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Revista de Saúde Pública
Print version ISSN 0034-8910
Rev. Saúde Pública vol.34 n.6 suppl.0 São Paulo Dec. 2000
http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102000000700005
Evolução da assistência materno-infantil na cidade de São Paulo (1984-1996)*
Secular trends in maternal and child health care in S. Paulo city, Brazil(1984-1996)
Carlos Augusto Monteiroa, Ivan França Júniorb e Wolney Lisboa Condea
aDepartamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil. bDepartamento de Saúde Materno-infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
| DESCRITORES Indicadores de qualidade em assistência à saúde#. Levantamentos epidemiológicos#. Saúde materno-infantil#. Alojamento conjunto. Cuidado pré-natal. Cuidado da criança. Cesárea. Parto. Vacinação, utilização. | RESUMO OBJETIVO: MÉTODOS: RESULTADOS: CONCLUSÕES: |
| KEYWORDS Quality indicators, health care#. Health surveys#. Maternal and child health#. Rooming-in care. Prenatal care. Child care. Cesarean section. Delivery. Vacination, utilization.
| ABSTRACT OBJECTIVE: METHODS: RESULTS: CONCLUSIONS: |
INTRODUÇÃO
A disponibilidade e a qualidade da assistência que os serviços de saúde oferecem a gestantes, recém-nascidos e crianças constituem condicionantes importantes da evolução das condições de saúde na infância. São conhecidas e encontram-se bem documentadas, por exemplo, as relações entre falta ou deficiência de assistência pré-natal e o retardo do crescimento intra-uterino, a prematuridade e, por extensão, a morbimortalidade infantil.5,10 A assistência à gestante e ao recém-nascido no momento do parto, desde que apropriada ¾ assegurando condições adequadas de assepsia, monitoração e suporte e o emprego comedido e criterioso de tecnologias médicas ¾ também contribui para reduzir riscos à saúde infantil.27 Cuidados preventivos como o controle do crescimento e do desenvolvimento, a detecção precoce de enfermidades infantis, a orientação adequada da alimentação nos primeiros anos de vida e a vacinação contra as enfermidades imuno-preveníveis ¾ a chamada assistência de puericultura ¾ são, igualmente, elementos essenciais para a promoção de ótimas condições de saúde na infância.24,25
Dois inquéritos domiciliares sucessivos, realizados em 1984/85 e em 1995/96 em amostras probabilísticas da população infantil residente na cidade de São Paulo, permitem que se examine a evolução recente de um amplo conjunto de determinantes e de indicadores do estado de saúde dessa população. No presente artigo abordar-se-á a evolução da cobertura e da qualidade da assistência materno-infantil.
MÉTODOS
As informações procedem de dois inquéritos domiciliares probabilísticos sobre condições de saúde na infância, realizados na cidade de São Paulo em 1984/85 e em 1995/96. Nos dois inquéritos foram estudadas amostras representativas da população da cidade com idades entre zero e 59 meses: 1.016 no primeiro inquérito e 1.280 no segundo. Procedimentos semelhantes de amostragem foram adotados nos dois inquéritos, partindo-se em ambos os casos de cadastros domiciliares atualizados dos setores censitários do município. O detalhamento desses procedimentos é descrito em publicações anteriores.14,16
Nos dois inquéritos, as informações sobre características da assistência materno-infantil foram obtidas por meio de questionários e da observação de documentos como a carteira de vacinação. A aplicação dos questionários coube a entrevistadores com experiência prévia em inquéritos domiciliares sobre condições de saúde e os respondentes foram as mães das crianças estudadas.
Três componentes da assistência materno-infantil foram investigados: a assistência pré-natal, a assistência ao parto e a assistência de puericultura.
