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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.29 n.1 São Paulo Feb. 1995

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101995000100008 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência de tabagismo e fatores associados em área metropolitana da região Sul do Brasil*

 

Prevalence of smoking and associated factors in a metropolitan area of southern Brazil

 

 

Leila B. Moreira; Flávio D. Fuchs; Renan S. Moraes; Markus Bredemeir; Sílvia Cardozo

Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,- Brasil (L. B. M., F. D. F.)
Unidade de Farmacologia Clínica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre - Brasil (L. B. M., F. D. F., R. S. M., M. B., S. C.)

 

 


RESUMO

Com o objetivo de avaliar a prevalência de tabagismo em Porto Alegre, RS, Brasil, e os fatores associados, executou-se estudo observacional, de delineamento transversal e base populacional. Através de amostragem aleatória proporcional, por estágios múltiplos e conglomerados, selecionaram-se 1.091 indivíduos, a partir de 18 anos, que responderam a um questionário, em entrevista domiciliar. Aferiu-se o hábito de fumar através de perguntas dirigidas ao tipo de fumo, freqüência e tempo de exposição. A prevalência foi de 34,9% (IC 31,9 - 37,8), sendo de 41,5% (IC 38,5 - 44,4) entre os homens e 29,5% (IC 26,8 - 32,2) entre as mulheres. O início foi, em média, aos 16 (±5,6) e 17,8 (±6,7) anos, com moda de 15 e 14 anos, respectivamente. Os homens fumavam 19,0 ± 14,0 cigarros por dia e as mulheres 14,5 ± 10,3. Analisaram-se as associações através de regressão logística, incluindo-se no modelo sexo, idade, educação, renda, qualificação profissional e consumo de álcool. O hábito de fumar foi mais freqüente entre os homens, indivíduos de menor nível socioeconômico, dos 30 aos 39 anos, e entre os usuários de bebidas alcoólicas. Conclui-se que o tabagismo é freqüente em Porto Alegre, constituindo-se problema de saúde pública similar ao referido pela literatura. O consumo de álcool deve estar associado ao fumo por serem ambos comportamentos de risco, com determinantes comuns.

Palavras-chave: Fumo, epidemiologia. Fatores de risco.


ABSTRACT

A cross-sectional study was carried out for the purpose of evaluating, the prevalence of smoking and the factors associated with it in Porto Alegre, a city in southern Brazilian. Through proportional, multiple stage, random sampling, 1.091 individuals (92% of those eligible) of 18 or more years of age, were interviewed at home. Exposure to smoking was measured by a questionnaire that inquired about the type, quantity and frequency of tobacco use. The prevalence of smoking was 34.9% (Cl 31.9 - 37.8). It was higher -among men - 41.5% (Cl 38.5 - 44.4) then women - 29.5% (Cl 26.8 - 32.2). The former started smoking at mean age of 16 (± 5.6), with mode of 15 and smoked an average of 19.0 (± 14.0) cigarettes per day. Females started at a mean age of 17.8 (± 6.7), with mode of 14 years old and smoked 14.5 (± 10.3). The association of the drinking habit and demographic and socioeconomic variables with smoking was evaluated through logistic regression. The variables included in the model were sex, age, education, income, professional qualification and alcohol consumption. The prevalence of smoking was greater for men, individuals of lower sociecinomic level, between 30 and 39 years of age, and among those accustomed to consuming alcoholic beverages. In conclusion, this study demonstrated that smoking is a public health problem in Brazil as in another countries. It is associated with sex, age, education and professional qualification, as has been observed elsewhere. The association of alcohol consumption with smoking may be understood as risk behavior, both having similar determinants.

Keywords: Smoking, epidemiology. Risk factors.


