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Revista Panamericana de Salud Pública

Print version ISSN 1020-4989

Abstract

MORAES, José Cássio de; BARATA, Rita de Cássia Barradas; RIBEIRO, Manoel Carlos de Sampaio de Almeida  and  CASTRO, Paulo Carrara de. Cobertura vacinal no primeiro ano de vida em quatro cidades do Estado de São Paulo, Brasil. Rev Panam Salud Publica [online]. 2000, vol.8, n.5, pp. 332-341. ISSN 1020-4989.  http://dx.doi.org/10.1590/S1020-49892000001000003.

A vacinação constitui uma importante medida para a prevenção de doenças e a avaliação de sua eficiência é fundamental para garantir o sucesso dos programas de imunização. O presente estudo descreve os resultados de um inquérito domiciliar para estimar a cobertura vacinal da coorte nascida em 1996 nos municípios de São Paulo, Osasco, Francisco Morato e Guarulhos, Estado de São Paulo, Brasil. O Município de São Paulo foi dividido em cinco estratos, de acordo com as condições de vida. O estudo seguiu a metodologia preconizada pela Organização Pan-Americana da Saúde para a realização de inquéritos de cobertura vacinal. A proporção de crianças com esquema de vacinação completo no momento da entrevista, considerando-se a informação oral e de caderneta, esteve acima de 90% para todos os municípios, exceto Francisco Morato (município com piores condições de vida). Para os estratos no Município de São Paulo, encontramos as piores coberturas nos dois extremos. Quando se consideram apenas as doses aplicadas no 1° ano de vida, as coberturas não atingiram valores seguros. O uso de serviços privados de vacinação foi diretamente proporcional às condições de vida. A diferença entre as coberturas calculadas a partir dos dados de produção e as calculadas a partir de doses administrativas determinadas pelo inquérito é inversamente proporcional às condições de vida nos municípios. Os resultados sugerem que inquéritos de cobertura vacinal como o descrito no presente artigo deveriam ser realizados também em outros municípios. Além disso, é importante treinar os funcionários das salas de vacinação para que preencham adequadamente os dados de vacinação, intensificar a divulgação do calendário oficial de imunização aos profissionais de saúde e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde.

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