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Revista de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0034-8910

Resumo

DAVID, Mariana Rocha; RIBEIRO, Gabriel Sylvestre  e  FREITAS, Rafael Maciel de. Bionomia de Culex quinquefasciatus em áreas urbanas no Rio de Janeiro, RJ. Rev. Saúde Pública [online]. 2012, vol.46, n.5, pp. 858-865. ISSN 0034-8910.  http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102012000500013.

OBJETIVO: Avaliar densidade, taxa de paridade, sobrevivência diária e longevidade de populações naturais de Culex quinquefasciatus de três localidades com diferentes perfis socioeconômicos e de infraestrutura. MÉTODOS: Mosquitos da espécie Culex quinquefasciatus foram coletados semanalmente em dois períodos de quatro meses, de agosto a novembro de 2008 e de março a junho de 2009, em uma comunidade, uma área de subúrbio e um bairro de classe média no Rio de Janeiro, RJ. As coletas foram realizadas com o auxílio de aspiradores costais em 20 domicílios, aleatoriamente selecionados por semana e por área, durante 15-20 minutos por domicílio. As fêmeas capturadas tiveram os ovários removidos e classificados em estágios inicial, intermediário e final. Adicionalmente, as fêmeas foram dissecadas para determinação da paridade de acordo com as condições do sistema traqueal. A taxa de sobrevivência e a longevidade das fêmeas foram estimadas por mês, para cada localidade. RESULTADOS: Foram coletados 2.062 Culex quinquefasciatus, porém a densidade mensal deste vetor não apresentou correlação com temperatura e precipitação. Dissecamos os ovários de 625 Culex quinquefasciatus e obtivemos maior proporção de fêmeas nulíparas durante os meses mais secos, enquanto fêmeas grávidas foram mais frequentes nos meses chuvosos. A taxa de paridade foi de até 93,75% no bairro de classe média, com sobrevivência de 0,979. Menores valores de paridade e sobrevivência foram obtidos no subúrbio (começando em 36,4% de paridade e 0,711 de sobrevivência diária). Até 84,7% das fêmeas de Culex quinquefasciatus poderiam sobreviver ao período de oito dias, necessário para completar o período de incubação do vírus da febre do Nilo Ocidental. CONCLUSÕES: A taxa de sobrevivência de Culex quinquefasciatus variou significativamente entre os bairros, o que sugere que a capacidade vetorial e o risco de transmissão de doenças podem variar entre diferentes áreas urbanas, informação relevante para o planejamento dos programas de controle de vetores.

Palavras-chave : Culex; Paridade; Sobrevivência; Longevidade.

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