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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.41 n.6 São Paulo Dec. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102007000600027 

INFORMES TÉCNICOS INSTITUCIONAIS TECHNICAL INSTITUTIONAL REPORTS

 

Instituto Adolfo Lutz: experiência de modelo de programa de garantia de qualidade em hematologia e bioquímica

 

Adolfo Lutz Institute: testing of a quality assurance program in hematology and biochemistry

 

 

Divisão de Patologia – Seção de Análises Clínicas e Hematologia, Instituto Adolfo Lutz

Correspondência | Correspondence

 

 

O crescente aumento da demanda analítica e a disponibilidade do uso de equipamentos de automação têm exigido respostas rápidas, maior eficiência no controle de qualidade e na implantação de mecanismos que possam promover a modernização das estruturas laboratoriais.

O controle de qualidade é parte integrante de um laboratório de análises clínicas. São estabelecidos padrões precisos, com os quais as análises de determinados parâmetros de um mesmo material (amostra) são comparadas entre diferentes laboratórios. Suas atividades podem ser divididas em três fases: 1) estabelecimento de padrões rigorosos com os quais se compara o trabalho de produção; 2) comparação do trabalho com os padrões; 3) adoção de medidas corretivas para melhorar a qualidade do trabalho.

Visando atender os requisitos para a competência dos laboratórios, são aplicadas: a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, as portarias CVS-01 de 18/1/2000, CVS 13 de 4/11/2005 e RDC nº 302 de 15/11/2005. Essas regulamentações estabelecem critérios para funcionamento de laboratórios clínicos e tendo em vista sua prática, elaborou-se um projeto piloto que resultou no Programa de Comparação Interlaboratorial em Hematologia e Bioquímica do Instituto Adolfo Lutz.

O Programa foi iniciado em outubro de 2003 com 12 laboratórios participantes e atualmente a ele integram-se 40 laboratórios. Seu objetivo é auxiliar os laboratórios da rede pública de saúde na implementação de um sistema de qualidade, que garanta a confiabilidade dos serviços prestados à população na análise de parâmetros bioquímicos e hematológicos. Isso possibilita que os laboratórios atendam aos requisitos estabelecidos pela referida Portaria.

Para realização desse Programa, foram produzidas amostras de soro e sangue controles de origem animal, distribuídas aos 38 laboratórios participantes, a cada trimestre no ano de 2006. Nas amostras de soro foram realizados ensaios bioquímicos (glicose, colesterol, triglicérides, creatinina, uréia e proteínas totais) e nas de sangue os hematológicos (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, hemoglobina e hematócrito) cujas ferramentas estatísticas escolhidas para avaliar a precisão e a exatidão das análises foram o coeficiente de variação (CV%) e o Z-score.

Os dados obtidos em relação aos parâmetros bioquímicos colesterol, creatinina, glicose, proteínas totais, triglicérides e uréia foram: 96% e 100%; 97,4% e 99,3%; 98% e 100%; 95,3% e 99,3%; 83,9% e 98,2%; 96,7% e 100%, respectivamente. Quanto aos parâmetros hematológicos glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, hemoglobina e hematócrito foram: 96,4% e 99,3%; 99,2% e 97,1%; 100% e 94,2%; 97,7% e 90,5%, respectivamente. A partir desses dados, pôde-se observar que, no geral, a maioria dos laboratórios obteve bom desempenho, garantindo a confiabilidade da qualidade analítica das unidades públicas de saúde. A busca pela garantia constante da excelência e melhoria das análises, tem proporcionado aos laboratórios a efetivação de programas de controle de qualidade. Com isso, contribui para a solução de possíveis erros randômicos e/ou sistemáticos ocorridos durante as análises, permitindo a realização de medidas preventivas e corretivas. Esta experiência fornece subsídios para planejamento de estratégias e ações de caráter macrorregional e nacional no âmbito do Sistema Único de Saúde.

 

 

Correspondência | Correspondence:
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Av. Dr. Arnaldo, 351 1º andar sala 135
01246-901 São Paulo, SP, Brasil
E-mail: bepa@saude.sp.gov.br

 

 

O arquivo disponível sofreu correções conforme ERRATA publicada no Volume 42 Número 2 da revista.
Texto de difusão técnico-científica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.