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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.12 n.1 São Paulo Mar. 1978

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101978000100010 

ARTIGO ORIGINAL

 

Alimentação e fecundidade de planorbídeos criados em laboratórios: IV – Helisoma duryi (Wetherby, 1879). (Pulmonata, Planorbidae)

 

Feeding and fecundity of planorbidae bred in the laboratory: IV – Helisoma duryi (Wetherby, 1879). (Putmonata, Planorbidae)

 

 

Roberto Milward-de-AndradeI; Sandra Maria MaruchII; Maria Joana CostaII

IDo Centro de Pesquisas "René Rachou" da Fundação Oswaldo Cruz – Caixa Postal 1743 – 30000 – Belo Horizonte, MG – Brasil e da Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte, MG – Brasil
IIBiologista. Estagiária-voluntária do Centro de Pesquisas "René Radiou" da Fundação Oswaldo Cruz – Caixa Postal 1743 – 30000 – Belo Horizonte, MG – Brasil

 

 


RESUMO

Utilizando dois tipos distintos de alimentos: "Aquariol" (alimento utilizado para alimentar peixes ornamentais) e alface, isolados e associados, na criação de Helisoma (Seminolina) duryi (Wetherby, 1879) em laboratório, foi verificado que; 1. Os caramujos alimentados com alface fresca liberaram, em 17 semanas, 826 desovas on 17.707 ovos. 2. Os especimens alimentados com "aquariol" depuseram 534 desovas on 11.361 ovos. 3. O oferecimento dos dois materiais associados resultou no aumento da fertilidade, obtendo-se, assim, 1.355 desovas ou 34.645 ovos. 4. Em termos médios, cada conjunto de quinze exemplares (com 10 a 14 mm de diâmetro) liberou, diariamente, 95,5 – 148,8 e 291,1 ovos/dia, segundo o tipo de alimento consumido: "aquariol", alface fresca, ou ambos associados. O número de desovas/dia, na mesma ordem enunciada, foi de 4,5 – 6,9 e 11,4, respectivamente. 5, Os exemplares utilizados descendiam de uma cepa supostamente recém introduzida no município de Formosa, GO (Brasil)e originária da Região Neártica (EUA). Foi comentada a possibilidade de controle biológico de diferentes espécies de Biomphalaria através de H. duryi – questão sobre a qual vêm desenvolvendo investigações biológicas e ecológicas.

Unitermos: Planorbideos. Helisoma duryi.


ABSTRACT

After experiments with two types of food, lettuce and "aquariol" (i.e., animal protein flour for ornamental fish) both isolated and in association, in the breeding of Helisoma (Seminolina) duryi (Wetherby, 1879), the following results: were obtained: 1. Snails fed on fresh lettuce yielded, at the end of 17 weeks, 826 egglavings or, better, 17,707 eggs. 2. Specimens fed on "aquariol" produced 534 egg clutches or 11,361 eggs. 3. Snails fed on both fresh lettuce and "aquariol" happened to provide 1,355 egglayings or 34,645 eggs. 4. On the average, each batch of 15 snails or three group of 5 ones (each specimen displyaing 10-14 mm diameter) liberated 95.5, 148.8 and 291.1 eggs/day, in accordance with their type of meal – lettuce, "aquariol" or both foods in association – the number of daily egglayings being, respectively, 4.5, 6.9 and 8.4. 5. The studied specimens were descendent from a strain suposed to be recently introduced in Formosa county, State of Goiás (Brasil) from elsewhere in the Nearctic region (North America). Some remarks on eventual measures for the biological control of Biomphalaria species through the Helisoma duryi, are put forward, since for some time now biological and ecological investigations have been going on.

Uniterms: Planorbidae. Helisoma duryi.


 

 

INTRODUÇÃO

A família Planorbidae engloba 6 gêneros: Helisoma Swainson, 1840; Drepanotrema Fischer & Crosse, 1880; Plesiophysa Fischer, 1883; Biomphalaria Preston, 1910; Acrorbis Odhener, 1937; Antillorbis Harry & Hubendick, 1964 e 19 espécies identificadas no Brasil, até agora.

