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Cadernos de Saúde Pública

Print version ISSN 0102-311X

Abstract

BARBOSA, Lúcia Helena Siqueira. Depressão na infância e adolecência: aspectos sociais. Cad. Saúde Pública [online]. 1987, vol.3, n.3, pp. 250-265. ISSN 0102-311X.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X1987000300004.

Este trabalho contém três partes. Uma primeira intitulada Introdução. Uma segunda focalizada sob o título de Material Clínico :apresentação, comentários e considerações sobre a prática do Serviço Social e, uma terceira, Considerações Finais. A primeira tenta discutir dois pontos: - algumas considerações sobre o conceito de depressão na infância e adolescência: caracterização de quadros clínicos com aspectos depressivos nítidos, mais ou menos "puros" e de "reações depressivas", em que tais aspectos estariam como que disfarçados, camuflados, apresentando, mais freqüentemente, sob a forma de inquietação, rebeldia, preocupações somáticas e hipocondríacas, fugas, condutas anti-sociais e outras. A existência de fatores mais marcantes na infância e adolescência do que na idade adulta - por exemplo a impulsividade - contribuem para essa apresentação especial desses quadros clínicos. A prática médico-psicológica em uma instituição com equipe multiprofissional: reflexão abordando, mais de perto, alguns de seus problemas, encarando-se, esses últimos, como sendo de ordem não apenas médico-psicológica, mas, também e sobretudo, algumas vezes, de ordem social Utilizamos, para essa reflexão, o tema da depressão na infância e adolescência, tendo em mente a Medicina e, com ela, a Psiquiatria, como ciência social e, ainda, as tentativas de reapropriação da dimensão social na dinâmica pessoal, advindas das críticas sócio-políticas da psiquiatria. As duas últimas partes focalizam o material clínico, retirado da experiência com crianças e adolescentes no Centro de Saúde Escola Butantã, onde concebemos o grupo familiar envolvido, mas não confundido com "o determinante social" ou com "todos" os determinantes sociais, tentando compreender problemas que são de alienação psicológica, como momento da alienação social Procuramos pensar o "doente mental", não como depositário passivo de algo externo a ele (como alguns autores tomam, por exemplo, o social), mas sim, como algo que implica uma interação dialética, entre a interioridade de cada um, seu meio e os outros.

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