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Revista Panamericana de Salud Pública

Print version ISSN 1020-4989

Abstract

CORREA, Ana Maria Segall et al. Evolução da relação entre peso e altura e peso e idade em crianças de 3 meses a 6 anos assistidas em creche, Sorocaba (SP), Brasil. Rev Panam Salud Publica [online]. 1999, vol.6, n.1, pp. 26-33. ISSN 1020-4989.  http://dx.doi.org/10.1590/S1020-49891999000600004.

As condições nutricionais da população brasileira melhoraram nas últimas 3 décadas. Mesmo assim, é pouco conhecido o papel da assistência oferecida por instituições públicas ou filantrópicas que atendem crianças pré-escolares de baixa renda e de maior risco nutricional. Visando avaliar o impacto nutricional do programa municipal de assistência alimentar em creches do município de Sorocaba, Estado de São Paulo, Brasil, realizou-se um estudo quase-experimental. Durante 1 ano, em quatro observações trimestrais, acompanhou-se a evolução no peso e altura de 444 crianças de 3 meses a 6 anos completos: 164 assistidas em uma creche (grupo de intervenção) e 280 não assistidas (grupo de não intervenção), residentes na área adstrita à creche porém não freqüentes à mesma, e identificadas em censo específico. Depois de colhidos termos de assentimento e executado um pré-teste, profissionais e alunos universitários entrevistaram as mães das crianças participantes no estudo, segundo técnicas e condições padronizadas. A antropometria foi realizada por dupla de investigadores, um deles sempre fixo na equipe, com equipamentos aferidos pela agência técnica regional. Avaliou-se a concordância entre a primeira observação e as observações subseqüentes, com estratificação da população em três grupos de escores z de peso para idade e peso por altura (tendo como referência as curvas do National Center for Health Statistics) verificados ao início do estudo e em três faixas etárias (menores de 24 meses, de 24 a 36 e maiores de 36 meses). Os grupos de intervenção e não intervenção foram semelhantes quanto às condições sócio-demográficas, exceto trabalho materno (as mães no grupo de intervenção trabalhavam fora com maior freqüência); foram significativamente distintos quanto à idade (mais velhas no grupo de intervenção), condições nutricionais (piores no grupo de intervenção) e prevalência de internação hospitalar anterior (maior no grupo de intervenção). Já nos primeiros 3 meses, 32% das crianças no grupo de intervenção migraram para estrato de status nutricional superior, enquanto no grupo de não intervenção apenas 13% apresentaram melhora. A diferença favorecendo o grupo de intervenção aumentou com a duração da intervenção e foi maior entre crianças mais velhas, permitindo concluir que a assistência na creche melhorou a nutrição das crianças atendidas.

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