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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.42  suppl.2 São Paulo Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102008000900010 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Fatores associados ao sedentarismo no lazer de adultos na coorte de nascimentos de 1982, Pelotas, RS

 

Factores asociados al sedentarismo en el tiempo de ocio de adultos en la cohorte de nacimientos de 1982, Pelotas, Sur de Brasil

 

 

Mario R AzevedoI; Bernardo L HortaI; Denise P GiganteI; Cesar G VictoraI; Fernando C BarrosII

IPrograma de Pós-Graduação em Epidemiologia. Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, RS, Brasil
IIPrograma de Pós-Graduação em Saúde e Comportamento. Universidade Católica de Pelotas. Pelotas, RS, Brasil

Correspondência | Correspondence

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar fatores relacionados à prática de atividade física e ao sedentarismo no lazer.
MÉTODOS: Estudo prospectivo de coorte dos nascidos em 1982 na cidade de Pelotas (RS). Os dados foram coletados no nascimento e na visita em 2004-5, na qual foram avaliados 77,4% dos indivíduos da coorte, totalizando 4.297. Informações sobre a prática de atividades físicas, no período de lazer, foram obtidas por meio do Questionário Internacional de Atividades Físicas. Foram considerados sedentários os indivíduos com escore de prática de atividade física semanal inferior a 150 min. Foram consideradas variáveis independentes: sexo, cor da pele, peso ao nascer, renda familiar no ano do nascimento e mudança de renda entre o nascimento e os 23 anos. A regressão de Poisson com ajuste robusto da variância foi utilizada na avaliação dos fatores de risco para o sedentarismo.
RESULTADOS: Os homens relataram 334 min do escore de atividades físicas no período de lazer por semana versus 112 min entre as mulheres. A prevalência de sedentarismo foi de 80,6% entre as mulheres e 49,2% entre os homens. Observou-se tendência de aumento do escore de atividades físicas conforme aumentou a renda ao nascer. Indivíduos atualmente pobres ou que se tornaram pobres na idade adulta foram mais sedentários.
CONCLUSÕES: O sedentarismo no período de lazer entre adultos jovens mostrou-se elevado, principalmente no sexo feminino. A atividade física no lazer é determinada pelas condições socioeconômicas atuais.

Descritores: Atividades de Lazer. Exercício. Fatores Socioeconômicos. Estudos de Coortes. Brasil.


RESUMEN

OBJETIVO: Analizar factores relacionados con la práctica de actividad física y al sedentarismo en el tiempo de ocio.
MÉTODOS: Estudio prospectivo de cohorte de los nacidos en 1982 en la ciudad de Pelotas (Sur de Brasil). Los datos fueron colectados en el nacimiento y en la visita en 2004-5, en la cual fueron evaluados 77,4% de los individuos de la cohorte, totalizando 4.297. Informaciones sobre la práctica de actividades físicas, en el período de tiempo de ocio, fueron obtenidas por medio de Cuestionario Internacional de Actividades Físicas. Fueron considerados sedentarios los individuos con tiempo de práctica de actividad física semanal inferior a 150 min. Fueron consideradas variables independientes: sexo, color de la piel, peso al nacer, renta familiar en el año de nacimiento y mudanza de renta entre el nacimiento y los 23 años. La regresión de Poisson con ajuste robusto de la varianza fue utilizada en la evaluación de los factores de riesgo para el sedentarismo.
RESULTADOS: Los hombres relataron 334 min de tiempo de actividades físicas en el período de ocio por semana versus 112 min entre las mujeres. La prevalencia de sedentarismo fue de 80,6% entre las mujeres y 49,2% entre los hombres. Se observó tendencia de aumento de tiempo de actividades físicas conforme aumentó la renta al nacer. Individuos actualmente pobres o que se tornaron pobres en la edad adulta fueron más sedentarios.
CONCLUSIONES: El sedentarismo en el período de ocio entre adultos jóvenes se mostró elevado, principalmente en el sexo femenino. La actividad física en el tiempo de ocio es determinada por las condiciones socioeconómicas actuales.

Descriptores: Actividades Recreativas. Ejercicio. Factores Socioeconómicos. Estudios de Cohortes. Brasil.


 

 

INTRODUÇÃO

A prática de atividades físicas é importante na prevenção e tratamento de doenças como hipertensão, diabetes, cardiopatia isquêmica, depressão, alguns tipos de câncer, entre outras.5 Apesar disso, a prevalência de sedentarismo na população é elevada,11 especialmente no período de lazer.1,7,20A comparabilidade entre a prevalência de sedentarismo dos diferentes estudos é dificultada pela grande variabilidade de instrumentos e critérios na definição do sedentarismo.16 Estudos recentes têm sugerido que exposições ocorridas durante a gestação ou nos primeiros anos de vida podem estar associadas à ocorrência de doenças crônicas.3,15,19 Entretanto, poucos estudos têm avaliado se a prática de atividade física pode ser programada por exposições ocorridas nos primeiros anos de vida.

