Scielo RSS <![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]> http://www.scielosp.org/rss.php?pid=0102-311X20050007&lang=en vol. 21 num. lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielosp.org/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielosp.org <![CDATA[<B>World Health Survey in Brazil, 2003</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Healthy life expectancy in Brazil</B>: <B>applying the Sullivan method</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700002&lng=en&nrm=iso&tlng=en The objective of this study is to present the method proposed by Sullivan and to estimate the healthy life expectancy using different measures of state of health, based on information from the World Health Survey carried out in Brazil in 2003. By combining information on mortality and morbidity into a unique indicator, simple to calculate and easy to interpret, the Sullivan method is currently the one most commonly used for estimating healthy life expectancy. The results show higher number of healthy years lost if there is a long-term disease or disability that limits daily activities, regardless of the difficulty in performing such activities or the severity of the functional limitations. The two measures of healthy life expectancy adjusted by the severity of functional limitation show results very similar to estimates based on the perception of state of health, especially in advanced age. It was also observed, for all measures used, that the proportion of healthy years lost increases significantly with age and that, although females have higher life expectancy than males, they live proportionally less years in good health.<hr/>Este estudo tem como objetivos apresentar a técnica proposta por Sullivan e estimar a expectativa de vida saudável, utilizando diferentes formas de mensurar o estado de saúde, com base em informações provenientes da Pesquisa Mundial de Saúde realizada no Brasil em 2003. Pela combinação de informação de mortalidade e morbidade num único indicador, simplicidade do cálculo e fácil interpretação dos resultados, o método de Sullivan é atualmente o mais usado para estimar expectativa de vida saudável. Os resultados mostraram que a maior perda de anos saudáveis é obtida quando há ocorrência de doença de longa duração ou incapacidade que limitam as atividades habituais, independentemente do grau de dificuldade em realizar as atividades cotidianas e a severidade das limitações funcionais. As duas estimativas de expectativa de vida saudável ajustadas pela severidade das limitações mostraram resultados muito similares àquelas estimadas com base na percepção do estado de saúde, especialmente para as idades avançadas. Observa-se, para todas as medidas utilizadas, que a proporção de anos perdidos de vida saudável aumenta significativamente com a idade e que, embora as mulheres tenham uma expectativa de vida maior que a dos homens, elas vivem proporcionalmente menos anos com boa saúde. <![CDATA[<B>Fruit and vegetable intake by Brazilian adults, 2003</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700003&lng=en&nrm=iso&tlng=en This study estimated indicators of fruit and vegetable intake by Brazilian adults and examined the influence of demographic and socioeconomic variables on the consumption of these foods. We used the following indicators: daily fruit intake, daily vegetable intake, and daily consumption of five or more servings of fruits and vegetables per day. Only 41.0% of adults reported daily fruit intake, while 30.0% reported daily vegetable intake. Fruit and vegetable intake was more common in urban as compared to rural areas and increased in both genders with age, schooling, and number of household goods. We conclude that initiatives to promote fruit and vegetable consumption are necessary for the country as a whole, but special attention should be given to younger individuals, males, rural communities, and groups with less schooling and lower income.<hr/>O presente estudo estimou a freqüência e a distribuição do consumo de frutas e hortaliças e analisou a influência de variáveis demográficas e sócio-econômicas na determinação do padrão de consumo desses alimentos na população adulta do Brasil. Os indicadores do consumo alimentar foram: consumo diário de frutas, de hortaliças, consumo diário de frutas e hortaliças e consumo diário de cinco ou mais porções de frutas e hortaliças. Menos da metade (41,0%) dos indivíduos adultos refere o consumo diário de frutas enquanto menos de um terço (30,0%) refere o consumo diário de hortaliças. O consumo de frutas e hortaliças é maior nas áreas urbanas do que nas áreas rurais e aumenta com a idade e escolaridade dos indivíduos, e com o número de bens no domicílio, em ambos os sexos. Concluímos que iniciativas de promoção do consumo de frutas e hortaliças devem atender a população como um todo, mas que especial atenção deve ser dada a indivíduos jovens, ao sexo masculino, a áreas rurais e aos estratos populacionais com