O gênero Helisoma, cuja distribuição geográfica primitiva está associada à Região Neártica (América do Norte), foi, recentemente, introduzido no Brasil por aquaristas (Paraense 7 , 1975).

A espécie H. (Seminola) duryi foi capturada no Estado de Goiás, numa lagoa "in sympatry with Biomphalaria straminea, B. schrammi, Drepanotrema anatinum, D. Incidum and Plesiophysa ornata, besides ancylids, physids and ampullariids" (Paraense8 ,1976).

Ao que parece, trata-se de espécie pouco conhecida do ponto de vista biológico e ecológico.

Recentemente, no Egito, Abdallah e Nasr1 (1973) observaram, experimentalmente no laboratório e no campo, que H. duryi pode obstar o desenvolvimento de populações de Biomphalaria alexandrina e de Bulinus trucatus, em decorrência da ação de substância inibidora sobre ovos e formas jovens das espécies nomeadas. Assinalaram, ainda, que Helisoma duryi seria útil competidor de hospedeiros intermediários de Schistosoma.

Apresentaremos dados decorrentes da criação, em laboratório, de Helisoma (S.) duryi descendentes de exemplares capturados na Lagoa da Pedra, distrito de Santa Rosa, município de Formosa, Estado de Goiás e gentilmente enviados ao Laboratório de Ecologia do Centro de Pesquisas "René Rachou" da Fundação Oswaldo Cruz (CPqRR/FIOCRUZ) pelo Dr. W. Lobato Paraense, em 1975.

Os experimentos foram realizados segundo técnica anteriormente estabelecida para estudo de alimentação de Biomphalaria tenagophila, B. straminea e B. glabrata (Milward-de-Andrade e Carvalho2, 1972; Milward-de-Andrade e col.5,6, 1973, 1974).

 

MATERIAL E MÉTODOS

Recipientes – Durante as 17 semanas consecutivas de observações, nove conjuntos de cinco exemplares de helisoma foram mantidos em 9 pequenas bacias plásticas, opacas ,de cor azul, com largura de 20cm, altura de 10cm e comprimento de 30cm.

Água – A quantidade de água utilizada foi sempre igual a 3 litros, sendo renovada a intervalos de 20 dias, ocasiões em que as bacias eram convenientemente lavadas. As amostras da água provinham de fonte natural, isenta de poluição humana, localizada no bairro da Serra, Belo Horizonte, MG.

Temperatura (°C) – Diariamente, entre 9 e 12 horas, registrava-se as temperaturas da água e do ambiente. Os dados apresentados (Tabela 1) referem-se aos valores médios semanais, calculados a partir das anotações diárias, procedidas de dezembro/ 1976 a março/1977.

 

 

Planorbídeos utilizados – Em cada uma das nove bocias plásticas utilizadas, foram colocados cinco exemplares pigmentados de H. (S.) duryi, cujo diâmetro das conchas variava de 10 a 14 mm. Estes exemplares foram criados no laboratório, em aquário de vidro, com água da rede de abastecimento da cidade, sendo rotineiramente alimentados com folhas de alface fresca.

Ao longo dos 119 dias ou 17 semanas de observações diárias, ocorreu a morte de 19 espécimens, que foram substituídos por outros de iguais diâmetros e da mesma procedência, isto é, do aquário mencionado no item precedente.

Alimentação oferecida – A alimentação oferecida aos caramujos estava representada, de um lado, por abundantes fragmentos, frescos, de Lactuca sativa L. (Compositae) e, de outro, por quantidades previamente determinadas, isto é, 3,0 mg/dia) de "Aquariol" – produto industrializado para alimentação de peixes ornamentais, composto, segundo o fabricante, de farinhas de carne, de peixe e de camarão, mescladas à farinha de milho (fubá), parcialmente desidratada.

Aos helisomas contidos no primeiro grupo de três bacias (1, 2 e 3) foram proporcionados apenas alface fresca, cujos abundantes fragmentos eram diariamente substituídos por novas porções de matérial fresco.

Os espécimens colocados no segundo grupo de bacias (4, 5 e 6) foram diariamente alimentados com ambos os produtos, associados: alface + aquariol.

