SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.1 issue2Auditory evoked potentials in children at neonatal risk for hypoacusisEvaluation of beta-cypermethrin for control of Triatoma infestans author indexsubject indexarticles search
Home Page  

Revista Panamericana de Salud Pública

Print version ISSN 1020-4989

Abstract

LESSA, Ines. Cirrose hepática no Brasil: mortalidade e anos produtivos de vida perdidos precocemente. Rev Panam Salud Publica [online]. 1997, vol.1, n.2, pp. 125-132. ISSN 1020-4989.  http://dx.doi.org/10.1590/S1020-49891997000200006.

Este é um estudo descritivo, efetuado com base em dados oficiais sobre mortalidade por cirrose hepática para o ano de 1989. Os seus objetivos são: a) descrever a mortalidade por cirrose hepática em adultos brasileiros; b) estimar os anos produtivos de vida perdidos (APVP) precocemente (entre 20 e 59 anos) e c) determinar possiveis diferenças regionais na mortalidade e nos anos produtivos de vida perdidos. Os dados brutos foram ajustados por idade e sexo, tomando como padrão a população brasileira para o ano de 1980. Os APVP basearam-se na fórmula de Romeder e McWhinnie para anos potenciais de vida perdidos, modificados pela autora para anos produtivos de vida perdidos. As taxas brutas de mortalidade foram mais elevadas no Sudeste e Norte, e em todas as regiões predominou no sexo masculino, com razões homem/mulher para o país de 4,5 e variações regionais dos coeficientes de mortalidade para o sexo masculino de 14,37 (Centro-Oeste) a 35,86/100 000 (Sudeste), e para o sexo feminino de 3,49 (Centro-Oeste) a 8,5/100 000 (Norte). As curvas etárias de mortalidade para os homens, exceto os da região Norte, mostram tendência ao declinio ou estabilização a partir dos 60 anos. Para os homens do Norte, a curva é continuamente ascendente, atingindo 86,37/100 000 habitantes a partir dos 70 anos. As mulheres também apresentam curvas ascendentes, muito expressivas no Norte e Nordeste. As taxas ajustados por idade mostram uma redução para as mulheres do Sudeste, mantendo-se mais elevada no Norte. A mortalidade proporcional por cirrose hepática em relação ao aparelho digestivo chegou aos 48,7% para os homens e 24,1% para as mulheres. Dos 138 860 APVP por cirrose hepática em 1989, 83,2% foram no sexo masculino, mas as médias de APVP para o país, em torno de 15,5 anos, foram semelhantes para os sexos. Todavia, as médias de APVP para homens e mulheres do Norte e mulheres do Centro-Oste foram muito mais elevadas do que nas demais regiões. Os dados sugerem que a cirrose hepática entre os homens de todas as regiões, exceto os da região Norte, é possivelmente determinada pelo alcoolismo, enquanto entre homens nortistas existem fortes evidências da co-existencia de cirrose hepática de etiologia viral (vírus B e C da hepatite). Para as mulheres, as evidências apontam também para o predomínio da cirrose de etiologia viral.

        · abstract in English     · text in English     · pdf in English