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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.39 n.3 São Paulo Jun. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102005000300025 

OPINIÃO

 

Métodos qualitativos e quantitativos na área da saúde: definições, diferenças e seus objetos de pesquisa

 

 

Egberto Ribeiro Turato

Laboratório de Pesquisa Clínico-Qualitativa. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Interesses e realizações referentes a pesquisas qualitativas têm sido crescentes no campo da saúde. Por conseqüência, tem havido maior demanda para os programas de pesquisa institucional e para publicações nos periódicos científicos. Frente a esta realidade, o presente artigo teve os seguintes objetivos: (a) apresentar definições de métodos qualitativos usados nas Ciências do Homem e nas Ciências da Saúde; (b) compará-los com os métodos quantitativos comuns das Ciências da Saúde; (c) ilustrar o assunto com os constructos mais importantes nesses campos metodológicos. São fornecidos critérios para julgar a pertinência do caminho percorrido pelos pesquisadores qualitativistas, desde a elaboração do plano de pesquisa até a interpretação dos resultados.

Descritores: Pesquisa biomédica, métodos. Pesquisa qualitativa. Pesquisadores.


 

 

INTRODUÇÃO

Tem-se deparado, de modo crescente, com interesses e com realizações de pesquisas qualitativas no campo da saúde. Em conseqüência, há uma maior demanda na busca dos programas de pesquisa institucional, assim como na procura de congressos acadêmicos e periódicos científicos, respectivamente, para viabilizar projetos e divulgar os resultados de seus trabalhos. Na última década, as pesquisas qualitativas tornaram-se bem aceitas pelos jornais médicos. Porém, em épocas passadas, esses pesquisadores tinham os manuscritos rejeitados devido aos trabalhos serem considerados não-científicos. Era como se consistissem apenas de histórias curiosas contadas por pessoas sobre os eventos de suas vidas, sem preocupações sistemáticas, isto é, como se aquelas fossem de caráter anedótico.2

Hoje em dia, felizmente muitas revistas científicas divulgam pesquisas qualitativas de modo habitual. Por exemplo, a Revista de Saúde Pública, renomado periódico brasileiro, possui até mesmo um roteiro de avaliação de artigos qualitativos para seus consultores. Atualmente, é fácil encontrar profissionais de saúde que não somente dêem importância aos métodos qualitativos na medicina, mas também reconhecem sua ajuda para melhor compreender a vida dos pacientes. Da mesma forma, uma quantidade crescente dos próprios pesquisadores médicos está usando tais métodos.2 Isso não significa, necessariamente, que os métodos qualitativos estejam bem compreendidos e utilizados por eles, pois alguns investigadores apresentam seus relatórios qualitativos usando conclusões do senso comum, entre outros problemas.

Frente a esses desafios, fazia-se necessário um artigo tutorial que discutisse a metodologia da investigação qualitativa, trazendo aos leitores suas mais importantes definições. Complementarmente, tais definições necessitariam ser comparadas com os clássicos conceitos das pesquisas convencionais de campo – tais como as epidemiológicas – e com outros procedimentos de levantamentos científicos construídos com mensurações e ferramentas matemáticas em geral. E finalmente, o público acadêmico poderia melhor discriminar os temas e constructos atualmente mais procurados nesses campos metodológicos.

O objetivo preciso do presente texto é, portanto, servir ao discernimento e ao aprofundamento sobre a temática do método qualitativo, com um recorte de objeto para empregá-lo no entendimento do setting e do processo saúde-doença. Os alvos são os leitores e os consumidores destas produções científicas para terem maior clareza de critérios no julgamento da pertinência do caminho percorrido pelos pesquisadores qualitativistas, desde o plano de pesquisa, passando pela coleta de dados, até a interpretação dos resultados. Igualmente, o presente artigo carrega o escopo de fornecer subsídios àqueles acadêmicos que pretendem elaborar seus projetos de investigação qualitativa, para que o façam no rigor esperado para qualquer geração de conhecimentos em ciência. Assim, seguem-se as definições concernentes, um comparativo entre as metodologias quáli e quânti; finalizando com uma diversificada lista de elaborações conceituais, próprias dos vocabulários de cada método.