Hallal et al13 observaram que a prevalência de sedentarismo em indivíduos com idade de dez a 12 anos foi maior entre aqueles com maiores renda familiar ao nascer e escolaridade materna. Os mesmos autores não encontraram associação entre sedentarismo e peso ao nascer ou ganho de peso entre o nascimento e o primeiro ano de vida.13 Tendo em vista a importância de se identificar determinantes de um estilo de vida sedentário, o objetivo do presente estudo foi analisar fatores relacionados à prática de atividade física e ao sedentarismo no lazer.

 

MÉTODOS

Trata-se de estudo prospectivo de coorte dos nascidos em 1982 na cidade de Pelotas (RS). Detalhes sobre a metodologia da coorte encontram-se publicados em outros artigos.2,23,24 No acompanhamento de 2004-2005, para investigar a prática de atividade física no lazer foram utilizadas as perguntas referentes ao período de lazer do Questionário Internacional de Atividades Físicas (International Physical Activity Questionnaire IPAQ), versão longa.6 Entrevistadores treinados aplicaram um questionário sobre diversos aspectos de saúde e, entre estes, os indivíduos responderam sobre a freqüência semanal e duração média da caminhada e outras atividades físicas, moderadas ou vigorosas numa semana habitual.

O escore semanal de atividades físicas foi calculado pela soma do tempo relatado com a prática da caminhada, atividades físicas moderadas (e.g. esporte recreativo e andar de bicicleta) e multiplicado por dois no caso de atividades vigorosas (esportes de competição e corrida). Foram considerados sedentários os indivíduos que obtiveram um escore inferior a 150 minutos de atividades físicas por semana. Tal critério segue as recomendações atuais para a prática de atividades físicas.14

As mães haviam sido entrevistadas logo após o parto e o questionário coletou informações sobre a renda familiar e peso ao nascer, entre outras variáveis. A partir da informação sobre renda familiar em 2004-2005, foi possível estimar a mudança de renda no período. No tocante a cor da pele, em 2004-2005 os indivíduos auto-referiram a sua cor da pele. A cor da pele foi auto-referida pelos entrevistados.

Descreveu-se a amostra por meio de proporções e médias. Análises bivariadas foram conduzidas por meio do teste de qui-quadrado para avaliar heterogeneidade e tendência linear para variáveis ordinais. A regressão de Poisson com ajuste robusto da variância foi utilizada na avaliação dos fatores de risco para o sedentarismo.4 Na análise ajustada, as variáveis do primeiro nível - cor da pele e renda familiar em 1982 - foram ajustadas entre si e mantidas no modelo de análise se p<0,2. A variável mudança de renda foi ajustada para cor da pele e o peso ao nascer ajustado para as variáveis de primeiro nível.

Consentimento informado verbal foi obtido dos responsáveis pelas crianças nas fases do estudo de 1982-1986, como era a prática comum naquela época, quando inexistia um comitê de ética na Universidade Federal de Pelotas. Nas fases recentes, o Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade, filiado ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), aprovou o estudo, sendo obtido consentimento informado por escrito dos participantes.

 

RESULTADOS

Forneceram informações sobre a prática de atividades físicas 4.296 indivíduos da coorte. A Tabela 1 apresenta o padrão de atividades físicas no lazer entre homens e mulheres. A caminhada foi o tipo de atividade física menos praticada pelos homens (74% não praticavam). Entre as mulheres, cerca de 87% não praticavam atividades físicas moderadas ou vigorosas. O escore semanal de atividades físicas foi maior entre os homens (334 min/semana) se comparado às mulheres (112 min/semana). A proporção de homens e mulheres que obtiveram escore semanal de atividades igual a zero foi 28,7% e 64,5%, respectivamente.

Entre os homens o escore médio de atividade física no lazer foi maior nos grupos extremos de renda ao nascer, enquanto nas mulheres relação direta foi observada. O teste para essa interação foi estatisticamente significativo (Figura).

 

 

A Tabela 2 descreve a prevalência de sedentarismo no lazer conforme as variáveis independentes para a coorte e estratificada por sexo. As mulheres apresentaram maior prevalência de sedentarismo se comparadas aos homens (80,6% versus 49,2%). A renda familiar ao nascer esteve inversamente associada ao sedentarismo em ambos os sexos. Homens e mulheres que sempre foram pobres ou tornaram-se pobres foram mais sedentários. Homens de cor da pele branca foram mais sedentários se comparados aos de cor da pele preta ou parda. O peso ao nascer foi inversamente associado ao sedentarismo no lazer somente entre as mulheres.

