Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Epidemiologia]]> http://www.scielosp.org/rss.php?pid=1415-790X20040004&lang=en vol. 7 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielosp.org/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielosp.org http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Risk factors for esophageal cancer in non-smokers and non-drinkers</B>: <B>a case-control study in Uruguay</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en In order to analyze possible associations of lifestyle factors with esophageal cancer among non-smokers and non-drinkers, the authors carried out the present study. Special emphasis was placed on the analysis of "mate" (infusion of the herb Ilex paraguariensis) drinking, which has been associated with most cancers of the upper aerodigestive tract. The study was conducted at the Instituto Nacional de Oncología in Montevideo, Uruguay. Data corresponded to 73 esophageal cancer cases and 219 controls. A detailed questionnaire included sections on sociodemographic variables, occupation, family history of cancer, "mate" drinking, and a restricted list of dietary items including: red meat, processed meat, salted meat, barbecue, milk, fresh vegetables and fruits. Odds ratios (ORs) were estimated by unconditional logistic regression, adjusting for major potential confounders, including age, sex, education, urban/rural status and region of birth. Moderate increases in risk were observed for: daily "mate" consumption (OR=2.2), age of quitting (OR=2.02), duration (OR=2.49) and intensity (OR=1.91), most of which were statistically significant. Consequently, our report demonstrates a particular role for "mate" consumption on esophageal cancer in Uruguay, regardless of other well-known risk factors.<hr/>Os autores realizaram o presente estudo para analisar possíveis associações de fatores de estilo de vida com o câncer esofágico em não usuários de tabaco e bebida alcoólica. Foi especialmente enfatizada a análise do "mate" (infusão da erva Ilex paraguariensis), que tem sido associado à maioria dos cânceres do trato aerodigestivo. O estudo foi realizado no Instituto Nacional de Oncología em Montevidéu, Uruguai. Os dados correspondem a 73 casos de câncer esofágico e 219 controles. Um detalhado questionário incluiu seções de variáveis sócio-demográficas, ocupação, história familiar de câncer, consumo de "mate" e uma relação restritiva de itens da dieta incluindo: carne vermelha, carne processada, carne salgada, carne assada, leite, vegetais frescos e frutas. Os odd ratios (ORs) foram estimados com regressão logística incondicional, ajustados segundo os maiores potenciais fatores confundentes, incluindo a idade, o sexo, a educação, o estado urbano/rural e região de nascimento. Observaram-se acréscimos moderados no risco para: consumo diário de "mate" (OR=2.2), idade de abandono do consumo (OR=2.02), duração (OR=2.49) e intensidade (OR=1.91), a maioria dos quais foram estatísticamente significativos. Por conseguinte, nosso informe demonstra um rol particular para o consumo do "mate" no câncer esofágico no Uruguai, independentemente de outros bem conhecidos fatores de risco. <![CDATA[<B>Development of a food frequency questionnaire for children aged 2 to 5 years</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Devido ao crescente interesse sobre a possível relação entre a alimentação de crianças e adolescentes e doenças na idade adulta, a dieta de indivíduos jovens tem sido pesquisada. Este trabalho teve por objetivo desenvolver um questionário de freqüência alimentar para avaliar a dieta habitual de crianças de 2 a 5 anos de idade (QFAC). Foram identificados os alimentos mais representativos para o consumo de energia - carboidrato, proteína, lipídio, retinol, vitamina C, cálcio e ferro - a partir de recordatórios de 24h de crianças de 2 a 5 anos do município de São Paulo. No QFAC foram definidas porções médias ou medianas, o tempo precedente foi estipulado em 6 meses e a freqüência de consumo apresentada em 7 categorias. O QFAC apresentou-se como um instrumento adequado para a avaliação da dieta habitual de crianças de 2 a 5 anos de idade, possibilitando a investigação das características da alimentação habitual deste grupo e o estabelecimento das possíveis relações entre a dieta e o estado nutricional.