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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123

Abstract

ARAUJO, Tânia Maria de; GODINHO, Tiana Mascarenhas; REIS, Eduardo J F B dos  and  ALMEIDA, Maura Maria G de. Diferenciais de gênero no trabalho docente e repercussões sobre a saúde. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2006, vol.11, n.4, pp. 1117-1129. ISSN 1413-8123.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232006000400032.

Em diferentes áreas disciplinares, os homens têm sido considerados o padrão-ouro, com o qual as mulheres vêm sendo comparadas. A generalização de achados obtidos em estudos conduzidos em homens para a realidade vivenciada pelas mulheres pode não ser adequada. Este estudo avaliou a hipótese de que, no interior da escola, reproduzem-se as relações de gênero observadas na sociedade, persistindo diferenças de atribuições e de valorização social do trabalho segundo o gênero. Realizou-se estudo epidemiológico censitário, do tipo corte transversal com 794 professores (47 homens e 747 mulheres) da rede municipal de ensino de Vitória da Conquista (BA). As mulheres tinham menor nível de escolaridade do que os homens (p=0,001); estavam há mais tempo na docência (10,6 contra 5,8 anos; p=0,001), apresentaram maior carga horária semanal de trabalho (p=0,027); tinham maior proporção de alta sobrecarga doméstica (33% contra 2,3%; p=0,0001) e referiram menor nível de participação no processo decisório do que os homens; porém tinham menor número de turmas (2,3 contra 4,3; p=0,001). Os problemas de saúde estudados foram mais freqüentes entre as mulheres, com exceção do consumo abusivo de álcool. A escola possui claras diferenciações no que se refere ao gênero, mantendo relações que destinam às mulheres atividades de menor qualificação.

Keywords : Gênero; Escola; Trabalho; Saúde; Professores.

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