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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.37 n.6 São Paulo Dec. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102003000600013 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Qualidade microbiológica de leite humano obtido em banco de leite

 

 

Álvaro B Serafini; Maria Cláudia D P B André; Márcia A V Rodrigues; André Kipnis; Cynthia O Carvalho; Maria Raquel H Campos; Érica C Monteiro; Fábia Martins; Thiago F N Jubé

Departamento de Microbiologia, Imunologia, Parasitologia e Patologia do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás. Goiânia, GO, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Determinar a prevalência de microrganismos indicadores e potencialmente patogênicos que indicam as condições higiênico-sanitárias das amostras de leite humano ordenhado coletadas em banco de leite.
MÉTODOS: Foram realizadas análises microbiológicas de 338 amostras de leite humano ordenhado, sendo 194 de leite cru e 144, pasteurizado, coletadas em banco de leite humano de um hospital materno infantil de Goiânia, GO. As análises microbiológicas foram realizadas com semeadura em ágar Mc Conkey, de acordo com o tipo de bactéria.
RESULTADOS: No leite cru, verificou-se a presença de Staphylococcus spp. Streptococcus spp., bolores e leveduras e Enterobacteriaceae. Observou-se que Staphylococcus aureus esteve presente em 10 (5,2%) amostras, Staphylococcus epidermidis em 28 (14,4%), Streptococcus spp. em três (1,6%), bolores e leveduras em 43 (22,2%) e Enterobacteriaceae em 49 (25,3%). Das 144 amostras de leite humano ordenhado pasteurizado, detectaram-se Staphylococcus aureus em cinco (3,5%), Staphylococcus epidermidis em 15 (10,4%), Staphylococcus lugdenensis em duas (1,4%), Streptococcus spp. em quatro (2,8%), bolores e leveduras em 37 (25,7%) e Enterobacteriaceae em nove (6,3%).
CONCLUSÕES: Os resultados mostraram um alto grau de contaminação no leite cru. No leite pasteurizado, apesar da eliminação da grande maioria de microrganismos potencialmente patogênicos, a percentagem de bolores e leveduras excedeu a de leite cru, mostrando a necessidade de obtenção de um leite com carga microbiana inicial mais baixa para que a pasteurização seja eficiente no controle microbiológico.

Descritores: Bancos de leite. Leite humano. Controle de qualidade.


 

 

INTRODUÇÃO

As infecções exógenas oriundas do ambiente hospitalar são as que merecem maior atenção dos sanitaristas, pois são provocadas por agentes cuja fonte é o ser humano, como: funcionários, pacientes e visitantes, e também por equipamentos e instrumental.5 Como é muito difícil a implantação simultânea de medidas de controle de infecções hospitalares em todos os seus setores, os esforços devem ser concentrados nas áreas de risco, como berçários, serviço de nutrição e os centros cirúrgicos, de esterilização e de terapia intensiva. Desta forma, destaca-se entre esses setores o berçário, devido à contaminação cruzada ou pelo banco de leite, implicando que a veiculação de microrganismos patogênicos ou potencialmente patogênicos possa ser considerada fator de risco microbiológico em potencial. Sabe-se que para os bebês alimentados com leite materno, os primeiros seis meses podem ser a época mais sadia de vida. Este tipo de alimentação preenche perfeitamente suas demandas de nutrição e higiene.24 Porém, os recém-nascidos prematuros não dispõem de forças para sugar o leite materno e têm que ser alimentados por outros métodos. Há ainda o fato de que algumas mães, por algum problema fisiológico ou emocional, não conseguem produzir leite. Por outro lado, pode causar alergia aos recém-nascidos o leite oriundo de animais. Por estes e outros motivos, muitos lactentes são alimentados com leite obtido em bancos de leite humano (BLH), produto de doações voluntárias de mulheres que têm produção excedente.

A qualidade microbiológica do leite humano ordenhado (LHO) distribuído por esses bancos é um assunto de interesse para a saúde pública, pois as crianças que consumirão este produto têm baixa resistência a infecções neonatais.1,2,13,21 O problema mais importante dos BLHs é o controle bacteriológico do leite doado,11 sendo que o consumo de leite humano contaminado pode ser a causa de doenças neonatais.23

Torna-se importante a obtenção de mais dados epidemiológicos sobre a contaminação bacteriana de leite humano e o desenvolvimento de um trabalho educativo com as mães, enfermeiras, técnicos de enfermagem, nutricionistas, médicos pediatras e intensivistas, conscientizando-os sobre os riscos na preparação e consumo do leite humano.21 O presente trabalho tem por objetivo conhecer a prevalência de microrganismos existentes no leite oferecido por bancos de leite humano para subsidiar as autoridades competentes na melhor condução de programas de prevenção de infecções de recém- nascidos.

