Scielo RSS <![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]> http://www.scielosp.org/rss.php?pid=0102-311X20120008&lang=en vol. 28 num. 8 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielosp.org/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielosp.org <![CDATA[<b>Being pregnant in Brazil</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Prevalence of metabolic syndrome and its components in the menopausal transition</b>: <b>a systematic review</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800002&lng=en&nrm=iso&tlng=en A síndrome metabólica é um transtorno complexo, caracterizado por um agrupamento de fatores de risco cardiovascular. Sugere-se que a fase da transição menopáusica possa ser um determinante importante no aumento da prevalência da síndrome metabólica. O presente estudo teve como objetivo verificar, por meio de uma revisão sistemática, a prevalência de síndrome metabólica e dos seus componentes na transição menopáusica. Três revisores fizeram a busca dos artigos na base de dados do PubMed. A qualidade dos artigos foi avaliada usando-se o Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE). Com base nos estudos analisados, a prevalência de síndrome metabólica aumenta na comparação do período da pré para a pós-menopausa, independentemente da população e do delineamento do estudo. Quanto aos componentes, a alteração foi mais expressiva nas medidas de circunferência da cintura e pressão arterial. Sugere-se que esses componentes sejam os que exercem maior influência na prevalência de síndrome metabólica.<hr/>Metabolic syndrome is a complex disorder involving a combination of cardiovascular risk factors. Menopausal transition can be a key factor in the increased prevalence of metabolic syndrome. The current study aims to evaluate the prevalence of metabolic syndrome and its components in the menopausal transition, using a systematic review. Three reviewers conducted an article search in PubMed. The articles' quality was evaluated according to Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE). Based on the selected studies, prevalence of metabolic syndrome increases in the post-menopausal (as compared to pre-menopausal) period, regardless of the population and study design. The change was more significant for waist circumference and blood pressure, suggesting that these components have the greatest influence on prevalence of metabolic syndrome. <![CDATA[<b>Prevalence of weight-loss strategies and use of substances for weight-loss among adults</b>: <b>a population study</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800003&lng=en&nrm=iso&tlng=en This paper concerns a cross-sectional population-based study conducted with adults living in the city of Pelotas, Rio Grande do Sul State, Brazil. It aims to determine the prevalence of weight-loss practices and use of substances for weight-loss during the 12 months preceding the interview. The prevalence of weight-loss attempts was 26.6%. Although dietary control and regular physical exercise were the most commonly used strategies, the prevalence of the combined use of these methods was only 36% for individuals trying to lose weight. The prevalence of use of substances for weight-loss was 12.8% (48.4% of those who tried to lose weight). The use of dietary control and substances was more common among women, while men practiced physical exercise with greater frequency. Teas were the most frequently used substances for weight-loss. Multivariate analysis identified being female, excess weight and self-perception of excess weight as major associated factors for the use of substances for weight-loss. Finally, we found that, although weight-loss attempts are common, the majority of obese individuals do not make attempts to lose weight and only a minority follows the recommended practices.<hr/>Estudo transversal de base populacional conduzido com adultos residentes na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, que objetivou determinar a prevalência de práticas de emagrecimento e uso de substâncias para emagrecer, nos últimos 12 meses antes da entrevista. A prevalência de tentativas de emagrecimento foi de 26,6%. Controle dietético e prática regular de exercícios físicos foram as estratégias mais frequentes, mas apenas 36% daqueles que tentaram emagrecer combinaram-nas. A prevalência do uso de substâncias para emagrecer foi de 12,8% (48,4% daqueles que tentaram emagrecer). Mulheres utilizaram controle dietético e substâncias mais frequentemente do que homens, enquanto estes utilizaram mais exercícios físicos. As substâncias de uso mais frequente foram os chás. A análise ajustada identificou sexo feminino, excesso de peso e percepção do excesso de peso como os maiores fatores associados ao uso de substâncias. Assim, identificamos que tentativas de emagrecimento são frequentes, porém, não são referidas pela maioria dos obesos e apenas uma minoria daqueles que tentam emagrecer segue as práticas recomendadas. <![CDATA[<b>Prevalence of tobacco use and associated factors among women in Paraná State, Brazil</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência do uso de produtos derivados do tabaco e o perfil demográfico de mulheres fumantes no Paraná, Brasil. Foi um estudo transversal de base populacional com amostragem por cluster envolvendo 2.153 mulheres com 18 anos de idade ou mais em sete cidades. A prevalência do uso do tabaco fumado foi de 13,4% variando de 10% (Cascavel) a 19% (Irati). Na análise multivariada, cidade, estado civil e escolaridade foram significativamente associados ao uso do tabaco. Mulheres em Irati (OR = 2,08; IC95%: 1,22-3,54) foram mais propensas a serem fumantes que mulheres em Cambé. As casadas ou viúvas foram menos propensas a serem fumantes (OR = 0,47; IC95%: 0,30-0,73 e OR = 0,43; IC95%: 0,22-0,87) que as solteiras. Mulheres em união estável foram mais propensas a serem fumantes que as solteiras (OR = 2,49; IC95%: 1,12-5,53) e mulheres com curso superior foram menos propensas a serem fumantes que as com primeiro grau ou menos (OR = 0,41; IC95%: 0,22-0,87). Estes resultados confirmam a necessidade de programas de controle do tabaco que levem em consideração as questões de gênero e regiões.