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Revista Panamericana de Salud Pública

On-line version ISSN 1680-5348Print version ISSN 1020-4989

Abstract

NORONHA, Kenya Valéria Micaela de Souza  and  ANDRADE, Mônica Viegas. Desigualdades sociais em saúde e na utilização dos serviços de saúde entre os idosos na América Latina. Rev Panam Salud Publica [online]. 2005, vol.17, n.5-6, pp.410-418. ISSN 1680-5348.  http://dx.doi.org/10.1590/S1020-49892005000500013.

OBJETIVO: Verificar se existe desigualdade social em saúde e na utilização dos serviços de saúde entre os idosos de Buenos Aires, São Paulo, Santiago, Havana, Cidade do México e Montevidéu. MÉTODOS: Foram utilizados dados do Projeto Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento na América Latina e Caribe (SABE). Para verificar a presença de desigualdade social em saúde, utilizou-se o modelo probit ordenado, tendo como variáveis dependentes os seguintes indicadores do estado de saúde: atividades de vida diária, atividades instrumentais de vida diária, mobilidade física e estado de saúde auto-avaliado. Para mensurar a desigualdade social na utilização dos serviços de saúde, duas especificações foram testadas: uma para os serviços médicos ambulatoriais (se consultou o médico e quantas vezes consultou) e outra para os serviços de internação hospitalar (se foi internado). Para os cuidados ambulatoriais, estimamos o modelo hurdle binomial negativo, e para os serviços de internação hospitalar, utilizamos um modelo logit. RESULTADOS: Os principais resultados sugerem a presença de desigualdade social em saúde em todas as cidades, favorável aos grupos socioeconômicos privilegiados. Essa diferença foi menor em Havana, Buenos Aires e Montevidéu e mais acentuada em São Paulo e na Cidade do México. Quanto à utilização dos serviços de saúde, detectamos a presença de desigualdade no uso de serviços ambulatoriais em Santiago, na Cidade do México e em São Paulo. Em Santiago e na Cidade do México, quanto maior o nível educacional, maior o número esperado de consultas. Em São Paulo, o oposto foi observado. Para os serviços de internação hospitalar, a presença de desigualdade foi detectada apenas em São Paulo, favorecendo os grupos mais escolarizados. CONCLUSÃO: Os presentes resultados refletem, em certa medida, as características socioeconômicas e demográficas dos países de cada cidade estudada. As cidades dos países que apresentam os piores indicadores sociais (elevada desigualdade de renda e baixo índice de desenvolvimento humano) tenderam a apresentar as maiores desigualdades em saúde e na utilização dos serviços de saúde.

Keywords : Escolaridade; sistema de saúde.

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