<hr/>This study was conducted to design a food frequency questionnaire for assessing the regular diets of children aged 2 to 5 years. It identified the most important sources of total calories, carbohydrate, proteins, total fat, retinol, vitamin C, calcium and iron from 24h dietary recalls applied to a random population sample aged 2 to 5 years in the city of São Paulo. Average or median portions were defined. The FFQ investigated the frequency of children's consumption of 57 items over the previous six months. Seven categories of food frequency were defined. The FFQ proved to be useful in epidemiological studies of children's intake over extended periods, making it possible to identify the dietary habits of this group and to evaluate the association between diet and nutritional status. <![CDATA[<B>Prevalence of anemia and associated factors among children under six years of age in Pelotas, South Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Determinar a prevalência e investigar fatores associados à ocorrência de anemia entre menores de seis anos de idade atendidos pela Pastoral da Criança em Pelotas, RS. MÉTODOS: Na fase de rastreamento de uma intervenção nutricional, as crianças foram avaliadas através de estudo transversal. No domicílio, após consentimento informado, a mãe foi entrevistada, sendo coletadas informações sobre características demográficas e socioeconômicas da família, saúde da criança, características ao nascer, amamentação e freqüência semanal de consumo de alimentos. As crianças foram pesadas e medidas. Foi coletada uma amostra de sangue capilar da polpa digital em microcuveta e a leitura da concentração de hemoglobina foi feita em fotômetro portátil (Hemocue). Considerou-se como tendo anemia quando a concentração de hemoglobina era inferior a 11 g/dl. Por se tratar de desfecho freqüente, a associação com as variáveis independentes foi analisada por regressão de Poisson. A análise obedeceu a modelo hierárquico previamente definido. RESULTADOS: Foram identificadas 362 crianças menores de seis anos, sendo a hemoglobina dosada em 304 (84,0%) delas. A prevalência de anemia foi de 53,0% (IC95% 47,2% - 58,7%). Os fatores de risco foram a menor idade da criança, cor não branca, presença de família numerosa e classe social E (em comparação à D). A disponibilidade de água encanada dentro de casa e o maior peso ao nascer mostraram-se fatores protetores. CONCLUSÕES: os achados deste estudo mostram uma alta prevalência de anemia entre as crianças alvo da ação da Pastoral da Criança, bem como a presença de diversos fatores de risco e poucos fatores de proteção, o que mostra a necessidade de intervenções preventivas.<hr/>OBJECTIVES: to determine the prevalence of and investigate factors associated with anemia among children under six years of age, assisted by the Pastoral da Criança in Pelotas, South Brazil. METHODS: during the screening phase of a community intervention, selected children were studied through a cross-sectional approach. At the household level, after informed consent, mothers were interviewed on demographic and socio-economic characteristics of the family, child health, characteristics at birth, breast-feeding, and weekly frequency of food consumption. Children were weighed and had their height measured. A portable Hemocue photometer was used for determining the hemoglobin level in capillary blood samples. Anemia was defined as hemoglobin concentration below 11g/dl. Because of the high prevalence of anemia, analyses of association with independent variables were carried out through Poisson regression. Adjusted analyses followed a hierarchical model previously defined. RESULTS: Among 362 selected children, hemoglobin was determined for 304 (84.0%). The prevalence of anemia was 53.0% (95%CI 47.2%-58.7%). Risk factors for anemia were: young age, non-white skin color, large family, and low social class (E compared to D). Higher weight at birth and availability of drinking water at the household level were protective factors for anemia. CONCLUSION: the findings of this study show that the prevalence of anemia is high among the Pastoral da Criança target population, with a large number of risk factors and some protective factors indicating an urgent need for preventive interventions. <![CDATA[<B>Anthropometry and risk factors in newborns with facial clefts</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: buscando identificar e comparar características familiares e maternas entre portadores de fendas faciais e recém-nascidos isentos de morbidade, realizou-se um estudo com delineamento de caso e controle nos hospitais da cidade de Pelotas-RS. MÉTODOS: os dados foram obtidos através de entrevista com mães de 56 casos e 232 controles, nascidos nas cinco maternidades da cidade de Pelotas no período de 1990 a 2002. Os controles foram os quatro recém-nascidos que nasceram após o caso. Foram obtidas informações sobre o tipo de lábio leporino, sexo e peso do recém-nascido, gemelaridade, consangüinidade, etnia, história familiar de fissuras e de outras malformações. O planejamento de análise de dados incluiu o uso do teste t-Student, qui-quadrado e "odds ratio". RESULTADOS: obteve-se uma incidência de fenda labial com ou sem fenda palatina de 0,78 por 1.000 nascidos vivos. Diferenças significativas foram observadas em relação ao grau de instrução materna e história familiar positiva de malformações, com riscos relativos estimados em 6,0 e 2,3, respectivamente. CONCLUSÕES: em Pelotas, RS, foram encontrados 56 recém-nascidos portadores de lábio leporino com ou sem palato fendido no período do estudo. Os fatores de risco para esse tipo de anomalia foram: baixo grau de instrução materna, o qual pode estar relacionado ao conseqüente baixo nível socioeconômico, e história familiar positiva de presença de malformação de vários tipos.