insuficiente escolaridade e baixa renda. <![CDATA[<B>The <I>World Health Survey</i></B>: <B>a report on the field experience in Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700004&lng=en&nrm=iso&tlng=en This article reports on the field experience with the World Health Survey in Brazil with the aim of collaborating in the development and enhancement of the methodology and analyzing interview questions based on the interviewers' experience. The authors comment on the field experience and application of the questionnaire, based on reports by regional coordinators and interviewers, in order to shed light on the context in which the interviews took place. The article reports on how the respondents grasped and interpreted the questionnaire. The authors propose improvements in interviewer training and simple interview reporting measures aimed at improved logistics with such nationwide survey instruments.<hr/>O objetivo deste trabalho é relatar as experiências de campo da Pesquisa Mundial de Saúde no Brasil com o intuito de colaborar com o desenvolvimento e aprimoramento da metodologia e analisar questões do questionário confrontando-as com a experiência dos entrevistadores. Comentou-se sobre a experiência de campo e a aplicação do questionário aproveitando-se relatos de coordenadores regionais e dos entrevistadores para conhecer o contexto em que transcorreram as entrevistas. Foram relatadas as experiências com relação ao entendimento e compreensão do questionário por parte dos entrevistados. Os autores propõem melhorias na forma de treinamento dos entrevistadores e medidas simples para que elas possam ser relatadas visando o aprimoramento da logística na aplicação de instrumentos desta abrangência territorial. <![CDATA[<B>State of animus among Brazilians</B>: <B>influence of socioeconomic context?</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Preliminary results of the World Health Survey, conducted in Brazil in 2003, indicate a high frequency of self-perceived problems related to state of animus. The main objective of the present study is to investigate the hypothesis that material deprivation and job insecurity are important determinants of self-reported mental problems, such as feelings of depression and anxiety. Analysis of factors associated with self-perceived problems related to state of animus was performed with multivariate logistic regression models. Among females, key factors associated with feelings of depression and anxiety were level of education and unemployment after controlling for age, presence of long duration disease or disability and of body injury limiting everyday activities. Among males, feelings of depression were most strongly associated with unemployment, followed by poverty (as measured by a household asset indicator), with being married (or cohabiting) showed a protector effect. With regard to severe feelings of anxiety, only unemployment contributed significantly. These findings highlight the influence of social and economic contexts, beyond strictly individual characteristics, on the health of Brazilians.<hr/>Os resultados preliminares da Pesquisa Mundial de Saúde, inquérito domiciliar realizado no Brasil em 2003, indicaram elevada freqüência de problemas relativos ao estado de ânimo. O presente estudo tem como principal objetivo investigar a hipótese de que a privação material e a insegurança no trabalho constituem determinantes importantes da autopercepção de mal-estar psíquico, como sentir-se deprimido e ansioso. A análise dos fatores associados a problemas relativos ao estado de ânimo foi realizada mediante o uso de procedimentos de regressão logística multivariada. Entre as mulheres, tanto considerando sentimentos de depressão como de ansiedade, após o ajuste por idade, a presença de doença de longa duração e o sofrimento decorrente de lesão corporal limitante, os fatores mais fortemente associados foram o grau de instrução e o desemprego. Entre os homens, considerando a auto-avaliação de depressão em grau grave, estar desempregado foi a primeira variável selecionada, seguida da posse de bens e viver com companheira (efeito protetor). Quanto à sensação de ansiedade, apenas estar desempregado contribuiu significativamente. Os achados evidenciam a influência do contexto social e econômico sobre a saúde do cidadão brasileiro, para além das características estritamente individuais. <![CDATA[<B>Socio-demographic characteristics, treatment coverage, and self-rated health of individuals who reported six chronic diseases in Brazil, 2003</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700006&lng=en&nrm=iso&tlng=en The Brazilian World Health Survey, carried out in 2003, included questions about diagnosis of six chronic diseases: arthritis, angina, asthma, depression, schizophrenia and diabetes mellitus. The probabilistic sample of 5,000 adults was selected in 250 census tracts. We analyzed the socio-demographic profile, the coverage of treatment, and self-rated health