<hr/>This study aimed to estimate the prevalence of tobacco use and to describe the demographic profile of female smokers in Paraná State, Brazil. The study used a cross-sectional population-based design with cluster sampling (n = 2,153) of women 18 years or older in seven cities. Prevalence of smoking was 13.4%, ranging from 10% in Cascavel to 19% in Irati. According to multivariate analysis, city of residence, marital status, and schooling were significantly associated with tobacco use. Women in Irati (OR = 2.08; 95%CI: 1.22-3.54) were more likely to smoke than those in Cambé. Married women and widows were less likely to smoke (OR = 0.47; 95%CI: 0.30-0.73 and OR = 0.43; 95%CI: 0.22-0.87) than single women. Women living with a partner (but not married) were more likely to smoke than single women (OR = 2.49; 95%CI: 1.12-5.53), and women with university degrees were less likely to smoke than those with eight years of school or less (OR = 0.41; 95%CI: 0.22-0.87). The results confirm the need for tobacco control programs that take gender and regional differences into account. <![CDATA[<b>Chronic pain, associated factors, and impact on daily life</b>: <b>are there differences between the sexes?</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800005&lng=en&nrm=iso&tlng=en This pioneering cross-sectional study in São Luís, Maranhão State, Brazil, aimed to compare men and women with chronic pain by identifying associated factors and characterizing the pain and its impact on daily life. Considering an expected prevalence of 25%, 95% confidence interval, and 3% precision, a cluster sample of 1,597 individuals was selected. The descriptive analysis showed a predominance of women, age bracket of 18 to 29 years, and brown skin color. Prevalence of chronic pain was higher in women than in men. Risk factors were analyzed with logistic regression. Increasing age was an associated risk factor for chronic pain in both sexes. In women, 12 or more years of schooling were associated with lower prevalence of chronic pain, and divorce or widowhood was associated with higher prevalence. Lower back pain and headache were the two most frequently reported sites. There was no difference between the sexes in time since onset or intensity of pain. Chronic pain had a greater impact on daily life for women and generated more feelings of sadness.<hr/>Estudo transversal, pioneiro em São Luís, Maranhão, Brasil, com o objetivo de comparar homens e mulheres com dor crônica por meio da identificação dos fatores associados, caracterização da dor e influência na vida diária. Considerando a prevalência de 25%, nível de 95% de confiança e precisão de 3% foram entrevistadas 1.597 pessoas selecionadas por amostragem do tipo conglomerado. Na análise descritiva houve predomínio do sexo feminino, faixa etária entre 18 e 29 anos e cor parda. A prevalência de dor crônica foi maior nas mulheres em relação aos homens. Utilizou-se regressão logística para análise dos fatores de risco. Maior idade foi um fator associado à dor crônica em ambos os sexos. Nas mulheres, escolaridade a partir de 12 anos de estudos associou-se à menor prevalência, e estar divorciada/viúva e desempregada à maior prevalência de dor crônica. As regiões lombar e cefálica foram as mais referidas como locais de dor. Não houve diferença entre os sexos em relação ao tempo e intensidade dolorosa. A dor crônica teve maior influência na vida diária das mulheres e gerou mais sentimento de tristeza. <![CDATA[<b>Intergenerational evolution of stature in Pernambuco State, Brazil (1945-2006)</b>: <b>2 - analytical aspects</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Utilizando-se modelos de regressão multinível, foram identificados fatores relacionados à evolução estatural de pessoas residentes em Pernambuco, Brasil, em 2006 e nascidas a partir de 1945. Os dados provêm de dois inquéritos estaduais de base populacional. No modelo final de cada grupo etário, ano de nascimento, sexo, escolaridade, renda e residência em área urbana ficaram positivamente associadas ao crescimento estatural dos adultos, bem como de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos. Nos menores de cinco anos, além dessas variáveis, também ficaram positivamente associados o peso ao nascer e a realização de pré-natal, enquanto a ocorrência de diarreia nas últimas duas semanas anteriores à entrevista mostrou associação negativa. Os resultados do estudo mostram que o crescimento estatural foi mais favorecido em ambientes nos quais predominaram melhores condições socioeconômicas e ambientais.<hr/>This study used multivariate regression models to identify factors associated with the height trend in residents of Pernambuco State, Brazil, in 2006, born from 1945 onward. The data were from two population-based statewide surveys. In the final model for each age bracket, year of birth, gender, schooling, and residence in urban areas were positively associated with stature in adults, as well as in children and adolescents 5 to 19 years of age. In children under five years, in addition to these variables, birth weight and prenatal care were also positively associated, while diarrhea in the two weeks prior to the interview showed a negative association. The findings show that stature was favored by settings with better socioeconomic and environmental conditions. <![CDATA[<b>Self-reported hearing loss among elderly individuals in the city of São Paulo, Brazil</b>: <b>prevalence and associated factors (SABE Study, 2006)</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800007&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo foi estimar a prevalência de deficiência auditiva referida numa população de idosos de São Paulo, Brasil e verificar os fatores associados, mediante pesquisa transversal, descritiva e quantitativa. A amostra foi composta por sujeitos acima de 65 anos derivada de setores censitários em dois estágios, com reposição e probabilidade proporcional à população para pessoas com 75 anos ou mais. A análise estatística foi realizada no software Stata 10, com dados ponderados, utilizando-se o teste de Rao-Scott e a regressão de Poisson do tipo stepwise backward. Foram entrevistados 1.115 idosos com prevalência de deficiência auditiva referida de 30,4%, maior em idades mais avançadas, no sexo masculino, em sujeitos com doenças osteoarticulares referidas, queixa de vertigem e/ou tontura, deficiência visual referida e com dificuldades para o uso do telefone. O conhecimento da prevalência e dos fatores associados à deficiência auditiva pode auxiliar na elaboração das políticas públicas relacionadas à audição, sendo imprescindível a abordagem deste tema com a população idosa, por conta da importante ocorrência encontrada.<hr/>This article describes the prevalence of self-reported hearing loss in an elderly population in the city of São Paulo, Brazil, and associated factors, based on a cross-sectional descriptive and quantitative study. The sample consisted of individuals over 65 years of age selected from census tracts in two stages, with replacement and probability proportional to the population 75 years of age or older. Statistical analysis used Stata 10 with weighted data, Rao-Scott test, and backward stepwise Poisson regression. 1,115 elders were interviewed. Prevalence of self-reported hearing loss was 30.4%, and higher levels were associated with age over 75 years, male gender, self-reported musculoskeletal conditions, dizziness, visual impairment, and difficulty using the telephone. Increased knowledge of factors associated with hearing loss would support public policies on hearing. The high prevalence found in this study underlines the importance of addressing this issue among the elderly. <![CDATA[<b>Perceptions of dental fluorosis and evaluation of agreement between parents and children</b>: <b>validation of a questionnaire</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivou-se validar o Child's and Parent's Questionnaire about Teeth Appearance, avaliando as preocupações relacionadas à fluorose em 213 pares de pais/crianças (12 anos) de duas regiões brasileiras. A confiabilidade foi avaliada pelo alfa de Cronbach e pelo coeficiente de correlação intraclasse; e a validade de constructo e de critério, pela correlação de Spearman. Para comparar as duas regiões e avaliar a concordância pais/filhos, foi utilizado o teste t de Student. A consistência interna foi aceitável, e a confiabilidade teste-reteste, moderada a excelente. Houve correlação significativa entre percepção da fluorose moderada e severa e os dados clínicos e entre percepção da fluorose e preocupações dos indivíduos. Embora os pais de Rafael Arruda, Ceará, Brasil, tenham tido maior percepção da fluorose, o incômodo e a preocupação com a aparência foram maiores em Piracicaba, São Paulo. Os pais se mostraram mais incomodados, preocupados e insatisfeitos com a aparência dentária das crianças do que elas mesmas. Essa versão é válida e confiável para avaliar a percepção da estética dentária em crianças e em seus pais.<hr/>This study aimed to validate the Child's and Parent's Questionnaire about Teeth Appearance and to evaluate concerns relative to fluorosis among 213 pairs of parents and 12-year-old children from two regions of Brazil. Reliability was assessed by Cronbach's alpha and intraclass correlation coefficient, and construct and criterion validity by Spearman's correlations. Student t-test was used to compare the two regions and to assess parent/child agreement. Internal consistency was acceptable, and test-retest reliability was moderate to excellent. Perception of moderate to severe fluorosis and clinical data were significantly correlated, as were perception of fluorosis and subjects' concerns. Although parents from Rafael Arruda, Ceará State, showed a higher perception of fluorosis, parental concern was greater in Piracicaba, São Paulo State. Parents were more worried and dissatisfied with their children's dental appearance than the children themselves. This version of the questionnaire proved to be valid and reliable for assessing children's and parents' perceptions of dental fluorosis. <![CDATA[<b>Socioeconomic and demographic inequalities as risk factors for self-reported arthritis</b>: <b>a population-based study in southern Brazil</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Estimar a prevalência de artrite ou reumatismo autorreferido e os fatores associados. Realizou-se um estudo transversal de base populacional em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, com 1.720 adultos entre 20 e 59 anos. A presença de artrite ou reumatismo autorreferido foi analisada por meio do modelo hierárquico de determinação no nível demográfico, socioeconômico, comportamental e uso de serviços de saúde. Utilizou-se análise de regressão logística para avaliar a associação entre as variáveis. A prevalência de artrite ou reumatismo autorreferido foi de 7,7% (IC95%: 6,4-8,9). A chance de artrite ou reumatismo autorreferido foi duas vezes maior entre as mulheres, maior entre aqueles com índice de massa corporal (IMC) > 30kg/m²,diretamente proporcional à idade e inversamente proporcional à escolaridade. A prevalência de artrite ou reumatismo autorreferido foi maior do que a estimativa nacional no ano de 2008. Essa realidade sugere a necessidade de um planejamento de políticas públicas voltado para esse agravo de saúde.