<hr/>OBJECTIVE: to identify and compare family and maternal characteristics among people with facial cleft and healthy newborns, by means of a case control study in the hospitals of the city of Pelotas-RS. METHODS: data was obtained through interviews with mothers of 56 cases and 232 controls, born in the five maternities of the city of Pelotas in the period from 1990 to 2002. Controls were the four newborns born after the case. Information on the type of cleft lip, sex and weight of the newborn, twin pregnancy, consanguinity, ethnicity, family history of facial clefts and other malformations was obtained. Analysis planning of data included the utilization of the Student t-test, chi-square and odds ratio. RESULTS: there was an incidence of 0.78 cleft lips with or without cleft palate per 1,000 liveborn. Significant differences were observed in relation to the level of mothers' schooling and family history of malformations, with estimated relative risks of 6.0 and 2.3, respectively. CONCLUSIONS: 56 newborns with cleft lip with or without cleft palate were found in Pelotas, RS during the study period. The risk factors for facial clefts were: low level of maternal schooling, which can be related to a consequent low socioeconomic level and family history of malformations of any kind. <![CDATA[<B>Anthropometric characteristics of Japanese-Brazilians</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Este trabalho visou estimar as prevalências de excesso de peso e descrever algumas variáveis antropométricas relativas à distribuição da gordura corporal de uma população migrante de origem japonesa residente no Brasil. MÉTODO: A amostra foi constituída por 647 nipo-brasileiros de 1&ordf; (n = 237) e 2&ordf; geração (n = 410), de ambos os sexos, com idade > 35 anos, submetidos a medidas antropométricas, de pressão arterial, perfil lipídico e teste oral de tolerância à glicose. Sobrepeso e obesidade foram diagnosticados por meio de índice de massa corporal (IMC) entre 25-29,9 e > 30 kg/m², respectivamente. O diagnóstico de adiposidade abdominal foi baseado nos valores de circunferência de cintura > 94 cm para homens e > 80 cm para mulheres. Para a análise dos dados foram usados a estatística qui-quadrado e o teste t de Student. RESULTADOS: Dos indivíduos estudados, 40% apresentavam algum grau de excesso de peso (IMC > 25 kg/m²), sendo a prevalência de obesidade abdominal de 21,5% entre os homens e de 66,7% entre as mulheres. Homens nipo-brasileiros < 60 anos de 2&ordf; geração enquadraram-se no perfil andróide de distribuição da gordura corporal; as mulheres mostraram-se mais obesas que os homens, apresentando tanto o padrão andróide como ginóide, avaliado por meio das dobras cutâneas. CONCLUSÃO: Os imigrantes japoneses que originalmente não apresentavam o fenótipo de obesidade acompanharam a tendência mundial atual de ganho progressivo de peso até a obesidade. Em particular, essa situação foi acompanhada de aumento de adiposidade abdominal, possivelmente indicativa de acúmulo de gordura visceral e desencadeante de alterações metabólicas. Estes achados sugerem que indivíduos de origem japonesa devem apresentar uma predisposição à obesidade abdominal, que se manifesta quando expostos a ambiente desfavorável.<hr/>OBJECTIVE: This study aimed to estimate the prevalence of overweight and to describe some indicative anthropometric variables of body fat distribution in a population of Japanese migrants living in Brazil. METHODS: The sample consisted of 647 first- (n= 237) and second-generation (n= 410) Japanese-Brazilians of both genders, aged > 35 years, who had their anthropometric measures, blood pressure, lipid profile, and oral glucose tolerance test defined. Overweight and obesity were defined as a body mass index (BMI) of 25.0-29.9 and > 30.0 kg/m², respectively; the diagnosis of abdominal adiposity was based on waist circumference values > 94 cm in men and > 80 cm in women. Chi-square statistics and Student t test were used for data analysis. RESULTS: Forty percent of the participants showed some degree of overweight (BMI > 25 kg/m²) and the prevalence rates of abdominal adiposity were 21.5% in men and 66.7% in women. Second-generation Japanese-Brazilian men, younger than 60 years, had an android profile of fat distribution; women were more obese than men and had both