of the individuals that reported diagnosis of one of these diseases. To control for age and sex, logistic regression models were used. Among the 5,000 participants, 39.1% reported medical diagnosis of at least one of the six diseases. Depression was the most prevalent (19.2%), followed by asthma (12.0%), arthritis (10.5%), angina (6.7%), diabetes (6.2%) and schizophrenia (1.7%). Significant differences by age were found for all diseases, except for asthma. All diseases were more prevalent among women, except angina. Analysis by educational level showed that the diabetes prevalence rate was significantly larger among those with incomplete schooling. Although the six diseases presented different treatment coverage rates, for individuals with diagnosis of any one of the six diseases, the self-rated health was always worst, even after controlling for age and sex.<hr/>A Pesquisa Mundial de Saúde (PMS), realizada no Brasil em 2003, incluiu questionamento sobre diagnóstico de seis doenças: artrite, angina, asma, depressão, esquizofrenia e diabetes mellitus. Foram selecionados 5 mil indivíduos em 250 setores censitários, por amostragem probabilística. Analisou-se o perfil sócio-demográfico, a cobertura de tratamento e a auto-avaliação de saúde dos indivíduos com diagnóstico de uma dessas doenças, ajustando-se os efeitos de sexo e idade por modelos de regressão logística. A depressão foi a mais prevalente (19,2%), seguida pela asma (12,0%), artrite (10,5%), angina de peito (6,7%), diabetes (6,2%) e esquizofrenia (1,7%), sendo que 39,1% referiram diagnóstico médico de pelo menos uma. Foram encontradas diferenças significativas por idade, exceto para asma. Todas as doenças foram mais prevalentes entre as mulheres, exceto angina. A taxa de diabetes foi significativamente maior entre os de menor grau de instrução. Conclui-se que as seis doenças apresentam comportamento diferenciado em relação à cobertura de tratamento. Porém, no que se refere à percepção da própria saúde, comparando-se os portadores de qualquer uma das seis doenças em relação aos demais, a avaliação foi bem pior, mesmo após ajuste por idade e sexo. <![CDATA[<B>Socio-demographic determinants of self-rated health in Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Self-rated health has been used extensively in epidemiologic studies, not only due to its importance per se but also due to the validity established by its association with clinical conditions and with greater risk of subsequent morbidity and mortality. In this study, the socio-demographic determinants of good self-rated health are analyzed using data from the World Health Survey, adapted and carried out in Brazil in 2003. Logistic regression models were used, with age and sex as covariables, and educational level, a household assets index, and work-related indicators as measures of socioeconomic status. Besides the effects of sex and age, with consistently worst health perception among females and among the eldest, the results showed pronounced socioeconomic inequalities. After adjusting for age, among females the factors that contributed most to deterioration of health perception were incomplete education and material hardship; among males, besides material hardship, work related indicators (manual work, unemployment, work retirement or incapable to work) were also important determining factors. Among individuals with long-term illness or disability, the socioeconomic gradient persisted, although of smaller magnitude.<hr/>A auto-avaliação da saúde vem sendo amplamente utilizada nos estudos epidemiológicos, não só por ser importante por si, mas também pela sua validade, estabelecida por suas relações com as condições clínicas e com o maior risco de morbi-mortalidade subseqüente. Neste trabalho, são analisados os determinantes sócio-demográficos da auto-avaliação de saúde boa, utilizando os dados da Pesquisa Mundial de Saúde, inquérito domiciliar realizado no Brasil, em 2003. Foram utilizados modelos de regressão logística, considerando idade e sexo como co-variáveis, e o grau de instrução, a posse de bens no domicílio e a situação de trabalho como indicadores do nível sócio-econômico. Além das diferenças por sexo e idade, com auto-avaliações consistentemente piores entre as mulheres e entre os mais idosos, os resultados indicaram acentuadas desigualdades sócio-econômicas. Ajustando-se por idade, entre as mulheres, a instrução incompleta e a privação material foram os fatores que mais contribuíram para a pior percepção da saúde; entre os homens, além da privação material, os indicadores relacionados ao trabalho tiveram efeitos importantes. Entre os indivíduos com doença de longa duração ou incapacidade, o gradiente social persistiu, embora em menor magnitude. <![CDATA[<B>Perception of health state and the use of vignettes to calibrate for socioeconomic status</B>: <B>results of the <I>World Health Survey</I> in Brazil, 2003</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700008&lng=en&nrm=iso&tlng=en