Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Epidemiologia]]> http://www.scielosp.org/rss.php?pid=1415-790X20150005&lang=es vol. 18 num. lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielosp.org/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielosp.org <![CDATA[New HIV prevention methods: recognizing boundaries between individual autonomy and public policies]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500001&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Global targets, local epidemics: the ultimate challenge for AIDS in Brazil?]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500005&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[The Peer and Non-peer: the potential of risk management for HIV prevention in contexts of prostitution]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500007&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Sex workers have been the protagonists and focus of HIV prevention campaigns and research since the late 1980s in Brazil. Through a review of national and international literature, combined with a history of sex workers' involvement in the construction of the Brazilian response, this article explores the overlaps and disconnects between research and practice in contexts of prostitution over the past three decades. We review the scientific literature on the epidemiology of HIV among sex workers and prevention methodologies. We conclude that although research focus and designs often reinforce the idea that sex workers' vulnerability is due to their sexual relationships with clients, their greatest vulnerability has been found to be with their nonpaying intimate partners. Few studies explore their work contexts and structural factors that influence safe sex practices with both types of partners. The negative effects of criminalization, stigma, and exclusively biomedical and peer education-based approaches are well documented in the scientific literature and experiences of sex worker activists, as is the importance of prevention programs that combine empowerment and human rightsbased approach to reduce HIV infection rates. We conclude that there is a need for actions, policies, and research that encompass the environment and context of sex workers' lives and reincorporate the human rights and citizenship frame that dominated the Brazilian response until the end of the 2000s. As part of HIV prevention efforts, female sex workers need to be considered above all as women, equal to all others.<hr/>RESUMO Prostitutas têm sido protagonistas e foco de campanhas de prevenção de HIV desde o final da década de 1980 no Brasil. Com base em um levantamento da literatura nacional e internacional, combinada com a trajetória do movimento de prostitutas na construção da resposta brasileira à epidemia, este artigo explora as sobreposições e incoerências entre pesquisa e prática em contextos de prostituição nas últimas três décadas. Na revisão da literatura científica, verificamos que a maior vulnerabilidade desse grupo social ocorre com os parceiros íntimos, não-comerciais; entretanto, o foco das pesquisas e a forma que são feitas geralmente reforçam a ideia de que a vulnerabilidade decorre de seus clientes. Ao mesmo tempo, há poucos estudos sobre seus contextos de trabalho e fatores estruturais que influenciam práticas sexuais mais seguras com ambos os tipos de parceiros. Os efeitos negativos da criminalização, do estigma, e de abordagens exclusivamente biomédicas e baseadas de uma forma isolada na metodologia de educação pelos pares estão bem documentados na literatura científica e nas experiências de ativistas, assim como a importância de programas de prevenção baseados em direitos humanos e sexuais. Concluímos que há necessidade de ações, políticas e pesquisas que incluam o ambiente e contexto nos quais profissionais do sexo trabalham, que reincorporem o arcabouço de direitos humanos e cidadania que dominou a resposta brasileira até o final da década de 2000, e que prostitutas devem ser consideradas e tratadas como mulheres, iguais a todas as outras. <![CDATA[What is the benefit of the biomedical and behavioral interventions in preventing HIV transmission?]