android and gynaecoid patterns, which were assessed by skin fold thickness. CONCLUSION: Japanese immigrants in Brazil - who originally did not present the obese phenotype - have followed the worldwide trend of progressive weight gain toward the development of obesity. In particular, such situation has been accompanied by an increase in abdominal adiposity, possibly indicating visceral fat accumulation, triggering metabolic disorders. Our findings suggest that Japanese descendants may present predisposition to abdominal obesity, which is triggered when they are exposed to an unfavorable environment. <![CDATA[<B>Occurrence analysis of Maternal Mortality in the Province of Santa Fe - Argentina, due to an intervention</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUCCÍON: La Mortalidad Materna (MM) muestra diferencias en las condiciones de salud y de vida de las poblaciones, constituyéndose en un buen indicador socio-económico, así como de la cobertura y calidad de los servicios de atención a la mujer en edad fértil. Las estadísticas oficiales de salud no revelan la magnitud del problema de la MM debido al subregistro que posee esta causa de muerte. Dicha falencia se señala especialmente para los países subdesarrollados. Se estima que la República Argentina no escapa al fenómeno del subregistro. La provincia de Santa Fe en el año 1994 decidió incorporar a su Certificado de Defunción un ITEM específico para la causa Muerte Materna con el fin de corregir el subregistro. OBJETIVOS: El objetivo principal de este estudio fue evaluar los cambios que registró la Razón de Mortalidad Materna (RMM) en el período 1988-2001, como consecuencia de la introducción del "ITEM 33" referido a la Muerte Materna, en el Certificado de Defunción de la Provincia de Santa Fe a partir del año 1995. MATERIAL Y MÉTODOS: Se revisó la bibliografía respecto del subregistro de la MM. Se estudió la ocurrencia de la MM en la Provincia de Santa Fe en el período 1988-2001. Se analizaron los cambios producidos por la presencia del "ITEM 33" en el Certificado de Defunción de la Provincia de Santa fe en el período 1995-2001. RESULTADOS: Se observó un aumento en las cifras absolutas de MM y por ende de las razones de MM (41 %) en el período 1995-2001, a diferencia de la tendencia descendente de este indicador tanto a nivel nacional como a nivel provincial en el período anterior (pre "ITEM 33"). Se observó además, una modificación en la distribución de las muertes respecto a su incidencia en los grupos etáreos. Otro dato de interés es que se modificó la frecuencia de las patologías que originaron la muerte (causa de muerte) siendo el Aborto la causa más frecuente, a diferencia de los períodos anteriores donde aparecía la Hipertensión Arterial ocupando el primer lugar. CONCLUSIÓN: La introducción del "ITEM 33" en el Certificado de Defunción de la Provincia de Santa Fe produjo modificaciones importantes en los datos sobre MM. Estas modificaciones pueden ser atribuidas a la disminución del subregistro, ya que no se encuentran razones valederas para pensar en un aumento real en la ocurrencia de muertes maternas. Por lo cual se concluye que: este instrumento de recolección de datos permitiría corregir el subregistro y obtener datos de mayor calidad que, en consecuencia, posibiliten la implementación de políticas y programas de salud basados en datos que reflejen la verdadera situación sanitaria.<hr/>INTRODUCTION: Maternal Mortality (MM) shows differences in population health and life conditions, therefore it becomes not only a good socioeconomic indicator but also an indicator of health service providers and health care service quality in the assistance to women at reproductive age. Official Health Statistics do not reveal the size of MM problem due to the under-report that has this death cause. This deficiency or lack of data is highly marked especially in underdeveloped countries. It has been estimated that Argentina is not out of this under-report problem. In 1994, the Province of Santa Fe decided to add a specific ITEM to the Death Certificate for Maternal Death cause with the aim of amending the under-report. OBJECTIVES: The main objective of this study was to evaluate changes that Maternal Mortality Ratio (MMR) registered between 1988 and 2001 as a consequence of adding the "33 ITEM" regarding Maternal Death to the Death Certificate of the Province of Santa Fe from 1995 on. MATERIAL AND METHODS: Bibliography was reviewed as regards the MM under-report. The MM occurrence in the Province of Santa Fe was studied from 1988 to 2001. Changes produced by the 33 ITEM appearance in the Death Certificate of the Province of Santa Fe during the period 1995 - 2001 were analyzed. RESULTS: It was seen an increase in the MM absolute figures and therefore, an increase of MM ratios (41 %) from 1995 to 2001, unlike