As part of the World Health Organization (WHO) project focused on assessing the performance of national health systems, the World Health Survey (WHS) was carried out in many member countries. In order to enable comparison of self-rated health between different cultures of the same country or between different nations, the WHS questionnaire included vignettes of sample cases, that is, hypothetical stories that describe the health problems of third parties. The objective of the present study is to evaluate the possibility of using vignette ratings to implement a socioeconomic calibration scale for self-rated health in Brazil. Using Brazilian WHS data, perceptions of state of health, measured through two different strategies (self-rating and vignette-rating), were compared. The effects of socioeconomic status (educational level and number of household assets) on health domain ratings were estimated via multiple regression models, controlled for age and sex. The effects of socioeconomic status were significant for the majority of health domains in the case of self-perception, but statistically null in the case of third party ratings. It is concluded that the WHO vignettes are not appropriate for calibrating self-rated health measures in Brazil.<hr/>Como parte do projeto da Organização Mundial da Saúde (OMS) de avaliação de desempenho dos sistemas de saúde das nações, a Pesquisa Mundial de Saúde (PMS) foi realizada em vários países membros. Para possibilitar a comparação de estimativas de auto-avaliação do estado de saúde coletadas entre culturas distintas, a OMS utilizou a estratégia de incluir vinhetas de casos-padrão, estórias hipotéticas que descrevem problemas de saúde de terceiros. Utilizando os dados da PMS brasileira, objetivou-se, neste trabalho, avaliar a utilização de vinhetas de casos-padrão para calibração da percepção de saúde por nível sócio-econômico. Na análise estatística foram comparadas as médias de avaliação de cada domínio por estratégia de mensuração (auto-avaliação e vinhetas) segundo sexo, faixa etária, e nível sócio-econômico (grau de escolaridade e número de bens no domicílio). Os efeitos do nível sócio-econômico sobre as avaliações dos domínios de saúde foram estimados por regressão múltipla, controlando-se por idade e sexo. No caso da auto-avaliação, os efeitos do nível sócio-econômico foram significativos para a maioria dos domínios, mas estatisticamente nulos, no caso de vinhetas. Conclui-se que a utilização das vinhetas propostas pela OMS para calibração das medidas de auto-reporte não se mostrou apropriada no caso do Brasil. <![CDATA[<B>Healthy lifestyles and access to periodic health exams among Brazilian women</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Using data from the World Health Survey carried out in Brazil in 2003, this paper has the objective of describing the sociodemographic profile of Brazilian women (age 18-69 years of age) that have adequate health care, not only with respect to health service utilization but also to healthy lifestyles. Sociodemographic variables (age, marital status, race, education level, number of household assets, and occupation), health care variables (periodic gynecologic exam with Papanicolaou, mammography among women aged 40-69 years, body mass index, smoking, alcohol, physical activity, dental care, private health insurance), and self-rated health were analyzed by municipality size strata. Logistic regression models were used to identify the characteristics of women that have adequate health care. Coverage of periodic gynecologic exam with Papanicolaou was 65.0% and mammography coverage was 47.0%. Less than 20.0% of Brazilian women have adequate care, and the most associated factors were: being younger than 40 years old, having higher educational level, having private health insurance and being married. The results indicate the need to develop health promotion policies focused on modifying the risk habits and risk practices to health, and to stimulate preventive periodic health exams.<hr/>Utilizando os dados da Pesquisa Mundial de Saúde (PMS), realizada no Brasil em 2003, objetiva-se descrever o perfil sócio-demográfico das mulheres brasileiras entre 18 e 69 anos que têm cuidados adequados com a sua saúde, não só quanto à utilização de serviços, mas também aos comportamentos saudáveis. As variáveis sócio-demográficas (idade, situação conjugal, grau de instrução, bens no domicílio e cor da pele), de cuidados com a saúde (exame ginecológico com Papanicolau, mamografia em mulheres de 40 a 69 anos, índice de massa corpórea, fumo, álcool, atividade física, saúde oral, plano privado) e auto-avaliação da saúde foram analisadas segundo estrato de tamanho do município. Utilizando modelos de regressão logística foram identificadas as características das mulheres que têm cuidados adequados com a sua saúde. A cobertura do exame ginecológico periódico com Papanicolaou foi de 65,0% enquanto a da mamografia foi de 47,0%. Menos