<hr/>The study aimed to estimate prevalence of self-reported arthritis or rheumatism and associated factors. This was a cross-sectional population-based study in Florianopolis, Santa Catarina State, Brazil, with 1,720 adults ranging from 20 to 59 years of age. Presence of self-reported arthritis or rheumatism was analyzed with a hierarchical approach, considering demographic, socioeconomic, and behavioral variables and use of health services. Logistic regression was used to evaluate the association between the outcome and independent variables. Prevalence of self-reported arthritis or rheumatism was 7.7% (95%CI: 6.4-8.9). The odds of self-reported arthritis were twice as high in women, and increased self-reported arthritis was directly associated with BMI > 30kg/m² and increasing age and inversely proportional to schooling. Self-reported arthritis or rheumatism was higher in this sample than in Brazilian adults in general in 2008. The results suggest the need to plan public health policies to address this problem. <![CDATA[<b>Risk factors for cardiovascular disease among the homeless and in the general population of the city of Porto, Portugal</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800010&lng=en&nrm=iso&tlng=en We described the distribution of risk factors for cardiovascular disease among homeless people living in the city of Porto, Portugal. Comparisons were made between subsamples of homeless people recruited in different settings and between the overall homeless sample group and a sample of the general population. All "houseless" individuals attending one of two homeless hostels or two institutions providing meal programs on specific days were invited to participate and were matched with subjects from the general population. We estimated sex, age and education-adjusted prevalence ratios or mean differences. The prevalence of previous illicit drug consumption and imprisonment was almost twice as high among the homeless from institutions providing meal programs. This group also showed lower mean systolic and diastolic blood pressure. Prevalence of smoking was almost 50% higher in the overall homeless group. Mean body mass index and waist circumference were also lower in the homeless group and its members were almost five times less likely to report dyslipidemia. Our findings contribute to defining priorities for interventions directed at this segment of society and to reducing inequalities in this extremely underprivileged population.<hr/>Este estudo descreve a distribuição de fatores de risco cardiovascular em pessoas sem-abrigo que vivem no Porto, Portugal, recrutadas em diferentes contextos, comparando-as entre si e com a população em geral. Todos os indivíduos "sem-casa" presentes em dois albergues de sem-abrigo ou dois refeitórios sociais em dias selecionados para as avaliações foram convidados, e emparelhados com indivíduos da população geral. Foram estimadas as razões de proporções ou diferenças entre médias, ajustadas para sexo, idade e educação. Nos refeitórios sociais, observou-se maior prevalência de consumo de drogas ilícitas e de história prévia de prisão no último ano, e menor pressão arterial sistólica e diastólica do que nos albergues de sem-abrigo. Os sem-abrigo apresentaram uma prevalência quase 50% maior de fumadores, menor índice de massa corporal e perímetro da cintura, e uma probabilidade 5 vezes menor de referir dislipidemia. Este trabalho contribui para a definição de prioridades de intervenção para a redução de desigualdades sociais nessas populações com extremas carências socioeconômicas. <![CDATA[<b>Obstructive sleep apnea, detected by the <i>Berlin Questionnaire</i>: an associated risk factor for coronary artery disease</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Obstructive sleep apnea (OSA), a risk factor for coronary artery disease, remains under diagnosed. We investigated if OSA identified by the Berlin Questionnaire (BQ) is associated with the risk of coronary artery disease. Cases were patients referred for elective coronariography. The cases were classified with significant coronary lesions (stenosis > 50% in an epicardial coronary) or without significant coronary lesions. Controls were selected from a population-based sample. Positive BQ results were identified in 135 (41.2%) of 328 cases, in contrast with 151 (34.4%) of 439 control subjects (p = 0.03). In a multinomial logistic analysis, the risk for OSA identified by the BQ was independently associated with coronary artery disease in cases with lesions of at least 50% (OR = 1.53; 95%CI: 1.02-2.30; p = 0.04). The risk from OSA identified by the BQ was higher in younger subjects (40-59 years) (OR = 1.76; 95%CI: 1.05-2.97; p = 0.03) and in women (OR = 3.56; 95%CI: 1.64-7.72; p = 0.001). In conclusion, OSA identified by the BQ greatly increases the risks of coronary artery disease in patients having significant coronary artery lesions indicated by anangiogram, particularly in younger individuals and in women.