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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.30 n.3 São Paulo Jun. 1996

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101996000300011 

Freqüência de anticorpos anti-Cysticercus cellulosae em indivíduos de cinco municípios da região Norte do Estado do Paraná - Brasil*
Frequency of anti-Cysticercus cellulosae antibodies in individuals from five counties in the southern region of Brazil

Maria Valdrinez C. Lonardoni, Dennis A. Bertolini, Thaís G. V. Silveira, Sandra M. A. A. Arraes, Terezinha I. E. Svidzinski, Rosilene F. Cardoso, Mônica L. Gomes, Maria Luiza G. G. Dias, Jeane E. L. Visentainer, Noriko M. Misuta, Miria Ramos e Vera L. D. Siqueira

Departamento de Análises Clínicas da Universidade Estadual de Maringá. Maringá, PR - Brasil (M.V.C.L.; D.A.B.; T.G.V.S; S.M.A.A.A.; T.I.E.S.; R.F.C.; M.L.G.; M.L.G.G.D.; J.E.L.V.; M.R.; V.L.D.S.),
Secretaria de Saúde do Estado do Paraná. Maringá, PR - Brasil (N.M.M.)

 

 

RESUMO

Realizou-se inquérito sorológico e epidemiológico para cisticercose em indivíduos de cinco municípios da região Norte do Estado do Paraná, Brasil. De 2.180 indivíduos investigados através da reação de imunofluorescência indireta, 69 (3,2%) apresentaram títulos significativos de anticorpos anti-Cysticercus cellulosae. Os percentuais de indivíduos com títulos significativos encontrados em Sarandi (6,6%) e Marialva (4,7%) não diferem estatisticamente (Z=1.319, P=0,0936), mas diferem dos percentuais encontrados em Mandaguaçu, Paiçandu e Maringá (P<0,01). Destes indivíduos, 47,9% estavam na faixa etária de 21 a 49 anos e 79,4% eram do sexo feminino. Foi comum o relato de queixas como "dores de cabeça" (70,6%), "tonturas" (57,4%) e "convulsões" (7,4%), além de história de teníase (22,1%) e hábitos de ingestão de carne crua bovina (41,2%) ou suína (27,9%) e carne com "canjiquinha" (25,0%).

Cisticercose, epidemiologia. Cysticercus, imunologia. Anticorpos anti-helmintos, isolamento & purificação.

ABSTRACT

An epidemiological and serological study was carried out on a sample of 2,180 individuals, in five counties in the north of Paraná State - Brazil, using the indirect immunofluorescence test to detect anti-Cysticercus cellulosae antibodies. These individuals, 69 (3.2%) showed significant titers of antibodies. No single significant difference between the proportion of reactivity in Sarandi (6.6%) and in Marialva (4.7%) was observed (Z=1,319, P=0,0936), but it was significantly higher than that observed in Mandaguaçu, Paiçandu and Maringá (P<0.01). Of these individuals, 47.9% were within 21-49 years old and 79.4% were of female sex. "Headache" (70.6%), "faintness" (57.4%), and "convulsions" (7.4%) were among the most frequent by reported, moreover, cases of Taenia infections (22.1%) and the custom of eating uncooked beef (41.2%) or pork (27.9%) and meat containing cysticerci (25.0%) were also related.

Cysticercosis, epidemiology. Cysticercus, immunolgy. Antibodies, helminth, isolation.

 

 

INTRODUÇÃO

A cisticercose, causada pelo Cysticercus cellulosae, é a parasitose mais comum do sistema nervoso, mas também podem ser encontrados cisticercos em outros sítios como o tecido celular subcutâneo, musculatura esquelética, globo ocular e, mais raramente, no coração, pulmões, pâncreas, fígado, e outros12. Os cisticercos podem permanecer no organismo humano por longo período de tempo sem determinar reações apreciáveis, ocorrendo pequena ou mesmo nenhuma reação inflamatória durante a fase em que o parasita está vivo. A reação inflamatória surge quando se iniciam as alterações degenerativas da larva, que culminam com sua destruição e reabsorção completa, hialinização ou calcificação33.

