.000 nascidos vivos; e nos grupos etários 1-4 anos, 5-14 anos e 15-24 anos foi de 14,4, 4,1 e 5,4 óbitos para cada 1.000 indivíduos vivos no início do período, respectivamente. Em todas as faixas etárias, a mortalidade foi maior entre indivíduos de renda familiar baixa, com risco relativo de 2,89 (IC 95%: 2,08; 4,03) na comparação entre o primeiro e o terceiro tercil, após controle para sexo e cor da pele. Baixo peso ao nascer e déficits de altura por idade e peso para altura aos dois anos de idade estiveram associados com maior risco de mortalidade até os 4 anos, mas não a partir desta idade. CONCLUSÕES: O efeito da iniqüidade social na infância persiste até o início da vida adulta, mas o peso ao nascer e o estado nutricional na infância não têm efeito duradouro sobre a mortalidade de adolescentes e adultos jovens.<hr/>OBJECTIVE: To assess mortality in a birth cohort followed between 1982 and 2006 and its associated factors. METHODS: In 1982, all of the 5914 children born in hospitals in the city of Pelotas, Southern Brazil, were identified and followed up prospectively. Between 1982 and 1987, deaths were identified through regular visits to hospitals, cemeteries and death registries. As of 1987, death data were obtained through the Mortality Information System. The studied variables were: gender, color of mother, mother's schooling rate, family income, weight at birth, weight and height per age. Poisson regression was used to estimate the relative mortality risk. RESULTS: Between 1982 and 2006 there were 288 deaths. The infant mortality coefficient was 36 deaths/1 000 live births; and in the age brackets 1-4, years, 5-14 years and 15-24 years the mortality rates were, respectively, 14.4, 4.1 and 5.4 deaths for every 1 000 live births at the beginning of the period. In all age brackets, mortality was higher for individuals from low-income families, with a relative risk of 2.89 (95% CI: 2.08; 4.03) when comparing the first and third terciles after control for gender and skin color. Low weight at birth and height-for-age and weigh-for-height deficits were found to be associated to a higher mortality rate until age 4, but not after that age. CONCLUSIONS: The effects of social inequalities during childhood can be felt until the beginning of adult life, but birth weight and childhood nutritional status do not have a long-lasting effect on mortality rates for adolescents or young adults.<hr/>OBJETIVO: Evaluar la mortalidad en una cohorte acompañada desde el nacimiento en 1982 hasta 2006 y examinar los factores asociados. MÉTODOS: En 1982, todos los 5.914 niños nacidos en hospitales en Pelotas (Sur de Brasil) fueron identificados y acompañados prospectivamente. Entre 1982 y 1987, la ocurrencia de óbitos fue monitoreada por medio de visitas regulares a los hospitales, cementerios y servicio de registro de óbitos. A partir de 1987, los datos de óbitos fueron obtenidos solamente del Sistema de Informaciones sobre Mortalidad. Las variables estudiadas fueron: sexo, color de la piel materna, escolaridad materna, renta familiar, peso al nacer, peso y estatura por edad. Fue utilizada la regresión de Poisson para estimar el riesgo relativo de mortalidad. RESULTADOS: Entre 1982 y 2006 fueron identificados 288 óbitos. El coeficiente de mortalidad fue de 36 óbitos/1.000 nacidos vivos en el inicio del período, respectivamente. En todas las clases de edad, la mortalidad fue mayor entre individuos de renta familiar baja, con riesgo relativo de 2,89 (IC 95%: 2,08; 4,03) en la comparación entre el primer y el tercer tercil, posterior al control para sexo y color de la piel. Bajo peso al nacer y déficits de altura por edad y peso para altura a los dos años de edad estuvieron asociados con mayor riesgo de mortalidad hasta los 4 años, pero no a partir de esta edad. CONCLUSIONES: El efecto de la inequidad social en la infancia persiste hasta el inicio de la vida adulta, pero el peso al nacer y el estado nutricional en la infancia no tiene efecto duradero sobre la mortalidad de adolescentes y adultos jóvenes. <![CDATA[<B>Exploring multiple trajectories of causality</B>: <B>collaboration between Anthropology and Epidemiology in the 1982 birth cohort, Pelotas, Southern Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000900016&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Embora a relação entre Epidemiologia e Antropologia tenha uma longa história, geralmente, ela tem sido compreendida por meio da integração dos métodos quantitativos e qualitativos em pesquisa. Recentemente, esses dois campos têm convergido para linhas conceituais e teóricas, enfatizando mais a explicação do que a simples descrição dos fenômenos investigados. O