 

 

Introdução

O tabaco é empregado nas Américas há milhares de anos, sob diversas formas e com propósitos culturais e sociais. Nas sociedades indígenas sulamericanas é parte essencial de ritos religiosos e elemento básico para os chefes espirituais, como mecanismo para exercer sua autoridade e conservar a credibilidade. Os exploradores europeus tiveram seu primeiro contato com o tabaco nas Antilhas, quando os nativos ofereceram as folhas da planta a Cristóvão Colombo. Diferentemente dos efeitos tóxicos e organolépticos buscados pelos índios, o consumo do tabaco objetiva, nas sociedades modernas da América Latina, cada vez mais o prazer social decorrente de seus efeitos estimulantes, com a instalação da dependência a longo prazo e as conseqüências crônicas para saúde9. Desde o início do século, a produção de cigarros no Brasil se inseriu em uma linha de produção industrial, com o estímulo do mercado consumidor. Em decorrência, o hábito de fumar associou-se a um padrão de vida mais elevado, difundindo-o amplamente8.

O fumo é importante causa de perda de saúde. Está associado ao desenvolvimento de doenças respiratórias, cardiovasculares e neoplasias. A mortalidade geral é duas vezes maior nos fumantes quando comparados aos não-fumantes 3. Constitui-se um dos fatores de risco maiores para doença coronariana3,14. Juntamente com as neoplasias, as doenças cardiovasculares representam a maior causa de morte no Rio Grande do Sul10 e em grandes cidades do Brasil20,21,23.

Apesar de ser importante fator de risco, cuja remoção repercute significativamente na redução da morbidade e mortalidade, os dados de prevalência de tabagismo na população geral brasileira são esparsos. Nos poucos estudos populacionais, as estimativas oscilam entre 32 e 42% 1,10,22,24,26. É maior entre os homens, da 3a à 6a década de vida e posição socioeconômica inferior10,11,22,24. A associação inversa do tabagismo com nível socioeconômico também é observada internacionalmente5,13.

O presente estudo descreveu a prevalência contemporânea de tabagismo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, permitindo compará-la com a da década de 70. Avalia, também, a associação do hábito de fumar com diversos fatores biológicos e demográficos.

 

Material e Método

Foi executado um estudo observacional, analítico, de delineamento transversal e de base populacional. O processo de amostragem aleatória proporcional deu-se por estágios múltiplos e por conglomerados, representando a população adulta urbana de Porto Alegre. Nos domicílios sorteados foram incluídos todos os moradores com 18 anos ou mais.

Dos 1.188 selecionados, foram efetivamente entrevistados 1.091 indivíduos (91,9%). Esta amostra, calculada previamente para um estudo sobre hipertenção arterial, conferiu uma precisão da estimativa de prevalência de tabagismo de ± 3%, para um intervalo de confiança de 95%. As perdas deveram-se, em sua maioria, a recusa após pelo menos 3 tentativas.

Os dados foram coletados em visita domiciliar, através de questionário contendo questões referentes a dados pessoais, socioeconômicos, uso de fármacos e álcool, medidas antropométricas e de pressão arterial. O hábito de fumar foi aferido através de perguntas dirigidas ao tipo de fumo, freqüência e tempo de exposição. O controle de qualidade foi feito pela revisita a 10% dos entrevistados.

A presente comunicação restringe-se ao tabagismo, não sendo, portanto, apresentados os dados relacionados à pressão arterial. As seguintes variáveis foram consideradas para análise das associações:

-fumo: variável dependente dicotômica, categorizada em não-fumante e fumante, que incluiu fumantes atuais e ex-fumantes, a partir de 4 unidades por semana, indepedentemente do tipo de fumo (cigarro, palheiro, charuto, cachimbo).

-sexo

-idade: variável quantitativa categorizada em 4 níveis: 18 a 29, 30 a 39; 40 a 49, 50 a 88 anos.

-consumo de álcool: variável qualitativa dicotômica; foram considerados expostos os indivíduos que faziam uso de bebidas alcoólicas no momento ou no passado, independentemente da quantidade.

-cor: variável qualitativa, dicotômica; branco e não-branco, determinada a partir da observação do entrevistador.

