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Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123

Resumo

BARROS, Aluísio J. D. et al. Tabagismo no Brasil: desigualdades regionais e prevalência segundo características ocupacionais. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2011, vol.16, n.9, pp. 3707-3716. ISSN 1413-8123.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232011001000008.

O estudo descreveu a prevalência do tabagismo diário segundo sexo, idade, renda domiciliar e ocupação dos moradores de 15 anos ou mais, no Brasil e regiões, baseado nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar 2008 (PNAD/IBGE). A análise considerou o desenho da amostra e incluiu 252.768 indivíduos. A prevalência de fumo diário no Brasil foi 15,1%, variando de 12,8% na região Norte a 17,4% na região Sul, sendo 62% maior nos homens que mulheres. A prevalência de fumo foi inversamente proporcional à renda domiciliar, sendo 18,6% entre os 20% mais pobres e 11,5% entre os 20% mais ricos. As mesmas tendências para sexo, idade e renda foram observadas nas diferentes regiões do país. O consumo diário de cigarros foi 3% maior entre os trabalhadores comparados com não trabalhadores. Trabalhadores não manuais apresentaram prevalências de fumo abaixo de 10%, enquanto trabalhadores manuais relataram frequências acima de 20%. A associação entre tabagismo e ocupação permaneceu após ajuste para sexo, idade e renda. As desigualdades encontradas devem ser consideradas no planejamento e direcionamento de ações efetivas para redução do tabagismo. Os grupos ocupacionais mais expostos deveriam ter prioridade nas intervenções.

Palavras-chave : Tabagismo; Prevalência; Desigualdades em saúde; Ocupação.

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