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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.22 n.5 São Paulo Oct. 1988

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101988000500013 

Cartas ao Editor Letters to the Editor

 

João Pessoa, 24 de agosto, 1988.

Senhor Editor:

Acuso o recebimento de sua carta de 23/06/88. Queira por favor desculpar-me pelo atraso em respondê-la, pois, quis aproveitar a passagem de férias (2ª quinzena de julho) de meus colaboradores para discutir os comentários enviados.

Assim sendo, somente agora foi possível enviar a V.Sa. as justificativas e respostas aos comentários feitos pelo Dr. Luis Antonio dos Anjos (em anexo).

Esperando que minhas observações sejam satisfatórias no esclarecimento das questões por ele levantadas, aproveito o ensejo para apresentar a V.Sa. meus protestos de estima e consideração.

 

COMENTÁRIOS

As curvas de crescimento do N.C.H.S. são mundialmente reconhecidas como curvas de referência internacional do mesmo modo que as curvas de Marques e cols. São reconhecidas nacionalmente como curvas de referência brasileira. Embora ambas sejam referidas em unidades de percentil, é perfeitamente válido comparar valores médios da população em estudo em relação aquelas curvas de referência. Esta comparação tem sido feita por outros autores, entre eles citamos: Martorelli, R. (1981) e Habicht, J.P. no seu trabalho "Growth in early childhood in developing countries" cap 12, pg.241; in Human Growth: A comprehensive Treatise, Second Edition vol. 3 by Frank Falkner and I.M. Tanner (Eds); Plenson Press 1986.

Outrossim, recordamos que a comparação das medianas das populações em estudo com as medianas de referência seria o ideal, porém não faz parte da metodologia proposta e fazê-lo no momento seria um ônus muito grande tendo em vista os compromissos que temos com pesquisa e extensão.

O grau de prevalência da desnutrição recente "Wasting" e crônica "Stunting" foram igualmente avaliados segundo Waterlow et al. 1977, mas fará parte de uma outra publicação que está sendo preparada. Além do peso/altura e as medidas já assinaladas acima, também foram medidos a prega cutânea tricipital (mm), o perímetro braquial tricipital (mm) o P/H2 segundo a idade (índice de Quetelet modificado por Rolland Cacherra, M.F. e cols: Adiposity indices in children. The American Journal of Clinical Nutrition, 36, July 1982, pp. 178-184). Gostaria de esclarecer, que houve a preocupação dos autores em utilizar os indicadores mais modernos existentes na literatura para avaliação da MEP. No entanto, no momento de redigir a publicação não houve a preocupação de introduzir o indicador Peso/Estatura, embora este dado tenha sido levantado e analisado e como já foi dito fará parte de outra publicação.

Para análise de significância das relações entre variáveis socio-econômicas e estado nutricional foram feitos os testes estatísticos do X2.

Os índices de avaliação propostos na metodologia foram:

a) Peso/Idade
> l SD
entre — 1 e — 2 SD
< 2SD

b) Altura/Idade
Normal > 90%
Desnut. < 90%

c) Peso/Altura
Normal > 90%
Desnutrida entre 80,1% e 90% < 80%

d) Perimetro braquial (mm):
Considerou-se má-nutridos as crianças que tivessem um perimetro braquial situado abaixo de — 1 DP em relação a média de referência (Sempé e Massé, 1965)

e) Prega cutânea retro-triciptal (mm):
Considerou-se má-nutridos as crianças que tivesse uma espessura da prega cutânea igual ou inferior ao 25.º percentil da população de referência francesa tanto para os meninos como para as meninas (Sempé e Massé, 1965)

f) P/T2 (indice d'adiposité; Rolland Cacherra, M.F., 1982). Atenciosamente

Maria José Cariri Benigna
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Federal da Paraíba