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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.37 n.6 São Paulo Dec. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102003000600007 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Dominância de Aedes aegypti sobre Aedes albopictus no litoral sudeste do Brasil

 

Dominance of Aedes aegypti over Aedes albopictus in the southeastern coast of Brazil

 

 

Ricardo A PassosI; Gisela R A M MarquesI; Júlio C VoltoliniII; Maria Lúcia F CondinoIII

ILaboratório de Culicídeos da Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Taubaté, SP, Brasil
IIDepartamento de Biologia da Universidade de Taubaté. Taubaté, SP, Brasil
IIIServiço Regional 3 (SR3) da SUCEN. Taubaté, SP, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar a infestação de Aedes aegypti e Aedes albopictus e verificar sua associação com fatores climáticos e com a sua freqüência em recipientes de área urbana.
MÉTODOS: Foi selecionado o município de São Sebastião, localizado no litoral Sudeste do Brasil. Foram utilizados os dados do "Programa de Controle de Vetores de Dengue e Febre Amarela no Estado de São Paulo" que realiza a vigilância entomológica em pontos estratégicos, armadilhas e delimitação de focos. Os pontos estratégicos são imóveis onde existem recipientes em condições favoráveis à proliferação de larvas. Para análise dos dados, foram utilizados os testes de significância estatística: Kruskal-Wallis, Dwass-Steel-Chritchlow-Fligne e Mann-Whitney.
RESULTADOS: Verificou-se crescimento anual da positividade de armadilhas e pontos estratégicos para Ae. aegypti e diminuição para Ae. albopictus. Observou-se aumento do número de imaturos de Ae. aegypti e diminuição da outra espécie. Na positividade de imóveis para a presença de larvas, verificou-se aumento gradativo do número de imóveis com Ae. Aegypti, superando a positividade para Ae. albopictus. Houve uma fraca correlação das espécies com os fatores abióticos. As maiores freqüências de imaturos de ambas espécies foram em recipientes artificiais passíveis de remoção.
CONCLUSÕES: Os resultados evidenciaram no período de estudo a predominância de Ae. aegypti sobre Ae. albopictus em área urbana, indicando que o crescimento populacional do primeiro parece ter afetado a chance de sua coexistência. Sugere-se que algum processo de seleção natural possa estar operando e desse modo contribuindo para levar à separação das duas espécies.

Descritores: Aedes. Ecologia de vetores. Insetos vetores. Dengue. Febre amarela. Controle de vetores.


ABSTRACT

OBJECTIVE: To assess infestation of Aedes aegypti and Aedes albopiticus and describe their association with weather conditions and container colonization in urban areas.
METHODS: The town of São Sebastião in the southeastern coast of Brazil was selected. It was used data from the Dengue and Yellow Fever Vector Control Program of the State of São Paulo, Brazil, that encompasses entomological surveillance at strategic positions, traps and foci demarcation. Strategic positions sites are fixed sites with containers in adequate conditions for larvae growth. Statistical analysis was performed using Kruskal-Wallis test, Dwass-Steel-Chritchlow-Fligne test and Mann-Whitney test.
RESULTS: There was found an annual growth of positive traps and strategic positions of Ae. aegypti and a drop in Ae. albopictus population. An increase in immature Ae. aegypti and a drop of the other species were also seen. A gradual increase of positive dwellings for Ae. aegypti was noticed outgrowing Ae. albopictus population. There was a weak correlation of the Aedes species with abiotic factors. Higher numbers of immature mosquitoes of both species were found in artificial containers which could be eliminated.
CONCLUSIONS: The study showed Ae. aegypti was predominant in urban areas, indicating that its growth seems to have affected the coexistence with other species. Natural selection could be in place contributing to Aedes aegypti and albopictus species separation.

Keywords: Aedes. Ecology, vectors. Insect vectors. Dengue. Yellow fever. Vector control.


 

 

INTRODUÇÃO

Aedes aegypti e Aedes albopictus são mosquitos vetores de arboviroses, sendo Ae. aegypti principal vetor da febre amarela urbana, dengue e dengue hemorrágica na América Latina e Caribe. As enfermidades mais importantes vetorialmente transmitidas por Ae. albopictus nas Américas são a dengue, febre amarela, encefalite eqüina do oeste e da Califórnia.

Nas Américas, embora amplamente disseminado, até o momento, não há evidências de que Ae. albopictus seja um eficiente transmissor da dengue. Já Ae. aegypti, responsável pela transmissão dessa doença desde a década de 50, apresentou sucessivos registros de reintrodução no Brasil, estabelecendo-se definitivamente, no final do século XX.

