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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.17 n.3 São Paulo Jun. 1983

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101983000300007 

RESUMOS DE LIVROS/BOOK REVIEWS

 

 

Oswaldo Paulo Forattini

Departamento de Epidemiologia – FSP/USP

 

 

Essential malariology, by L.J. Bruce-Chwatt London, William Heinemann Medical Books, 1980. 354 p.

O objetivo do livro é o de fornecer noções essenciais sobre a malária, em abordagem da endemia em escala mundial. A obra é dividida em dez capítulos e cinco anexos de ordem técnica. Naquele são revistos genericamente os vários aspectos, a começar pelos históricos, e prosseguindo pelos parasitológicos, clínicos, patológicos, imunológicos e diagnósticos, ocupando assim os primeiros cinco capítulos. Os outros cinco são dedicados à entomologia, epidemiologia, quimioterapia e quimioprofilaxia, controle e, finalmente, erradicação. Em todos, os vários assuntos são tratados de maneira essencial incluindo noções elementares para, com bastante habilidade, abordar assuntos mais complexos. Assim, a guisa de exemplo, pode-se mencionar a matéria que trata da malária na comunidade humana, a qual se inicia pela definição do que vem a ser "endemia" e termina, páginas adiante, pela descrição dos vários tipos endêmicos maláricos e a medida dos graus dos fatores envolvidos nos graus de endemicidade e epidemicidade malária. Nesse aspecto pois, a obra está satisfatoriamente conduzida. Todavia, alguns reparos merecem ser feitos. O autor, reconhecida autoridade em malariologia, pretendeu dar visão mundial do assunto e, talvez porque não tenha tido oportunidade de familiarizar-se com aspectos de outras regiões além da África e Ásia, comete algumas omissões ou mesmo erros essenciais. Como exemplo, pode-se mencionar que, ao tratar dos vetores sul-americanos, refere-se ao Anopheles cruzii (e não cruzi como está grafado) apenas como "merecedor de atenção", quando se trata do principal transmissor na região brasileira de bromélia-malária onde também mereceria atenção o An. bellator, o qual nem é mencionado. Alguns outros exemplos poderiam ser mencionados. Assinale-se também que algumas ilustrações são pouco elucidativas. De maneira geral porém trata-se de obra que se pode recomendar, em especial modo para quem não é especialista no assunto.

 


 

 

Oswaldo Paulo Forattini

Departamento de Epidemiologia – FSP/USP

 

 

The geography of urban crime, by David T. Herbert. London, Longman Gr. Ltd., 1982. 120 p.

Em sua introdução ao primeiro capítulo, o autor ressalta a necessidade atual da geografia participar da pluralidade de disciplinas que se incluem no campo da criminologia. Sem perder de vista a natureza holística da sociedade, não há dúvidas de que o crime constitui um dos maiores problemas que atrai a atenção dos habitantes das sociedades ocidentais. É cada vez maior, nos grandes núcleos urbanos, o número de pessoas que sentem o medo de se tornarem vítimas. Esse estado de receio atinge especialmente certos grupos etários, como os idosos, e determinadas áreas urbanas. O livro se propõe pois a analisar dados de várias fontes, focalizando principalmente a Inglaterra e Estados Unidos da América do Norte. Nos seus seis capítulos o assunto evolui, desde a descrição da origem das informações até conclusões relativas a programas de atuação frente ao problema e diretrizes para a pesquisa. A criminologia e a geografia, em suas teorias e conceitos, mereceram capítulo destacado. Seguem-se quadros descritivos da distribuição geográfica relacionando-os a fatores ecológicos. Os capítulos 4 e 5 são dedicados especificamente ao quadro das agressões e à distribuição das áreas problemas, respectivamente. Dentre as múltiplas conclusões, o autor destaca o medo muitas vezes exagerado, afetando milhares de habitantes urbanos como fator estressante. Sem dúvida trata-se de obra bem elaborada, com boas ilustrações representadas por mapas e plantas diversas. Na descrição de vários exemplos, formulação de hipóteses, descrição e análise, constitui-se em valioso trabalho epidemiológico. Sua consulta recomenda-se a quem se didica a investigação tão atual, como é a que focaliza o problema da agressividade urbana.

