Ciência & Saúde Coletiva
Print version ISSN 1413-8123
Abstract
LUNDIN, Jessica I. and CHECKOWAY, Harvey. Endotoxina e câncer. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2010, vol.15, n.6, pp. 2787-2798. ISSN 1413-8123. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000600016.
A exposição à endotoxina, componente de paredes celulares bacterianas gram-negativas, é muito comum em plantas industriais e no meio ambiente. Ambientes de alta exposição incluem fazendas de criação de animais, instalações têxteis de algodão e moinhos. Neste artigo, revemos estudos experimentais, epidemiológicos e ensaios clínicos sobre a hipótese de que a endotoxina previne o câncer. Desde os anos 70, estudos epidemiológicos em têxteis de algodão e outros grupos ocupacionais expostos à endotoxina demonstram redução no risco de câncer de pulmão. Pesquisa experimental de toxicologia animal e ensaios terapêuticos limitados em pacientes com câncer dão suporte para um potencial anticarcinogênico. Os mecanismos biológicos anticarcinogênicos de base ainda não são completamente compreendidos, mas acredita-se que incluem recrutamento e ativação de células imunológicas e mediadores pró-inflamatórios (ex.: fator de necrose tumoral α e interleucina-1 e - 6). Devido ao estágio atual de conhecimento, seria prematuro recomendar a endotoxina como agente quimiopreventivo. Porém, pesquisas epidemiológicas e experimentais que esclareçam relações de dosagem-efeito e exposição-relações temporais podem trazer benefícios para a saúde pública e a biomedicina básica.
Keywords : Câncer; Carcinogênese; Endotoxina; Epidemiologia; Lipopolissacarídeo; LPS; Câncer de pulmão; Epidemiologia ocupacional.