 

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

Considere-se que o discurso das Ciências Naturais – a Física, a Química, a Biologia e as numerosas ciências derivadas, dentre elas as Ciências Médicas – mescla-se com o entendimento dos métodos quantitativos ou explicativos. Da mesma forma, a discussão sobre as Ciências do Homem e da Cultura mistura-se com a discussão sobre métodos qualitativos ou compreensivos. O pensamento científico moderno, como se sabe, nasceu há quase quatro séculos, com Galileu. A ele se deve o legado de ter conferido autonomia à Ciência, distinguindo-a da Filosofia e da Religião, delimitando assim qual seria seu objeto, objetivo e método (observação, experimentação e indução).8 A ciência estabeleceu-se, desde então, no objeto específico das coisas da natureza, ou seja, no estudo das leis que enunciam as ligações dos fenômenos entre si, enquanto a filosofia deveria ocupar-se das questões ontológicas (do ser enquanto ser) e, por fim, a religião manteria as chamadas verdades religiosas como seu objeto.

Por sua vez, a história dos métodos qualitativos ou compreensivos é mais recente. Há pouco mais de um século, juntando-se com o início das idéias de se criarem as Ciências Humanas, surgem em contraponto às então já organizadas Ciências Naturais. Com seus métodos qualitativos, a disciplina de Antropologia desenvolveu a chamada etnografia, cuja revolução ocorreu nos anos 20 com as publicações de Malinowski.10 Esse antropólogo permaneceu alguns anos convivendo com nativos da Oceania, observando participativamente o que lá ocorria. A partir deste fato, a história da ciência atribuiu-lhe o pioneirismo na metodologia científica qualitativa, já que ele procurou descrever sistematicamente como havia obtido seus dados e como ocorria a experiência de campo.

Primeiramente, entretanto, deve-se dar mérito a Marx e a Freud por terem propiciado importantes cortes epistemológicos para compreensões novas e profundas do ser humano, permitido estudos científicos autônomos para as Ciências Humanas. Esses pensadores construíram escolas que, respectivamente, ergueram o véu que oculta os mecanismos da Ideologia atuante nos grupos da sociedade e tiraram a máscara que esconde os mecanismos do Inconsciente atuante no mundo psíquico dos indivíduos.4 Contribuíram decisivamente para a sustentação da cientificidade das Ciências Humanas, nas quais se encontra o lócus da construção metodológica da pesquisa qualitativa.

 

CONCEITOS USUAIS DE MÉTODOS QUALITATIVOS

Metodologicamente, para explicar cientificamente os fenômenos relacionados a drogadição, por exemplo, pesquisadores utilizam psiquiatria, epidemiologia ou farmacologia clínica. Mas para compreender o que a dependência química significa para a vida do doente, este é um tema para os investigadores qualitativistas, que podem ser: o psicólogo, o psicanalista, o sociólogo, o antropólogo ou o educador. Entretanto, seria interessante que os próprios profissionais de saúde pudessem empregar métodos qualitativos, com a vantagem de que eles já trazem – devido a sua experiência em assistência – as inerentes atitudes clínica e existencial.14 Isso permitirá que eles realizem ricos levantamentos de dados e façam interpretações de resultados com grande autoridade.

Por outro lado, é decisivo que se trabalhe com nitidez a concepção do método qualitativo de pesquisa, pois não se convém imitar ingenuamente o entendimento que se traz de outras abordagens investigativas. Deve-se, assim, evitar assertivas destes tipos: método de pesquisa que não lança mão de recursos como números, cálculos de percentagem, técnicas estatísticas, tabelas, amostras numericamente representativas, ensaios randômicos, questionários fechados ou escalas de avaliação. Tentar definir pela via da negação não constitui obviamente uma definição.14 Também não é o caso de dizer, como se costuma concluir de modo intuitivo, que o método qualitativo é usado para estudar a "qualidade" de um objeto. No contexto da metodologia qualitativa aplicada à saúde, emprega-se a concepção trazida das Ciências Humanas, segundo as quais não se busca estudar o fenômeno em si, mas entender seu significado individual ou coletivo para a vida das pessoas. Torna-se indispensável assim saber o que os fenômenos da doença e da vida em geral representam para elas. O significado tem função estruturante: em torno do que as coisas significam, as pessoas organizarão de certo modo suas vidas, incluindo seus próprios cuidados com a saúde.