 

MÉTODOS

Foram coletadas 338 amostras de leite de um banco de leite humano de um hospital materno infantil de Goiânia, GO, sendo 194 amostras de leite humano cru e 144 pasteurizado. Essas amostras eram remetidas imediatamente acondicionadas, ao Laboratório de Microbiologia de Alimentos do Departamento de Microbiologia do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública de Goiânia, onde se procederam as análises microbiológicas.

Por se tratar de secreção e da quantidade disponibilizada para a coleta, as análises microbiológicas foram realizadas segundo Koneman et al14 (1997) com semeadura inicial em ágar sangue e ágar Mc Conkey e, de acordo com o tipo de bactéria isolada, posterior identificação em meios apropriados. As bactérias pertencentes ao gênero Staphylococcus foram testadas para a capacidade de produção de coagulase, resistência à novobiocina. Para os Streptococcus, baseado na hemólise, foram realizadas provas de resistência à bacitracina, optoquina e outras provas bioquímicas. Na identificação de Gram-negativos, a triagem era realizada em TAF (tríplice açúcar ferro) e a identificação por provas bioquímicas. Para a análise de bolores e leveduras, utilizou-se a técnica de acordo com a American Public Health Association,25 com semeadura em ágar batata dextrose acidificado com ácido tartárico a 10% até pH 3,5, incubação a 25oC±1 por cinco a sete dias.

 

RESULTADOS

Das 194 amostras de LHO não pasteurizado, foram isoladas 136 cepas (70,4%) de microrganismos indicadores e/ou potencialmente patogênicos, e das 144 de leite pasteurizado, 73 (50,7%) apresentaram contaminação (Tabela 1).

 

 

Nas amostras de LHO cru, foram isoladas três (2,2%) cepas de Streptococcus do grupo viridans; 10 (7,35%) Staphylococcus aureus; 28 (20,59%) S. epidermidis e 49 (36,0%) amostras contaminadas por Enterobacteriaceae. Observou-se ainda, 43 (31,6%) amostras de leite cru contaminadas por bolores e leveduras (Tabela 2).

 

 

Das 144 amostras de LHO pasteurizado, foram encontradas 73 cepas, sendo duas (2,7%) Staphylococcus lugdenensis, Streptococcus pyogenes, Streptococcus do grupo viridans; cinco (6,9%) Staphylococcus aureus; 15 (20,6%) S. epidermidis e 12,3% das amostras foram detectadas Enterobacteriaceae. Ainda, 37 (50,7%) amostras mostraram-se positivas para bolores e leveduras (Tabela 2).

 

DISCUSSÃO

A presença de contaminantes em níveis elevados no LHO cru acarreta a redução do valor biológico pela utilização de nutrientes do leite pela microbiota contaminante e a diminuição dos fatores de defesa.2 Estas situações determinam, na maioria das vezes, a classificação do produto como impróprio para o consumo, tendo em vista a vulnerabilidade da clientela receptora. Além disso, o processo de pasteurização será tanto menos eficiente quanto maior for a carga microbiana do produto. Observa-se que há uma grande lacuna nos critérios para seleção do leite para a pasteurização.

Staphylococcus aureus é encontrado na orofaringe dos seres humanos com prevalência de 35 a 40% e na boca e saliva de 10 a 35%.10 Sua presença, porém, no leite humano pode ser interpretada como contaminação secundária a partir da pele e fossas nasais, ou por condições higiênicas ou sanitárias insatisfatórias dos utensílios empregados. A maior preocupação quanto à sua presença incide sobre a ocorrência de cepas produtoras de toxinas resistentes à pasteurização.3

Pereira et al19 (1995) relataram a presença de Staphylococcus em todas amostras de leite materno procedentes de 19 mulheres com sintomas de mastite. Das 19 cepas, oito sintetizavam quantidades detectáveis de enterotoxinas, sendo que algumas, além desta capacidade, mostraram-se produtoras da toxina do síndrome do choque tóxico.

