Revista Brasileira de Epidemiologia
versão impressa ISSN 1415-790X
Resumo
SANTOS, Mariana Silva; HINO, Adriano Akira Ferreira; REIS, Rodrigo Siqueira e RODRIGUEZ-ANEZ, Ciro Romélio. Prevalência de barreiras para a prática de atividade física em adolescentes. Rev. bras. epidemiol. [online]. 2010, vol.13, n.1, pp. 94-104. ISSN 1415-790X. http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2010000100009.
O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência de barreiras e sua associação com a prática de atividades físicas em adolescentes. O presente estudo, transversal, avaliou uma amostra representativa de escolares do ensino médio da rede pública da cidade de Curitiba-PR, Brasil. Um total de 1.609 escolares (59,7% do gênero feminino) entre 14 e 18 anos de idade reportou, por meio de um questionário, o nível de atividade física e as barreiras para a prática de atividades físicas. Para verificar a associação entre a prevalência de barreiras e a atividade física foi realizada uma análise de regressão logística para cada barreira investigada ajustando para variáveis de confusão (idade e nível socioeconômico). As análises foram realizadas separadamente para meninos e meninas. Apenas 22% dos meninos e 9% das meninas atingiram a atual recomendação para atividade física. Entre as 12 barreiras investigadas, apenas "não ter alguém para levar" não diferiu entre os gêneros. Para todas as outras, a percepção de barreiras foi maior entre as meninas (p < 0,05). "Não ter a companhia dos amigos" e "ter preguiça" foram as barreiras mais reportadas pelos meninos (30,4%) e meninas (51,8%), respectivamente; no entanto a barreira mais fortemente associada com maior prevalência de níveis insuficientes de atividade física foi "preferir fazer outras coisas" para meninos (OR = 5.02 (2,69 - 9,37); p < 0,05) e meninas (OR = 7.10 (3,71 - 13,60); p < 0,05). As barreiras percebidas para a prática de atividades físicas foram mais prevalentes entre as meninas e diferiram em grau de importância entre os gêneros.
Palavras-chave : Atividade física; Adolescentes; Prevalência e determinantes epidemiológicos.