No caso da assistência pré-natal, as mães foram indagadas sobre o início dessa assistência e o número total de consultas recebidas durante a gestação. O Ministério da Saúde recomenda o início da assistência pré-natal ainda no primeiro trimestre da gestação e um número mínimo de cinco consultas.13 Com relação à assistência ao parto, procurou-se saber se o mesmo ocorreu no ambiente hospitalar e, nessa eventualidade, indagou-se sobre o tipo de parto (normal ou cirúrgico) e sobre o tipo de alojamento oferecido ao recém-nascido (junto com a mãe ou em berçário). O emprego excessivo de cesarianas ¾ acima de 10% a 15% dos partos, determinado, quer por critérios médicos equivocados, quer por razões financeiras ou de conveniência, resulta em risco desnecessário para a saúde da mãe e da criança, além de poder comprometer o estabelecimento do vínculo mãe-filho e o sucesso da amamentação.26,27 O alojamento indiscriminado das crianças em berçários é igualmente danoso para a amamentação e para o vínculo mãe-filho, além de favorecer o risco de infecções hospitalares.12,28 A assistência de puericultura foi avaliada indagando-se o número de vezes que as mães haviam levado seus filhos a serviços de saúde para controle do crescimento. O Ministério da Saúde recomenda um mínimo de cinco acompanhamentos do crescimento e do desenvolvimento no primeiro ano de vida.11
Ainda como parte da avaliação da assistência de puericultura, as mães das crianças estudadas foram solicitadas a apresentar o cartão de vacinação da criança. Informações sobre o número de doses aplicadas e sobre a correspondente data de aplicação das vacinas, que fazem parte do esquema básico de vacinação do primeiro ano de vida (BCG em dose única, tríplice em três doses, anti-poliomielite em três doses e anti-sarampo em dose única), foram transcritas do cartão para o questionário. No caso de ausência do cartão (14,6% dos casos no primeiro inquérito e 9,5% dos casos no segundo inquérito), as informações sobre vacinas foram obtidas diretamente das mães. Em caso de dúvida ou desconhecimento da mãe sobre o estado vacinal da criança, optou-se, nos dois inquéritos, por considerar a criança como não vacinada. No caso específico da vacina BCG, a cicatriz vacinal foi considerada como evidência suficiente de vacinação.
Com o objetivo de melhorar a precisão das respostas fornecidas pelas mães, os indicadores sobre assistência pré-natal e sobre assistência ao parto foram estimados com base apenas nas crianças com menos de 24 meses no dia da entrevista: 381 crianças em 1984/85 e 552 crianças em 1995/96. Com a mesma finalidade, os indicadores sobre consultas de puericultura foram estimados na faixa etária entre 12 e 23 meses, para consultas feitas no primeiro ano de vida, e entre 24 e 59 meses, para consultas feitas após o primeiro ano: respectivamente, 211 e 618 crianças em 1984/85 e 279 e 727 crianças em 1995/96. Para simplificar a avaliação da cobertura do esquema vacinal previsto para o primeiro ano de vida, os indicadores relativos à mesma levaram em conta apenas as crianças com 12 ou mais meses de idade no dia da entrevista: 841 em 1984/85 e 1.006 crianças em 1995/96. As crianças dessa faixa etária foram classificadas conforme o recebimento de cada uma das vacinas injetáveis que devem ser ministradas no primeiro ano de vida (BCG, tríplice e anti-sarampo). A não inclusão da vacina contra a poliomielite, ministrada por via oral, deveu-se ao fato de a mesma ser aplicada sobretudo em campanhas de vacinação, não sendo sistemático o seu registro no cartão de vacinação.
A evolução da cobertura e de características da assistência materno-infantil prestada às crianças residentes na cidade de São Paulo foi avaliada comparando-se estimativas globais provenientes dos inquéritos realizados em 1984/85 e em 1995/96. Objetivando identificar a evolução da distribuição social dessa assistência na cidade, foram constituídos três estratos sociais "equivalentes" nos inquéritos de 1984/85 e de 1995/96. Esses estratos corresponderam ao tercis da distribuição da renda familiar per capita em cada inquérito, ou seja, avaliou-se a evolução específica da assistência materno-infantil prestada ao terço mais pobre, ao intermediário e ao mais rico das crianças da cidade.
