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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.19 n.3 São Paulo Jun. 1985

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101985000300008 

ARTIGO ORIGINAL

 

Situação atual da esquistossomose mansoni no Lago da Pampulha, Belo Horizonte, MG, Brasil1

 

The present position regarding schistosomiasis mansoni in Pampulha lake, Belo Horizonte, MG, Brazil

 

 

Omar dos Santos CarvalhoI; Carlos Tito GuimarãesI; Cristiano Lara MassaraI; João Eduardo Ribeiro BonésioII

IDo Centro de Pesquisas "René Rachou" (CPqRR) — FIOCRUZ — Av. Augusto de Lima, 1715 — 30000 — Belo Horizonte, MG — Brasil
IIEstagiário do CPqRR — FIOCRUZ

 

 


RESUMO

Descreve-se a atual distribuição dos planorbídeos hospedeiros intermediários do Schistosoma mansoni no Lago da Pampulha, Belo Horizonte, MG (Brasil) e a rápida dispersão de Biomphalaria tenagophila por todo o perímetro lacustre. Relata-se o primeiro encontro de B. tenagophila naturalmente infectada por S. mansoni, naquela coleção hídrica. Discute-se, a importância epidemiológica destas observações e a possibilidade da B. tenagophila vir a substituir a primitiva população de B. glabrata no Lago da Pampulha.

Unitermos: Schistosoma mansoni. Biomphalaria glabrata. Biomphalaria tenagophila. Lago da Pampulha, Belo Horizonte, MG, Brasil.


ABSTRACT

The present distribution of planorbid snails, the intermediate hosts of Schistosoma mansoni, in Pampulha lake (Belo Horizonte, Minas Gerais - Brazil) and the rapid dispersal of Biomphalaria tenagophila in the lake perimeter are described. The presence of B. tenagophila naturally infected by S. mansoni in this hydric collection is also reported for the first time. The epidemiological importance of these observations is indicated as also is the possibility of B. tenagophila replacing the primitive population of B. glabrata in the Pampulha lake.

Uniterms: Schistosoma mansoni. Biomphalaria glabrata. Biomphalaria tenagophila. Pampulha lake, Belo Horizonte, MG, Brazil.


 

 

INTRODUÇÃO

A história da esquistossomose mansoni em Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil) está intimamente relacionada com a bacia hidrográfica do Lago da Pampulha, ainda que os primeiros casos autóctones desta parasitose tivessem sido diagnosticados em 1919 26, ou seja, 17 anos antes do início da construção da barragem, que daria origem ao lago, em 1936. A referida coleção hídrica foi, no passado, responsabilizada pela provável infecção de centenas de pessoas que dele se utilizaram (Martins e Versiani15, 1939). Segundo esses mesmos autores, foi após a criação daquele lago que o número de portadores de Schistosoma mansoni começou a aumentar "extraordinariamente" na capital mineira.

O Lago da Pampulha, distando cerca de 9 km do centro comercial de Belo Horizonte, e utilizado para práticas de natação, remo, esqui e pescarias, é resultante do represamento de sete córregos (Mergulhão, Tijuco, Ressaca, Água Funda, Baraúna, AABB e Olhos d'água). De formato amebóide, com cerca de 21 km de perímetro, ocupa uma área de 2,8 km2, abrigando um volume d'água estimado em 13 milhões de m3.

O primeiro relato sobre a ocorrência de planorbídeos hospedeiros intermediários de S. mansoni no interior do lago foi feito por Martins e Versiani14, em 1938. Naquela oportunidade foram coletados "numa extensão de cerca de 400 metros", 42 exemplares de Biomphalaria glabrata, sendo que um (2,4%) eliminava cercárias de S. mansoni.

Colocada a par do problema, a Prefeitura de Belo Horizonte, entre outras medidas, determinou o esvaziamento temporário daquela coleção hídrica. Naquela oportunidade, relatam Martins e Versiani15 (1939), "fizemos um cálculo grosseiro da quantidade de "Planorbis" ali existente, tomando por base o seu número médio por metro quadrado e a área abrangida pela represa: verificamos que chegavam a 12 ou 15 milhões aproximadamente".

Em 1940-41, Martins (cf. Milward-de-Andrade, 1969 19), realizando uma "inspeção sumária" no lago verificou que o número de planorbídeos era bastante reduzido. Cerca de 11 anos mais tarde, Martins e Falcão13 (1953) capturaram, naquela coleção hídrica, 176 exemplares de B. glabrata, dos quais somente um (0,6%) eliminava cercárias de S. mansoni.

Em maio de 1954, a barragem primitiva rompeu-se, sendo reconstruída e reinaugurada em janeiro de 1958. A partir de 1979, a Prefeitura de Belo Horizonte iniciou a construção de uma ilha, na enseada do córrego Ressaca, para instalação de uma grande área de lazer, promovendo alterações sensíveis no lago. Em outubro de 1982, a Superintendência de Desenvolvimento da Pesca — SUDEPE (Regional de Minas Gerais) deu início a uma série de peixamentos no lago, com espécies alóctones, visando, entre outros objetivos, promover o controle biológico dos hospedeiros intermediários da esquistossomose mansoni.