-renda "per capita" mensal: em salários mínimos, correspondente à soma das rendas individuais dividida pelo total de moradores do domicílio. Foi categorizada em três níveis de salários-mínimos: menos de 2,2 a menos de 4 e 4 ou mais.

-escolaridade: qualificada em 3 categorias: O a 5,6 a 11 anos de escolaridade e curso superior (completo ou não).

-qualificação profissional: considerando o tipo e a similitude das atividades17,28, a qualificação profissional foi classificada nos seguintes grupos:

I: graduados ou estudantes de nível superior, educadores, intelectuais e dirigentes.

II: proprietários de indústrias, comércios ou negócios agrários.

III: trabalhadores de qualificação intermediária.

IV: trabalhadores não-qualificados.

V: atividades mal-definidas e donas-de- casa.

Análise estatística: a distribuição das principais características estudadas são apresentadas pelas freqüências, média e desvio-padrão (DP) e proporções, com seus intervalos de confiança de 95% (IC). Na avaliação da significância das razões de prevalência brutas empregou-se o Qui-quadrado e o IC18. Para analisar-se conjuntamente a associação entre os diversos fatores estudados com a prevalência de tabagismo empregou-se modelo de regressão logística (SPSS)19. A seleção das variáveis explanatórias partiu do modelo teórico dos autores, incluindo, pelo método de entradas forçadas, aquelas cujas razões de prevalência brutas mostraram-se estatisticamente significativas (P<0,05): sexo, idade, consumo de bebidas alcoólicas, renda, escolaridade e qualificação profissional.

Aspectos éticos: o projeto está dentro da categoria II da regulamentação de pesquisa no homem no Brasil (risco mínimo), pois envolve somente questionários e medidas antropométricas e de pressão arterial6. Foi garantido aos entrevistados o sigilo e solicitado o consentimento verbal para realização das entrevistas.

 

Resultados

A comparação de variáveis demográficas aferidas ao presente estudo, como sexo, idade e renda, com as fornecidas pelo censo de 199115 e PNAD-9016, confirmam que a amostra é representativa de Porto Alegre. A idade na amostra variou de 18 a 88 anos, com média de 41,3 (± 16,2) anos. As demais características demográficas são apresentadas na Tabela 1.

 

 

As bebidas alcoólicas eram consumidas por 67,6% dos indivíduos, 8,2% eram ex-bebedores e 24, 1 %, abstêmios. A prevalência global de tabagismo foi de 34,9% (IC 31,9-37,8), sendo apresentada, por sexo, na Tabela 2. Seu início ocorreu, em média, aos 16 (± 5,6) anos para os homens e 17,8 (± 6,7) anos para as mulheres, com moda, de 15 e 14 anos, respectivamente. Como pode ser visto nas Tabelas 3 e 4, maior proporção dos primeiros fumam 20 ou mais cigarros por dia, concentrando-se esta diferença a partir dos 40 anos. O número médio de cigarros ou similares consumidos por dia foi de 19,2 (± 13,9) entre os homens e 14,5 (± 10,3) entre as mulheres. Quase todas as unidades correspondiam a cigarros (19,0 ± 14,0 entre os homens e 14,5± 10,3 entre as mulheres).

 

 

 

 

 

 

As razões de prevalência brutas de tabagismo entre as diversas características avaliadas no inquérito são apresentadas na Tabela 5. Com exceção da cor, todas as demais evidenciaram associação estatisticamente significativa com a prática de fumar. Na Tabela 6 encontram-se as razões dos produtos cruzados resultantes da análise de regressão logística. A renda mostrou forte tendência a associação inversa. Manteve-se a associação significativa com todas as demais variáveis incluídas no modelo, embora menos intensa com os indicadores de nível socioeconômico.

