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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.42 n.6 São Paulo Dec. 2008

 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Beneficiários do trabalho voluntário: uma leitura a partir da bioética

 

Beneficiarios del trabajo voluntario: una lectura a partir de la bioética

 

 

Lucilda SelliI; Volnei GarrafaII; José Roque JungesI

IPrograma de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo, RS, Brasil
IICátedra Unesco de Bioética. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Universidade de Brasília. Brasília, DF, Brasil

Correspondência | Correspondence

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Descrever a percepção dos voluntários sobre os beneficiários do trabalho voluntário no setor de saúde hospitalar e a influência que o tema dos benefícios exerce sobre as motivações.
MÉTODOS: Estudo exploratório com abordagem qualitativa. Participaram 110 voluntários em serviços de saúde referências no tratamento de câncer no Rio de Janeiro (RJ), com coleta de dados de outubro a dezembro de 2001. Os dados foram obtidos por dois instrumentos: um questionário com perfil socioeconômico e sobre motivações para atividade voluntária; e entrevista semi-estruturada para obtenção de dados complementares.
RESULTADOS: A visão dos voluntários sobre os beneficiários da atividade voluntária esteve centrada mais freqüentemente no paciente (50,5%), no voluntário (41,9%) e na instituição e sociedade (7,6%). Paciente e voluntário foram considerados simultaneamente beneficiários, sendo o voluntário o que mais recebe benefícios. Foi relatada também uma compreensão do benefício social dessa atividade.
CONCLUSÕES: Constatou-se que existe, entre os voluntários, uma noção da importância social do seu trabalho voluntário, faltando uma articulação maior entre motivações individuais e trabalho voluntário como espaço de enfrentamento de problemas sociais.

Descritores: Trabalhadores Voluntários, psicologia. Motivação. Institutos de Câncer. Cuidados Paliativos. Bioética.


RESUMEN

OBJETIVO: Describir la percepción de los voluntarios sobre los beneficiarios del trabajo voluntario en el sector de salud hospitalaria y la influencia que el tema de los beneficios ejerce sobre las motivaciones.
MÉTODOS: Se efectuó estudio exploratorio con abordaje cualitativo. Participaron 110 voluntarios en servicios de salud de referencia en el tratamiento de cáncer en la ciudad de Rio de Janeiro (Sureste de Brasil), con colecta de datos de octubre a diciembre de 2001. Los datos fueron obtenidos por dos instrumentos: un cuestionario con perfil socioeconómico y sobre motivaciones para actividad voluntaria; y entrevista semi-estructurada para la obtención de datos complementarios.
RESULTADOS: La visión de los voluntarios sobre los beneficiarios de la actividad voluntaria estuvo centrada más frecuentemente en el paciente (50,5%), en el voluntario (41,9%) y en la institución y sociedad (7,6%). Paciente y voluntario fueron considerados simultáneamente beneficiarios, siendo el voluntario el que más recibe beneficios. Fue señalado también una comprensión del beneficio social de esa actividad.
CONCLUSIONES: Se constató que existe, entre los voluntarios, una noción de la importancia social de su trabajo voluntario, faltando una articulación mayor entre motivaciones individuales y trabajo voluntario como espacio de enfrentamiento de problemas sociales.

Descriptores: Trabajadores Voluntarios, psicología. Motivación. Instituciones Oncológicas. Cuidados Paliativos. Bioética.


 

 

INTRODUÇÃO

Solidariedade crítica e voluntariado orgânico são dois pólos que se relacionam e podem contribuir para a agenda Bioética do Século XXI. A adjetivação crítica diz respeito à capacidade do agente voluntário de possuir critérios capazes de ajudá-lo a discriminar a dimensão social e política que estão indissociavelmente presentes na relação solidária.15 Voluntariado orgânico foi um conceito construído por analogia ao de intelectual orgânico, desenvolvido por Gramsci e entendido como participação politizada, ativa e beneficente das pessoas que desenvolvem o serviço voluntário e, no caso específico, na área da saúde.9 Atualmente, instituições da sociedade civil, como algumas organizações não-governamentais (ONG), expressam seu compromisso com uma sociedade mais equânime e solidária. O voluntariado orgânico tende, assim, a fortalecer a autonomia e a capacidade das organizações da sociedade civil.16

No Brasil, as desigualdades sociais mobilizam o surgimento de novas organizações sociais, aliadas às tradicionalmente existentes, com a ampliação da quantidade de voluntários e de espaços para esta prática. A atividade voluntária é elemento agregador na construção da justiça social. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) aposta na ação social voluntária como um novo espaço de transformação social. A sociedade brasileira encontra-se num período de valorização e ampliação do espaço da sociedade civil no enfrentamento dos problemas sociais.

