Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Epidemiologia]]> http://www.scielosp.org/rss.php?pid=1415-790X20000001&lang=en vol. 3 num. 1-3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielosp.org/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielosp.org <![CDATA[<B>Editorial</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2000000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>The concept of health</B>: <B>blind-spot for epidemiology?</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2000000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en O trabalho faz uma avaliação da proposição de que o conceito de 'saúde' constitui um ponto-cego para a ciência epidemiológica, postulando que não há base lógica para uma definição negativa da Saúde, tanto no nível individual quanto no coletivo. Também analisa brevemente as tentativas de produzir uma "epidemiologia da saúde" em bases simétricas à epidemiologia dos riscos, bem como as abordagens econométricas que reforçam e complementam o repertório epidemiológico destinado à medida da saúde. Focaliza em mais detalhe a abordagem denominada DALY, considerada como protótipo da nova geração de indicadores de saúde, face à sua atualidade e crescente importância na definição de políticas de financiamento em saúde. Finalmente, constatando o fracasso das propostas metodológicas de avaliação direta dos níveis coletivos de saúde através de indicadores unificados, conclui com uma avaliação das perspectivas atuais da Epidemiologia no sentido da incorporação do objeto complexo da saúde na sua pauta teórica e metodológica.<hr/>In this paper, the author evaluates the proposition that the concept of Health is a blind-spot for epidemiologic science, arguing that there is no logical basis for a negative definition of Health, neither at the individual level nor at the collective level. He also briefly analyzes the attempts of producing an epidemiology of health symmetric to the epidemiology of risks, as well as the econometric approaches that reinforce and complement the epidemiologic repertoire for the measurement of health. Due to its growing importance in the definition of budgetary policies in health, the author focuses in more detail on the DALY approach, considered as a prototype of the new generation of health indicators. Finally, recognizing the failure of methodological proposals for a direct evaluation of levels of collective health through unified indicators, the author concludes with an evaluation of the current prospects for Epidemiology in order to integrate the complex object of Health in its theoretical and methodological agenda. <![CDATA[<B>Mortality statistics according to multiple causes of death</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2000000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Uma das possibilidades permitidas pelo avanço tecnológico é o estudo da mortalidade por causas múltiplas em contraposição à estatística feita por uma única causa, a chamada causa básica de morte. O conhecimento das várias doenças que contribuem para uma morte permite que seja avaliada a importância das causas que normalmente não estariam privilegiadas nas estatísticas porque são doenças não caracterizadas como causa básica. Um exemplo é a mortalidade por infarto do miocárdio em pessoas com diabetes mellitus. Este último, neste caso e em outros semelhantes, poderá não ser considerado nas estatísticas, enquanto o infarto o será. Desta forma, no exemplo citado, analisando apenas a causa básica, perde-se a informação sobre a magnitude do diabetes e sua relação com as complicações que levam à morte. A idéia da elaboração de estatísticas de mortalidade segundo causas múltiplas não é nova. No entanto não é realizada de forma sistemática, ainda que vários estudos mostrem suas vantagens. Entre essas vantagens estão a possibilidade de descobrir novas associações de doenças; conhecer informações sobre a natureza das lesões em casos de morte por causas externas (acidentes e violências), entre outras. A existência de computadores e de programas específicos para a elaboração das estatísticas de mortalidade, atualmente em uso, deve permitir que essa idéia seja colocada em prática e que, a partir das estatísticas de mortalidade por causas múltiplas, possibilite melhores e mais específicas ações de saúde.<hr/>The introduction of new technology has made it possible to study multiple causes of death as opposed to mortality statistics based only on the underlying cause of death. The knowledge of all diseases that contribute to one death allows the assessment of the importance of causes that frequently do not appear in mortality statistics, because of those diseases that are not characterized as the underlying cause. An example is the death by myocardial infarction of a person that also has diabetes mellitus. The idea of producing mortality statistics according to multiple causes is not new. However, it is not a routine, although several studies have demonstrated its advantages. Among the advantages is the possibility of finding new associations of diseases and to know the nature of the injury according to the type of accident or violence. The utilization of computers and specific programs for producing mortality statistics enables multiple-cause statistical