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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.20 n.1 São Paulo Jan./Feb. 1986

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101986000100009 

NOTÍCIAS/NEWS

 

Epidemiologistas se posicionam contra armas nucleares

 

 

Cerca de 1.000 epidemiologistas especializados na área de cardiologia, representantes de 67 países, manifestaram-se em apoio ao Apelo feito pela "International Physicians of Nuclear War", dirigido aos líderes de cinco nações que atualmente possuem armas nucleares. Este Apelo, a seguir apresentado, foi dirigido no sentido de que se termine com as armas nucleares, pelos malefícios que podem causar.

"A guerra nuclear tem sido chamada de epidemia final. Todos aqueles que têm dedicado sua vida aos trabalhos de epidemiologia e prevenção das doenças cardiovasculares – para criar uma base científica para prevenção de doenças epidêmicas nesse campo – estão profundamente preocupados com o contínuo crescimento das armas nucleares que podem levar a esta epidemia final. Nós que nos dedicamos à prevenção devemos fazer o que for humanamente possível para prevenir este holocausto". Os epidemiologistas que apoiaram este Apelo são dos seguintes países:

África do Sul
Argentina
Austrália
Áustria
Barbados
Bélgica
Brasil
Bulgária
Canadá
Colômbia
Coréia
Cuba
Dinamarca
Escócia
Espanha
Estados Unidos da América
Etiópia
Filipinas
Finlândia
França
Grécia
Holanda
Hong Kong
Hungria
India
Indonésia
Inglaterra e País de Gales
Ioguslávia
Irlanda
Israel
Itália
Japão
Kenia
Kuwait
Libéria
Malta
México
Moçambique
Nepal
Nigéria
Noruega
Nova Zelândia
Papua – Nova Guiné
Paquistão
Polônia
Portugal
República Democrática Alemã
República Federal Alemã
República Popular da China
República Soviética
Rumênia
Sudão
Suriname
Suécia
Suissa
Síria
Tanzânia
Tasmania
Tchecoslováquia
Tailândia
Trinidad
Tunísia
Turquia
Uganda
Zaire
Zâmbia
Zimbabwe

 


 

Pesquisa Epidemiológica em Hanseníase

As Áreas de Dermatologia Sanitária e de Estatística do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo estão iniciando o desenvolvimento, em colaboração com o Département d'Epidémiologie de l'École de Santé Publique de l'Université Catholique de Louvain (Centro de Referência da OMS para Epidemiologia da Hanseníase), de uma linha de pesquisa epidemiológica que se realizará utilizando dados provenientes dos Arquivos de Hanseníase da Divisão de Hansenologia e Dermatologia Sanitária do Instituto de Saúde da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Neste trabalho, objetiva-se a aplicação de metodologia epidemiológica analítica habitualmente utilizada em moléstias crônico-degenerativas (estudos de coortes, casos-controle, etc.), para melhor conhecimento do quadro epidemiológico da hanseníase em nosso meio.

Alguns resultados preliminares deste trabalho, como por exemplo a análise da tendência temporal num período de 50 anos (1931 a 1980) de algumas variáveis como a idade do paciente no diagnóstico, a idade do paciente no óbito e o tempo de duração da doença antes do diagnóstico foram apresentados no II Congresso de Hansenologia dos Países Endêmicos, realizado em Carville, Estados Unidos, em dezembro de 1985.