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Revista Panamericana de Salud Pública

On-line version ISSN 1680-5348Print version ISSN 1020-4989

Abstract

ABREU, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de; ACURCIO, Francisco de Assis  and  RESENDE, Vera Lúcia Silva. Utilização de psicofármacos por pacientes odontológicos em Minas Gerais, Brasil. Rev Panam Salud Publica [online]. 2000, vol.7, n.1, pp.17-23. ISSN 1680-5348.  http://dx.doi.org/10.1590/S1020-49892000000100003.

A utilização de medicamentos no Brasil, inclusive dos psicofármacos, tem sido considerada exacerbada e indiscriminada. Mesmo assim, é reduzido o número de trabalhos sobre a utilização destes medicamentos, principalmente entre usuários de serviços odontológicos. O estudo teve como objetivo a verificação da prevalência de consumo de psicofármacos, nos períodos de 15 dias e de 12 meses que antecederam o estudo, entre os usuários das clínicas integradas de atenção primária da Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. A coleta de dados utilizou formulários de entrevistas aplicados a todos os indivíduos maiores de 12 anos, atendidos nestas clínicas durante o mês de junho de 1997. O consumo de psicofármacos foi de 4% e 10%, respectivamente, para os 15 dias e 12 meses que antecederam o estudo. Os ansiolíticos foram os mais consumidos nos 12 meses antes do estudo, totalizando aproximadamente 40% do consumo global. O grupo de indivíduos com idade até 23 anos (mediana da idade) apresentou um consumo menor do que o grupo com idade superior a 23 anos (P < 0,01). Houve uma associação significativa (P < 0,05) entre o sexo feminino e o consumo destas drogas, bem como entre a profissão de dona de casa e o consumo (P < 0,03). Os usuários que relataram serem casados ou amasiados (união estável) apresentaram maior consumo de psicofármacos quando comparados com os solteiros, viúvos ou separados (união instável) (P < 0,03). Não houve associação entre a utilização de psicofármacos e a escolaridade. Apesar da importância da informação a respeito do uso de psicofármacos para o diagnóstico e planejamento integral em odontologia, apenas 40% dos alunos das clínicas integradas relataram ter anotado este dado em ficha clínica. Tal fato pode indicar que o ensino de Odontologia está sendo falho neste aspecto, devendo, então, ser repensada a importância dada à questão dos medicamentos durante a formação dos cirurgiões-dentistas.

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