 


 

 

Nelly Martins Ferreira Candeias

Departamento de Prática de Saúde Pública - FSP/USP

 

 

Helping in the community: behavioral applications; edited by Garry L. Martin and J. Grayson Osborne. New York, Plenum Press, 1980. 415 p.

Do ponto de vista teórico, o livro prende-se à Psicologia Comportamental que, a partir de 1914, passou a criticar sistematicamente a subjetividade da Psicanálise por sua ênfase em algo não observável. Propôs, por isso, que os estudos se dirigissem não ao "consciente-inconsciente" ou à "introspecção", mas ao comportamento humano, considerado em termos do desenvolvimento de respostas condicionadas às conseqüências de ações.

O livro aborda a Psicologia Comunitária definida como "o estudo de processos da Psicologia Geral que unem sistemas sociais a comportamentos individuais e a interações complexas". Aponta-se que o esclarecimento conceitual e experimental destes elos fundamentam programas de ação que buscam o funcionamento do indivíduo, do grupo e do sistema social para que se tenha maior acesso aos recursos materiais, educativos e psicológicos da sociedade.

Para isso, torna-se necessário examinar quatro fontes principais de estratégias e táticas de intervenção social: o indivíduo considerado isoladamente, o pequeno grupo, a organização e a instituição. Salienta-se que embora a Psicologia Comunitária não exclua intervenções a nível do indivíduo ou de pequenos grupos, tende a operar, de preferência a nível organizacional, institucional ou comunitário. A nível organizacional parte do pressuposto de que os problemas sociais decorrem da organização de estruturas como, por exemplo, escolas ou hospitais para doentes mentais, incapazes de desenvolver valores, ideologias e objetivos de sociedades específicas. Estes dois tipos de estratégias buscam, ambas, a distribuição mais eqüitativa de poder, autonomia, controle e riqueza.

A partir deste esquema de referência, afirma-se que a Psicologia Comunitária tem-se mostrado incapaz de operacionalizar sua retórica sob a forma de métodos programáticos que visem a provocar mudanças sociais mensuráveis. Menciona-se, então, a contribuição que as técnicas de modificação de comportamento possam dar nessa área, definindo-as como "uma tecnologia comportamental como base em princípios da Psicologia Experimental".

Os artigos, de diversos autores, descrevem resultados da prática dessa tecnologia comportamental em contextos variados, fazendo com que o livro adquira especial significado para a Saúde Pública. Agrupam-se em torno dos seguintes assuntos: (1) como facilitar o desenvolvimento comportamental da comunidade; (2) como ajudar indivíduos por meio da influência de mediadores e de sistemas; (3) como ajudar os grupos a viverem juntos; (4) como ajudar os indivíduos quanto à auto-ajuda; e, finalmente, (5) apresentação de problemas pertinentes à aplicação de técnicas de modificação de comportamento. Cumpre aqui assinalar dois artigos pelo interesse que certamente despertarão em nosso meio. O primeiro de Queiroz e Guilhardi, "Utilização de mediadores numa clínica de modificação de comportamento no Brasil", faz referência à introdução dessa técnica em nosso país, em 1969, quando se ministrou o primeiro curso sobre modificação de comportamento, a nível de graduação, na PUC, em Campinas. O outro é de autoria de Fred S. Keller, a quem Skinner dedicou seu livro Ciências e Comportamento Humano (EDART Livraria Editora Ltda, Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo, 1974). Este artigo aparece isoladamente na última parte do livro, representando uma proposta para o desenvolvimento de comunidades no futuro. Refere-se o autor "a um sonho que teve início após longa discussão com Rodolfo Azzi, em casa de um amigo comum, em São Paulo, Brasil". Trata da possível utilização de casas velhas, dirigidas por indivíduos aposentados com vistas no ensino dos conteúdos que não constam de curricula de faculdades e de escolas públicas.