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500026&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Introduction: Scientific evidence supports the sinergy between biomedical and behavioral interventions aimed at preventing the transmission of HIV as a strategy to eradicate AIDS. Objective: To characterize comparatively the benefits from biomedical and behavioral interventions to prevent HIV transmission. Methods: Narrative review. We performed a comparative analysis of the benefits of studied interventions by means of estimating the number needed to treat (NNT). Evaluated interventions: counseling activities for behavior change to prevent exposure to HIV; antiretroviral pre-exposure prophylaxis (PrEP) and antiretroviral post-exposure prophylasis (PEP) for HIV and treatment of serodiscordant couples as a strategy for prevention of HIV transmission (TasP). Results: counseling interventions and TasP have smaller NNTs, equal to, respectively, 11 (95%CI 9 - 18) at 12 months and 34 (95%CI 23 - 54) in 42 months comparatively to PrEP interventions, that resulted in 41 (95%CI 28 - 67) individuals receiving antiretrovirals in order to prevent one case of HIV infection at 36 months for men and serodiscordant couples. PEP interventions are associated with protective effects estimated at 81%. Lack of trials evaluating PEP prevents estimate of NNT. Conclusion: The estimate of the NNT can be a helpful parameter in the comparison between the effectiveness of different behavioral and biomedical HIV prevention strategies. Studies evaluating the benefit and safety of combined behavioral and biomedical interventions are needed, especially considering the attributable fraction of each component. Integration of behavioral and biomedical interventions is required to achieve complete suppression of the virus, and thus reducing viral replication, infectivity and the number of cases.<hr/>RESUMO Introdução: Evidências científicas sustentam a integração entre intervenções biomédicas e comportamentais visando à prevenção da transmissão do HIV como estratégia de erradicação da epidemia de AIDS. Objetivo: Caracterizar o benefício comparado de intervenções biomédicas e comportamentais na prevenção da transmissão do HIV. Métodos: Revisão narrativa. Análise comparativa dos benefícios das intervenções mediante estimativa do número necessário para tratamento (NNT). Intervenções avaliadas: aconselhamento para mudança de comportamentos relacionados à exposição ao HIV; profilaxia antirretroviral pré (PrEP) e pósexposição (PEP) ao HIV; tratamento de casais sorodiscordantes como prevenção da transmissão do vírus (TcP). Resultados: Estratégias de aconselhamento e de TcP apresentam NNT menores, iguais a, respectivamente, 11 (IC95% 9 - 18), em 12 meses, e 34 (IC95% 23 - 54), em 42 meses, do que intervenções de PrEP, equivalentes a 41 (IC95% 28 - 67) indivíduos para evitar um caso de infecção pelo HIV em 36 meses para homens e casais sorodiscordantes. Intervenções de PEP estão associadas a efeito protetor estimado em 81%. Ausência de ensaios clínicos avaliando PEP impede a estimativa de NNT. Conclusão: A estimativa do NNT pode ser parâmetro útil de comparação da efetividade de diferentes estratégias comportamentais e biomédicas de prevenção da transmissão do HIV. Estudos avaliando o benefício e a segurança de intervenções comportamentais e biomédicas combinadas são necessários, sobretudo considerando a fração atribuível de cada componente. A integração entre intervenções comportamentais e biomédicas é necessária para que a supressão completa do vírus se torne possível, reduzindo a replicação viral, a infectividade e, consequentemente, o número de casos. <![CDATA[The effect of prevention methods on reducing sexual risk for HIV and their potential impact on a large-scale: a literature review]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500043&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT A spectrum of diverse prevention methods that offer high protection against HIV has posed the following challenge: how can national AIDS policies with high coverage for prevention and treatment make the best use of new methods so as to reverse the current high, and even rising, incidence rates among specific social groups? We conducted a narrative review of the literature to examine the prevention methods and the structural interventions that can have a higher impact on incidence rates in the context of socially and geographically concentrated epidemics. Evidence on the protective effect of the methods against sexual exposure to HIV, as well as their limits and potential, is discussed. The availability and effectiveness of prevention methods have been hindered by structural and psychosocial barriers such as obstacles to adherence, inconsistent use over time, or only when individuals perceive themselves at higher risk. The most affected individuals and social groups have presented limited or absence of use of methods as this is moderated by values, prevention needs, and life circumstances. As a result, a substantial impact on the epidemic cannot be achieved by one method alone. Programs based on the complementarity of methods, the psychosocial aspects affecting their use and the mitigation of structural barriers may have the highest impact on incidence rates, especially if participation and community mobilization are part of their planning and implementation.