Em relação ao leite cru, os presentes resultados são semelhantes aos de Carroll et al7 (1979) que observaram S. aureus em 13 (6,2%) amostras, das 207 de LHO pesquisados. Outros autores encontraram Staphylococcus coagulase positiva nas amostras estudadas: 28,1% (Nikodemuz16), 29% (Almeida et al3), 51,7% (Almeida et al2) e ainda de 7.570 amostras, observaram crescimento bacteriano em 230, sendo 40% destas, S. aureus.8

Wyatt & Mata26 (1969), em 51 amostras de colostro, detectaram enterobactérias em 18% das amostras, refletindo o baixo nível de higiene pessoal e de condições sanitárias na população, no vilarejo de Santa Maria Cauquí, Guatemala.

Outros autores encontraram E. coli em 8,5% de 59 amostras de leite materno,22 em 2% de 44 amostras,9 indicando uma contaminação fecal do leite, e de enterobactérias em 15 (7%).7 Os presentes resultados revelaram a presença de enterobactérias em 25,3% das amostras de LHO cru analisadas e ainda em 6,2% do leite após pasteurização. Apresentaram, portanto, qualidade higiênica inferior aos estudos citados.

Entre as enterobactérias, destaca-se a importância da determinação do grupo coliforme no controle da qualidade microbiológica de BLH, pois sua presença pode indicar contaminação, mesmo que indireta, de origem fecal, sem implicar necessariamente a identificação de E. coli.2 Pesquisas têm mostrado que a contaminação por coliformes pode ser proveniente do ambiente, como estudo feito em 472 amostras, que revelaram 38,4% deste grupo de bactérias,17 ou de 5.710 amostras de leite humano foram detectados coliformes em 1139 (19,9%)17 e em 837 amostras, 71 (8,48%) estavam contaminadas com coliformes, porém apenas três por E. coli.18 No presente estudo, os coliformes estiveram presentes em 21,1% das amostras de leite cru e em 5,6% das pasteurizadas, mostrando que a eficiência da pasteurização pode ser comprometida por uma carga microbiana inicial elevada.

A presença de bolores e leveduras em alimentos pode indicar contaminação advinda do meio ambiente ou resultado de manipulação em condições higiênico-sanitárias insatisfatórias.15 Almeida4 (1986) encontrou uma prevalência de fungos e leveduras em 69,4% das amostras obtidas após emprego de método usual (água e sabão) de higiene da glândula mamária. Já outros pesquisadores observaram 230 (6,5%) amostras com bolores e leveduras de 7.570 analisadas.8 Os presentes resultados, de 22% para leite cru, mostraram-se inferiores aos de outros autores,4 porém, preocupantes para leite pasteurizado (25,7%), denotando possível contaminação ambiental pós-processamento ou ineficácia da pasteurização. A presença de leveduras patogênicas em LHO pasteurizado sugere que este poderia ser uma fonte de infeção para recém-nascidos durante o aleitamento. O controle de qualidade com o uso da contagem de leveduras em LHO pode ser um bom indicador de problemas na higiene, estocagem ou transporte.21

A pasteurização inadequada não é somente um perigo presumível às propriedades benéficas do LHO, mas pode também aumentar a susceptibilidade para subseqüentes contaminações.6

A Resolução RDC no 12, de janeiro de 2001, do Ministério da Saúde14 estabelece, pela primeira vez no Brasil, critérios para controle microbiológico do leite humano. Nela, a contagem de microrganismos aeróbios mesófilos viáveis permitida é de até 100 UFC/mL, coliformes a 35oC e Staphylococcus coagulase positiva ausentes em 1 mL e Salmonella sp. ausente em 25 mL. De acordo com essa Resolução, 4,9% das amostras analisadas no presente trabalho estão impróprias para o consumo humano por não apresentarem os parâmetros analíticos de acordo com o permitido no Anexo I da referida Resolução. Diante dos resultados obtidos, acredita-se que devem haver esforços para melhorar a qualidade microbiológica do LHO, mesmo o que se destina à pasteurização. Para tanto, resultados e medidas mais rigorosas de monitoramento da qualidade do leite humano são imprescindíveis para garantir um alimento seguro para os recém-nascidos.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência
Álvaro Bisol Serafini
Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública
R. Delenda Rezende de Melo, s/n Setor Universitário
74605-050 Goiânia, GO, Brasil
E-mail: abisol@iptsp.ufg.br.

Recebido em 23/1/2002
Reapresentado em 27/6/2003
Aprovado em 3/7/2003
Financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa/FUNAPE/UFG (Processo n. 66.357)