Finalmente, os caramujos distribuídos no terceiro grupo de bacias (7, 8 e 9) tiveram como ração diária 3,0 mg de aquariol.

 

RESULTADOS

Temperatura (°C) – Durante o transcurso dos 119 dias do experimento, observou-se que as temperaturas mínimas, absolutas, para a água e para o ambiente, foram, respectivamente, de 23° e 23,5°C.

O menor valor médio, semanal, de temperatura da água foi igual a 23,5°C (4a. e 10a. semanas); a média semanal mais elevada alcançou 27,7°C (16a. semana).

Também em termo médio, semanal, a temperatura do ar mais baixa foi de 23,6°C (9a. semana), enquanto a mais elevada atingiu os 28,2°C (16a. semana) (Tabela 1).

As temperaturas máximas, absolutas, para a água e para o ar não ultrapassaram a 28° e 28,5°C, respectivamente, ao longo das 17 semanas de observações (dezembro 76 a março/77).

Ovos e desovas, segundo o tipo de alimento – Considerando os dois tipos de materiais oferecidos aos caramujos, observou-se os seguintes resultados, quando isolados ou associados.

1. Alface – Houve sensível variação numérica de desovas semanalmente liberadas; por exemplo, de apenas 6 na primeira semana para 103 na décima primeira – totalizando 110 e 2.414 ovos, respectivamente (Tabela 2).

A distribuição de desovas, segundo intervalos de classe de dez unidades (Tabela 3), mostrou que o maior número delas: 40,8% (337) continham 21 a 30 ovos ou 48,0% (8.516) dos ovos liberados. Neste mesmo intervalo de classe, o número médio de ovos/desova foi igual a 25,2.

Desovas com 1-10 ovos, desova (classe inferior) ou com 41-50 ovos/desova (classe superior) ocorreram com menor freqüência: 10,6% (88) e 1,2% (10), respectivamente. No primeiro caso, o número médio de ovos/ desova foi de apenas 7,3; no segundo, de 42,9.

Verifica-se, finalmente, que 15 helisomas alimentados apenas com alface liberaram, em 119 dias, 17.707 ovos contidos num total de 826 envelopes gelatinosos. Ou, ainda, em média, 148,8 ovos/dia. Salienta-se, entretanto, que o número de desovas depositadas, semanalmente, oscilou de 6 a 103; e, o de ovos, de 110 a 2.414 (Tabela 6).

2. "Aquariol" – Também com este alimento, observou-se sensível variação semanal de desovas liberadas; por exemplo, apenas 3 na décima quarta semana e 106 na quarta – somando 62 e 2.412 ovos, respectivamente (Tabela 2).

A distribuição de desovas, segundo o intervalo de classe já mencionado, mostrou que, também aqui, o maior número delas: 38,1% (203) continham 21 a 30 ovos, ou 45,3% (5.138) dos ovos depositados. No caso, o número médio de ovos/desova foi de 25,3 – análogo, portanto, ao verificado para os exemplares alimentados exclusivamente com alface (Tabela 4).

 

Tabela 5

 

Em suma, os 15 exemplares de helisoma mantidos apenas com aquariol liberaram, em 17 semanas, 11.361 ovos distribuídos em 534 desovas; ou, em média, 95,5 ovos/dia.

Observa-se, ainda, que os totais de desovas/semana oscilaram de 3 a 106, somando de 62 a 2.412 ovos, respectivamente. (Tabela 6).

3. Alface + "Aquariol" – Como nos casos anteriores, observou-se marcadas variações semanais de desovas liberadas; por exemplo, 14 na primeira semana e 134 na décima primeira – totalizando 213 e 3.944 ovos, respectivamente. Sem embargo, assinala-se, aqui, a ocorrência de número superior a 50 desovas/semana em 76,5% (13) das 17 semanas consecutivas de observações. Com alface e aquariol, isoladamente, as percentagens alcançadas foram de 35,3% (6) e 23,5% (4), respectivamente (Tabela 2).

Desovas com 1-10 ovos/desovas (classe inferior) ou com 51-60 ovos/desova (classe superior) também ocorreram com menor freqüência: 7,6% (103) e 1,7% (23), respectivamente. Nestes casos, os números médios de ovos/desova foram, respectivamente, de 8,9 e 52,6.