<hr/>Síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), fator de risco para doença arterial coronariana, permanece subdiagnosticada. Investigou-se se o risco de SAOS pelo Questionário de Berlim (QB) associa-se com doença arterial coronariana. Casos foram pacientes encaminhados para coronariografia eletiva, classificados em casos com lesão significativa (estenose > 50%) ou sem lesões significativas. Controles foram selecionados em amostra populacional. QB foi positivo em 135 (41,2%) de 328 casos, em contraste com 151 (34,4%) de 439 controles (p = 0,03). Em análise logística multinomial, o risco de SAOS identificado pelo QB associou-se com doença arterial coronariana exclusivamente nos casos com lesões de pelo menos 50% (OR: 1,53; IC95%: 1,02-2,30; p = 0,04). Em indivíduos com lesões significativas, o risco de SAOS pela QB foi maior entre os que têm 40-59 anos (OR: 1,76; IC95%: 1,05-2,97; p = 0,03) e em mulheres (OR: 3,56; IC95%: 1,64-7,72; p = 0,001). Em conclusão, alto risco para a SAOS identificados pela QB associa-se a risco de lesões coronarianas significativas na angiografia, particularmente em indivíduos mais jovens e em mulheres. <![CDATA[<b>Longitudinal assessment of mercury exposure in schoolchildren in an urban area of the Brazilian Amazon</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800012&lng=en&nrm=iso&tlng=en This study was a longitudinal assessment of mercury exposure in schoolchildren in an urban area of the Brazilian Amazon. The study population consisted of 90 children whose exposure levels were assessed by testing mercury levels in the umbilical cord blood and mothers' blood samples in 2000-2001, and in the children's hair and blood samples. The study also used a questionnaire on demographic and socioeconomic data, fish consumption, and self-reported disease history. Mean mercury level in hair in 2010 was approximately 1µg/g, ranging up to 8.22µg/g, similar to 2004 and 2006. These figures can be explained by low fish consumption. Mean blood mercury levels at birth exceeded 10µg/L, ranging up to nearly 60µg/L, which indicates mercury transfer across the placenta. There was a significant increase in blood mercury from 2004 to 2006 (p < 0.001), suggesting exposure through air pollution. The main exposure to mercury was during pregnancy.<hr/>O objetivo deste estudo foi realizar avaliação longitudinal da exposição de crianças de uma área urbana da Amazônia brasileira ao mercúrio (Hg). A população foi composta por 90 crianças, cuja exposição foi avaliada desde o nascimento por meio das análises dos teores de Hg no sangue do cordão umbilical e no sangue das mães em 2000/2001, e em amostras de cabelo e sangue das crianças. Os procedimentos incluíram também um questionário com informações demográficas, socioeconômicas, sobre consumo de peixes e morbidade referida. A média dos teores de Hg no cabelo em 2010 foi próxima a 1µg/g e sua amplitude 8,22µg/g, semelhantes aos anos 2004 e 2006, podendo ser explicada pela baixa ingestão de peixes. A média dos teores de Hg no sangue das crianças ao nascer ultrapassou 10µg/L e sua amplitude atingiu quase 60µg/L, indicando transferência do Hg através da barreira placentária. Ocorreu aumento significativo dos teores de Hg no sangue entre 2004 e 2006 (p < 0,001), sugerindo a possibilidade de exposição atmosférica ao Hg. O principal período de exposição ao Hg ocorreu durante a gestação. <![CDATA[<b>Use of medicines by individuals with hypertension and diabetes in municipalities covered by the Pharmacy Network in Minas Gerais State, Brazil</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este trabalho descreve o perfil de utilização de medicamentos de indivíduos com hipertensão e/ou diabetes, que adquirem esses produtos por meio de uma rede pública de farmácias, com ênfase nas diferenças entre sexos. No primeiro bimestre de 2010 foram entrevistados indivíduos hipertensos e/ou diabéticos, em metade dos 64 municípios então participantes da Rede Farmácia de Minas. Os 4.777 entrevistados tinham em média 60,9 anos, fato que pode ter contribuído para a elevada média de medicamentos utilizados (4,0 entre as mulheres e 3,5 entre os homens). Os medicamentos mais frequentes foram os que atuam no sistema cardiovascular (56,3%), trato alimentar e metabólico (14,9%), sistema nervoso (13,8%) e estão de acordo com o perfil epidemiológico dos entrevistados. As mulheres, juntamente com os mais idosos destacaram-se no que diz respeito à utilização de um maior número de medicamentos. Os resultados deste estudo mostraram elevados gastos com medicamentos pelos entrevistados e sugerem o delineamento de ações educativas voltadas para o uso racional de medicamentos, entre esses indivíduos.<hr/>This article analyzes the use of medicines by individuals with hypertension and/or diabetes mellitus who received their medication through a public network of pharmacies, with a particular emphasis on gender differences. During the first two months of 2010, individuals with hypertension and/or diabetes were interviewed in half of the 64 municipalities (counties) participating in the Minas Gerais Pharmacy Network. Mean age of the 4,777 interviewees was 60.9 years, which may have contributed to the high mean number of medicines used (4.0 among women and 3.5 among men). The most frequently used drugs were those acting on the cardiovascular system (56.3%), alimentary tract and metabolism (14.9%), and nervous system (13.8%), consistent with the sample's epidemiological profile. Women and more elderly individuals tended to use more medicines. The findings show high expenditures on medicines by the interviewees and suggest the design of educational activities targeting rational use of medication. <![CDATA[<b>Underreporting of tuberculosis in the Information System on Notifiable Diseases (SINAN)</b>: <b>primary default and case detection from additional data sources using probabilistic record linkage</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800014&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste trabalho é analisar a subnotificação de casos de tuberculose (TB) no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a partir das fontes de dados: Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Livro de Registro e Acompanhamento de Tratamento dos Casos de Tuberculose (LPATB) e Livro de Registro Laboratorial (LRLAB). Utilizou-se relacionamento probabilístico de registros entre o SIM (2007-2008) e o SINAN (2002-2008). No LPATB e no LRLAB (2007-2008), foram buscados casos não registrados no SINAN. Houve 125 óbitos; dos quais, 44,8% não constavam do SINAN. No LPATB, 58 casos (5,1%) estavam em tratamento e não foram notificados no SINAN. O LRLAB revelou 32 casos bacilíferos não notificados no SINAN e sem tratamento, configurando abandono primário. Somando-se os casos resgatados, houve acréscimo de 14,6%, em 2007, e 11,6%, em 2008, na taxa de incidência. As subnotificações de óbitos por/com TB do SIM e o abandono primário apontaram para dificuldades de acesso ao tratamento adequado e em tempo oportuno, requerendo repensar estratégias de captação de casos para tratamento oportuno.