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Revista Panamericana de Salud Pública

Print version ISSN 1020-4989

Abstract

PRIETSCH, Silvio Omar Macedo et al. Fatores de risco para sibilância recorrente em menores de 13 anos no Sul do Brasil. Rev Panam Salud Publica [online]. 2006, vol.20, n.5, pp. 331-337. ISSN 1020-4989.  http://dx.doi.org/10.1590/S1020-49892006001000006.

OBJETIVO: Estudar a prevalência de sibilância recorrente e os principais fatores associados em crianças menores de 13 anos da área urbana da Cidade de Rio Grande, Estado do Rio Grande do Sul. MÉTODO: Através de visitas domiciliares e aplicação de questionários padronizados por entrevistadores treinados, investigou-se a presença de sibilância recorrente em uma coorte iniciada em 1997 como parte de um estudo transversal de base populacional que enfocou a morbidade por doenças respiratórias em crianças entre 0 a 5 anos. Foram obtidas informações sobre as condições socioeconômicas e de moradia da família, assistência à gestação e ao parto e padrão de morbidade atual e pregressa das crianças. A análise estatística consistiu no cálculo da razão de chances (odds ratio, OR) com ajuste através de regressão logística não-condicional para potenciais fatores de confusão, conforme modelo hierárquico previamente definido. RESULTADOS: Das 775 crianças estudadas em 1997, 685 foram localizadas em 2004 (perda de 11,6%). Nesse grupo, a prevalência de sibilância recorrente atual foi de 27,9%. Os fatores de risco após a análise ajustada foram: rinite atual (OR = 45,7; IC95%: 24,2 a 86,5), uso de fogão a lenha para cozinhar (OR = 2,7; IC95%: 1,4 a 4,9), antecedente pessoal de infecção respiratória aguda (OR = 2,1; IC95%: 1,3 a 3,5), aleitamento artificial (OR = 2,1; IC95%: 1,1 a 3,8), antecedente de asma em irmãos (OR = 1,9; IC95%: 1,2 a 3,2), antecedente de asma na mãe (OR = 1,8; IC95%: 1,1 a 2,9) e menos de seis consultas de pré-natal (OR = 1,6; IC95%: 1,1 a 2,4). Escolaridade do pai < 9 anos completos representou fator de proteção para sibilância recorrente (OR = 0,6; IC95%: 0,4 a 0,9). CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que o manejo de sibilância recorrente e asma deve contemplar a investigação e o tratamento conjunto de rinite. As ações para minimizar os efeitos da sibilância recorrente devem incluir programas educativos e terapêuticos enfocados na asma.

Keywords : Asma; criança; epidemiologia; fatores de risco; sons respiratórios; Brasil.

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