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Revista de Saúde Pública
versão impressa ISSN 0034-8910
Resumo
SILVA, Antonio A. Moura da et al. Saúde perinatal: baixo peso e classe social. Rev. Saúde Pública [online]. 1991, vol.25, n.2, pp. 87-95. ISSN 0034-8910. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101991000200002.
Estudou-se, em Ribeirão Preto, SP, Brasil, no período de 1º de junho de 1978 a 31 de maio de 1979, 98% do universo de nascidos vivos, totalizando 8.878 crianças nascidas de parto único. As taxas de baixo peso e de peso deficiente ao nascer foram de 7,5% e de 21,1%, respectivamente. A maioria dos nascimentos de baixo peso eram crianças a termo, 50,6%, representando casos de retardo de crescimento intra-uterino. A prevalência de baixo peso nas classes sociais foi de 3,2% na burguesia empresarial, 2,8% na burguesia gerencial, 3,9% na pequena burguesia, 7,0% no proletariado e 9,5% no subproletariado, o que demonstra uma profunda disparidade. Definindo-se o baixo peso como menor ou igual a 2.500 gramas e comparando os resultados alcançados (8,3%) com os de outro estudo clássico (8,7%), observou-se que não houve redução estatisticamente significativa na prevalência de baixo peso em Ribeirão Preto, no intervalo de uma década.
Palavras-chave : Baixo peso ao nascer; Fatores sócio-econômicos; Levantamentos epidemiológicos.