calculations, a practice that should be stimulated. <![CDATA[<B>Nutritional gains of underprivileged children attending a day care center in S.Paulo City, Brazil</B>: <B>a nine month follow-up study</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2000000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en The efficacy of a well-operated day care center in providing better nutrition to poor children in Brazil was assessed. We collected data for 9 months from 180 under-five children attending a day care center located in a slum. Every working day each child received at least 100% of the age-group recommended dietary allowances plus iron fortified milk and, every six months, treatment for helminth infections. Statistical analyses were restricted to the 168 children (93%) who had measurements from at least five months. As outcome variables, weight-for-height, height-for-age, and weight-for-age Z scores were dichotomized so that a Z score < -1 indicated a child was at risk of malnutrition. We examined the proportion of children at nutritional risk in each month and used multivariate statistical techniques to adjust for confounding and to account for intra-subject correlation. The percentage of children at nutritional risk decreased over time, from 10.1% to 3.4% for weight for height, 29.8% to 15.2 % for weight for age, and from 50.0% to 44.8% for height for age. Most of the reduction took place between the third and fourth months of enrollment. The correlated data models for the three dichotomized outcomes showed a two to three-fold reduction in the occurrence of wasting and underweight. We concluded that attendance to well-operated daycare protects against nutritional risk, and approximately four months are required for a benefit to be seen.<hr/>Avaliou-se a eficácia da freqüência a creche padrão em promover recuperação nutricional de crianças pertencentes a famílias de baixa renda. Foram coletados dados, por um período de nove meses, de 180 crianças que frequentavam uma creche localizada em uma favela. Em todos os dias úteis cada criança recebia no mínimo 100% das recomendações dietéticas diárias, acrescidas de leite fortificado com ferro e, semestralmente, tratamento para parasitoses intestinais. As análises estatísticas se limitaram a 168 crianças (93%) para as quais se dispunham de medidas de pelo menos cinco meses. Como variáveis resposta, os escores Z das relações peso para estatura, estatura para idade e peso para idade foram dicotomizados de forma que escore Z < - 1 indicava risco nutricional. Foram estudadas as proporções de crianças em risco nutricional a cada mês e utilizadas técnicas estatística multivariadas para controlar eventuais fatores de confundimento e correlacão entre as medidas subsequentes da mesma criança. O percentual de crianças em risco nutricional diminuiu no decorrer do acompanhamento, de10.1% para 3.4% na relação peso estatura, de 29.8% para 15.2 % na peso idade, e de 50.0% para 44.8% na estatura idade. A maior parte das reduções ocorreram entre os terceiro e quarto meses de frequência. Os modelos de dados correlacionados para as três variáveis resposta dicotomizadas evidenciaram reduções de duas a três vezes nos riscos nutricionais descritos pelos indicadores de peso-estatura (wasting) e peso-idade (underweight). Concluimos que a creche padrão diminui riscos nutricionais, sendo necessários aproximadamente quatro meses para que os benefícios sejam identificados. <![CDATA[<B>Male homo/bisexuality</B>: <B>a study about unprotected sexual intercourse in Fortaleza, Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2000000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Estudo transversal realizado junto a 400 homens de prática homo/bissexual onde se buscou analisar fatores relacionados ao envolvimento em relações sexuais desprotegidas, entre homo/bissexuais masculinos de Fortaleza (CE), no período de maio a agosto de 1995. Os dados foram coletados através de questionário semi-estruturado, aplicado por 10 entrevistadores. Os entrevistados foram agrupados em 5 classes sociais e 4 faixas etárias. Foi realizada uma análise univariada entre a variável dependente (envolvimento com Relações Sexuais Desprotegidas - RSD) e os fatores predisponentes a estas, através de teste exato de Fischer. Dentre estes fatores, aqueles que se mostraram significativos foram incluídos na análise multivariada, através de regressão logística. Quarenta e sete por cento dos entrevistados se envolveram com relações sexuais desprotegidas (RSD) e os fatores relacionados a este envolvimento foram: não possuir informações básicas sobre transmissão do HIV/AIDS, ter tido uma freqüência de relação sexual com outro homem maior ou igual a 1 vez no mês nos últimos 12 meses, ter tido 1 ou mais contatos sexuais com mulheres nos últimos 12 meses, sentir se muito excitado com sexo desprotegido, mostrar atitudes negativas em relação ao Sexo Mais Seguro, não conhecer alguém com AIDS e a não participação em organizações homossexuais. Um contingente ainda grande de homens com prática homo/bissexual se envolve em práticas de risco, necessitando de um aumento do nível de informação, erotização de outras práticas de menor risco e o fortalecimento das relações sociais visando efetivar os programas de prevenção do HIV/AIDS junto a esta população.