<hr/>RESUMO A existência de diferentes métodos preventivos que oferecem elevado grau de proteção contra o HIV tem trazido à luz um desafio: como países que proporcionaram ampla cobertura de prevenção e tratamento poderão utilizar novos métodos preventivos para reverter taxas de incidência que permanecem elevadas, até mesmo crescentes, em grupos sociais específicos? Realizamos uma revisão narrativa da literatura com a finalidade de examinar os métodos preventivos e as intervenções estruturais que, no contexto de epidemias concentradas populacional e geograficamente, podem ter maior impacto nas taxas de incidência. Com isso, analisamos o conhecimento acerca do grau de proteção dos diferentes métodos, seus limites e suas potencialidades. O alcance e a efetividade dos métodos têm sido minimizados, notadamente, por barreiras estruturais e psicossociais, como falhas de adesão, uso inconsistente ao longo do tempo ou apenas em situações em que as pessoas se percebem em maior risco. Indivíduos e grupos sociais mais atingidos pela epidemia têm limitado o uso e o não uso de métodos de acordo com seus valores, necessidades identificadas de prevenção e condições de vida. Isso impede que um método isoladamente venha a promover um forte impacto de redução na epidemia. Políticas baseadas na oferta conjunta e na complementaridade entre os métodos, na atenção aos aspectos psicossociais que interferem no seu uso e na redução das barreiras estruturais de acesso poderão ter maior impacto na incidência, especialmente se forem planejadas e implantadas com participação e mobilização social. <![CDATA[Revisiting the use of condoms in Brazil]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500063&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Introduction: It is known that a single prevention strategy is not enough to control multiple HIV epidemics around the world and in Brazil. However, it is not only necessary to recognize the importance of condoms as part of the policy of HIV/AIDS prevention but also discuss its limits. In this article, we aim to investigate the use of condoms in Brazil, draw critical reflections, and understand how they can once again be highlighted in Brazil's prevention strategy going forward. Methods: A narrative review of literature was conducted using keywords in PubMed. Reports from national surveys that guide the epidemiological and behavioral surveillance of the Brazilian Ministry of Health were also included. Results: A total of 40 articles and 3 reports were included in the review and 11 intervention studies to promote the condom use; the main findings were as follows: 1) Despite the increase in national studies on sexual behavior, little attention is given to the role of condom use; 2) There are few studies examining the factors associated with condom use among key populations such as men who have sex with men (MSM), female sex workers (FSW), drug users (DU), and transvestites and transexuals (TT), while substantial studies focus on adolescents and women; 3) Evidence suggests that a combination of interventions is more effective. Discussion: new prevention technologies must not lose sight of the critical importance of condoms, and efforts to reintroduce them should focus on the role of pleasure in addition to their potential to minimize the risk of HIV.<hr/>RESUMO Introdução: No âmbito da atual política de prevenção do HIV/AIDS é necessário reconhecer a importância do preservativo masculino e discutir seus limites. Esse artigo objetivou investigar o uso do preservativo masculino no Brasil e elaborar reflexões críticas sobre o papel do mesmo no novo contexto da prevenção do HIV/AIDS. Métodos: Revisão narrativa sobre o uso do preservativo masculino no Brasil em diferentes grupos populacionais e fatores associados ao uso, por meio de buscas realizadas entre março e abril de 2013, utilizando-se descritores em inglês categorizados na base PubMed. Incluíram-se também documentos provenientes de inquéritos nacionais que orientam a vigilância epidemiológica e comportamental do Ministério da Saúde. Resultados: Incluí-se 40 artigos e 3 relatórios para caracterizar a produção de conhecimentos e outros 11 estudos de intervenção para promoção do uso de preservativos. Observou-se que: 1) apesar do aumento de estudos nacionais, estes apresentam baixa regularidade; 2) há poucos estudos sobre fatores associados ao uso de preservativo entre os grupos nos quais a epidemia se concentra, como homens que fazem sexo com homens (HSH), trabalhadoras sexuais (TS), usuários