A fauna malacológica do Lago da Pampulha, relatada até o momento, é composta por: planorbídeos (B. glabrata, B. tenagophila, B. schrammi, Depanotrema cimex, D. Lucidum); ampularídeos (Pomácea haustrum); ancilídeos (Ancylus sp); fisídeos (Physa sp); limineídeos (Lymnaea sp) e esferídeos (Pisidium sp) (Martins e Versiani14, 1938; Milward-de-Andrade, 1920, 1969, 1972; Carvalho, 19742; Milward-de-Andrade e Carvalho21, 1978).

No presente estudo são apresentados dados recentes sobre a distribuição espacial dos planorbídeos hospedeiros intermediários de S. mansoni no interior do lago e o relato, pela primeira vez, de B. tenagophila naturalmente infectada por S. mansoni naquela coleção hídrica.

 

MATERIAL E MÉTODOS

No período de maio de 1981 a abril de 1984, foram realizadas dez coletas de planorbídeos ao longo das margens do Lago da Pampulha. Em seis oportunidades (agosto e setembro/81; janeiro e maio/82; janeiro e novembro/83), as capturas foram realizadas em sete estações, abrangendo 500 m para cada lado das margens, a partir da desembocadura dos córregos formadores do lago. Realizaram-se ainda quatro pesquisas (maio/ 81; junho/82; abril/83 e abril/84), em toda a orla lacustre, que foi previamente dividida em 32 estações de pesquisa com cerca de 500 m cada uma.

Em 22 de fevereiro de 1984 realizou-se, na enseada do Córrego Zoológico, uma captura para obtenção de planorbídeos para estudos experimentais em laboratório.

As coletas foram realizadas utilizando-se concha metálica com 25 cm de altura, com perfurações de cerca de 0,5 cm de diâmetro, nas laterais e no fundo, adaptada a uma haste de madeira com cerca de 1,20 m de comprimento.

Adotou-se o critério de mergulhar a concha na coleção hídrica, a cada passo. Os moluscos recolhidos eram acondicionados em sacos plásticos e, posteriormente, examinados em laboratório, por compressão entre lâminas de vidro, sob observação microscópica.

 

RESULTADOS

Os levantamentos malacológicos proporcionaram a coleta de 4.162 exemplares de planorbídeos. Deste total, 3.695 pertenciam à espécie B. tenagophila, sendo que entre estes um (0,03%) eliminava cercárias de S. mansoni, e 467 eram B. glabrata, dos quais dois (0,43%) eliminavam cercárias do trematódeo em questão (Tabela 1).

 

 

A B. tenagophila foi capturada em 31 das 32 estações distribuídas ao longo das margens do lago, enquanto B. glabrata foi coletada em 14 estações (Figura).

Por outro lado, na coleta realizada em 22 de fevereiro de 1984, foram obtidos 188 exemplares de B. tenagophila, entre os quais um (0,53%) encontrava-se parasitado por S. mansoni, constituindo-se no primeiro relato de B. tenagophila, naturalmente infectada, em Belo Horizonte, ou mais precisamente no interior do Lago da Pampulha.

 

DISCUSSÃO

Revendo a literatura sobre a ocorrência de hospedeiros intermediários de S. mansoni, no interior do Lago da Pampulha, verifica-se que após a inauguração da atual barragem em janeiro de 1958 até abril de 1981, a população de planorbídeos dentro do lago manteve-se escassa, não sendo descrito nenhum exemplar parasitado por S. mansoni (Tabela 2).

 

 

Em 1972, Milward-de-Andrade 20 relata, pela primeira vez, a existência de B. tenagophila no Lago da Pampulha (outubro/70). Naquela ocasião, foram coletados "numa área não maior que um metro quadrado da barragem propriamente dita daquele lago (cuja extensão é de cerca de 500 metros), 28 exemplares pigmentados de B. tenagophila". Esta população de B. tenagophila permaneceu, por algum tempo, confinada às imediações da barragem, onde foi originalmente observada.

O encontro de quatro exemplares de planorbídeos parasitados por S. mansoni (dois B. glabrata e dois B. tenagophila) e a dispersão atual desta última espécie, por todo o perímetro lacustre, traduzem a mais importante alteração ocorrida nos últimos 30 anos, da história natural da esquistossomose mansoni no Lago da Pampulha. A constatação destes fatos deve merecer atenção especial das autoridades responsáveis, face a relatos recentes de exemplares de B. tenagophila infectados, em duas cidades do Estado de Minas Gerais: Jaboticatubas (Melo e col,16,17, 1982, 1983) e Itajubá (Carvalho e col.8, 1984).

Por outro lado, estudos experimentais, envolvendo B. tenagophila procedentes de diversas localidades do Estado de Minas Gerais, têm demonstrado a suscetibilidade deste planorbídeo a diversas cepas de S. mansoni (Carvalho e col.7, 1979; Carvalho e Souza4,5, 1979, 1980; Corrêa e col.9, 1979; Paraense e Corrêa 23, 1978; Santos e col.24, 1979; Souza e col.25, 1983).