<hr/>A cross-sectional study was carried out with 400 homo/bisexual men. Data were collected through a semi-structured questionnaire, applied by 10 interviewers. The objective was to analyze risk factors in the engagement of unprotected sexual intercourse (usi) among homo/bisexual men in Fortaleza (CE-Brazil). Interviewees were classified into 5 social classes and 4 age groups. A bivariate analysis between the outcome variable (involvement with unprotected sexual intercourse - usi) and the predictor variable was performed by means of Fischer's exact test. The predictor variables that were significantly related to the outcome variable in the bivariate analysis were included into a logistic regression model to assess their independent effects. Forty-seven percent of the men reported unprotected sexual intercourse. The predictor variables found to be significantly related to this involvement in the multivariate analysis were: less information on HIV transmission, having had sexual intercourse with another man once or more than once a month in the last 12 months, having had one or more than one sexual intercourse with women in the past 12 months, being sexually aroused with unprotected sex, showing negative attitudes towards safer sex, not knowing anybody with AIDS and not participating in homosexual organizations. This study suggests the need to improve the social network in order to attain an effective HIV/AIDS prevention program in this population. <![CDATA[<B>Violent mortality in S. Paulo city: the last 40 years</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2000000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Foram estudados os 9.137 casos de mortes violentas ocorridos no Município de São Paulo, no ano de 1999, em residentes desse município. Para isso foi utilizado o universo dos óbitos ocorridos no Município através do banco de dados do Programa de Aprimoramento de Informações (PRO-AIM).O objetivo foi caracterizar, do ponto de vista epidemiológico, essa mortalidade segundo as causas básicas de morte e as características das pessoas no ano de 1999 e atualizar os dados de série histórica de mortalidade por causas externas, relativa ao período dos últimos quarenta anos. Os resultados revelam a importância da mortalidade por causas violentas no Município, responsáveis por 14,2% do total de mortes. Os coeficientes de mortalidade (por 100.000 habitantes) encontrados foram de 92,1 para ambos os sexos, 166,4 para o masculino e 22,8 para o feminino. A razão entre os coeficientes masculino/feminino foi de 7,3, variando conforme a idade e o tipo de violência. A faixa etária que proporcionalmente concentrou o maior número de mortes foi a de 15 a 39 anos, mas em relação aos coeficientes, além do adulto jovem, as idades de 70 anos e mais também apresentaram taxas em níveis altos. Em relação aos tipos de violência, os homicídios concentraram 64,6% do total destas mortes. Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 14,7%; os "demais acidentes", 11,8%; os suicídios, 4,8% e as mortes classificadas como decorrentes de causas externas de tipo ignorado, 4,0%. O coeficiente de mortalidade por acidentes de trânsito foi 13,6/100.000 habitantes, sendo que 52,6 % das mortes foram devidas a atropelamentos. Em relação à idade, os altos coeficientes exibidos pelo adulto jovem decorreram principalmente de colisões, enquanto que os da faixa etária a partir de 65 anos foram resultantes de atropelamentos. O coeficiente de mortalidade (por 100.000 habitantes) para os homicídios foi de 59,4 para ambos os sexos, 114,3 para o masculino e 8,3 para o feminino. Suas principais vítimas foram indivíduos do sexo masculino, com idade entre 15 e 24 anos. A comparação no tempo mostrou que os coeficientes de mortalidade aumentaram 90%, entre 1960 e 1999, sendo que os acidentes de trânsito foram os principais responsáveis pelo aumento até 1975 e os homicídios, na década de 80. Estes cresceram 906,8 % no período, especialmente para as faixas mais jovens (10 a 24 anos).<hr/>The present study examined a total of 9,137 violent deaths that occurred among the resident population of the Municipality of São Paulo in 1999. The authors analyzed all violent deaths that occurred within the Municipality and that were registered in the Program for Improvement of Death Information (PRO-AIM) data set. The objective of the present study was to analyze these mortality data from the epidemiological point of view, according to the underlying causes of death and individual characteristics, and to compare them with information from approximately 40 years ago. The results showed the relevance of violent deaths in São Paulo, which accounted for 14.2% of 1999's total death toll. Violent mortality death rates (per 100,000) were 92.1 for both sexes; 166.4 for males and 22.8 for females. The male/female ratio was 7.3, varying according to age groups and specific causes of death. The 15-39 age group showed the highest number of violent deaths; but, in addition to young adults, the elderly (70 years of age and older) also presented high rates. Homicides accounted for 64.6% of total violent deaths. Motor vehicle accidents were responsible for 14.7%, while "other accidents," accounted for 11.8% of deaths, suicides for 4.8%, and "unspecified" external causes for 4.0%. The