Os valores da renda per capita nominal de cada família estudada em 1984/85 ou em 1995/96 foram obtidos dividindo-se a somatória das rendas (salários e outras fontes de renda) auferidas pela família no último mês pelo número de membros da unidade familiar. A seguir, os valores nominais obtidos foram deflacionados e expressos em reais de outubro de 1996, empregando-se para tanto o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado, calculado pelo IBGE. Para cerca de 20% das crianças estudadas no primeiro inquérito e 6% daquelas estudadas no segundo inquérito, devido à ausência de informações sobre a renda de um ou mais membros da família, o valor da renda familiar per capita foi imputado a partir do nível de escolaridade do chefe da família.17
O significado estatístico das diferenças encontradas entre os indicadores estimados por cada inquérito foi examinado com o emprego do teste de t de Student (para médias) e do teste do qui-quadrado (para proporções).9
RESULTADOS
A Tabela 1 sumariza os dados referentes à assistência pré-natal, notando-se melhorias de pequena monta em todos os indicadores empregados, sendo estatisticamente significativo apenas o aumento no número médio de consultas durante a gestação, o qual passou de 7,4 para 8,0 consultas. Chamam a atenção a proporção ainda relativamente elevada de gestações que não tiveram qualquer assistência pré-natal ¾ 7,7% no primeiro inquérito e 7,1% no segundo ¾ e a proporção ainda insatisfatória de pré-natais iniciados no primeiro trimestre de gestação ¾ 69% no primeiro inquérito e 71% no segundo. Melhor situação, embora igualmente pouco alterada no período, foi registrada para a proporção de crianças cujas mães receberam cinco ou mais consultas de pré-natal: 85% no primeiro inquérito e 88% no segundo.
Nos dois inquéritos, a assistência hospitalar ao parto mostrou-se virtualmente universal na cidade. O dado positivo sobre a evolução da assistência ao parto foi o aumento de quase quatro vezes na freqüência de alojamento conjunto mãe-filho na maternidade: de 10,9% para 38,9%. Em contrapartida, manteve-se no período em quase 50% a proporção de partos cesarianos.
A assistência de puericultura evoluiu no primeiro ano de vida: a média de consultas passou de 7,8 para 9,3 consultas, enquanto a proporção de crianças que tiveram seis ou mais consultas cresceu de 76% para 84%. O indicador empregado para se avaliar a assistência de puericultura após o primeiro ano de vida mostrou, entretanto, cobertura estagnada: apenas metade das crianças mais velhas (dois ou mais anos de idade) tinham se beneficiado de pelo menos uma consulta de puericultura nos doze meses anteriores à entrevista.
A cobertura vacinal foi o componente da assistência materno-infantil que apresentou a melhor evolução na cidade. Aumentos significativos de cobertura foram encontrados para todas as vacinas investigadas. A cobertura, que já era relativamente elevada no primeiro inquérito ¾ entre 85% e 88%, virtualmente se universaliza no segundo (entre 98% e 99% de crianças vacinadas). A freqüência da condição ideal de cobertura para todas as vacinas injetáveis passa de 79,9% para 96,8% entre os inquéritos.
A Tabela 2 mostra que todos os indicadores empregados para avaliar a assistência pré-natal apresentam-se estagnados ou deterioram-se no tercil inferior da renda. Nos estratos de maior renda, observam-se melhorias discretas, o que aumenta, no período, as desigualdades sociais, já elevadas no primeiro inquérito. Por exemplo, a freqüência da situação ideal de pré-natal, iniciado no primeiro trimestre e com pelo menos cinco consultas, declina de 59,4% para 54,1% no terço mais pobre da população e eleva-se de 59,4% para 66,3% no terço intermediário e de 84,5% para 85,2% no terço mais rico.