A bioética pode ser um instrumento orientador para a solidariedade no campo do voluntariado. Na sua origem, a bioética refletia sobre as conseqüências da crescente difusão de intervenções tecnológicas sobre o ambiente natural e o ser humano. O neologismo "bioética", criado e tornado público em 1971, com a obra Bioethics: Bridge to the Future, do oncologista Van Rensselaer Potter que entendia que a bioética deveria ser a ciência da sobrevivência frente às diferentes ameaças à vida no planeta.15 Por sua vez, Andre Hellegers, preocupado com a insuficiência da deontologia médica em proporcionar aos profissionais subsídios para responder aos desafios éticos das novas biotecnologias aplicadas à medicina, fundou em 1971 o The Kennedy Institute of Ethics (Washington), utilizando o mesmo neologismo.1 Portanto, a bioética tem como origem a preocupação com os avanços das biotecnologias aplicadas à vida e com os aspectos clínicos do ato médico.

Na perspectiva do serviço voluntário, preconiza-se uma compreensão de bioética com um referencial social.3 Isso implica considerar as dimensões sociais dos problemas, tais como aspectos legais e de políticas públicas,7 aplicando-as ao campo da saúde coletiva. Buscam-se alternativas coletivas para a bioética e uma reação à simples importação descontextualizada das propostas ou "pacotes" éticos importados de países mais desenvolvidos.8,11

A solidariedade crítica constitui o valor principal a orientar os trabalhadores voluntários na área da saúde, de uma sociedade que possui amplas parcelas da população com elevados índices de pobreza e marginalização. É, neste contexto, que se busca alargar sua reflexão e intervenção, entre outras formas, por meio da solidariedade crítica como valor motivador dos grupos e associações organicamente comprometidos com a questão social. Existe um potencial a ser explorado entre os prestadores de trabalho voluntário para uma adequada utilização de suas capacidades, as quais podem atuar no enfrentamento da questão social, que hoje, no Brasil, demanda soluções.

As associações de voluntários podem constituir-se em potentes dispositivos de mudanças na sociedade. Isso requer uma ética baseada no reconhecimento dos valores humanitários de solidariedade que devem presidir o serviço voluntário e dos direitos de cidadania em torno da assistência à saúde. Esses valores deverão guiar a formação de um modelo de voluntariado social. Assim, faz-se necessário conhecer a percepção dos trabalhadores voluntários sobre os beneficiários do trabalho voluntário.

O presente artigo teve por objetivo descrever a percepção dos voluntários sobre os benefícios individuais e coletivos e as motivações do trabalho voluntário.

 

MÉTODOS

A pesquisa foi realizada em cinco associações de voluntários (731 pessoas) no município do Rio de Janeiro (RJ), 2001. Foram excluídos os voluntários de associações religiosas (119) e voluntários em período de adaptação (120), totalizando 239 indivíduos. A população final foi de 492 sujeitos. A amostra foi calculada utilizando os seguintes parâmetros: intervalo de confiança de 95%; erro amostral de 5%, prevalência estimada do desfecho de 10%, obtendo-se amostra mínima de 105. Para prevenir possíveis perdas acrescentaram-se cinco voluntários, obtendo-se amostra final igual a 110.

