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Ciência & Saúde Coletiva
versión impresa ISSN 1413-8123
Resumen
MINAYO, Maria Cecília de Souza y CONSTANTINO, Patrícia. Visão ecossistêmica do homicídio. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2012, vol.17, n.12, pp. 3269-3278. ISSN 1413-8123. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232012001200012.
Analisam-se quatro casos de municípios em relação a suas taxas de homicídio: dois brasileiros e dois argentinos. Em ambos os países, estudou-se uma localidade com taxas elevadas de homicídio ao longo de três anos e outra com baixas taxas, no mesmo período. Utiliza-se a abordagem teórica dos sistemas complexos que considera uma articulação entre o sistema local em suas interconexões internas, a influência do contexto externo e o acoplamento psíquico, ou seja, a interpenetração entre o sistema social e as subjetividades. A análise dos pontos comuns entre os casos ocorreu a partir de uma pesquisa qualitativa com observação, uso de entrevistas e grupos focais. Os resultados mostram que tanto nas localidades que concentram altas taxas de homicídio como nas que apresentam taxas baixas existe uma sinergia entre ambiente externo (políticas macrossociais e macroeconômicas), o sistema social (organização social, governo local, participação comunitária) e a subjetividade, seja na construção da solidariedade seja na desintegração social. Estudos sobre mudanças nos sistemas sociais violentos mostram que ações coordenadas e persistentes que articulam investimentos econômicos, sociais e educacionais com medidas para prevenir e coibir os homicídios historicamente apresentam impacto positivo.
Palabras llave : Homicídio; Causas externas; Prevenção da violência.