A cisticercose é uma doença endêmica característica dos países em desenvolvimento12, onde o saneamento básico e a fiscalização sanitária são precários11, 24 e onde existe o hábito das pessoas ingerirem carnes cruas ou mal passadas, o que está intimamente ligada à incidência da Taenia solium14. A cisticercose, muito freqüente na Índia, costa setentrional da África, (incluindo nativos sul-africanos), Egito e países sul-americanos, sendo rara na Europa, Ásia e Estados Unidos da América14, 16.

Na América Latina, a neurocisticercose foi estimada em 300.000 casos por Huggins14, em 1987. No Brasil, a cisticercose constitui-se numa doença de alta incidência nos Estados das regiões Sul, Sudeste, e Centro-Oeste6, 11, 12, 14, 16, 28. O Estado do Paraná é considerado um foco epidemiológico importante da neurocisticercose no Brasil7. No entanto a maioria dos trabalhos tratam de relatos de casos de indivíduos com neurocisticercose, de estudos de indivíduos com manifestações neurológicas ou de levantamentos em centros de diagnóstico clínico e laboratorial, não havendo dados sobre a prevalência da cisticercose na população.

Com o objetivo de conhecer a freqüência de anticorpos anti-Cysticercus cellulosae na região Norte do Estado do Paraná, realizou-se um inquérito sorológico em 5 municípios, utilizando a reação de imunofluorescência indireta.

MATERIAL E MÉTODO

O estudo foi realizado no período de 1989 a 1990. Conforme estimativa da 15 Regional de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, a população dos cinco municípios estudados está apresentada na Tabela 1, distribuída nas zonas urbanas e rurais.

 

 

Estabeleceu-se o tamanho da amostra de acordo com a fórmula estabelecida para a estimação de proporções. Devido à inexistência de dados prévios sobre a prevalência de reatividade sorológica contra C. cellulosae na população da região estudada, atribuiu-se a "P" e "Q" valores de máxima variabilidade, utilizando a fórmula23:

no = Z2 P Q / d2 = 273

onde:

no = tamanho da amostra (273)

Z = nível de confiança (1,65)

P = proporção de casos (0,5)

Q = 1 - P = 0,5

d = nível de precisão (0,05)

Corrigiu-se a amostra para populações finitas:

n = n0 { 1 + ( n0 - 1 ) / N }-1

onde:

n = tamanho da amostra para populações

N = tamanho da população estudada

A população de maiores de 10 anos de idade, das cinco localidades, num total de 2.180, foi convidada a participar do trabalho através de bilhetes distribuídos nas escolas, cartazes colocados em pontos estratégicos (escolas, mercados, igrejas, bares, e outros) e através dos líderes comunitários, com a anuência das Secretarias Municipais de Saúde.

No primeiro contato, de cada indivíduo foram obtidas informações como nome, idade, sexo, endereço, além de amostra de sangue colhida por punção digital em papel-filtro5, 10, 30, a qual foi armazenada em dessecador a 4oC até o momento da realização da análise sorológica qualitativa.

Os indivíduos que apresentaram alguma reatividade no teste qualitativo foram contactados novamente e coletou-se outra amostra de sangue, por punção venosa. O soro obtido foi armazenado a -18oC até a realização da análise sorológica semiquantitativa.

Prova Sorológica

A pesquisa de anticorpos anti-C. cellulosae foi realizada através da reação de imunofluorescência indireta (IFI).

Para a preparação do antígeno, vesículas de C. cellulosae foram obtidas de amostras de carne suína infectada, e foram processadas segundo Machado e col.17 (1973). A padronização do conjugado anti-imunoglobulina total humana-isotiocianato de fluoresceína (Biolab) seguiu as prescrições de Camargo4 (1973).

Para a reação qualitativa, a coleta de sangue em papel-filtro e sua eluição foi padronizada de acordo com Candeias e col5. (1969), Ferreira e Carvalho10 (1982) e Vanderley e col.30 (1982), de modo que uma área de 0,75 cm2 foi diluída em 0,25ml de Solução Salina Tamponada com Fosfato 0,01M pH 7,2 (SST), correspondendo a diluição 1/20 do soro.

Para a reação semiquantitativa o soro foi diluído em SST, de 1/20 até 1/320.

Dos indivíduos que apresentaram títulos significativos na reação de IFI semiquantitativa, foram obtidas amostras de fezes para a realização de exame parasitológico através da Técnica de Hoffman, para diagnosticar outras parasitoses associadas.

