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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.2 n.2 São Paulo Dec. 1968

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101968000200009 

RESUMOS / ABSTRACTS

 

 

Oswaldo P. Forattini

 

 

WRIGHT, J. W. & PAL, R. ed. – Genetics of insect vectors of disease. Amsterdam, Elsevier Pub., 1967. 794 p.

Trata-se de compilação e atualização dos conhecimentos sôbre genética de artrópodes vetores de doenças, e editado pela Organização Mundial da Saúde. A lista de colaboradores é constituída por nomes conhecidos pela sua atividade em genética aplicada.

O grupo principal, e que mais tem sido trabalhado, é formado pelos dípteros. Nesse sentido sobressaem, de maneira especial, o Culex pipiens, o Aedes aegypti, os anofelinos e a mosca doméstica. No entanto, outros artrópodes têm merecido atenção e, pràticamente, todos os grupos de interesse médico estão sendo objeto de investigações dessa natureza.

A segunda parte do livro dedica-se ao estudo aplicado, incluindo, especialmente, a genética populacional, a dos caracteres fisiológicos, a da resistência aos inseticidas, a do comportamento e a da suscetibilidade aos parasitos. Constitui objeto de capítulos especiais, a aplicação prática de tais conhecimentos no contrôle e indução de mutações letais. Segue-se a última parte, contendo noções úteis sobre técnicas empregadas atualmente em tais estudos.

O volume finaliza com apêndices nos quais se transcreve o relatório de Grupo Científico da OMS, sôbre genética e resistência aos inseticidas. Além disso, são apresentadas informações sôbre cêpas padronizadas de artrópodes de interesse médico e que se encontram atualmente disponíveis.

A apresentação do livro é cuidadosa e o material ilustrativo é abundante documentando satisfatòriamente o texto.

Apesar da multiplicidade de colaboradores, a obra apresenta aspecto bastante uniforme. Tem o mérito de reunir as informações existentes até a data, sôbre assunto relativamente recente e bastante promissor para a pesquisa.

 


 

 

Oswaldo P. Forattini

 

 

CLARK, D. W. & MacHAHON, B. ed. – Preventive medicine. Boston, Little, Brown & Co., c 1967. 897 p.

Trata-se de livro elaborado mediante a colaboração de grupo selecionado de autores. Nele procura-se abordar aspectos básicos e específicos no campo da medicina preventiva.

A primeira parte ocupa-se da metodologia e nela são ventilados assuntos conceituais e filosóficos como, a teoria da casualidade, as bases e avaliação das medidas preventivas, os métodos epidemiológicos. Alguns dêsses capítulos foram elaborados por MacMahon e Pugh e seguem em linhas gerais, o conteúdo do livro "Métodos Epidemiológicos", escrito por êsses autores, em colaboração com Ipsen. Todavia, no que pese a orientação ser a mesma, o assunto sofreu atualização mediante o emprêgo de exemplos recentes.

A segunda parte inclui vários capítulos de assuntos específicos e de atualidade, principalmente no que concerne aos países de maior desenvolvimento econômico. Dessa forma, o grande contigente ventilado é constituído pelas doenças não transmissíveis, incluindo os acidentes. Fazem exceção as moléstias respiratórias e intestinais agudas, a tuberculose, as venéreas, as estafilococcias em ambientes hospitalares e algumas parasitoses prevalentes nos Estados Unidos da América do Norte.

Finalmente, a terceira e última parte trata das práticas da prevenção, focalizando aspectos gerais que incluem os diversos agravos à saúde.

Em se tratando de obra que visa sua aplicação na América do Norte, compreende-se que a sua utilidade para as regiões centro e sul-americanas seja limitada. E isso, em especial modo, no que concerne à parte específica. Todavia, a parte geral metodológica encerra princípios bastante atuais e aplicáveis em várias circunstâncias.

Êsse fato torna a obra de apreciável valor para o ensino. Assim sendo, é de todo recomendável o seu emprego em cursos gerais de medicina preventiva e epidemiologia.

 


 

 

LE SUICIDE... – Cahiers Laënnec, 26(4), dec. 1966.

Durante muito tempo considerou-se o suicídio como agressão radical e consciente contra si mesmo e contra o homem. Todavia, os progressos da psicologia e da psiquiatria permitem atualmente considerar a tentativa de suicídio como sintomatologia mórbida, comparável a outros desvios do comportamento, como a fuga, por exemplo.

Apesar de sua importância quantitativa em relação a outras causas de mortalidade, a opinião pública encontra-se pouco motivada em relação aos diferentes aspectos do problema. Basta considerar que os acidentes mortais de trânsito correspondem ao dôbro dos óbitos atribuídos ao suicídio.

Depois de estudos concernentes ao problema, no plano estatístico e médico, fornecem-se informações sôbre a posição da Igreja. Além disso, apresentam-se dados a respeito de organizações destinadas a socorrer pessoas em perigo de suicídio.

Conteúdo:

Estudos Estatísticos por M. BERTIN; O Comportamento Suicida por T. LEMPÉRIÈRE ; Aspectos Psiquiátricos do Suicídio por M. BASQUIN; Conceitos Psicoanalíticos por C. DUMERIL; Papel do Médico: Prevenção e Cura por J. SAULNIER.

 


 

 

LE DROIT A LA SANTÉ... – Cahiers Laënnec, 27(1), mar. 1967.

O direito à saúde não é, nem um direito jurídico nem um direito teórico, no sentido comum do têrmo, isto é, significando que êsse direito seria puramente ilusório. Êstes estudos permitem uma apreciação bastante exata da realidade contida em tal assertiva. Essa realidade apresenta diferenças consideráveis de acôrdo com o país, mas essa margem é muito tênue em relação àquela que nos separa dos países subdesenvolvidos.

Conteúdo:

Aspectos Jurídicos e Econômicos por J. RIVERO e G. ROSCH; O Seguro Doença por C. MICHEL; Ilusões e Realidades por H. PEQUIGNOT.