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Ciência & Saúde Coletiva
versão impressa ISSN 1413-8123
Resumo
SA, Marilene de Castilho. Subjetividade e projetos coletivos: mal-estar e governabilidade nas organizações de saúde. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2001, vol.6, n.1, pp. 151-164. ISSN 1413-8123. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232001000100013.
O presente texto procura explorar algumas questões derivadas das relações entre subjetividade, processos intersubjetivos/grupais e processos de planejamento e gestão nas organizações de saúde. Essa problemática tem-se destacado, fundamentalmente, a partir da constatação dos obstáculos à implementação dos processos de mudança nas organizações, bem como dos limites dos instrumentais teórico-metodológicos disponíveis em planejamento e gestão para favorecer tais processos. O setor saúde no Brasil tem sido, simultânea e paradoxalmente, espaço de experimentação de propostas inovadoras nos campos da assistência e da gestão pública, bem como locus privilegiado de manifestação das contradições sociais e do intenso processo de exclusão, segregação e desvalorização da vida que tem marcado nossa sociedade. Neste contexto, o que nos interessa essencialmente examinar é até que ponto é viável a construção de projetos coletivos, no âmbito das organizações de saúde, e como é possível abordar suas dimensões cultural, subjetiva e inconsciente - condição, nos parece, indispensável para se aprender sobre os limites (e possibilidades) de governabilidade dessas organizações.
Palavras-chave : Planejamento e gestão em saúde; Subjetividade nas organizações de saúde; O inconsciente nas organizações; Processos grupais e gestão.