Atualmente essas espécies infestam 3.592 (Ae. Aegypti) e 1.533 (Ae. Albopictus) municípios brasileiros (Honório e Lourenço-de-Oliveira,10 2001). No Estado de São Paulo, a infestação teve início na década de 80. Já em 1995 foi registrada a presença desses vetores em 626 municípios, onde 415 estavam infestados por Ae. aegypti e 450 por Ae. albopictus, estando presentes ambas as espécies em 267 municípios paulistas (Glasser & Gomes,6 2000).

No município de São Sebastião, os primeiros registros de infestação do Ae. albopictus surgiram no início de 1989, enquanto que a espécie Ae. aegypti só foi assinalada em 1996, não obstante o intenso intercâmbio entre a área portuária desse município com a do município de Santos, já infestado.

Segundo Honório e Lourenço-de-Oliveira10 (2001), a interação de Ae. albopictus e Ae. aegypti requer atenção, pois essas espécies se desenvolvem essencialmente nos mesmos criadouros artificiais e são muito comuns em áreas de grande concentração humana.

A espécie Ae. albopictus é freqüentemente encontrada com Ae. aegypti em vários países (Chan et al,2 1971). Na América do Norte, onde Ae. albopictus foi recentemente introduzido, este tende a dominar o Ae. aegypti (Hobbs et al,9 1991). Em contraste, no sudeste da Ásia, foi observada redução da abundância de Ae. albopictus resultante da interação competitiva com Ae. aegypti (Hawley,7 1988).

Toda espécie necessita se relacionar com outra, e essa interação é dotada de características determinadas pelo estado evolutivo em que ela se encontra, na qual determinada população é norteada pelas possibilidades de desenvolvimento em seus componentes, limitada ao relacionamento com os membros de outra população (Forattini,5 1996).

Com base nessas questões, o presente trabalho teve por objetivo analisar a infestação de Ae. aegypti e Ae. albopictus, verificar a associação com fatores climáticos e sua freqüência em recipientes de área urbana.

 

MÉTODOS

Foi selecionado o município de São Sebastião, localizado no litoral norte do Estado de São Paulo, coordenadas latitude Sul 23º 21' 20" e longitude Oeste 45º 21' 00", a 220 Km da capital paulista. Sua superfície territorial é de 520 Km2 sendo aproximadamente 300 Km2 cobertos por Mata Atlântica.

Foram utilizados os dados do sistema de informação do "Programa de Vigilância e Controle dos Vetores de Dengue e Febre Amarela no Estado de São Paulo" (SUCEN,15 2002), desenvolvidos pelo Serviço Regional 3 - Taubaté, a partir das atividades de vigilância entomológica realizada em pontos estratégicos, armadilhas e em delimitações de focos ocorridas no município. O período de estudo deu-se de janeiro de 1996, início da infestação pelo Ae. aegypti, até dezembro de 2000.

Segundo o citado Programa de Controle, pontos estratégicos (PE) são os imóveis de maior importância na geração e dispersão ativa e passiva de Ae. aegypti. Podem apresentar grandes quantidades de recipientes em condições favoráveis a proliferação de larvas (depósitos de pneus usados e de ferro velho, oficina de desmanche de veículos, borracharias, cemitérios, entre outros) ou pequenas quantidades de recipientes (transportadoras, rodoviárias, portos e aeroportos, entre outros). Os pontos com armadilhas (larvitrampas) são constituídos de pneus e distribuídos seguindo uma malha de 400 m entre os pontos, na área urbana de municípios não infestados ou em áreas não infestadas de municípios infestados com mais de 100 mil habitantes. Tem como objetivo aumentar a sensibilidade da vigilância entomológica, evitando a detecção tardia dos focos de Ae. aegypti.

Quando se verifica a presença de Ae. aegypti em algum ponto estratégico ou armadilha, é realizada a delimitação e controle do foco em um raio de 500 m em torno do imóvel positivo para Ae. aegypti, realizando-se as ampliações que se fizerem necessárias. (SUCEN,15 2002).

Os dados meteorológicos, temperatura média, pluviosidade total mensal, umidade relativa do ar e velocidade do vento, foram fornecidos pelo Instituto Agronômico de Campinas -IAC- Climatologia Agrícola, Ubatuba, SP.

Para a análise dos dados, número de larvas, número de imóveis e números de pontos de armadilhas e os estratégicos (PA e PE), foram aplicados os testes de significância estatística: Kruskal-Wallis e Dwass-Steel-Chritchlow-Fligner (DSCF), e para fatores abióticos, Mann-Whitney.

 

RESULTADOS

As atividades de vigilância entomológica analisadas no período de estudo, totalizaram 10.171 pesquisas em armadilhas e pontos estratégicos (PA/PE), registrando uma positividade de 4,3% (437) com presença de larvas de Ae. aegypti, 26,2% (2.677) com Ae. albopictus e 0,1% (10) com presença de ambas espécies.