the lowering trend of this indicator both at national level and at provincial level in the previous period (pre "33 Item"). Besides, it was seen a modification in death distribution in relation to its incidence among diferent age groups. Another important detail is that frequency of pathologies leading to death (death cause) was modified, being Abortion the most frequent cause unlike the previous periods in which Hypertension was first in the rank. CONCLUSION: The "33 ITEM" addition to Death Certificate of the Province of Santa Fe brought about important MM data modifications. These modifications should be attributed to the decrease of under - reporting since there is no valid reason to think of a real increase in maternal death occurrence. Thus, as a conclusion, this instrument for collecting data allows to amend the under-report and obtain higher quality data, which consequently bring the possibility of setting up health policy and programmes based on data showing the real health situation. <![CDATA[<B>Maternal mortality in Brazilian State Capitals</B>: <B>some characteristics and estimates for an adjustment factor</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en A mortalidade materna pode ser considerada um excelente indicador de saúde, não só da mulher, mas da população geral; mostra, também, iniqüidades. A redução da mortalidade materna é uma das principais metas, estando também incluída nas Metas do Desenvolvimento do Milênio da ONU. OBJETIVO: Conhecer a qualidade da informação da mortalidade de mulheres de 10 a 49 anos, e estimar a razão de mortalidade materna (RMM) e os fatores de ajuste para os dados oficiais, no conjunto das capitais de estados brasileiros e Distrito Federal. METODOLOGIA: Adotou-se a metodologia RAMOS (a partir da declaração de óbito, entrevista no domicílio da mulher falecida, com preenchimento de questionário, sobre variáveis demográficas, epidemiológicas, clínicas e de acesso a serviços; seguiam-se consultas a prontuários médicos hospitalares e a laudos de autópsia). Após o resgate da informação, pôde ser feita análise das reais causas básicas, terminais e associadas. A população de estudo foi estimada em 7.332 mortes de mulheres de 10 a 49 anos, ocorridas no primeiro semestre de 2002, sendo 239 óbitos por causas maternas. A RMM foi de 54,3 por cem mil nascidos vivos (n.v.), no conjunto de capitais, variando entre 42 por cem mil n.v. no Sul, e 73,2 por cem mil n.v. no Nordeste. O fator de ajuste para o conjunto das capitais brasileiras foi igual a 1,4; para as regiões (considerando apenas as capitais), variaram entre 1,08 na Região Norte e 1,83 na Região Sul. As mortes obstétricas diretas corresponderam a 67,1%, mostrando que assistência ao pré-natal, ao parto e ao puerpério deve ser aprimorada.<hr/>INTRODUCTION: There is criticism as to the heterogeneity and reliability of mortality data in Brazilian Regions. However, official mortality statistics of State Capitals are more accurate and have adequate coverage. Reduction of maternal mortality is one of the world's major goals and it is measured by the Maternal Mortality Ratio. International agencies have been estimating that the Brazilian ratio is very high. An investigation was carried out to know the actual value. OBJECTIVE: The aim was to calculate the maternal mortality ratio for Brazilian Capitals and the Federal District and estimate an adjustment factor for official data. METHODOLOGY: A total of 7,332 deaths that occurred in the first semester of 2002 in women from 10 to 49 years of age living in these areas were investigated, using the RAMOS methodology (household interviews and investigation of medical and hospital records and autopsies.). RESULTS: The maternal mortality ratio calculated was 54.3 per 100,000 live born, ranging between 73.2 in the North State Capitals and 42 per 100,000 live born in the South. The lowest adjustment factors were 1.08 in the North Region, and 1.10 in the Middle West State Capitals. The highest values were 1.76 and 1.83 in the Northeast and South Regions. Considering the set of Brazilian State Capitals, the adjustment factor estimated was equal to 1.4. The maternal mortality ratios observed were lower than WHO, UNICEF and UNFPA values. Direct obstetric maternal deaths accounted for 67.1% of the total, thus indicating that pre-natal and childbirth care must be improved. <![CDATA[<B>Hospital morbidity and mortality due to transportation accidents in São José dos Campos, São Paulo, Brazil</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os acidentes de transporte tornaram-se uma das principais causas de morte no Brasil nos últimos anos. A partir da vigência do novo Código de Trânsito Brasileiro era esperada uma redução do número de acidentes e de vítimas. Os objetivos deste estudo foram identificar a evolução da morbidade hospitalar