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Revista Panamericana de Salud Pública
Print version ISSN 1020-4989
Abstract
ANJOS, Luiz Antonio dos; VEIGA, Gloria Valeria da and CASTRO, Inês Rugani Ribeiro de. Distribuição dos valores do índice de massa corporal da população brasileira até 25 anos. Rev Panam Salud Publica [online]. 1998, vol.3, n.3, pp. 164-173. ISSN 1020-4989. http://dx.doi.org/10.1590/S1020-49891998000300004.
O presente artigo apresenta a distribuição em percentis do índice de massa corporal da população jovem brasileira. As medidas de massa corporal e estatura de crianças e jovens de ambos os sexos, do nascimento até os 25 anos, foram obtidas a partir da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e pelo Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição em 1989, com o objetivo de descrever o estado de saúde e nutrição da população brasileira. Os valores do índice de massa corporal levantados pela pesquisa tendem a decrescer na faixa etária de 1 a 6 anos, mantêm-se estáveis até cerca de 8 anos e aumentam progressivamente, até se estabilizarem por volta de 19 a 20 anos para mulheres e 20 a 21 anos para homens. A pesquisa também revelou que as meninas apresentam valores de índice de massa corporal superiores aos dos meninos a partir dos 12 anos, bem como maiores diferenças entre valores de percentis extremos (percentil 3 e 97). A comparação com dados de outros países revelou que, em linhas gerais, o padrão de evolução do índice de massa corporal no Brasil assemelha-se ao encontrado na França, Grã-Bretanha e Estados Unidos. As crianças e jovens brasileiros apresentam valores médios de índice de massa corporal semelhantes aos norte-americanos até os 6 anos e inferiores a partir dos 7 anos. A comparação entre a evolução da mediana do índice de massa corporal em crianças e adolescentes brasileiros e britânicos revelou valores sempre inferiores para as meninas brasileiras. Em relação à França, o índice de massa corporal da população masculina brasileira é sistematicamente menor a partir dos 8 anos. Os dados aqui apresentados podem servir para acompanhamento de tendências e comparações entre estudos; seu uso para fins de triagem e monitoramento clínico é desaconselhável, dada a ampla variação individual no processo de crescimento e desenvolvimento durante a adolescência.