de drogas (UD) e travestis e transexuais (TT), e concentração entre adolescentes e mulheres; 3) combinação de intervenções mostrou-se mais efetiva do que uma só. Discussão: A reflexão e discussão do uso do preservativo no âmbito das novas tecnologias de prevenção devem não só enfatizar a importância do mesmo, mas também considerar o papel do prazer e do sexo nas intervenções combinadas, além do potencial de redução do risco de infecção por HIV. <![CDATA[Sex, human rights and AIDS: an analysis of new technologies for HIV prevention in the Brazilian context]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500089&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Worldwide, HIV prevention is challenged to change because clinical trials show the protective effect of technologies such as circumcision, preexposure prophylaxis, and the suppression of viral load through antiretroviral treatment. In the face of demands for their implementation on population levels, the fear of stimulating risk compensation processes and of increasing riskier sexual practices has retarded their integration into prevention programs. In this article, following a narrative review of the literature on risk compensation using the PubMed database, we offer a critical reflection on the theme using a constructionist approach of social psychology integrated to the theoretical framework of vulnerability and human rights. The use of biomedical technologies for prevention does not consistently induce its users to the increase of riskier practices, and variations on the specificity of each method need to be carefully considered. Alternatives to the theories of sociocognitive studies, such as social constructionist approaches developed in the social sciences and humanities fields, indicate more comprehensive interpretations, valuing the notions of agency and rights. The critical analysis suggests priority actions to be taken in the implementation process: development of comprehensive programs, monitoring and fostering dialog on sexuality, and technical information. We highlight the need to implement a human rights-based approach and to prioritize dialog, stressing how complementary these technologies can be to meet different population needs. We conclude by stressing the need to prioritize sociopolitical changes to restore participation, dialog about sexuality, and emphasis on human rights such as core elements of the Brazilian AIDS policy.<hr/>RESUMO Globalmente, o campo da prevenção do HIV está desafiado a mudar, especialmente depois que ensaios clínicos mostraram o efeito protetor de tecnologias como a circuncisão, a profilaxia pré-exposição e a supressão da carga viral pelo tratamento com antirretrovirais. Diante de demandas pela implantação destas tecnologias em escala populacional, o temor de estimular processos de compensação de risco e de aumentar práticas sexuais mais arriscadas, entre outras questões, retardam a sua integração nos programas de prevenção. Seguindo uma revisão narrativa de artigos científicos sobre o tema recuperados na base PubMed, oferecemos uma reflexão crítica sobre o tema adotando a vertente construcionista da psicologia social integrada à análise da epidemia no quadro da vulnerabilidade e dos direitos humanos. O uso de tecnologias biomédicas para a prevenção não induz grande parte dos usuários ao aumento de práticas mais arriscadas, havendo variações relativas a cada método, segundo observa-se na literatura. Abordagens das ciências sociais e humanas alternativas às sócio-cognitivistas, como as de base construtivista, indicam interpretações mais abrangentes, que preservam a noção de sujeitos da prevenção e de direitos. Apontamos ações prioritárias no processo de implantação: desenvolvimento de programas abrangentes, realização de estudos de acompanhamento e diálogo sobre sexualidade e informações técnicas. Enfatizamos a necessidade de respostas dialógicas baseadas na perspectiva dos direitos humanos, buscando ressaltar a complementaridade entre tecnologias que atendam às necessidades da população. Concluímos destacando a necessidade de mudanças sócio-políticas que reestabeleçam a participação, o diálogo sobre a sexualidade e a ênfase nos direitos como elementos centrais da política brasileira de aids. <![CDATA[Technologies for HIV prevention and care: challenges for health services]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500104&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT This article aims to consider some relevant challenges to the provision of "new prevention technologies" in health services in a scenario where the "advances" in the global response to AIDS control are visible. We take as material for analysis the