SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.21 número6Efectividad en función del costo de la vacunación infantil contra la hepatitis A en Argentina: se justifica una segunda dosisRelación entre los factores nutricionales y sociodemográficos y la probabilidad de que los niños de la República Dominicana tengan cicatriz de BCG índice de autoresíndice de materiabúsqueda de artículos
Home Page  

Revista Panamericana de Salud Pública

versión impresa ISSN 1020-4989

Resumen

AMARAL, Eliana et al. Implementação oportuna de intervenções para reduzir a transmissão vertical do HIV: uma experiência brasileira bem-sucedida. Rev Panam Salud Publica [online]. 2007, vol.21, n.6, pp. 357-364. ISSN 1020-4989.  http://dx.doi.org/10.1590/S1020-49892007000500003.

OBJETIVO: Descrever o impacto da implementação oportuna de novas condutas recomendadas por consensos clínicos nacionais dirigidos à prevenção da transmissão vertical de HIV na maternidade de um hospital universitário público no Brasil. MÉTODO: Realizou-se um estudo retrospectivo de coorte dos partos de mulheres infectadas pelo HIV atendidos na instituição de 1990 a 2000. As condutas adotadas nesse período foram: 1) até 1994, amamentação contra-indicada, sem uso de drogas anti-retrovirais; 2) de 1995 a 1996, uso de zidovudina (AZT) pela gestante e pelo recém-nascido; 3) de 1997 a 1998, uso de AZT conforme protocolo ACTG 076; e 4) de 1999 a 2000, terapia anti-retroviral múltipla e cesárea eletiva. Em todos os períodos, a distribuição das drogas foi gratuita. Foram calculadas as taxas de transmissão nas quatro fases e as razões de risco de transmissão congênita para as fases e para cada intervenção profilática (amamentação, tipo de terapia anti-retroviral, tipo de parto). RESULTADOS: Foram estudadas 197 gestações. Houve redução na transmissão vertical da primeira para a quarta fase, de 32,3 para 25,7, 2,2 e 2,9%. A maior queda, observada na terceira fase, ocorreu após a introdução do esquema completo do ACTG 076. O uso de terapia anti-retroviral combinada aumentou de 0% na primeira fase para 46,4% na quarta fase. Não houve nenhum caso de transmissão vertical nas gestantes tratadas com múltiplas drogas. O risco de transmissão vertical foi 5 vezes maior com amamentação do que sem amamentação (razão de risco = 5,06), 5 vezes maior sem terapia anti-retroviral contra uso do esquema ACTG completo (razão de risco = 5,29) e 4 vezes maior para parto com fórcipe contra cesárea eletiva (razão de risco = 4,13). CONCLUSÃO: A adoção oportuna de intervenções atualizadas, recomendadas por consenso nacional de especialistas, com provisão gratuita de drogas, mostrou-se eficiente para reduzir a transmissão congênita do HIV.

Palabras llave : Gravidez; HIV; infecção [congênita]; medicina baseada em evidências; transmissão vertical de doença; Brasil.

        · resumen en Inglés     · texto en Portugués     · pdf en Portugués