do que 20,0% das mulheres têm cuidados adequados com a saúde, sendo que os fatores mais associados foram: ter menos de quarenta anos, melhor grau de instrução, plano de saúde e ser casada. Os resultados indicam a necessidade do desenvolvimento de políticas direcionadas a modificar os hábitos e práticas de risco à saúde e incentivar os exames preventivos periódicos. <![CDATA[<B>Sampling design for the <I>World Health Survey</I> in Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700010&lng=en&nrm=iso&tlng=en This paper describes the sample design used in the Brazilian application of the World Health Survey. The sample was selected in three stages. First, the census tracts were allocated in six strata defined by their urban/rural situation and population groups of the municipalities (counties). The tracts were selected using probabilities proportional to the respective number of households. In the second stage, households were selected with equiprobability using an inverse sample design to ensure 20 households interviewed per tract. In the last stage, one adult (18 years or older) per household was selected with equiprobability to answer the majority of the questionnaire. Sample weights were based on the inverse of the inclusion probabilities in the sample. To reduce bias in regional estimates, a household weighting calibration procedure was used to reduce sample bias in relation to income, sex, and age group.<hr/>Este artigo descreve o desenho da amostra da Pesquisa Mundial de Saúde no Brasil. A amostra foi selecionada em três estágios. No primeiro, os setores censitários foram divididos em seis estratos, definidos pela situação e porte populacional dos municípios, e selecionados com probabilidade proporcional ao seu número de domicílios. No segundo estágio, os domicílios foram selecionados com eqüiprobabilidade, seguindo um esquema de amostragem inversa, para assegurar vinte entrevistas realizadas por setor. No último estágio foi selecionado com eqüiprobabilidade um adulto (18 anos ou mais) por domicílio para responder aos principais quesitos do questionário. A expansão da amostra foi feita com base nas probabilidades de seleção e, para permitir a obtenção de estimativas regionalizadas, os fatores de expansão foram calibrados para assegurar coerência com os totais populacionais por grupos de macrorregiões, quintos de renda, sexo e grupos etários, por meio de estimadores de regressão. <![CDATA[<B>Utilization of medicines by the Brazilian population, 2003</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700011&lng=en&nrm=iso&tlng=en The aim of the present study was to characterize the utilization of medicines by the Brazilian population, using data from the Brazilian World Health Survey. Medicines were grouped according to the active pharmaceutical ingredient based on an adaptation of the World Health Organization standard list of essential medicines. The analysis included the characteristics of individuals who keep medicines at home and who had used them within the reference period (within two weeks prior to the interview), according to presence of medical prescription. Nearly half of the participants (49.0%) reported use of medicines during the reference period. Older and wealthier individuals and those with chronic diseases or disabilities and with poor self-rated health keep and use medicines more frequently. For 25.0% of the individuals that had used medicines during the reference period, none of the drugs had been prescribed by a health professional. Among the individuals who had medicines prescribed in the last appointment, 13.0% were unable to obtain the prescribed medication (of these, 55.0% could not afford it). The most widely utilized group was that of the analgesics (22.0%), and only 51.0% of the individuals using this type of medicine had received a medical prescription for it.<hr/>O presente estudo tem como objetivo caracterizar a utilização de medicamentos na população brasileira, por meio dos dados da Pesquisa Mundial de Saúde. Os medicamentos foram agrupados de acordo com o princípio ativo baseando-se em uma adaptação da lista padrão da Organização Mundial da Saúde. A análise contemplou as características das pessoas que guardam medicamentos em casa e que utilizaram medicamentos nas duas semanas anteriores à data da pesquisa segundo a presença de prescrição médica. Quase a metade dos participantes relatou uso no período de referência (49,0%). Os indivíduos mais idosos, com maior riqueza, com doença de longa duração ou incapacidade e com auto-avaliação ruim da saúde guardam e utilizam medicamentos com maior freqüência. Entre os indivíduos que utilizaram medicamentos no período de referência, para 25,0%, nenhum foi prescrito por médico. Dentre os indivíduos que tiveram prescrição de medicamentos no último atendimento, 13,0% não conseguiram adquirir todos os medicamentos, sendo que 55,0% alegaram que não puderam pagar. A maior proporção de utilização foi encontrada para o grupo