O livro permite visualizar o futuro em termos do aumento gradativo do controle do comportamento humano em trabalhos comunitários. Ficam implícitos aqui valores mutuamente exclusivos, que têm dado margem ao confronto de idéias controvertidas em campos opostos da Psicologia. Por um lado, os que defendem o controle cada vez maior do comportamento humano em nome, digamos assim, da lógica da sobrevivência; por outro, aqueles que se atemorizam com os que terão maior probabilidade de usurpar esse controle. Tal dicotomia constituiu, aliás, a espinha dorsal do famoso debate entre Skinner e Rogers, na década de 50, representantes ilustres, um, de teorias de estímulo-resposta e, o outro, de teorias cognitivas (ver, Some issues concerning the control of human behavior, Science 124:1057-1066, 1956).

Como agentes de mudança de comportamento na área da Saúde Pública, e a partir de uma perspectiva eminentemente filosófica, oscilam os educadores de saúde pública entre gregos e troianos, em busca das decantadas virtudes do meio termo. De acordo com Lawrence W. Green, as técnicas de modificação de comportamento podem ser incluídas entre os métodos de Educação em Saúde desde que os indivíduos se submetam voluntariamente a elas (ver Green, L.W. Health Education planning: a diagnostic approach. Palo Alto, California, Mayfield Publishing Company, 1980). Desta forma, não abdicam esses especialistas do compromisso ético de que os leva a proteger sua clientela do impacto ultrajante de "verdades" apenas transitoriamente definitivas.

 


 

 

Wilmar Dias da Silva

Departamento de Imunologia – ICB/USP

 

 

Immunology of medicine in the tropics, by B.M. Greenwood and H.C. Wittle. London, Edward Arnold Publ., 1981. 306 p.

Trata-se de um texto de Imunologia que aborda, principalmente, doenças tropicais do Continente Africano. Consta de 9 capítulos que versam sobre assuntos relevantes para a palotogia tropical, destacando-se o capítulo n.° 6 sobre "Nutrição, Infecção e Imunidade" e o capítulo n.° 7 que cuida dos "Aspectos Imunológicos de Alguns Tumores Freqüentes na África". O capítulo n.° 8 é muito interessante pois examina, cuidadosamente, os vários aspectos da imunização nos trópicos, analisando-os desde as falhas das medidas preventivas importadas dos países mais adiantados e adaptadas para as condições daquele no meio até o desenvolvimento de esquemas de vacinação e de vacinas mais adequadas.

As referências coligidas são atuais e escolhidas com critério. A documentação didática e de fornecimento de dados são ambas excelentes.

Quanto aos autores B.M. Greenwood e H. C. Wittle, o primeiro especialista em autoimunidade e o segundo em imunologia das viroses, ambos adquiriram experiência no próprio ambiente onde tais patologias ocorrem. O livro é utilíssimo para médicos que desejarem obter, através de leitura rápida, uma visão abrangente da imunopatologia das doenças tropicais que ocorrem no Continente Africano.

 


 

 

Oswaldo Paulo Forattini

Departamento de Epidemiologia – FSP/USP

 

 

Rainforest corridors: the Transamazon colonization scheme, by Nigel J.H. Smith. Berkeley, University of California Press, 1982. 248 p.