 

 

 

 

Discussão

O fumo é fator de risco ainda com alta prevalência na população adulta de Porto Alegre. Situa-se entre os observados no final da década de 80 em São Paulo26 e Araraquara, mais recentemente22 (37,9% e 32,8%, respectivamente) e acima da descrita nos Estados Unidos (25,7%, em 1991)5. Também se aproxima do limite superior para a América Latina, segundo inquérito realizado pela OPS em 1971, em 8 grandes cidades latinoamericanas (21 a 40%)9. Dois estudos realizados em Porto Alegre, em 198711 e em 198824, obtiveram estimativas mais elevadas, com 50% de homens e 32% de mulheres fumantes, no primeiro, e 40,8% de tabagistas, no segundo. As diferenças provavelmente se devam aos critérios amostrais.

Há cerca de 25 anos têm-se concentrado esforços mundiais para controlar a epidemia do fumo. Em 1990, a 43a Assembléia Mundial da Saúde confirmou a eficácia das estratégias legais e políticas que visam a proteger contra a exposição involuntária ao fumo em locais de trabalho, locais públicos e nos transportes coletivos, aumento do preço real e controle da publicidade9. Tendência à diminuição do número de indivíduos fumantes tem sido observada em vários países2,4,9,13.

Nos últimos 20 anos, em Porto Alegre, a prevalência decresceu de 42,4%1,7 para 34,9%, significando que 17,7% dos fumantes deixaram de sê-lo, para a qual contribuíram ambos os sexos. Já em São Paulo26, o decréscimo deveu-se apenas aos homens. O número médio de cigarros fumados por dia é comprarável ao relatado na Inglaterra13-20 cigarros pelos homens e 15 pelas mulheres - , mas maior proporção, tanto de homens como de mulheres portalegrenses, consome mais de 20 cigarros por dia. Já os homens de Araraquara fumam mais que os de Porto Alegre e o inverso ocorre com as mulheres22.

O início do hábito na adolescência repete o observado entre estudantes brasileiros27,29, e de outros países12,25 e justifica o desenvolvimento de programas de prevenção ao tabagismo nesta faixa etária. A distribuição ao longo da idade é compatível com os dados da literatura4,11,22,24. O decréscimo observado após os 40 anos pode decorrer de morte prematura e do abandono do fumo devido ao desenvolvimento de doenças associadas.

Também merece destaque a associação entre fumo e consumo de bebidas alcoólicas, outra importante causa de perda de saúde. Em estudo sobre fatores de risco para doenças não transmissíveis em Porto Alegre11, 39% das pessoas reuniam dois ou mais fatores, sendo o fumo um dos dois mais freqüentemente acumulados.

As características sociodemográficas da população latinoamericana concorrem para a maior suscetibilidade ao tabagismo. Entre elas, destacam-se as mudanças da estrutura da população, maior urbanização, ingresso da mulher na população economicamente ativa, maior acesso à educação e conseqüentemente à propaganda9. Os indicadores socioeconômicos avaliados no presente inquérito apontaram maiores prevalências de tabagismo nas categorias inferiores, em concordância com o descrito em outros estudos4,5,10,13,22. Quando foi isolado o efeito da renda, permaneceu apenas uma tendência de associação inversa, inicialmente observada na análise bruta. Pode-se especular que haja restrição a aquisição de cigarros pela falta absoluta de dinheiro.

O perfil descrito no presente estudo corresponde, em geral, ao referido pela literatura. Sexo masculino, idade entre 30 e 39 anos, baixo nível socioeconômico e consumo de bebidas alcoólicas são os fatores de risco identificados. Dada a natureza transversal do estudo, não se pode afirmar que as associações nele observadas sejam de natureza causal. Assim, o consumo de álcool deve estar associado ao fumo por serem ambos comportamentos de risco, com determinantes comuns.

 

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Recebido em 24.8.1994
Aprovado em 29.11.1994

 

 

Separatas/Reprints: Flávio D. Fuchs - Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul R. Ramiro Barcelos, 2350, sala 947 - 90035-003 - Porto Alegre, RS - Brasil

* Pesquisa subvencionada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul/FAPERGS (Processo 0971/89) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/CNPq (Processo 500550/89-1).