<hr/>This study aimed to analyze underreporting of tuberculosis (TB) cases in the Information System on Notifiable Diseases (SINAN), based on the following data sources: Mortality Information System (SIM), Registry and Follow-up Book for TB Case Treatment (LPATB), and Laboratory Registry Book (LRLAB). Probabilistic record linkage was used between the SIM (2007-2008) and SINAN (2002-2008). A search was conducted in LPATB and LRLAB (2007-2008) for cases not recorded in SINAN. There were 125 deaths, of which 44.8% were not recorded in SINAN. In LPATB, 58 cases (5.1%) were in treatment and were not reported in SINAN. LRLAB showed 32 smear-positive cases not reported to SINAN and without treatment, representing primary default. Addition of the retrieved cases, led to a 14.6% increase in the incidence rate in 2007 and 11.6% in 2008. Underreporting of deaths from or with TB in the Mortality Information System and primary default revealed difficulties in access to adequate and timely treatment, calling for rethinking of strategies to detect cases for timely treatment. <![CDATA[<b>Musculoskeletal disorders among healthcare workers in Belo Horizonte, Minas Gerais State, Brazil</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800015&lng=en&nrm=iso&tlng=en Estudo transversal que investigou a prevalência de distúrbios musculoesqueléticos e os fatores associados em uma amostra de 1.808 sujeitos do universo de 13.602 trabalhadores do sistema municipal de saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. A prevalência foi avaliada com base no autorrelato de dor nos membros superiores, membros inferiores e dorso; a magnitude das associações foi estimada por meio da regressão de Poisson, em modelos univariados (p < 0,20) e multivariados (p < 0,05). A prevalência de distúrbios musculoesqueléticos foi de 49,9%; e permaneceu positivamente associada a ser do sexo feminino; viver com um companheiro; praticar atividade física menos que duas vezes por semana; relato compatível com transtorno mental comum; exercer cargos de dentista, técnico de odontologia e agente comunitário de saúde; alta demanda física e condições de trabalho inadequadas. Os resultados confirmam a complexidade dos distúrbios musculoesqueléticos e indicam pistas para a elaboração de programas de promoção da saúde nos estabelecimentos sanitários.<hr/>This cross-sectional study investigated the prevalence of musculoskeletal disorders and associated factors in a sample of 1,808 workers (from a total of 13,602) in the municipal health system in Belo Horizonte, Minas Gerais State, Brazil. Prevalence was calculated according to self-reported pain in the upper or lower limbs and/or back, and size of associations was estimated by univariate (p < 0.20) and multivariate Poisson regression (p < 0.05). Musculoskeletal disorders showed a prevalence of 49.9% and were statistically associated with female gender, living with a partner, physical activity less than twice a week, self-reported common mental disorder, certain job positions (dentists, dental technicians, and community health workers), high physical demand, and inadequate working conditions. The results confirm the complexity of musculoskeletal disorders and suggest areas for development of health promotion programs in health services. <![CDATA[<b>Educational levels and the functional dependence of ischemic stroke survivors</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800016&lng=en&nrm=iso&tlng=en We evaluated the functional dependence of stroke survivors from the Study of Stroke Mortality and Morbidity, using the Rankin Scale. Out of 355 ischemic stroke survivors (with a mean age of 67.9 years), 40% had some functional dependence at 28 days and 34.4% had some functional dependence at 6 months. Most predictors of physical dependence were identified at 28 days. These predictors were: low levels of education [illiterate vs. > 8 years of education, multivariate odds ratio (OR) = 3.7; 95% confidence interval (95%CI): 1.60-8.54] and anatomical stroke location (total anterior circulation infarct, OR = 16.9; 95%CI: 2.93-97.49). Low levels of education and ischemic brain injury influenced functional dependence in these stroke survivors. Our findings reinforce the necessity of developing strategies for the rehabilitation of stroke patients, more especially in formulating specific strategies for care and treatment of stroke survivors with low socioeconomic status.