e da mortalidade por acidentes de transporte em São José dos Campos (SP) e avaliar a utilidade das internações hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a monitorização dos acidentes de transporte terrestre. A partir do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS), foram calculadas as taxas de mortalidade (1996 a 2002) e de internações (1998 a 2002) por acidentes de transporte. Foram utilizadas as bases de dados de Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) apresentadas pelo município, por ano de internação e sem re-internações, e de AIH pagas pelo Ministério da Saúde, por ano de competência e com re-internações. A taxa de mortalidade caiu entre 1997 e 2002, e a taxa de internações hospitalares, tanto das AIHs apresentadas como de AIHs pagas, caiu entre 1998 e 2000 e recrudesceu a partir de 2001. Este fato detectou problemas no gerenciamento da violência no trânsito no município. Propõe-se a utilização do SIH-SUS como fonte de informação complementar para a monitorização dos acidentes de transporte terrestre.<hr/>Transportation accidents have become one of the main causes of death in Brazil in past years. The implementation of the new Brazilian Traffic Code was expected to reduce both the number of accidents and victims. This study aimed to identify the trend in hospital morbidity and mortality due to transportation accidents in São José dos Campos, São Paulo, Brazil, and to evaluate whether hospitalizations in the Unified Health System (SUS) facilities was a useful follow-up tool for traffic accidents. Mortality rates (1996 to 2002) and hospitalization rates (1998 to 2002) due to transportation accidents were calculated from two SUS information systems, the Mortality Information System (SIM) and the Hospital Information System (SIH-SUS). The study also used Authorizations for Hospitalization (AIH) databases presented by the municipality, per year of hospitalization and withou re-admissions, and those paid by the Ministry of Health, per year of competence and without re-admissions. The mortality rate decreased between 1997 and 2002. Both AIH hospitalization rates (presented and paid) fell between 1998 and 2000 and increased as of 2001. This fact shows problems regarding management of traffic violence in the city. The SIH-SUS is proposed as a source of complementary information on transportation accidents. <![CDATA[<B>Viral Hepatitis</B>: <B>epidemiological and preventive aspects</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en As hepatites virais são doenças causadas por diferentes agentes etiológicos, de distribuição universal, que têm em comum o hepatotropismo. Possuem semelhanças do ponto de vista clínico-laboratorial, mas apresentam importantes diferenças epidemiológicas e quanto à sua evolução. As últimas décadas foram de notáveis conquistas no que se refere à prevenção e ao controle das hepatites virais. Entre as doenças endêmico-epidêmicas, que representam problemas importantes de saúde pública no Brasil, salientam-se as Hepatites Virais, cujo comportamento epidemiológico, no nosso país e no mundo, tem sofrido grandes mudanças nos últimos anos. A melhoria das condições de higiene e de saneamento das populações, a vacinação contra a Hepatite B e as novas técnicas moleculares de diagnóstico do vírus da Hepatite C estão entre esses avanços importantes. As condições do nosso país: sua heterogeneidade socioeconômica, a distribuição irregular dos serviços de saúde, a incorporação desigual de tecnologia avançada para diagnóstico e tratamento de enfermidades, são elementos importantes que devem ser considerados na avaliação do processo endemo-epidêmico das hepatites virais. O números de pacientes infectados é incerto, relacionado geralmente a alguns Estados e municípios brasileiros, e o esclarecimento dos agentes causadores das hepatites, cuja identificação requer técnicas laboratoriais complexas de biologia molecular, é realizado de maneira insuficiente. Por outro lado, "a progressiva integração entre as instâncias gestoras dos programas de vigilância e controle das doenças com grupos de pesquisa e desses com os serviços" e a disponibilização de bancos de dados nacionais mais confiáveis apontam para novos e melhores caminhos. No presente artigo é feita uma revisão sucinta das hepatites A, B e C, as mais freqüentes no nosso país, assim como de sua epidemiologia e das estratégias preferenciais para a prevenção dessas doenças.