A freqüência do alojamento conjunto da mãe e do recém-nascido, que era modesta em todos os estratos sociais em 1984/85, aumenta de forma particularmente intensa na renda baixa e intermediária, estratos onde chega a 44% (contra apenas 28% no tercil superior de renda). A relação inversa entre renda familiar e cesarianas pouco se altera entre os inquéritos; aumentos ligeiros na freqüência de cesarianas ocorrem nas rendas baixa e média, enquanto uma tênue redução é observada no estrato superior de renda.
Melhorias na assistência de puericultura oferecida durante o primeiro ano de vida mantêm virtualmente inalterada a relação inversa entre os indicadores dessa assistência e a renda familiar. Quanto à assistência de puericultura oferecida após o primeiro ano, as melhorias restringem-se aos estratos de renda média e alta, registrando-se, de fato, deterioração de cobertura no estrato de menor renda. Nesse caso, ampliam-se também as desigualdades sociais entre os inquéritos. Desempenho excepcional da vacinação em todos estratos de renda determina sua virtual universalização em todos estratos sociais, o que, nesse caso, elimina as desigualdades que prevaleciam no primeiro inquérito.
DISCUSSÃO
A comparação de inquéritos probabilísticos sucessivos, realizados em 1984/85 e em 1995/96, permitiu avaliar a evolução de componentes relevantes da assistência materno-infantil oferecida à população da cidade de São Paulo. Entre os aspectos favoráveis dessa evolução, destacam-se a manutenção da cobertura virtualmente universal da assistência hospitalar ao parto, o crescimento substancial da modalidade de alojamento conjunto da mãe e do recém-nascido, o aumento no número de consultas de puericultura no primeiro ano de vida e, sobretudo, a virtual universalização da cobertura das vacinas BCG, tríplice e anti-sarampo. Aspectos desfavoráveis foram o progresso modesto dos indicadores da assistência pré-natal, a manutenção de uma elevadíssima proporção de cesarianas (quase 50% dos partos) e a não expansão da assistência de puericultura após o primeiro ano de vida.
Inquérito em amostra probabilística da população infantil de São Paulo, realizado em 1973/74,8 permite que se conheça a evolução passada de alguns indicadores da assistência materno-infantil oferecida na cidade. A comparação de resultados desse inquérito com resultados do inquérito realizado em 1984/85 evidencia tendências semelhantes às apuradas para o período mais recente no que se refere à assistência pré-natal (crescimento modesto) e à cobertura vacinal (crescimento veloz).15 Com relação à assistência ao parto, a evolução no período 1973/74-1984/85 mostra a virtual universalização da assistência hospitalar (de 95% para 99% dos partos) e a explosão dos partos cirúrgicos (de 25,3% para 47,8% dos partos).15 A estabilização da freqüência de cesarianas em valores próximos a 50%, observada a partir das amostras de crianças estudadas em 1984/85 e em 1995/96, é consistente com estimativas da freqüência de partos cesarianos nas maternidades da cidade de São Paulo nos anos de 1987 e de 1993: 46,8% e 44,0%, respectivamente.23
Inquéritos nacionais realizados nos anos de 1986 e de 1996 permitem que a evolução recente da assistência materno-infantil na cidade de em São Paulo seja comparada àquela observada em outras áreas urbanas do País. Estimativas desses inquéritos indicam que a proporção de crianças cujas mães não tiveram qualquer assistência pré-natal reduziu-se significativamente nas áreas urbanas das regiões Norte e Nordeste (de 23,7% para 14,3% e de 23,3% para 12,4%, respectivamente), nas áreas urbanas das regiões do Centro-Sul (de 6,7% para 4,3%) e no conjunto das áreas urbanas do País (de 12,6% para 7,1%).20 Como se há de recordar, na cidade de São Paulo, em período semelhante, a ausência completa de assistência pré-natal permaneceu virtualmente estagnada, com freqüência em torno de 7%. Assim, próximo ao ano de 1996, a falta de assistência pré-natal na cidade de São Paulo era semelhante à encontrada no conjunto das áreas urbanas do País e quase duas vezes superior à encontrada nas áreas urbanas do Centro-Sul. Essas comparações confirmam e acentuam a evolução insatisfatória que a assistência pré-natal vem apresentando na cidade de São Paulo.