dos analgésicos (22,0%), sendo que somente 51,0% dos indivíduos que utilizaram esses medicamentos o fizeram com prescrição médica. <![CDATA[<B>Health care users' satisfaction in Brazil, 2003</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Evaluation of users' satisfaction with the health system brings back longstanding questions concerning the quality of services provided to the Brazilian population. The current study analyzes satisfaction with outpatient and inpatient care based on the results of the World Health Survey, conducted in Brazil in 2003. To explain satisfaction with various aspects of care through a small number of factors, the factor analysis technique was used, through principal components analysis (PCA). Multiple regression models identified associations between satisfaction scores and different sociodemographic variables. For outpatient care, waiting time showed the lowest degree of satisfaction, and in the case of hospitalization, freedom to choose the physician was the worst evaluated aspect. Three components were extracted from the PCA, related respectively to satisfaction with health professionals, health services, and health problem solution. Multiple regression analysis showed that having experienced some type of discrimination (on the basis of gender, age, poverty, social class, skin color, or type of disease) and being an exclusive user of the public National Health System involved a lower degree of users' satisfaction.<hr/>A avaliação da satisfação com o sistema de saúde sob a ótica do usuário recoloca antigos questionamentos quanto à qualidade dos serviços oferecidos à população brasileira. Este trabalho analisa os resultados sobre satisfação com a assistência de saúde prestada (ambulatorial e internação) da Pesquisa Mundial de Saúde, realizada no Brasil no ano de 2003. Com o objetivo de explicar a satisfação com o atendimento em seus aspectos por meio de um pequeno número de fatores, foi utilizada a técnica de análise fatorial por componentes principais (ACP). Modelos de regressão múltipla permitiram identificar associações dos escores de satisfação com diferentes variáveis sócio-demográficas. O tempo de espera foi o item que demonstrou menor grau de satisfação, no caso de atendimento ambulatorial, e a liberdade de escolha do profissional de saúde, no caso de internação. Na ACP foram extraídos três componentes, que se relacionaram à satisfação com os profissionais, serviços e resolução do problema de saúde. A regressão múltipla revelou que ter sofrido algum tipo de discriminação (por sexo, idade, pobreza, classe social, raça ou tipo de doença) e ser usuário exclusivo do SUS implica o menor grau de satisfação dos usuários com o atendimento recebido. <![CDATA[<B>Coverage of the Brazilian population 18 years and older by private health plans</B>: <B>an analysis of data from the <I>World Health Survey</i></B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000700013&lng=en&nrm=iso&tlng=en This study analyzes data from the World Health Survey (WHS) conducted in 2003, with a sample of 5,000 individuals 18 years and older. Some 24.0% of the interviewees had private health insurance, and the main variables associated with private coverage were number of household assets, age, level of education, formal employment, living in municipalities with more than 50,000 inhabitants, and good self-rated health. The socioeconomic profiles of needs for and use of health services in the population covered by private health plans are different, confirming the findings of other studies reporting that this population segment as a whole presents better health conditions and greater use of services as compared to the population without private coverage, even after adjusting for socio-demographic variables and self-rated health. The WHS data also suggest that individuals with private health plans do not always use their insurance to pay for services, except in the case of mammograms.<hr/>Esse estudo analisa os dados da Pesquisa Mundial de Saúde (PMS), realizada em 2003, em uma amostra de 5 mil indivíduos com 18 anos ou mais. Cerca de 24,0% dos indivíduos entrevistados têm seguro privado de saúde, sendo que os fatores associados à posse do plano são o número de bens, idade, escolaridade, ter emprego formal, residir em municípios com menos de 50 mil habitantes e referir boa auto-avaliação do estado de saúde. Os perfis sócio-demográficos de necessidades e uso de serviços de saúde da população coberta por plano de saúde são distintos, confirmando os achados de outros trabalhos que referem que esse segmento populacional como um todo apresenta melhores condições de saúde e um maior uso de serviços em relação à população não coberta por seguro de saúde, mesmo após o controle por variáveis sócio-demográficas e a auto-avaliação do estado de saúde. Os dados da PMS também sugerem que pessoas cobertas por plano de saúde nem sempre utilizam o plano para pagamento de serviços, excetuando-se o caso da mamografia.