<hr/>Viral hepatitis is a disease caused by different etiological agents with universal distribution and that have hepatotropism as a common characteristic. They are similar from a clinical-laboratorial point-of-view, but present significant differences in their epidemiology and outcome. The past few decades have brought remarkable victories in relation to the prevention and control of viral hepatitis. Viral hepatitis is very important among the endemic-epidemic diseases that are major public health problems in Brazil, and its epidemiological behavior has undergone major changes over the past few years, both in our country and worldwide. The expansion of substantial improvement in sanitary conditions, the increase in the coverage of hepatitis B vaccination, and the new molecular diagnostic assays of Hepatitis C virus were all decisive factors that contributed to these changes. Various important conditions in our country (socio-economic heterogeneity, irregular distribution of health services, unequal incorporation of advanced techniques for diagnosis and treatment of diseases) must be taken into account when assessing the endemic-epidemic process of viral hepatitis. The number of infected patients is uncertain, especially in some Brazilian states and cities, and the elucidation of the causal agents of hepatitis, whose identification requires complex molecular biology laboratory techniques, is insufficiently performed. On the other hand, "the progressive integration of agencies that manage disease surveillance and control programs and research groups, and between the latter and services," and the availability of more reliable national databases, suggest new and better possibilities. In the present paper, we have briefly reviewed hepatitis A, B and C, the most frequent forms in our country, and the epidemiology and the preferred strategies for preventing this disease. <![CDATA[<B>Trends in AIDS morbidity-mortality and socio-economic status in the city of São Paulo</B>]]> http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2004000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: As tendências na epidemia de Aids têm se caracterizado pelos diversos contextos socioculturais das populações. OBJETIVO: Descrever a evolução da morbi-mortalidade por aids em indivíduos de 15 a 49 anos no Município de São Paulo, segundo sexo e áreas homogêneas socioeconômicas, no período de 1994 a 2001. MATERIAL E MÉTODOS: Foram utilizados dados do Programa de DST/AIDS e do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de São Paulo. As áreas homogêneas foram constituídas a partir do Mapa da Exclusão Social da Cidade: áreas 1 e 2 (centrais e de inclusão); áreas 3, 4 e 5 (mais periféricas e de exclusão). Foram calculados os coeficientes por 100.000 e as razões entre 1995 e 2001, tomando como referência o ano de 1994. REULTADOS: Entre os homens, observou-se diminuição da incidência em todas as áreas desde 1998-1999, e entre as mulheres, no mesmo período, nas quatro primeiras áreas. A queda da incidência e da mortalidade masculina foi maior na área 2: razão 2001/94 = 0,43 e 0,21, e mais lenta nas áreas de exclusão. Entre as mulheres, a área 5 apresentou crescimento da incidência no final do período (54%), e as áreas 3, 4 e 5 apresentaram a menor velocidade de queda na mortalidade. DISCUSSÃO: Entre os homens, o padrão de mortalidade acompanha a morbidade: as áreas mais centrais são as mais atingidas e com maior queda da mortalidade, mas com tendência à "periferização". Entre as mulheres, confirma-se o crescimento mais tardio da epidemia em direção à periferia, e uma tendência de queda na mortalidade inversamente proporcional à exclusão social das áreas.<hr/>BACKGROUND: The epidemiological trends of AIDS have been influenced by socio-cultural conditions. OBJECTIVE: To describe the development of AIDS morbidity and mortality among 15-49 year-old adults in the city of São Paulo, according to gender and homogeneous socio-economic areas, from 1994 to 2001. METHODS: The sources of data were the STD/AIDS Program and the Mortality Information Improvement Program of the city of São Paulo. Homogeneous areas were built through the Social Exclusion Map of the City: areas 1 and 2 (central and inclusion areas); areas 3, 4 and 5 (peripheral and exclusion areas). Rates per 100,000 and morbidity and mortality ratios between 1995 and 2001 were calculated taking 1994 as the reference year. RESULTS: a decreasing incidence in all areas was observed among men since 1998-1999, and in the first four areas during this period among women. The decrease in AIDS incidence and mortality in men was faster in area 2: ratio 2001/94=0.43 and 0.21, and slower in the exclusion areas. Among women, area 5 presented an increase in incidence at the end of the period (54%), and areas 3, 4 and 5 presented a slower decrease in mortality. DISCUSSION: The mortality pattern followed morbidity in men: the most central areas are the most affected, with a greater decrease in mortality, but with a trend toward "peripheralization". In women, a later increment of the AIDS epidemic in the peripheral direction was confirmed, as was a trend toward a decrease in mortality inversely proportional to social exclusion areas.