motor vehicle accident death rate was 13.6 (per 100,000). Pedestrian injuries accounted for 52.6% of these deaths. Motor vehicle collisions were responsible for the higher rates among young adults, while pedestrian injuries were more significant in the group aged 65 years and older. The homicide death rate was 59.4 (per 100,000) for both sexes, 114.3 for males and 8.3 for females. The main victims were males aged 15-24 years. Violent mortality rates showed a 90.0% increase from 1960 to 1999. Motor vehicle accidents were responsible for the increase up to 1975, while homicides became more significant during the '80s. Homicides presented a 906.8% rise in that period, especially among young people (aged 10 to 24years). <![CDATA[III Plano diretor para o desenvolvimento da epidemiologia no Brasil 2000-2004]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2000000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Foram estudados os 9.137 casos de mortes violentas ocorridos no Município de São Paulo, no ano de 1999, em residentes desse município. Para isso foi utilizado o universo dos óbitos ocorridos no Município através do banco de dados do Programa de Aprimoramento de Informações (PRO-AIM).O objetivo foi caracterizar, do ponto de vista epidemiológico, essa mortalidade segundo as causas básicas de morte e as características das pessoas no ano de 1999 e atualizar os dados de série histórica de mortalidade por causas externas, relativa ao período dos últimos quarenta anos. Os resultados revelam a importância da mortalidade por causas violentas no Município, responsáveis por 14,2% do total de mortes. Os coeficientes de mortalidade (por 100.000 habitantes) encontrados foram de 92,1 para ambos os sexos, 166,4 para o masculino e 22,8 para o feminino. A razão entre os coeficientes masculino/feminino foi de 7,3, variando conforme a idade e o tipo de violência. A faixa etária que proporcionalmente concentrou o maior número de mortes foi a de 15 a 39 anos, mas em relação aos coeficientes, além do adulto jovem, as idades de 70 anos e mais também apresentaram taxas em níveis altos. Em relação aos tipos de violência, os homicídios concentraram 64,6% do total destas mortes. Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 14,7%; os "demais acidentes", 11,8%; os suicídios, 4,8% e as mortes classificadas como decorrentes de causas externas de tipo ignorado, 4,0%. O coeficiente de mortalidade por acidentes de trânsito foi 13,6/100.000 habitantes, sendo que 52,6 % das mortes foram devidas a atropelamentos. Em relação à idade, os altos coeficientes exibidos pelo adulto jovem decorreram principalmente de colisões, enquanto que os da faixa etária a partir de 65 anos foram resultantes de atropelamentos. O coeficiente de mortalidade (por 100.000 habitantes) para os homicídios foi de 59,4 para ambos os sexos, 114,3 para o masculino e 8,3 para o feminino. Suas principais vítimas foram indivíduos do sexo masculino, com idade entre 15 e 24 anos. A comparação no tempo mostrou que os coeficientes de mortalidade aumentaram 90%, entre 1960 e 1999, sendo que os acidentes de trânsito foram os principais responsáveis pelo aumento até 1975 e os homicídios, na década de 80. Estes cresceram 906,8 % no período, especialmente para as faixas mais jovens (10 a 24 anos).<hr/>The present study examined a total of 9,137 violent deaths that occurred among the resident population of the Municipality of São Paulo in 1999. The authors analyzed all violent deaths that occurred within the Municipality and that were registered in the Program for Improvement of Death Information (PRO-AIM) data set. The objective of the present study was to analyze these mortality data from the epidemiological point of view, according to the underlying causes of death and individual characteristics, and to compare them with information from approximately 40 years ago. The results showed the relevance of violent deaths in São Paulo, which accounted for 14.2% of 1999's total death toll. Violent mortality death rates (per 100,000) were 92.1 for both sexes; 166.4 for males and 22.8 for females. The male/female ratio was 7.3, varying according to age groups and specific causes of death. The 15-39 age group showed the highest number of violent deaths; but, in addition to young adults, the elderly (70 years of age and older) also presented high rates. Homicides accounted for 64.6% of total violent deaths. Motor vehicle accidents were responsible for 14.7%, while "other accidents," accounted for 11.8% of deaths, suicides for 4.8%, and "unspecified" external causes for 4.0%. The motor vehicle accident death rate was 13.6 (per 100,000). Pedestrian injuries accounted for 52.6% of these deaths. Motor vehicle collisions were responsible for the higher rates among young adults, while pedestrian injuries were more significant in the group aged 65 years and older. The homicide death rate was 59.4 (per 100,000) for both sexes, 114.3 for males and 8.3 for females. The main victims were males aged 15-24 years. Violent mortality rates showed a 90.0% increase from 1960 to 1999. Motor vehicle accidents were responsible for the increase up to 1975, while homicides became more significant during the '80s. Homicides presented a 906.8% rise in that period, especially among young people (aged 10 to 24years).