information currently available on the HIV post-exposure prophylaxis (PEP) and pre-exposure prophylaxis (PrEP), treatment as prevention (TASP) and over the counter. The methodology consisted of the survey and analysis of the Biblioteca Virtual em Saúde (BVS: MEDLINE, LILACS, WHOLIS, PAHO, SciELO) articles that addressed the issue of HIV prevention and care in the context of so-called new prevention technologies. The results of the studies show that there is assistance on the ground of clinics for the treatment of disease responses, but there are several challenges related to the sphere of prevention. The articles list some challenges regarding to management, organization of services and the attention given by health professionals to users. The current context shows evidence of the effectiveness of antiretroviral therapy in reducing the risk of HIV transmission, but the challenges for the provision of preventive technologies in health services permeate health professionals and users in their individual dimensions and health services in organizational and structural dimension. Interventions should be made available in a context of community mobilization; there should be no pressure on people to make HIV testing, antiretroviral treatment or for prevention. In the management is responsible for the training of health professionals to inform, clarify and make available to users, partners and family information about the new antiretroviral use strategies.<hr/>RESUMO Este artigo objetiva pensar desafios concernentes à oferta das "novas tecnologias de prevenção" nos serviços de saúde num cenário em que os "avanços" na resposta mundial para o controle da AIDS são visíveis. Tomamos como material de análise informações atualmente disponíveis sobre a profilaxia pós-exposição sexual (PEP) e pré-exposição sexual (PrEP), o tratamento como forma de prevenção (TCFP) e a autotestagem. A metodologia para elaboração do texto consistiu no levantamento e análise de artigos na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS: MEDLINE, LILACS, WHOLIS, PAHO, SciELO) que abordassem o tema da prevenção do HIV no contexto das chamadas novas tecnologias de prevenção. A análise dos artigos elenca alguns desafios para a gestão, organização dos serviços e atenção dispensada pelos profissionais de saúde aos usuários. O contexto atual mostra evidências sobre a eficácia do tratamento na redução do risco da transmissão do HIV, mas os desafios para a oferta das tecnologias de prevenção nos serviços de saúde perpassam profissionais de saúde e usuários em suas dimensões individuais e os serviços de saúde numa dimensão organizacional e estrutural. As intervenções devem ser disponibilizadas em um contexto de mobilização comunitária; não deve haver pressão sobre as pessoas para fazer o teste anti-HIV, tratamento ou antirretroviral como forma de prevenção. À gestão cabe o treinamento dos profissionais de saúde para informarem, esclarecerem e disponibilizarem a usuários, parceiros e familiares informações sobre as novas estratégias de utilização de antirretrovirais. <![CDATA[Critical remarks on strategies aiming to reduce drug related harm: substance misuse and HIV/AIDS in a world in turmoil]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500120&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT In the last decades, the initiatives implemented under the conceptual umbrella of Harm Reduction have gained momentum, with a vigor and scope (both from a geographic and social perspective) never seen before. A more balanced reevaluation could and should rather say such initiatives have resumed, to a large extent, ideas and actions launched much earlier, in the first decades of the 20th century. Notwithstanding, the dissemination of HIV/AIDS in recent years conferred an exceptional visibility and legitimacy to proposals formerly viewed as subsidiary or openly neglected. Nowadays, initiatives inspired by the Harm Reduction philosophy have faced an "identity crisis", not secondary (according to our perspective) to challenges faced by its concepts and operations, but rather as consequence of a world in a turmoil. Such fast-changing dynamics have reconfigured both drug scenes and the patterns and prospects of HIV/AIDS worldwide. This article briefly summarizes some of such recent, ongoing, changes, which have been deeply affecting both concepts and practices to the point of asking for a deep reformulation of most of the initiatives implemented so far. <![CDATA[Prevention of the heterosexual HIV infection among women: Is it possible to think about strategies without considering their reproductive demands?]