objetivo do estudo foi mostrar como a análise de dados etnográficos auxilia na interpretação aprofundada e teórica de dados epidemiológicos. MÉTODOS: As análises antropológicas do artigo foram obtidas usando métodos etnográficos, de 1997 a 2007, de uma amostra pertencente ao estudo de coorte de nascimento de 1982 em Pelotas (RS). As análises etnográficas foram estruturadas de acordo com os resultados de dois artigos epidemiológicos sobre os determinantes de morbidade mental e da idade de iniciação sexual. RESULTADOS E CONCLUSÕES: As análises etnográficas indicam diversos caminhos de influência e causalidade presentes nas associações estatísticas e que correspondem a experiências únicas de grupos específicos. Explorando esses caminhos, observaram-se vários fatores importantes que ajudam a explicar os resultados epidemiológicos, incluindo as respostas dos jovens às experiências de injustiça/desigualdade, o papel da violência na vida diária, os eventos de vida traumáticos, a reclusão social e introversão como resposta as dificuldades vividas, assim como a maturação psicossocial. A colaboração teórica e metodológica entre antropologia e epidemiologia é importante para a saúde pública, pois tem modificado positivamente esses dois campos do saber.<hr/>OBJECTIVE: Although the relationship between epidemiology and anthropology has a long history, it has generally been comprised of the integration of quantitative and qualitative methods. Only recently have the two fields begun to converge along theoretical lines, leading to a growing mutual interest in explaining rather than simply describing phenomena. This paper aimed to illustrate how ethnographic analyses can be used to assist with the in-depth and theoretically-imbued interpretation of epidemiological results. METHODS: The anthropological analysis presented in this paper used ethnographic data collected as part of the ongoing 1982 birth cohort study, between 1997 and 2007 in Pelotas, Southern Brazil. Analyses were framed according to the results presented in two of the epidemiological articles published in this series on the determinants of mental morbidity and age of sexual initiation. RESULTS AND CONCLUSIONS: The ethnographic results show that statistical associations consist of multiple pathways of influence and causality that generally correspond to the unique experiences of specific subgroups. In exploring these pathways, the paper highlights the importance of an additional set of mediating factors that account for epidemiological results; these include the awareness and experience of inequities, the role of violence in everyday life, traumatic life events, increasing social isolation and emotional introversion as a response to life's difficulties, and differing approaches towards socio-psychological maturation. Theoretical and methodological collaboration between anthropology and epidemiology is important for public health, as it has positively modified both fields.<hr/>OBJETIVO: A pesar de que la relación entre Epidemiología y Antropología tiene una larga historia, generalmente, ella ha sido comprendida por medio de la integración de los métodos cuantitativos y cualitativos en investigación. Recientemente, esos dos campos han convergido en líneas conceptuales y teóricas, enfatizando más la explicación que la simple descripción de los fenómenos investigados. El objetivo del estudio fue mostrar como el análisis de datos etnográficos auxilia en la interpretación profunda y teórica de datos epidemiológicos. MÉTODOS: Los análisis antropológicos del artículo fueron obtenidos usando métodos etnográficos, de 1997 a 2007, de una muestra perteneciente al estudio de cohorte de nacimientos de 1982 en Pelotas (Sur de Brasil). Los análisis etnográficos fueron estructurados de acuerdo con los resultados de dos artículos epidemiológicos sobre las determinantes de morbilidad mental y de la edad de iniciación sexual. RESULTADOS Y CONCLUSIONES: Los análisis etnográficos indican diversos caminos de influencia y causalidad presentes en las asociaciones estadísticas y que corresponden a experiencias únicas de grupos específicos. Explorando esos caminos, se observaron varios factores importantes que ayudan a explicar los resultados epidemiológicos, incluyendo las respuestas de jóvenes a las experiencias de injusticia/desigualdad, el papel de la violencia en la vida diaria, los eventos de vida traumáticos, la reclusión social e introversión como respuesta a las dificultades vividas, así como la maduración psicosocial. La colaboración teórica y metodológica entre antropología y epidemiología es importante para la salud pública, pues ha modificado positivamente esos dos campos del saber.