Revista Brasileira de Epidemiologia
versão impressa ISSN 1415-790X
Resumo
JOLY, Marcel e PINTO, José Maurício. Modelagem matemática da evolução do fenótipo indutor de sincício na infecção HIV-1/AIDS. Rev. bras. epidemiol. [online]. 2010, vol.13, n.2, pp. 199-211. ISSN 1415-790X. http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2010000200003.
É proposta e discutida neste trabalho a modelagem matemática do processo de geração de variantes do vírus da imunodeficiência humana do tipo 1 que apresentam o fenótipo indutor de sincício durante as fases assintomática e AIDS clínica. Tais variantes podem fazer uso de CXCR4 exclusivamente (variantes X4) ou não (variantes R5X4 ou dual-trópicas). A base experimental de Shankarappa et al. (J Virol 1999; 73(2): 10489-502) é empregada como referência para derivação e calibração paramétrica de modelos fenomenológicos. Neste artigo, diferentes modelos matemáticos de evolução fenotípica do HIV-1, em termos da habilidade retroviral de induzir a formação de sincício, são propostos, testados e discutidos. Melhor aderência a resultados experimentais é verificada quando é considerada a reversibilidade entre fenótipos SI e NSI. Em adição, maior alinhamento à dinâmica in-vivo é observada se funções dependentes do tempo são admitidas para modelar a taxa de mutação entre variantes R5, R5X4 e X4 do HIV-1.
Palavras-chave : AIDS; Indutor de sincício; Modelagem matemática.