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500131&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT This article aims to discuss the prevention of the heterosexual HIV infection among women, considering and relationship between this practice and their reproductive demands, based on a critical analysis of the recent literature on the issue. It is assumed the relative exhaustion in the discourse about male condom use in all sexual relations, and the need to recognize that for many women in childbearing age, HIV prevention cannot be dissociated of the contraception practices, although the symbolic and technologically distinction between them. Furthermore, not always the contexts in which the sex occurs allows preventive practices. Women are different, and also their risks, vulnerabilities and needs, and this differences must be identified. The adequacy of preventive strategies to their particularities and situations experienced by each requires an effort of incorporation of available scientific knowledge to the actions taken by the health services, as well as conducting research on specific points relating to heterosexual practices.<hr/>RESUMO Este artigo discute a prevenção da transmissão heterossexual do HIV entre mulheres, considerando e relação entre esta prática e suas demandas reprodutivas a partir da análise crítica da literatura nacional e internacional recente sobre o tema. Tem como pressupostos o relativo esgotamento da diretriz de uso do preservativo masculino em todas as relações sexuais e a necessidade do reconhecimento de que, para muitas mulheres em idade fértil, a prevenção do HIV não pode se dissociar da contracepção, embora sejam práticas simbólica e tecnologicamente distintas. Ademais, nem sempre os contextos em que o sexo acontece permitem que as intenções de prevenção, seja da gravidez ou da infecção pelo HIV, se efetivem. As mulheres são diferentes entre si, bem como seus riscos, necessidades e vulnerabilidades, e estas diferenças devem ser identificadas. Para a adequação das estratégias preventivas às particularidades das situações vivenciadas por cada uma é necessário um esforço de incorporação do conhecimento científico disponível às ações realizadas pelos serviços de saúde, bem como de realização de pesquisas sobre pontos específicos relativos às práticas heterossexuais. <![CDATA[The invisibility of heterosexuality in HIV/AIDS prevention for men]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500143&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Heterosexual men have been a forgotten group for HIV/AIDS interventions and research. Our goal was to identify the different elements that interfere in the prevention of HIV/AIDS among heterosexual men, covering both traditional methods of prevention (especially safe sex practices and testing) and new strategies for prevention (pre- and post-sexual exposure prophylaxis, prevention treatment, and circumcision) in this population. This exploratory article consists of a nonsystematic review of the literature. We discuss the invisibility of heterosexual men in policies, in programs, and in health services. The several interventions analyzed are still poorly monitored and evaluated, so there is a lack of consistent evidence regarding the impact of prevention strategies in this population. Different masculinities, including hegemonic conceptions of masculinity, must be the foundation for interventions targeting men. Men must not be seen merely as a "bridge" in the spread of the HIV/AIDS epidemic, but also as victims of gender patterns that make them vulnerable.<hr/>RESUMO Os homens heterossexuais têm sido um grupo esquecido nas intervenções e pesquisas sobre HIV/ Aids. Nosso objetivo foi identificar os diferentes elementos que interferem na prevenção do HIV/Aids entre homens heterossexuais, contemplando tanto os métodos de prevenção tradicionais (especialmente as práticas de sexo seguro e o teste anti-HIV), como elementos para pensar o uso das novas estratégias de prevenção (profilaxia pré e pós-exposição sexual, tratamento para prevenção e circuncisão) nessa população. O artigo apresenta uma revisão narrativa da literatura. Pontuamos a invisibilidade dos homens heterossexuais, tanto na esfera de políticas e programas quanto nos serviços de saúde. As diferentes intervenções analisadas ainda são pouco monitoradas e avaliadas, de modo que há uma carência de evidências consistentes para pensarmos sobre o impacto das estratégias de prevenção nessa população. As diferentes masculinidades, incluindo suas concepções hegemônicas, devem embasar intervenções para homens, que não são apenas uma "ponte" para a disseminação da epidemia, mas também vítimas desta e dos padrões de gênero. <![CDATA[Different preventions methods lead to different