Na Tabela 1, verifica-se crescimento anual da positividade de armadilhas com Ae. aegypti e, a partir de 1998, diminuição de Ae. albopictus. O teste estatístico Kruskal-Wallis apontou diferença significativa da positividade entre as duas espécies em todos os anos estudados. O resultado da comparação da positividade entre as espécies (Teste DSCF), mostrou nos três primeiros anos diferença significativa, favorecendo Ae. albopictus. No ano de 1999, não houve diferença (p=0,91). Porém, em 2000, ocorreu inversão favorecendo Ae. aegypti.

 

 

Na Tabela 2, observa-se a variação anual do número de larvas de Ae. aegypti e Ae. albopictus coletados nas atividades de vigilância PA/PE. O número total de larvas foi 56.629, sendo 8,9% (5.016) de Ae. aegypti, 90,6% (51.310) de Ae. Albopictus, e habitando os mesmos recipientes, 303 formas imaturas correspondendo a 0,5% do total coletado. Nessas atividades de vigilância também se observa crescimento do número de imaturos de Ae. aegypti e diminuição de Ae. albopictus. Analisando estatisticamente as freqüências anuais de larvas, verificam-se diferenças significativas em todos os anos estudados. O resultado da comparação entre o número de larvas das espécies (Teste DSCF) mostrou, novamente, Ae. albopictus como espécie predominante até 1998. Em 2000, esta diferença é observada, revelando nesse ano vantagem para Ae. aegypti.

 

 

A positividade de imóveis com presença das espécies, detectados na atividade de delimitação de foco, é apresentada na Tabela 3, onde se observa aumento gradativo do número de imóveis com Ae. aegypti. Essa positividade supera a encontrada para o mosquito Ae. albopictus em 2000. O teste Kruskal-Wallis não mostrou diferença entre as positividades do número de imóveis em 1996. Já nos dois anos subseqüentes verificou-se aumento gradual de imóveis com presença de Ae. aegypti, embora o Ae. albopictus ainda seja predominante. No ano de 1999, não foi observada diferença significativa entre o número de imóveis positivos registrados para as duas espécies. Provavelmente, inicia-se uma inversão do predomínio de uma espécie sobre a outra que, no ano seguinte, favoreceu o Ae. aegypti. O resultado da comparação da positividade de imóveis entre a espécies (Teste DSCF) mostrou que as diferenças foram significativas nos anos de 1997, 1998 e 2000, apontando vantagem inicial para Ae. albopictus e, posteriormente, para Ae. aegypti. Os resultados sugerem que a espécie Ae. aegypti passa por diferentes situações até tornar-se bem estabelecida.

 

 

Na Tabela 4 são apresentados apenas os valores significativos resultantes da comparação dos fatores abióticos com presença ou ausência das espécies estudadas nas atividades de vigilância em PA e PE, delimitação de foco e número de larvas encontrados em PA e PE. Observa-se que Ae. albopictus apresentou maior número de variáveis com valores significativos do que Ae. aegypti. Tais dados sugerem que Ae. albopictus seja mais sensível aos fatores ambientais ali registrados.

 

 

Na Tabela 5 são apresentadas as freqüências absolutas e relativas dos recipientes no período de 1996 a 2000, com a presença das espécies encontradas nas atividades de delimitação de foco. Para ambas observa-se a diversidade de recipientes. Apenas em 2000, Ae. aegypti foi registrado em maior número de recipiente do que Ae. albopictus. Verifica-se que 10% dos recipientes positivos para ambas as espécies são criadouros não removíveis, e a grande maioria (90%) é passível de ser retirado.

 

 

DISCUSSÃO

No município de São Sebastião, litoral norte do Estado de São Paulo, o Ae. aegypti parece ter deslocado Ae. albopictus de pelo menos uma parte de seus habitats larvários. Os dados sugerem que a expansão de Ae. aegypti no município tem ocasionado reflexos na população de Ae. albopictus em área urbana.

Hawley7 (1988) cita que a distribuição do Ae. albopictus na Ásia tem diminuído pela interação competitiva com Ae. aegypti, e que, em contraste, na América do Norte, observou que a abundância de Ae. aegypti foi reduzida como resultado da competição com Ae. albopictus.

Estudos laboratoriais de competição larvária, conduzidos com diferentes cepas de Ae. albopictus e Ae. aegypti procedentes da Ásia, mostraram maior habilidade de Ae. aegypti para competir com Ae. Albopictus. Os resultados obtidos sugerem que o Ae. albopictus não poderia se estabelecer em locais habitados por Ae. aegypti devido ao deslocamento competitivo ou exclusão competitiva (Estrada-Franco & Craig Jr,4 1995).