Foi realizada a análise estatística de proporções usando o software "Microstat".

Os pacientes que tiveram diagnóstico laboratorial sugestivo foram encaminhados para diagnóstico clínico no Posto de Saúde da Prefeitura Municipal local, conforme um protocolo de atendimento e acompanhamento previamente estabelecido e, se necessário, encaminhados ao CRE (Centro Regional de Especialidades) de Maringá para tratamento especializado.

 

RESULTADOS

Foram obtidas 2.180 amostras de sangue da população dos municípios de Mandaguaçu, nos distritos de Guadiana (201) e Pulinópolis (123); de Paiçandu (287) e distrito de Água Boa (243); em Sarandi, no Vale Azul (163) e no Parque Alvamar (338); em Marialva, na Vila Antonio (278) e no Conjunto João de Barro (235) e, em Maringá, no bairro Santa Felicidade (312). O nível de precisão para os municípios de Mandaguaçu e Maringá foi de 0,04 < d < 0,05 e nos demais foi de 0,03 < d < 0,04 (Tabela 1).

Dos pacientes estudados, 56,4% eram do sexo feminino e 43,6% do sexo masculino, sendo que 43,0% desses indivíduos estavam na faixa etária de 21 a 49 anos (Tabela 2).

 

 

Verificou-se que 3,2% (69) dos pacientes apresentavam títulos de anticorpos anti-C. cellulosae através da reação de IFI, maiores ou iguais a 40. No Município de Sarandi, o Bairro Vale Azul apresentou percentual de 3,7% de pacientes com anticorpos anti-C.cellulosae enquanto que, no Parque Alvamar, foi encontrado 8,0%. No Município de Marialva, na Vila Antonio, o percentual de pacientes com IFI positiva foi de 7,2% e no Conjunto João de Barro, 1,7%. As proporções de reações positivas observadas em Sarandi e Marialva são iguais (Z = 1,319, P = 0,0936), mas diferentes das proporções observadas nas outras localidades (P < 0,01) (Tabela 3).

 

 

Dos 69 indivíduos com reação considerada positiva, 46 (67,6%) apresentaram título 40, 19 (27,9%) título 80 e 4 (5,9%) título 160 (Tabela 4). Destes, 5,8% tinham até 10 anos, 29,0% estavam na faixa de 11 a 20 anos, 47,9% tinham entre 21 a 49 anos, 15,9% tinham mais que 49 anos e de 1,5% não foi determinada a idade. Dos 69 indivíduos, 41,2% relataram o hábito de consumir carne bovina crua, 27,9% carne suína crua e 25% carne suína com "canjiquinha". Esses indivíduos relataram queixas como "dores de cabeça" (70,6%), "tonturas" (57,4%), "dores abdominais" (52,9%) e "convulsões" (7,4%). Foi relatada a presença de suínos (38,2%) e de bovinos (8,8%) próximos às residências desses indivíduos, que em 22,1% dos casos tinham ou já tiveram Taenia sp. De 52 amostras de fezes obtidas desses pacientes, 38 foram negativas para helmintos e 14 pacientes apresentaram pelo menos uma espécie de helminto. Desta forma, 4 indivíduos apresentavam Ascaris lumbricóides, 8 Ancilostomídeos, 3 Strongiloides stercoralis, 1 Hymenolepis nana, 1 Enterobius vermicularis.

 

DISCUSSÃO E CONCLUSÕES

O Estado do Paraná é considerado um foco epidemiológico importante da neurocisticercose no Brasil7. No entanto, são poucos os dados de levantamentos epidemiológicos no Estado.

O encontro de percentual médio de 3,2% de indivíduos com anticorpos anti-C. cellulosae no soro, nos 5 municípios estudados, mostra a endemicidade da cisticercose na região. Este percentual não pode ser considerado como prevalência da doença porque a amostra estudada não foi aleatória (apesar dos níveis de precisão serem inferiores a 5,0%), pois as pessoas foram convidadas a comparecer nos locais previamente estabelecidos para a realização de exames. Essa divulgação pode ter induzido a comparecerem naqueles locais, as pessoas que acreditavam ter algum problema de saúde.