Foi aplicado um questionário com 16 perguntas fechadas aos participantes. O instrumento foi dividido em duas partes: a primeira sobre dados gerais informações socioeconômicas dos entrevistados; e a segunda referente às motivações relacionadas ao tema da solidariedade. Foram distribuídos 110 questionários, dos quais foi obtido retorno de 106 e houve uma recusa. A segunda etapa constou da aplicação de entrevista semi-estruturada e gravada com sete voluntários. A escolha por estes participantes teve em vista seu maior envolvimento com o tema durante a aplicação dos questionários.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os participantes foram, predominantemente, mulheres (89,5%), acima de 40 anos (79,0%), aposentados (28,6%), profissionais liberais (23,8%) ou do lar (30,4%). Houve predomínio de voluntários com formação superior (41,9%), seguido de segundo grau completo (37,2%). Quanto à renda, 32,4% recebiam entre cinco e dez salários mínimos e 21,9% acima de dez salários mínimos. Quanto ao estado civil, 36 (34,3%) sujeitos eram casados; 21 (20%) solteiros, 18 (17,1%) viúvos; 14 (13,4%) divorciados, 7 (6,7%) viviam em união estável e 9 (8,5%) não responderam. A proporção de voluntários solteiros, viúvos e divorciados (50,5%) foi representativa e considerada fator de influência à adesão para a atividade voluntária. Dos voluntários amostrados, 89,5% eram do sexo feminino.

A análise dos beneficiários do trabalho voluntário ocorreu em três pólos: individual, no qual o beneficiário é o voluntário; dual, no qual voluntário e paciente são simultaneamente beneficiários; e coletivo, no qual o trabalho voluntário resulta em um benefício maior, com repercussão para a dimensão social.

Pólo individual: o voluntário como maior beneficiário do trabalho voluntário

A visão dos voluntários sobre os benefícios do trabalho voluntário esteve centrada no paciente (50,5%), no voluntário (41,9%) e na instituição e a sociedade que receberam o trabalho (7,6%). No entanto, nas sete entrevistas semi-estruturadas, não houve nenhuma referência ao paciente como o único beneficiário; estes respondentes entendem que o voluntário é o mais beneficiado, relatando as razões para isso.

As razões alegadas, fundamentando a idéia de ser o voluntário o maior beneficiário do trabalho por ele realizado, estão relacionadas ao aprendizado, à superação de si mesmo, ao redimensionamento do cotidiano e ao encontro com a própria humanidade.

"O voluntário, pelo contato com a doença, com a terminalidade, passa a repensar e reformular a vida de uma forma completamente nova, dinâmica e transgressora também. Ele se beneficia muito mais que o paciente".

A expressão - "vira humano outra vez" - faz entender que o contato, a convivência e a participação na vida do outro, na situação de sofrimento, desperta a sensibilidade humana no voluntário.

"O voluntário é o mais beneficiado por que ele redimensiona a vida. Ele redimensiona valores. Na hora em que começa realizar um trabalho forte, que vai a fundo, que acredita que vê que dá certo e que é possível, redimensionar tudo até o seu lidar com os problemas, vira humano outra vez".

"... Essa riqueza que não existiria sem os homens e com a qual eles se gratificam mutuamente".2 A gratificação mútua expressa uma relação de permuta entre as pessoas. A cooperação é própria da condição humana. "Não habitamos o mundo somente através do trabalho, mas fundamentalmente através do cuidado e da amorosidade".13

Ao identificar-se como o maior beneficiário, o voluntário justifica que o contato com o paciente foi uma forma de redimensionar valores e reassumir a vida com uma dimensão maior.

Outra interpretação sobre o voluntário ser o maior beneficiário está relacionada ao fato de o voluntariado buscar condições para uma existência digna e verdadeiramente humana.5 Nesse contexto, o trabalho voluntário expressa uma exigência no plano da realização pessoal, caracterizado como um lugar de refúgio e um espaço para encontrar motivos para viver com maior intensidade e conferir um sentido útil à existência.

Pólo dual: paciente e voluntário como beneficiários do trabalho voluntário

Nas entrevistas semi-estruturadas paciente e voluntário foram referidos como simultaneamente beneficiários.

"o paciente é beneficiado porque ele recebe amor, atenção, apoio, ele tem cuidados, em contrapartida, o voluntário se beneficia porque ele se torna um realizador de si mesmo".

Os entrevistados estabeleceram uma relação de reciprocidade, na qual ambos são destinatários e sujeitos do benefício, apresentando uma noção de horizontalidade na relação.

"não tenho nenhuma ilusão de que quando ajudo o outro estou me ajudando, assim o benefício é mútuo".

Compartilhar sofrimento traduz uma ligação empática2 e esse encontro com a dor do outro re-significa o cotidiano da existência6 ao compreender os benefícios do trabalho em uma perspectiva de interdependência.12

Pólo coletivo: instituição e sociedade como beneficiários do trabalho voluntário

O trabalho voluntário, como uma atividade mais abrangente, com repercussões para a instituição e a sociedade, teve pouca ênfase nos dados quantitativos (7,6%). Entretanto, há uma compreensão da importância social da atividade voluntária.