Não se confunda, no entanto, pesquisa qualitativa nas Ciências Humanas e da Saúde com o usual nas Ciências Naturais, as quais se ocupam de conduzir estudos também chamados de qualitativos. Nestas, o pesquisador fixa seu interesse em conhecer, agora certamente, as "qualidades" físicas, químicas ou biológicas de seu objeto de investigação. Pesquisadores das Ciências da Natureza falam comumente do emprego de métodos qualitativos ao se ocuparem, como num exemplo das áreas biológicas, na parasitologia médica, do objetivo de detectar a presença ou não de protozoários num material coletado para análises clínicas. Trata-se do termo qualitativo, obviamente com significado próprio dentro de seu modelo epistemológico-metodológico. Para tanto, o pesquisador utilizará técnicas tais como: coleta de material dentro de procedimentos de obtenção precisa, acondicionamentos em recipientes adequados, cuidados com a identificação do material e sua análise em laboratório bem equipado. Em suma, esse pesquisador terá estudado um particular fenômeno da Natureza, em profundidade, descrevendo-o em suas propriedades, fazendo assim pesquisa qualitativa em Ciências Naturais.

Voltando para o contexto das Ciências do Homem e da Saúde, transcreve-se inicialmente uma definição genérica de métodos qualitativos apresentada pelos sociólogos Denzin & Lincoln,6 habitualmente citada na literatura: "Os pesquisadores qualitativistas estudam as coisas em seu setting natural, tentando dar sentido ou interpretar fenômenos nos termos das significações que as pessoas trazem para estes". A mera leitura da definição acima pode ser insuficiente para uma compreensão acurada ao leitor desacostumado com a prática dessas pesquisas. Sublinha-se novamente que, se não é diretamente o estudo do fenômeno em si que interessa a esses pesquisadores, seu alvo é, na verdade, a significação que tal fenômeno ganha para os que o vivenciam.

Em palavras semelhantes, os educadores Bogdan & Biklen1 pontuam: "[Os pesquisadores qualitativistas] procuram entender o processo pelo qual as pessoas constroem significados e descrevem o que são estes". Esses autores também tomam significado como idéia-chave. Depreende-se que o pesquisador qualitativista não quer explicar as ocorrências com as pessoas, individual ou coletivamente, listando e mensurando seus comportamentos ou correlacionando quantitativamente eventos de suas vidas. Porém, ele pretende conhecer a fundo suas vivências, e que representações essas pessoas têm dessas experiências de vida.

Por sua vez, organizando uma definição detalhada de métodos qualitativos, as enfermeiras Morse & Field,12 assim os caracterizam: "Indutivos, holísticos, êmicos, subjetivos e orientados para o processo; usados para compreender, interpretar, descrever e desenvolver teorias relativas a um fenômeno ou a um setting". Embora as autoras procurassem ser abrangentes em sua definição, infelizmente deixaram de fora os termos significado/significação. No seu alvo amplo, no entanto, ganha força a palavra teoria que implica que o método qualitativo é não é apenas um modo de pesquisa que atende a certas demandas. Ele tem o fim comum de criar um modelo de entendimento profundo de ligações entre elementos, isto é, de falar de uma ordem que é invisível ao olhar comum. Saliente-se ainda o termo processo, aqui particularmente rico, caracterizando o método qualitativo como aquele que quer entender como o objeto de estudo acontece ou se manifesta; e não aquele que almeja o produto, isto é, os resultados finais matematicamente trabalhados. Por sua vez, o raciocínio indutivo é relativo ao fato de que estes pesquisadores se fundamentariam sobre os dados de campo, estudando individualidades a fundo e colecionando informações que, paulatinamente, desembocariam na construção de uma teoria densa e plausível. Êmico quer dizer que a interpretação do cientista há de ser feita na perspectiva dos entrevistados e não uma discussão na visão do pesquisador ou a partir da literatura. Deve-se principalmente trazer conhecimentos originais e não se fixar em confirmar as teorias já existentes, pois assim a ciência não avança.