choices? Questions on HIV/AIDS prevention for men who have sex with men and other vulnerable populations]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500156&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT On the basis of an ethnographic narrative on sexual interactions observed in urban parks in large Brazilian cities, the article discusses the adoption of new strategies and methods for AIDS prevention in vulnerable populations, especially in men who have sex with men (MSM). By following some guiding questions, the text debates when, why, with whom, and in which context the new prevention methods should be adopted. It emphasizes, in agreement to the initial narrative, the importance of taking into account the prevention strategies created by the population itself to manage HIV risk infection. It also addresses how prevention practices and messages are adapted and recreated by individuals and groups in an attempt to suit them to their sexual desires, practices, and choices. In this perspective, the article recommends the inclusion of the experiences and voices of individuals and groups considered vulnerable in the new AIDS prevention methods and programs targeted to them.<hr/>RESUMO A partir de um relato etnográfico sobre transas sexuais em parques de grandes cidades brasileiras, o artigo buscou discutir a aplicação de novas estratégias e métodos de prevenção de vírus da imunodeficiência humana/síndrome da imunodeficiência adquirida (HIV/AIDS) em populações vulneráveis, em especial na população de homens que fazem sexo com homens (HSH). O texto aborda quando, o porquê, para quem e em quais momentos adotar novos métodos de prevenção. Argumenta e enfatiza, conforme o relato inicial indica, a importância de se levar em conta as formas criadas e adaptadas pela própria população para manejar os riscos de infecção pelo HIV. Aborda ainda como as práticas e mensagens de prevenção são adaptadas e moldadas por indivíduos e comunidades, como forma de adequá-las aos seus desejos, escolhas e práticas sexuais. Nesse sentido, o artigo recomenda a inclusão da voz e das experiências das próprias pessoas consideradas vulneráveis nos programas que promovem a adoção de novos métodos de prevenção. <![CDATA[Strategies to prevent HIV transmission to serodiscordant couples]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2015000500169&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Introduction: The use antiretroviral reduces the sexual transmission of HIV, expanding interventions for serodiscordant couples. Objective: This article aims to review the use of antiretroviral and other prevention interventions among serodiscordant couples and to analyze its use in Brazil. Methods: A retrospective review was performed through the MEDLINE database and bases included in the Biblioteca Virtual em Saúde. Results: The articles recovered exhibit four main strategies: (1) condom; (2) reduction of risks in sexual practices; (3) use of antiretrovirals, particularly early initiation of antiretroviral therapy (TASP) and pre-exposure prophylaxis (PrEP); (4) risk reduction in reproduction. Discussion: TASP is highly effective in reducing sexual transmission, PrEP was tested in serodiscordant couples and both reduce the sexual transmission risk in different sexual practices, enabling individualized prevention strategies. Conclusions: When used in combination, antiretrovirals and sexual practices with condoms offer greater efficacy than any single strategy. The combined use of new and old strategies allows us to build a prevention policy for all.<hr/>RESUMO Introdução : O emprego de antirretrovirais reduz a transmissão sexual do HIV, ampliando possibilidades de prevenção da sua transmissão em casais sorodiscordantes. Objetivo: Revisar a utilização de antirretrovirais combinados com outras estratégias na prevenção entre casais sorodiscordantes e analisar seu emprego no Brasil. Métodos: A revisão foi realizada na base de dados MEDLINE e nas bases incluídas na Biblioteca Virtual em Saúde. Resultados: Os artigos encontrados exibem quatro principais estratégias: (1) uso de preservativos; (2) hierarquização de riscos por exposição sexual; (3) emprego de antirretrovirais, especialmente o início precoce do tratamento (TASP) e profilaxia pré-exposição (PrEP); (4) redução de riscos na reprodução. Discussão: A TASP, com elevada eficácia na diminuição de transmissão sexual, e a PrEP, avaliada em casais sorodiscordantes, reduzem o risco de transmissão sexual do HIV em diferentes práticas sexuais, possibilitando individualizar as estratégias de prevenção. Conclusões: O uso combinado de novas e antigas estratégias possibilita construir uma política de prevenção para todos.