<hr/>Foi avaliada a dependência funcional em sobreviventes de acidente vascular cerebral (AVC) do Estudo da Mortalidade e Morbidade do Acidente Vascular Cerebral, utilizando a Escala de Rankin. De 355 sobreviventes com AVC isquêmico (idade média de 67,9 anos), 40% tinham dependência funcional em 28 dias e 34,4% em 6 meses. Os principais indicadores de dependência física foram identificados em 28 dias, e eram: baixa escolaridade (analfabetos vs. > 8 anos de educação, RC = 3,7; IC95%: 1,60-8,54) e localização do AVC (infarto circulação total anterior, RC = 16,9; IC95%: 2,93-97,49). Baixo nível educacional e insulto cerebral isquêmico influenciaram o grau de dependência funcional nesses sobreviventes de AVC. Nossos achados reforçam a necessidade de desenvolvimento de estratégias para reabilitação de pacientes com AVC e formulação de estratégias específicas de atenção e tratamento para essas pessoas, especialmente na população com baixo nível socioeconômico. <![CDATA[<b>Association between particulate matter air pollution and monthly inhalation and nebulization procedures in Ribeirão Preto, São Paulo State, Brazil</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800017&lng=en&nrm=iso&tlng=en The study was designed to investigate the impact of air pollution on monthly inhalation/nebulization procedures in Ribeirão Preto, São Paulo State, Brazil, from 2004 to 2010. To assess the relationship between the procedures and particulate matter (PM10) a Bayesian Poisson regression model was used, including a random factor that captured extra-Poisson variability between counts. Particulate matter was associated with the monthly number of inhalation/nebulization procedures, but the inclusion of covariates (temperature, precipitation, and season of the year) suggests a possible confounding effect. Although other studies have linked particulate matter to an increasing number of visits due to respiratory morbidity, the results of this study suggest that such associations should be interpreted with caution.<hr/>O objetivo foi investigar os possíveis efeitos da poluição atmosférica nas contagens mensais de procedimentos de inalação/nebulização no Município de Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil, no período de 2004 a 2010. Para verificar a relação existente entre os procedimentos e o material particulado (MP10) foi assumido um modelo bayesiano de regressão de Poisson, na presença de um fator aleatório que captura a variabilidade extra Poisson entre as contagens. O material particulado mostrou-se associado ao número de inalações/nebulizações, mas a inserção de covariáveis (temperatura, precipitação e estação) sugere um possível efeito de confundimento. Embora outros estudos relacionem o material particulado com o aumento do número de atendimentos em decorrência de morbidades, os resultados do presente trabalho sugerem que estas associações devem ser interpretadas com cautela. <![CDATA[<b>Trends in self-reported arterial hypertension in Brazilian adults</b>: <b>an analysis of data from the <i>Brazilian National Household Sample Survey</i>, 1998-2008</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800018&lng=en&nrm=iso&tlng=en This study investigated the time trend in self-reported arterial hypertension from 1998 to 2008 in individuals older than 20 years in Brazil. Data were analyzed on prevalence of hypertension from the National Household Sample Survey (PNAD) for the years 1998, 2003, and 2008. The analysis considered the sampling complexity and included 203,419, 238,591, and 257,816 individuals in the years 1998, 2003, and 2008, respectively. The time trend in hypertension was analyzed by sex, family income, geographic regions of Brazil, and area of residence (urban versus rural), and the prevalence rates were adjusted for age. Prevalence of self-reported hypertension was 12.5% in 1998, 13% in 2003, and 13.9% in 2008, with an annual increase of 1.07%. The highest increases occurred in the Southeast Region (1.41%), in men (1.82%), and in urban areas (1.15%). The study showed a rise in the prevalence of self-reported hypertension in all income brackets and with increasing age. Knowledge of the prevalence of hypertension is essential for backing activities to prevent and control the problem, especially among the more vulnerable subgroups.<hr/>O estudo avaliou a tendência temporal de hipertensão arterial autorreferida no período de 1998 a 2008, em indivíduos acima de 20 anos, no Brasil. Foram analisados os dados de prevalência de hipertensão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1998, 2003 e 2008. A análise considerou a complexidade amostral e incluiu 203.419, 238.591 e 257.816 indivíduos nos anos de 1998, 2003 e 2008, respectivamente. A tendência de hipertensão foi descrita por sexo, renda domiciliar, macrorregiões do Brasil e zona de residência, e as prevalências foram ajustadas por idade. A prevalência de hipertensão foi de 12,5% em 1998, 13% em 2003 e 13,9% em 2008, com incremento anual de 1,07%. Maior aumento anual ocorreu na Região Sudeste (1,41%), entre homens (1,82%) e na zona urbana (1,15%). Observou-se crescimento nas prevalências de hipertensão em todos os quintis de renda e conforme aumento da idade. Conhecer a abrangência da hipertensão é fundamental para subsidiar ações preventivas e de controle para o problema, sobretudo entre os subgrupos mais expostos. <![CDATA[<b>Use of the ISAAC questionnaire in children under six years</b>: <b>asthma or transient wheezing?</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800019&lng=en&nrm=iso&tlng=en This study investigated the time trend in self-reported arterial hypertension from 1998 to 2008 in individuals older than 20 years in Brazil. Data were analyzed on prevalence of hypertension from the National Household Sample Survey (PNAD) for the years 1998, 2003, and 2008. The analysis considered the sampling complexity and included 203,419, 238,591, and 257,816 individuals in the years 1998, 2003, and 2008, respectively. The time trend in hypertension was analyzed by sex, family income, geographic regions of Brazil, and area of residence (urban versus rural), and the prevalence rates were adjusted for age. Prevalence of self-reported hypertension was 12.5% in 1998, 13% in 2003, and 13.9% in 2008, with an annual increase of 1.07%. The highest increases occurred in the Southeast Region (1.41%), in men (1.82%), and in urban areas (1.15%). The study showed a rise in the prevalence of self-reported hypertension in all income brackets and with increasing age. Knowledge of the prevalence of hypertension is essential for backing activities to prevent and control the problem, especially among the more vulnerable subgroups.