Privilegiando, a seu turno, uma definição estrutural e com objetivos contemplando a visão sociológica, Minayo,11 aponta as metodologias qualitativas como: "[...] aquelas capazes de incorporar a questão do significado e da intencionalidade como inerentes aos atos, às relações, e às estruturas sociais, sendo essas últimas tomadas tanto no seu advento quanto na sua transformação, como construções humanas significativas". Novamente o termo significado ganha presença, neste contexto com interesse pelas estruturas sociais, procurando conhecer o querer-dizer das estruturas para os sujeitos sob estudo.

Por fim, apresenta-se a definição do método clínico-qualitativo, uma particularização e um refinamento dos métodos qualitativos genéricos das Ciências Humanas, porém voltado especificamente para os settings das vivências em saúde: "Aquele que busca interpretar os significados – de natureza psicológica e complementarmente sociocultural – trazidos por indivíduos (pacientes ou outras pessoas preocupadas ou que se ocupam com problemas da saúde, tais como familiares, profissionais de saúde e sujeitos da comunidade), acerca dos múltiplos fenômenos pertinentes ao campo dos problemas da saúde-doença".13

Nesse particular método, o pesquisador é chamado a usar um quadro eclético de referenciais teóricos para redação de seu projeto e para a discussão dos resultados, sempre no espírito da interdisciplinaridade. Todo o empreendimento deve ser sustentado por três pilares, que funcionam como características demarcadoras e consistem das seguintes atitudes: existencialista, clínica e psicanalítica. Essas propiciam, respectivamente: uma postura de acolhida das angústias e ansiedades inerentes do ser humano; uma aproximação própria de quem habitualmente já trabalha na ajuda terapêutica; e a escuta e a valorização dos aspectos psicodinâmicos mobilizados sobretudo na relação afetiva e direta com os sujeitos sob estudo.Esse método tem-se provado adequado em pesquisas qualitativas já realizadas no campo da saúde.3,5,7

 

AS CARACTERÍSTICAS DOS MÉTODOS QUALITATIVOS1

Primeiramente, o interesse do pesquisador volta-se para a busca do significado das coisas, porque este tem um papel organizador nos seres humanos. O que as "coisas" (fenômenos, manifestações, ocorrências, fatos, eventos, vivências, idéias, sentimentos, assuntos) representam, dá molde à vida das pessoas. Num outro nível, os significados que as "coisas" ganham, passam também a ser partilhados culturalmente e assim organizam o grupo social em torno destas representações e simbolismos. Nos settings da saúde em particular, conhecer as significações dos fenômenos do processo saúde-doença é essencial para realizar as seguintes coisas: melhorar a qualidade da relação profissional-paciente-família-instituição; promover maior adesão de pacientes e da população frente a tratamentos ministrados individualmente e de medidas implementadas coletivamente; entender mais profundamente certos sentimentos, idéias e comportamentos dos doentes, assim como de seus familiares e mesmo da equipe profissional de saúde.

Segunda propriedade do método: o ambiente natural do sujeito é inequivocamente o campo onde ocorrerá a observação sem o controle de variáveis. Terceiro ponto: o pesquisador é o próprio instrumento de pesquisa, usando diretamente seus órgãos do sentido para apreender os objetos em estudo, espelhando-os então em sua consciência onde se tornam fenomenologicamente representados para serem interpretados. Quarto atributo: o método tem maior força no rigor da validade (validity) dos dados coletados, já que a observação dos sujeitos, por ser acurada, e sua escuta em entrevista, por ser em profundidade, tendem a levar o pesquisador bem próximo da essência da questão em estudo. Quinta característica: se a generalização não é a dos resultados (matematicamente) obtidos, pois não se pauta em quantificações das ocorrências ou estabelecimento de relações causa-efeito, ela se torna possível a partir dos pressupostos iniciais revistos, ou melhor, dos conceitos construídos ou conhecimentos originais produzidos. Caberá ao leitor e consumidor da pesquisa usá-los para examinar sua plausibilidade e utilidade para entender casos e settings novos.