Entre 1986 e 1996, a cobertura da assistência hospitalar ao parto tende a se universalizar em todas as áreas urbanas do País, com o que as demais cidades brasileiras tendem a se aproximar de São Paulo.20 Situação semelhante de aproximação da situação de São Paulo é observada com relação às cesarianas, cuja freqüência no conjunto das áreas urbanas brasileiras cresce de 35,3% para 41,8%.1,2 Vantagens favoráveis à cidade de São Paulo são encontradas apenas com relação à cobertura vacinal. Embora os inquéritos nacionais de 1986 e 1996 tenham evidenciado progressos expressivos da cobertura vacinal em todas as áreas urbanas do país, em nenhuma região alcançou-se o grau de universalização observado em São Paulo. Entre 1986 e 1996, a cobertura simultânea das vacinas BCG, tríplice e anti-sarampo em crianças entre 12 e 59 meses de idade cresceu de 53,3% para 78,1% nas áreas urbanas do Nordeste e de 69,7% para 87,9% nas áreas urbanas do Centro-Sul do País.20 Em período equivalente, a mesma cobertura cresceu de 79,9% para 96,8% na cidade de São Paulo.
A constituição de estratos sociais "equivalentes" nos dois inquéritos realizados em São Paulo revelou um padrão de evolução não uniforme da distribuição social da assistência materno-infantil na cidade. Aumentos de desigualdades sociais foram evidenciados com relação à assistência pré-natal, à assistência de puericultura após o primeiro ano de vida e ao alojamento conjunto mãe-bebê. Nos dois primeiros casos, houve aumento da desvantagem inicial constatada para os estratos de menor renda enquanto no segundo caso intensificou-se a desvantagem do estrato de maior renda. No mesmo período, mantiveram-se inalteradas as desvantagens dos estratos de menor renda quanto à assistência de puericultura feita no primeiro ano de vida e as desvantagens dos estratos de maior renda quanto ao excesso de cesarianas.
Análises preliminares indicam que a manutenção ou o aumento das desvantagens dos estratos de menor renda decorre da chamada "lei do cuidado inverso". Segundo o autor dessa formulação, em sociedades onde o cuidado à saúde é mais exposto às forças de mercado, a disponibilidade da assistência varia inversamente com as necessidades da população servida.7 No caso da manutenção ou do aumento das desvantagens dos estratos de maior renda ¾ menor cobertura do alojamento conjunto mãe-bebê e excesso de cesarianas ¾ há indicações de que, em parte, o fenômeno se deva à utilização predominante de serviços de saúde privados pelos estratos de maior renda. Esses aspectos serão avaliados em artigo específico sobre a distribuição social da cobertura e da qualidade da assistência materno-infantil na cidade de São Paulo.
A influência que a evolução da assistência materno-infantil, relatada no presente artigo, poderia ter exercido sobre diferentes indicadores do estado de saúde das crianças de São Paulo ¾ envolvendo o baixo peso ao nascer, o estado nutricional, o crescimento pondo-estatural e as enfermidades mais freqüentes na infância ¾ é examinada em artigos subseqüentes.3,4,6,18,19,21,22
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Correspondência para/Correspondence to:
Carlos Augusto Monteiro
Av. Dr. Arnaldo, 715
01246-904 São Paulo, SP, Brasil
E-mail: carlosam@usp.br
*Trabalho desenvolvido no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e no Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e baseado em pesquisas de campo financiadas pela Financiadora de Estudos e Projetos ¾ Finep (Convênios 41.83.0698.00 e 66.96.0193.00) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo ¾ Fapesp (Processos 84/2463-3 e 94/3493-5).










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