<hr/>O estudo avaliou a tendência temporal de hipertensão arterial autorreferida no período de 1998 a 2008, em indivíduos acima de 20 anos, no Brasil. Foram analisados os dados de prevalência de hipertensão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1998, 2003 e 2008. A análise considerou a complexidade amostral e incluiu 203.419, 238.591 e 257.816 indivíduos nos anos de 1998, 2003 e 2008, respectivamente. A tendência de hipertensão foi descrita por sexo, renda domiciliar, macrorregiões do Brasil e zona de residência, e as prevalências foram ajustadas por idade. A prevalência de hipertensão foi de 12,5% em 1998, 13% em 2003 e 13,9% em 2008, com incremento anual de 1,07%. Maior aumento anual ocorreu na Região Sudeste (1,41%), entre homens (1,82%) e na zona urbana (1,15%). Observou-se crescimento nas prevalências de hipertensão em todos os quintis de renda e conforme aumento da idade. Conhecer a abrangência da hipertensão é fundamental para subsidiar ações preventivas e de controle para o problema, sobretudo entre os subgrupos mais expostos. <![CDATA[<b>Retraction</b>: <b><i>Association Between Periodontal Disease and Subclinical Atherosclerosis: The ELSA-Brasil Study</i> [Cad Saúde Pública 2012; 28(5): 965-976].</b>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800020&lng=en&nrm=iso&tlng=en This study investigated the time trend in self-reported arterial hypertension from 1998 to 2008 in individuals older than 20 years in Brazil. Data were analyzed on prevalence of hypertension from the National Household Sample Survey (PNAD) for the years 1998, 2003, and 2008. The analysis considered the sampling complexity and included 203,419, 238,591, and 257,816 individuals in the years 1998, 2003, and 2008, respectively. The time trend in hypertension was analyzed by sex, family income, geographic regions of Brazil, and area of residence (urban versus rural), and the prevalence rates were adjusted for age. Prevalence of self-reported hypertension was 12.5% in 1998, 13% in 2003, and 13.9% in 2008, with an annual increase of 1.07%. The highest increases occurred in the Southeast Region (1.41%), in men (1.82%), and in urban areas (1.15%). The study showed a rise in the prevalence of self-reported hypertension in all income brackets and with increasing age. Knowledge of the prevalence of hypertension is essential for backing activities to prevent and control the problem, especially among the more vulnerable subgroups.<hr/>O estudo avaliou a tendência temporal de hipertensão arterial autorreferida no período de 1998 a 2008, em indivíduos acima de 20 anos, no Brasil. Foram analisados os dados de prevalência de hipertensão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1998, 2003 e 2008. A análise considerou a complexidade amostral e incluiu 203.419, 238.591 e 257.816 indivíduos nos anos de 1998, 2003 e 2008, respectivamente. A tendência de hipertensão foi descrita por sexo, renda domiciliar, macrorregiões do Brasil e zona de residência, e as prevalências foram ajustadas por idade. A prevalência de hipertensão foi de 12,5% em 1998, 13% em 2003 e 13,9% em 2008, com incremento anual de 1,07%. Maior aumento anual ocorreu na Região Sudeste (1,41%), entre homens (1,82%) e na zona urbana (1,15%). Observou-se crescimento nas prevalências de hipertensão em todos os quintis de renda e conforme aumento da idade. Conhecer a abrangência da hipertensão é fundamental para subsidiar ações preventivas e de controle para o problema, sobretudo entre os subgrupos mais expostos. http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012000800021&lng=en&nrm=iso&tlng=en This study investigated the time trend in self-reported arterial hypertension from 1998 to 2008 in individuals older than 20 years in Brazil. Data were analyzed on prevalence of hypertension from the National Household Sample Survey (PNAD) for the years 1998, 2003, and 2008. The analysis considered the sampling complexity and included 203,419, 238,591, and 257,816 individuals in the years 1998, 2003, and 2008, respectively. The time trend in hypertension was analyzed by sex, family income, geographic regions of Brazil, and area of residence (urban versus rural), and the prevalence rates were adjusted for age. Prevalence of self-reported hypertension was 12.5% in 1998, 13% in 2003, and 13.9% in 2008, with an annual increase of 1.07%. The highest increases occurred in the Southeast Region (1.41%), in men (1.82%), and in urban areas (1.15%). The study showed a rise in the prevalence of self-reported hypertension in all income brackets and with increasing age. Knowledge of the prevalence of hypertension is essential for backing activities to prevent and control the problem, especially among the more vulnerable subgroups.<hr/>O estudo avaliou a tendência temporal de hipertensão arterial autorreferida no período de 1998 a 2008, em indivíduos acima de 20 anos, no Brasil. Foram analisados os dados de prevalência de hipertensão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1998, 2003 e 2008. A análise considerou a complexidade amostral e incluiu 203.419, 238.591 e 257.816 indivíduos nos anos de 1998, 2003 e 2008, respectivamente. A tendência de hipertensão foi descrita por sexo, renda domiciliar, macrorregiões do Brasil e zona de residência, e as prevalências foram ajustadas por idade. A prevalência de hipertensão foi de 12,5% em 1998, 13% em 2003 e 13,9% em 2008, com incremento anual de 1,07%. Maior aumento anual ocorreu na Região Sudeste (1,41%), entre homens (1,82%) e na zona urbana (1,15%). Observou-se crescimento nas prevalências de hipertensão em todos os quintis de renda e conforme aumento da idade. Conhecer a abrangência da hipertensão é fundamental para subsidiar ações preventivas e de controle para o problema, sobretudo entre os subgrupos mais expostos.