Com finalidade didática, é relevante traçar os perfis comparativos entre as características das metodologias quáli e quânti aplicadas ao campo da saúde. Na Tabela 1, o leitor contemplará os níveis conceituais de ambas as metodologias, iniciando por qual atitude científica se deve ter quando utilizado um ou outro método. Vê-se também a força maior de cada método (reliability versus validity), assim como qual deveria ser o real recorte do objeto eleito para investigação em uma e outra estratégia metodológica; e finalmente, identificar as dessemelhanças quanto ao desenho do projeto e aos tipos de instrumentos usuais para cada pesquisa. Ponto crítico é mostrar as distinções existentes na técnica de amostragem e o perfil da amostra de sujeitos. A análise dos dados mostra que são diferentes os caminhos de lapidação daquilo que foi coletado em ambos os métodos. Por fim, há de se clarear o que são as conclusões, de fato, de um e de outro método, com o conseqüente trabalho de desfazer os nós quanto à generalização realmente possível e pretendida pelo método quantitativo e pelo qualitativo.

Essa importante tábua de dissimilitudes mostra que os métodos têm identidades próprias, do momento em que seus autores levantam as perguntas (hipóteses de trabalho) até quando redigem seus relatórios finais de pesquisa. A complexidade de cada empreitada e, sobretudo, as construções epistemológicas autônomas desautorizam grande parte das pesquisas, que se auto-intitulam como "quanti-quali", a continuar apresentando-se ao meio acadêmico por meio deste presumido modelo misto. Na realidade, muitos dos trabalhos assim denominados são apenas de construção quantitativa, já que encaixar simples citações literais de falas de sujeitos, que responderam a questionários previamente padronizados, não configura legitimamente a existência de uma reivindicada simultaneidade com pesquisa qualitativa.

Encerrando o presente artigo, advêm as Tabelas 2 e 3, aspirando codificar, respectivamente, os construtos mais comuns usados nas pesquisas qualitativas e quantitativas. Em apreciação panorâmica e comparativa de ambos os quadros, é esperado que o leitor se aproprie da capacidade de distinguir os enquadres da saúde a que se reservam ambos os métodos. Na coluna da direita, ao explicitar como cada concepção se constitui, foram empregadas definições bem estabelecidas na literatura da epidemiologia9 e/ou bem tipificadas como descritores nas ciências da saúde.15

 

REFERÊNCIAS

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6. Denzin NK, Lincoln YS. Handbook of qualitative research. Thousand Oaks, Sage; 1994.        [ Links ]

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8. Galilei G. O ensaiador. São Paulo: Nova Cultural; 2000.        [ Links ]

9. Jekel JF, Elmore JG, Katz DL. Epidemiologia, bioestatística e medicina preventiva. 2ª ed. Porto Alegre: ARTMED; 2005.        [ Links ]

10. Malinowski BK. Argonautas do Pacífico Ocidental: um relato do empreendimento e da aventura dos nativos nos arquipélagos da Nova Guiné Melanésia. 3ª ed. São Paulo: Abril Cultural; 1984.        [ Links ]

11. Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 8ª ed. São Paulo: Hucitec/ Rio de Janeiro: Abrasco; 2004.        [ Links ]

12. Morse JM, Field PA. Qualitative research methods for health professionals. 2nd ed. Thousand Oaks, Sage; 1995.        [ Links ]

13. Turato ER. [Introduction to the clinical-qualitative research methodology: definition and main characteristics]. Rev Portug Psicossomática [Portug J Psychosomatics] 2000;2(1):93-108.        [ Links ]

14. Turato ER. Tratado da metodologia da pesquisa clínico-qualitativa: construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. 2ª ed. Petrópolis: Vozes; 2003.        [ Links ]

15. U.S. National Library of Medicine. Medical Subject Headings. Available from URL: http://www.nlm.nih.gov/mesh/2005/MBrowser.html [2004 Nov 10]        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Egberto Ribeiro Turato
Rua Carlos Guimarães, 230 Apto 82
13024-200 Campinas, SP, Brasil
E-mail: erturato@uol.com.br

Recebido em 24/11/2004. Aprovado em 5/4/2005.