O livro objetiva retratar aspectos sociais e ecológicos de região percorrida pela rodovia transamazônica, durante a última década. Procura avaliar os resultados obtidos e focaliza os fatores que retardam o desenvolvimento da agricultura em ambiente limítrofe a floresta pluvial. Razões de ordem social e ecológica, não adequadamente estimadas, levaram a fracasso nos objetivos pretendidos. Estes constituíram fundamentalmente, em abrigar o excedente populacional da região nordeste e na exploração dos recursos naturais, além da reafirmação da soberania nacional sobre a região. O livro é dividido em oito capítulos, aos quais se seguem quatro apêndices com informações regionais. O ambiente ecológico constitui o tema do terceiro capítulo, embora o assunto se estenda aos demais dentro do tratamento de seus respectivos assuntos específicos. É dada particular ênfase aos aspectos de Saúde dentro do contexto da produtividade agrícola. Assim é que se discute a influência de zoonoses naturais e da malária, infecções gastrointestinais, perturbações respiratórias, helmintíases e síndrome de Altamira na capacidade de trabalho e conseqüente produtividade dos colonos. Paralelamente, são analisadas a distribuição e adequação dos serviços públicos de saúde, ressaltando a deficiente atuação governamental nesse particular. O último capítulo é destinado à discussão sobre o papel da rodovia transamazônica dentro das pressões desenvolvimentistas que se exercem na maior reserva mundial de florestas tropicais. O livro é bastante oportuno e reflete as conclusões a que o autor chegou, aliás já expostas em artigo publicado pouco antes (Science, 214:255-61, 1981). Não há dúvidas que, embora sob a ótica pessoal, é o relato de realidade representada pelo fracasso a que, de resto, todos os grandes planos se arriscam quando elaborados, entre quatro paredes, por técnicos não suficientemente competentes. Acresce considerar o modismo do "impacto" que tem proliferado de maneira propagandística e nem sempre de acordo com os reais interesses da população.

Trata-se pois de obra de consulta necessária e, muito embora não se aprofunde tecnicamente nos vários assuntos, apresenta bibliografia bastante significativa

 


 

 

Oswaldo Paulo Forattini

Departamento de Epidemiologia - FSP/USP

 

 

The suicide syndrome, edited by Richard D. T. Farmer and Steven Hirsch. London, Croom Helm, 1980. 268 p.

Este livro constitui coletânea de artigos, apresentados em Congresso levado a efeito na Inglaterra, que abordam de maneira bastante minuciosa a problemática do suicídio e tentativa (aqui denominada "parasuicídio") naquele e em outros países. São portanto 21 artigos distribuídos em cinco partes. Estas agrupam, pela ordem, as temáticas referentes ao comportamento suicida em diferentes grupos, o papel dos eventos, diagnóstico e previsão das conseqüências, quem poderia avaliar o problema e, finalmente, o acompanhamento dos sobreviventes. Girando em torno da mesma problemática e embora, de diferentes autorias, os vários artigos guardam entre si relação bastante firme. Sem desejar destacar qualquer um deles em particular, pode-se mencionar os estudos para identificação dos grupos de risco, os que focalizam os repetidores em relação aos de uma única tentativa, e a eficácia de associações assistenciais na prevenção. Todos os assuntos são propriamente apresentados e essa coletânea vale como exemplo de metodologia de estudo desse problema. Embora limitados, e por razões óbvias, a problemática das sociedades assim ditas desenvolvidas, esses estudos poderão nortear a quem pretender abordar a mesma questão em outros países como o nosso.

 


 

 

José Alberto Neves Candeias

Departamento de Microbiologia e Imunologia – ICB/USP

 

 

Virology in the health care; by Donald M. McLean. Baltimore, Md. Williams & Wilkins, c1980. 286 p.