Nesta tipologia de motivação, pautada pelo interesse do benefício coletivo, o voluntário dirige-se aos outros, em primeiro lugar, com o fim de se fazer útil às necessidades do outro.

"o serviço voluntário é uma possibilidade de exercer minha cidadania plenamente. Eu só posso exercê-la plenamente na medida em que outras pessoas também possam. Ninguém pode ser cidadão se o outro que está ao lado dele não é, não importa se eu o conheço ou não".

Houve relatos sobre a necessidade de ultrapassar as visões estereotipadas acerca dessa atividade, ainda presente na sociedade e nos próprios voluntários.

"aqui se está aprendendo um serviço voluntário com uma conotação muito maior, de comprometimento real que leva a mudanças na sociedade (...) aqui se aprende com os nossos dirigentes que o trabalho voluntário não deve ser assistencialista e nem interesseiro, o que ajuda a entender a abrangência do serviço".

Há uma compreensão mais consciente do trabalho voluntário, revelando a conquista de um horizonte maior como sujeitos inseridos na sociedade, sendo o voluntariado social adequado para os tempos atuais. Embora o trabalho voluntário seja orientado por objetivos comuns, podem permanecer no seu interior uma multiplicidade de objetivos individuais ou de subgrupos.4 Assim, a solidariedade constitui um valor bioético fundamental para orientar a prática voluntária ao dar visibilidade e voz aos menos favorecidos15 e à solidariedade crítica, baseada na dignidade de todos os seres humanos.1

A justiça social afirma tanto a dignidade moral quanto o igual respeito a todos os homens. questionando a ordem social vigente.4 A solidariedade deve ser entendida como condição para a justiça e como medida que compensa a insuficiência da virtude da justiça.4 Conforme Cortina5 a justiça não é completa sem a solidariedade e a autonomia não é autêntica sem a justiça-solidariedade. A bioética inscreve-se nos movimentos sociais em defesa dos grupos marginalizados e deve ser extremamente sensível para que todos tenham a necessária atenção na saúde.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A diversidade motivacional dos resultados define a compreensão dos voluntários sobre os beneficiários de seu trabalho, com maior ênfase sobre as motivações centradas no pólo individual e no pólo dual.

Quanto ao pólo social (benefícios coletivos) do trabalho voluntário, as motivações traduzem um comprometimento com a transformação e bem-estar social.10

O processo de mudança das motivações com uma visão mais ampla sobre os beneficiários do trabalho voluntário (pólo social) depende, em parte, da compreensão e das associações de voluntários de seu potencial papel na sociedade.3

A visão de voluntariado com benefícios sociais prevê uma posição social autônoma e soberana, cuja expressão histórica concretiza-se no exercício da liberdade consagrada na Carta dos Direitos Humanos e na Constituição Brasileira de 1988. O voluntariado orgânico, movido pela solidariedade crítica, constitui mais um espaço para promover o exercício da liberdade na prática dos direitos humanos.3

O trabalho voluntário contribui na construção do bem-comum como motivação ética para guiar as pessoas no trabalho voluntário e participar ativa e criticamente na democratização efetiva do Estado nas dimensões sociais, políticas e econômicas.5

A bioética reforça a idéia de que o voluntariado orgânico pode desmitificar o distanciamento entre Estado e sociedade civil por meio da solidariedade crítica. Portanto, nem só o Estado é responsável pela questão social e nem só a sociedade civil isoladamente, mas a cooperação mútua é fator indispensável na construção da sociedade inclusiva.15

Conclui-se que o voluntariado orgânico, movido pela solidariedade crítica em uma perspectiva bioética, possibilita construir progressivamente uma visão social de voluntariado em resposta às necessidades dos tempos atuais.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência | Correspondence:
Lucilda Selli
Ciências da Saúde
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Av. Unisinos, 950
93022-000 São Leopoldo, RS, Brasil
E-mail: lucilda@unisinos.br

Recebido: 23/4/2007
Revisado: 12/5/2008
Aprovado: 4/6/2008

 

 

Artigo baseado na tese de doutorado de L Selli apresentada à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Brasília, em 2002.