Se o percentual médio de 3,2% for estratificado por adultos (maiores que 10 anos) e crianças (até 10 anos) serão encontradas freqüências de positividade entre adultos de 3,0% e entre crianças de 0,2%. No entanto, o presente trabalho não visou ao estudo em crianças, pois foram convidados a participar os indivíduos maiores de 10 anos. No Estado de São Paulo, Vaz e col.31 (1990), estudando a população em geral de 5 municípios, encontraram freqüência de soropositividade de 2,3% para adultos.

O diagnóstico laboratorial de cisticercose tem sido realizado por técnicas imunológicas de precipitação20, de fixação de complemento2, 11, 24, 25, de hemaglutinação indireta2, 8, 15, 22, 26, 29, de imunofluorescência indireta2, 8, 13, 22, 24, 25, 26, 27 e imunoenzimáticas1, 2, 3, 8, 9, 15, 22, 24, 27, 32, 33, pesquisando-se anticorpos no líquor1, 2, 8, 9, 22, 24, 25, 29 ou no soro1, 2, 9, 13, 15, 20, 22, 26, 27. A reação de imunofluorescência indireta tem sido empregada por vários autores, com índices de sensibilidade de 43,0%27, 80,7%2, 88,0%25, 89,0%26 e 94,3%13. Reações cruzadas têm sido observadas por vários autores. Pammanter e Rossouw22 (1984) encontraram 20,0% de reações cruzadas com esquistossomose e 6,0% de falsos resultados positivos em grupo-controle. Nascimento e col.21 (1987) descreveram reações cruzadas com teníase, esquistossomose e ancilostomose. Reis Filhos e Santos25 (1992) encontraram uma especificidade de 87,0%.

A variável sensibilidade e a baixa especificidade da reação de imunofluorescência indireta, aliada aos relatos de que cisticercos calcificados induzem baixa produção de anticorpos19, 22, reforçam os relatos de Vianna e col.34 (1992) da necessidade de vários testes imunológicos para a detecção de anticorpos anti-C. cellulosae no soro ou no líquor para maior segurança no diagnóstico.

A associação deste percentual médio de positividade no soro para anticorpos anti-C. cellulosae (3,2%) com o relato de queixas, por esses indivíduos, como "dores de cabeça" (70,6%), "tonturas" (57,4%) e "convulsões" (7,4%), podem indicar a ocorrência de neurocisticercose. Foi ainda comum o relato de história de teníase (22,1%) e hábito de comer carne crua bovina (41,2%) ou suína (27,9%), além de carne com "canjiquinha" (25%). Pode-se observar que 47,9% dos indivíduos com títulos significativos de anticorpos estão na faixa etária de 21 a 49 anos e que 79,4% são do sexo feminino, apesar de ter sido de 56,4% o percentual de mulheres na amostra estudada. O acometimento maior na faixa etária de 20 a 50 anos também foi encontrado por Machado e col.18 (1993). No entanto, esses autores não encontraram diferenças na distribuição por sexo. Esta diferença encontrada no presente trabalho pode estar associada ao hábito (freqüentemente relatado pelas mulheres deste estudo) de ingerirem carne crua quando da preparação dos alimentos. O relato da presença de animais próximos à residência como bovinos (8,8%) e suínos (38,2%), bem como o encontro de 14 exames de fezes positivos para helmintos em 58 exames realizados (24,1%), indicam precariedade de saneamento com a qual esta população convive, em sua maioria em áreas suburbanas, colocando-a sob maior risco de adquirir doenças.

 

AGRADECIMENTOS

Ao Professor Dante da Silva Pereira (in memoriam), pela idealização e delineamento do trabalho realizado. Às Secretarias Municipais de Saúde dos municípios de Mandaguaçu, Paiçandu, Sarandi, Marialva e Maringá.

 

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* Pesquisa financiada pela Universidade Estadual de Maringá, CONCITEC, Secretaria de Saúde do Estado do Paraná e Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva.

Correspondência para / Correspondence to:
Maria Valdrinez C. Lonardoni
Departamento de Análises Clínicas da Universidade Estadual de Maringá. Av. Colombo, 5790 - Jardim Universitário - 87020-900 Maringá, PR - Brasil.

Recebido em 20.3.1995. Reapresentado em 5.1.1996. Aprovado em 23.2.1996.