No volume "Virology in Health Care" o autor propõe-se e razoavelmente consegue chamar a atenção dos interessados, alunos de graduação e pós-graduação da área da medicina, a quem este livro se destina, para os aspectos múltiplos de participação etiológica dos vírus em quadros clínicos humanos. Com os progressos havidos nos últimos quarenta e cinco anos, a respeito das doenças virais, quer a nível dos próprios agentes causais, quer dentro de perspectivas epidemiológicas, patológicas, diagnóstica e terapêuticas, livros de conteúdo semelhante ao presente são de particular valia. Por seu intermédio é possível ter uma visão rápida e suficientemente atualizada dos problemas da virologia no campo, no hospital e no laboratório. Certamente há em primeiro lugar necessidade de definir os vírus como organismos, analisando as possibilidades de sua transmissão e os mecanismos de patogênese, para em seguida ser possível uma análise dos quadros clínicos resultantes e das múltiplas variáveis epidemiológicas envolvidas, ao mesmo tempo que se definem as linhas mestras do diagnóstico laboratorial, salientando-se as chamadas técnicas de diagnóstico virológico rápido e as atuais linhas de profilaxia e tratamento. Tudo isto e muito mais pode encontrar-se nesta obra de McLean, professor e pesquisador da Universidade da Columbia Inglesa, em Vancouver, Canadá. Nos capítulos que se seguem às considerações iniciais, o autor faz uma apreciação de algumas Famílias de vírus onde são classificados os responsáveis pelos quadros clínicos humanos de maior importância. Se alguma restrição temos a fazer, esta diz respeito à inclusão, neste livro, de um capítulo sobre agentes dos Gêneros Chlamydia e Rickettsia, taxonômicamente considerados como bactérias, muito embora seu estudo seja, de um modo geral, feito por virologistas. Para os especialistas na área médica, assim como para professores e estudantes de medicina, este livro, rico em informações atualizadas, oferece uma oportunidade que deve ser aproveitada. Para minorar algumas dificuldades inerentes à classificação e nomenclatura dos vírus, oferece também, ao final, um resumo das características dos vírus estudados, sendo um bom exemplo de método unificador na consideração dos aspectos virológicos da saúde.

 


 

 

Maria Lúcia Rácz

Departamento de Microbiologia e Imunologia – ICB/USP

 

 

Viruses and wastewater treatment; edited by M. Goddard and M. Butler. Oxford, Pergamon Press, c1981. 306 p. [Proceeding of the International Symposium on Viruses and Wastewater Treatment, Guildford, 1980].

O livro contém os trabalhos apresentados no Simpósio Internacional sobre Vírus e Tratamento de Esgotos, realizado em setembro de 1980, na Inglaterra. A água potável essencial à existência do homem e ao desenvolvimento e sobrevivência de todas as nações, não é atualmente disponível para a maioria da população mundial; por causa da contaminação com poluentes físicos, químicos e especialmente biológicos, a água utilizada pode, ao invés de sustentar a vida, trazer doenças e mortes. A contaminação bacteriana da água é atualmente passível de detecção e controle, mas a contaminação viral ainda é uma incógnita, apesar das inúmeras pesquisas já realizadas nessa área. O presente volume apresenta uma grande contribuição à possível solução dos problemas relacionados a contaminação viral de águas e esgotos e suas implicações na saúde humana. Nos três capítulos iniciais do livro, temos revisões bem completas, com o conhecimento atual sobre os vírus que podem estar presentes nas fezes e nos esgotos. Seguem-se vários trabalhos relacionados as técnicas laboratoriais de recuperação, isolamento e identificação de vírus em esgoto e lodo, e outros abordando a eficiência da remoção e inativação dos vírus durante as várias fases do tratamento de esgotos. Temos ainda alguns trabalhos sobre a ocorrência e sobrevivência de vírus em águas de rio, mar, em aerosóis, sólidos e moluscos e uma excelente revisão sobre o uso de indicadores bacterianos de qualidade de águas, como meio de estimar a contaminação viral. Todos esses temas são tratados tendo em vista os conhecimentos mais atuais sobre a presença e perigo potencial de vírus em águas e esgotos, tornando esse livro indispensável a todos os profissionais ligados, direta ou indiretamente, à área da Saúde Pública, em especial ao Saneamento do Meio e principalmente aos virologistas que atuam nessas áreas. A apresentação gráfica do livro difere da apresentação convencional, tendo em vista que foram reproduzidos os trabalhos apresentados ao Simpósio, na forma original com que foram datilografados; isto, porém não prejudica de maneira nenhuma a leitura e a compreensão do texto.