O maior número de desovas: 37,3% (506) continham de 21 a 30 ovos – intervalo de classe no qual foram registrados 37,5% (13.006) dos ovos depositados pelos 15 exemplares de helisoma observados, em grupos de cinco em três bacias de plástico.

Finalmente, ao cabo das 17 semanas ou 119 dias, os 15 exemplares de caramujos criados com ração constituída de aquariol e alface fresca desovaram 1.355 vezes, depositando 34.645 ovos, ou, em média, 291,1 ovos/dia. Por semana, o número de desovas variou de apenas 14 até 134, enquanto o número de ovos/semana oscilou de também 14 ao elevado total de 3.944.

Comparativamente, os caramujos alimentados com aquariol e alface associados mostraram notável aumento de fecundidade, como pode ser adiante apreciado.

Singularmente, em contra partida, alface – cujo teor em proteínas é reconhecidamente medíocre, ou seja, cerca de 1,2 g/ 100 g (Tressler e Jorlyn9, 1961) – foi capaz, no caso, de facultar quantidade de ovos nitidamente superior à obtida dos exemplares de helisoma alimentados com aquariol, apenas.

Mortalidade – No decorrer do experimento morreram 42,2% (19) dos exemplares, sendo, entretanto, substituídos por outros, de igual porte e procedência, na seguinte ordem, por cuba ou bacia plástica utilizada: Cuba-1 : um; C-3: cinco; C-4: dois; C-5: três; C-6: cinco; C-7: dois; e, finalmente, C-9: um único exemplar.

 

DISCUSSÃO

A introdução, aparentemente recente, de Helisoma (Seminolina) duryi no Brasil, deve despertar interesse que sobrepasse a uma mera e fortuita constatação zoológica – pois, é possível pensar-se em eventual substituição de hospedeiros intermediários de S. mansoni por populações dessa espécie exótica, malgrado o fato de Paraense 7 haver capturado num mesmo biótopo esta e outras espécies de moluscos que podem competir entre si (p. ex., ampularídeos = pilídeos e bionfalárias).

O achado de Abdallah e Nasr 1 deve, por outro lado, ser motivador de novas investigações, particularmente em relação à B. glabrata – como, em verdade, vem fazendo o Laboratório de Ecologia do CPqRR/FIOCRUZ, em Belo Horizonte, MG.

Os dados apresentados mostram que H. duryi pode ser criada facilmente, no laboratório – sendo, ao que parece, espécie mais prolífica que B. glabrata.

De fato, como assinalado anteriormente (Milward-de-Andrade e col.6, 1974) dez exemplares de B. glabrata, alimentados com aquariol e alface conjugados, depositaram 721 desovas e 14.872 ovos, em 13 semanas. Por sua vez, H. duryi em número de quinze espécimens depositaram 1.355 desovas e 34.645 ovos, em 17 semanas.

Em relação a B. tenagophila as diferenças parecem ser mais amplas. Pois, num experimento (Milward-de-Andrade e col.2, 1972), dez exemplares depositaram, em 20 semanas, 1.175 desovas e 18.024 ovos, ou seja, quantidades menores que as registradas com helisoma.

No caso de B. straminea, no transcurso de 13 semanas (maio-agosto/1971), foram obtidas 688 desovas e 14.095 ovos provenientes de dez espécimens também alimentados com uma associação de aquariol e alface (Milward-de-Andrade e col.5 1973).

O sucesso na colonização de um novo habitat, indubitavelmente, depende de numerosas variáveis. O patrimônio genético será, por certo, uma delas, pois, condicionará a capacidade de adaptação à condições menos favoráveis. Porém, a alimentação será sempre o fator decisivo na criação econômica de caramujos, em condições de laboratório, uma vez que quantidades inadequadas ocasionam redução e, mesmo, suspensão da oviposição. Neste último caso, o mecanismo de defesa face à escassez de nutrientes é a estivação (Milward-de-Andrade e col.3,4 1973).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 07/07/1977
Aprovado para publicação em 14/07/1977
Trabalho complementado com auxílio do CNPq. Apresentado à 29a. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). São Paulo, 6-13/julho/1977