Hornby et al11 (1994) relatam que a distribuição, abundância e colonização de Ae. albopictus na Flórida não foi totalmente afetada pela presença de Ae. aegypti. Os autores citam que Ae. aegypti tem dominância em áreas urbanas, enquanto que Ae. albopictus tem preferência por áreas rurais ou silvestres. Tais aspectos apontam para um fenômeno de separação ecológica, o que também pode ter ocorrido no município de estudo.

De acordo com O'Meara et al14 (1995), a invasão inicial e a expansão de Ae. albopictus na Flórida ocorreram na região norte, estando associado ao declínio de Ae. Aegypti. Porém, na região central, em alguns locais urbanos, o Ae. aegypti foi encontrado mesmo depois da chegada do Ae. albopictus; já no sudeste, o Ae. aegypti é dominante, habitando recipientes em áreas urbanas.

Os presentes achados apontam uma interferência na população de Ae. albopictus por ocasião da chegada de Ae. aegypti. Talvez seja um fator de substituição ou deslocamento de uma pela outra, levando Ae. albopictus a ocupar outro ambiente como habitat preferencial, desenvolvendo-se em criadouros naturais em ambiente silvestre. Sugere-se que, com a chegada de Ae. aegypti, Ae. albopictus possa estar sendo deslocado do ambiente urbano, pois sua densidade vem diminuindo.

Ho et al8 (1989) comentam que, em experimentos realizados em campo, as altas temperaturas parecem promover um rápido desenvolvimento e alta sobrevivência dos estágios imaturos de ambas espécies. Porém, não está clara a influência desses fatores no deslocamento ocorrido de populações experimentais mistas de Ae. aegypti e Ae. albopictus. Lounibos et al12 (2002) mostraram que o resultado da competição larval entre Ae. aegypti e Ae. albopictus no campo não alterou com temperaturas de 24º e 30ºC.

As variáveis climáticas relacionadas no presente trabalho são relativas ao macrohábitat, e os resultados parecem indicar que níveis mais altos de temperatura, pluviosidade, velocidade do vento e total de dias de chuva favorecem o Ae. aegypti. Deste modo, os dados obtidos indicam que as espécies devem possuir exigências climáticas diferentes. Sugere-se, então, a realização de estudos mais específicos com o intuito de detectar diferenças climáticas do macro e microhábitat que contribuam para sua explicação.

Chan et al1 (1971) mostram que ambas espécies se criam em áreas urbanas numa grande variedade de recipientes. Em Cingapura, os autores relataram que 99% dos criadouros são recipientes artificiais, e que os naturais representam apenas 1%. A maioria dos criadouros estavam associados ao hábitat humano.

Chiaravalloti Neto3 (1997) registrou a positividade de Ae. aegypti em ambiente urbano em criadouros artificiais, tais como pneus, vasos de plantas, latas e outros. Tais observações coincidem com os dados encontrados no presente estudo.

Em Cuba, Marquetti et al13 (2000) destacam a presença de Ae. Albopictus em zonas suburbanas e ocorrência de competição desta espécie com as espécies nativas do lugar. Os resultados do presente trabalho sugerem ação competitiva entre as duas espécies com possível deslocamento de nicho.

Diante desses elementos, conclui-se que no processo de expansão geográfica desses culicídeos, no município de São Sebastião, ocorreu a predominância de Ae. aegypti sobre Ae. albopictus em área urbana anteriormente infestada pela segunda espécie. Trata-se de observações em criadouros artificiais comumente encontrados em ambiente antrópico, sendo, provavelmente, os maiores responsáveis pela produção e manutenção das populações estudadas.

Os dados mostram crescimento populacional que parece ter afetado a chance de coexistência das duas espécies. Em 2000, observou-se sobreposição do Ae. Aegypti, seguido de processo epidêmico de dengue com incidência acumulada de 770 casos/ 100.000 habitantes.

O fenômeno do deslocamento observado constitui um enigma ecológico. Entende-se que algum processo de seleção natural possa estar operando e, desse modo, contribuindo para levar à separação das duas espécies. Tais hipóteses necessitam de comprovação experimental em campo e laboratório, visando a esclarecer a existência de possível competição entre as espécies, com o objetivo de compreender os processos envolvidos.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência
Ricardo A Passos
Laboratório de Culicídeos - SUCEN
Praça Cel. Vitoriano, 23 Jd. Sta Clara
12020-020 Taubaté, SP, Brasil
E-mail: labpesqsr3@sucen.sp.gov.br

Recebido 14/8/2002
Reapresentado em 29/4/2003
Aprovado em 12/6/2003
Subvencionado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp – Projeto Temático Processo n. 99/10517-1)