Em decorrência da ocupação de quase toda a orla do Lago da Pampulha pela B. tenagophila, encontram-se em curso observações mensais, com o intuito de verificar a ocorrência de um processo competitivo entre a espécie recém-introduzida e a primitiva população de B. glabrata.

A hipótese de exclusão competitiva entre espécies de planorbídeos foi sugerida por Paraense22 (1970), ao observar o deslocamento de uma população de B. glabrata, cinco anos após a introdução de B. tenagophila numa lagoa existente no Bairro Baleia, em Belo Horizonte, MG. Observações semelhantes foram registradas por Barbosa 1 (1973), nos arredores de Recife (PE) e por Kawazoe 12 (1980), no município de Ourinhos, SP.

O Lago da Pampulha tem sido objeto de profundas alterações ecológicas, em virtude da interferência humana, sem os necessários estudos prévios, ou mesmo avaliação das possíveis conseqüências futuras.

Em junho de 1979, a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte iniciou a construção de uma ilha, na enseada do Córrego da Ressaca, para a instalação de uma grande área de lazer. Para sua execução foi necessário um volume de terra da ordem de 2.200.000 m3, removidos através de dragagem com draga flutuante2.

Essa movimentação de terra, além de favorecer o aparecimento de novos criadouros de planorbídeos nos canais que circundam a ilha, veio comprometer ainda mais o processo de assoreamento, por que passa o Lago da Pampulha, decorrente de esgotos, material arenoso e outros fragmentos rochosos transportados pelos sete córregos tributários, ou pelas chuvas que carreiam para seu interior material das áreas adjacentes (Milward-de-Andrade19, 1969).

Decorridos cerca de seis anos do seu início, a obra se encontra no mais completo abandono, observando-se, ainda, intensa atividade clandestina de extração de areia no seu interior.

Em três oportunidades, a Sudepe introduziu no Lago da Pampulha cerca de 3.000 alevinos de espécies alóctones de peixes, ou seja: carpa (Cyprinus carpio), curimatã (Prochilodus scrofa), dourado (Salminus brasiliensis), mandi (Pimelodus maculatus), matrinchã (Brycon lundii e B. hilari), piau verdadeiro (Leporinus obtusidens), piau três pintas (L. reinhardt), tilápia (Sarotherodon niloticus) e trairão (Hoplias lacerdae). Os três peixamentos foram realizados: 2/out./82, 4/dez./82 e 15/fev./84 com exemplares oriundos da Estação de Hidrobiologia e Psicultura de Furnas (Centrais Elétricas de Minas Gerais), localizada em Conceição das Alagoas, MG, e do Parque Municipal de Belo Horizonte. Estão ainda previstos dois outros peixamentos com exemplares originários de Conceição das Alagoas e da Estação Central de Psicultura de Itiuba (CONDEVASP), município de Porto Real do Colégio, Estado de Alagoas3.

Em decorrência dos peixamentos realizados, verificou-se uma afluência significativa de pescadores, sobretudo das áreas circunvizinhas, que são vistos diariamente em suas águas. Este fato poderá ter grande importância epidemiológica e enfatiza a necessidade de atenção para o problema da esquistossomose no Lago da Pampulha, face a presença de indivíduos parasitados por S. mansoni adaptados a B. tenagophila ali existentes.

Outro aspecto relevante nesses peixamentos, a merecer medidas adequadas de vigilância epidemiológica, é a possibilidade de introdução de espécies alóctones de planorbídeos, através do carreamento de desovas ou mesmo de exemplares jovens ou adultos, juntamente com peixes, quando estes não são submetidos à quarentena ou não são originários de estações sabidamente isentas de moluscos (Corrêa e cols.10, 1970).

 

AGRADECIMENTOS

Ao Dr. Wladimir Lobato Paraense, do Centro Internacional de Malacologia do Instituto Oswaldo Cruz — FIOCRUZ; e ao Sr. Carlos Rubens Teixeira da Silva, do Centro de Pesquisas "René Rachou" — FIOCRUZ, pela identificação específica dos moluscos. Aos Professores Amilcar Viana Martins e Dirceu Wagner Carvalho de Souza, pela revisão do texto e sugestões apresentadas. Aos Srs. José Geraldo Amorim da Silva e Antônio Carlos do Prado (CPqRR-FIOCRUZ) pela assistência técnica.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 11/06/1984
Reapresentado em 16/04/1985
Aprovado para publicação em 19/04/1985

 

 

1 Trabalho parcialmente financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Prefeitura Municipal de Belo Horizonte
2 Dados fornecidos pelo Departamento Nacional de Obras e Saneamento — DNOS (9.a Diretoria Regional) em 07/janeiro/1985
3 Dados fornecidos pela Coordenadoria Regional da Superintendência de Desenvolvimento da Pesca — SUDEPE, em Minas Gerais, em 30/3/1984