Entre os homens, os resultados da análise ajustada mostram que a cor da pele esteve associada ao sedentarismo no lazer: indivíduos de cor da pele preta ou parda foram significativamente menos sedentários se comparados aos brancos (RP 0,84; IC 95% 0,75;0,94). A renda ao nascer apresentou relação inversa com o sedentarismo no lazer. A condição socioeconômica atual se mostrou associada com o desfecho, pois a prevalência de sedentarismo foi maior nos indivíduos que sempre foram pobres ou naqueles que se tornaram pobres na idade adulta (Tabela 3).

Assim como para os homens, a renda ao nascer associou-se inversamente com o sedentarismo no lazer entre as mulheres (Tabela 4). A renda atual mostrou-se determinante do estilo de vida sedentário; mulheres que sempre foram pobres ou se tornaram pobres foram mais sedentárias. O peso ao nascer apresentou relação inversa com o sedentarismo no lazer nas mulheres, mesmo após ajuste para possíveis fatores de confusão.

 

DISCUSSÃO

Estudos longitudinais permitem identificar determinantes de doenças e comportamentos de risco. Atualmente, compreender os fatores associados ao estabelecimento de um estilo de vida sedentário é uma necessidade, devido aos benefícios da atividade física.5

A utilização do IPAQ para avaliar a prática de atividades físicas permite a comparabilidade entre estudos, pois esse questionário foi idealizado com o intuito de padronizar as informações sobre a atividade física em todo o mundo, tendo sido validado para adultos saudáveis.9 Embora suas versões longa e curta possam produzir resultados discordantes,12 a vantagem de utilizar a versão longa é que ela possibilita avaliar cada domínio da atividade física separadamente.

Os resultados do presente trabalho mostraram alta prevalência de sedentarismo no período de lazer entre adultos jovens, corroborando estudos que obtiveram prevalências elevadas em outras faixas etárias, sempre maiores entre as mulheres.1,7,20 Para Monteiro et al,18 fatores sociais e culturais determinam diferenças marcantes quanto ao sedentarismo de acordo com o sexo. Segundo esses autores, a maioria dos homens associa a prática de atividade física ao prazer, enquanto as mulheres praticam atividade física por questões de saúde, por orientação médica e estética.1,18 Além disso, os homens tendem a se envolver mais em atividades em grupos, como a prática de esportes, enquanto as mulheres preferem atividades individuais como caminhar e andar de bicicleta.18

No presente trabalho, homens de cor da pele branca apresentaram maior risco de sedentarismo no lazer. Este achado contraria evidências de estudos realizados em países desenvolvidos, que mostram prevalências de sedentarismo no lazer maiores entre indivíduos não-brancos.17,22 Por outro lado, em estudo realizado em Pelotas com adultos (>20 anos) não foram detectadas diferenças do sedentarismo segundo a cor da pele.7 Nenhum estudo explorou a diferença na prevalência de sedentarismo segundo a cor da pele, estratificado por idade. Uma hipótese a ser testada é a de que indivíduos brancos são mais sedentários no início da vida adulta.

Das mulheres entrevistadas 20% foram consideradas não sedentárias no lazer, e 64,5% delas obtiveram escore igual a zero. Em se tratando de adultos jovens, o padrão de atividade física da população estudada revela uma situação preocupante, considerando os benefícios que a atividade física pode proporcionar.5

Em vários estudos tem sido avaliada a influência de variáveis perinatais de saúde sobre a ocorrência de doenças ao longo da vida.3,15,19 No entanto, a associação dessas variáveis com o sedentarismo, que pode representar fator mediador na ocorrência dessas doenças, ainda precisa ser mais bem estudada.

No presente estudo, o peso ao nascer mostrou associação inversamente proporcional com a prevalência de sedentarismo no lazer entre as mulheres. Mesmo após ajuste para a idade gestacional, a magnitude da associação não foi alterada. Hallal et al13 não encontraram associação nos indivíduos que nasceram em 1993 e foram avaliados com 10-12 anos de idade. Por outro lado, Rogers et al21 relatam uma possível interação do efeito da prematuridade (peso <800 g) sobre o desenvolvimento do sistema motor e um estilo de vida sedentário sobre a aptidão física aos 17 anos.21 Victora et al25 mostraram uma relação direta entre peso ao nascer e massa magra entre homens aos 18 anos de idade. O menor desenvolvimento muscular entre indivíduos com menor peso ao nascer poderia ser um mecanismo para explicar a baixa atividade física na adolescência.

A relação entre sedentarismo e fatores socioeconômicos talvez seja a associação mais clara em se tratando de atividades físicas no período de lazer. Enquanto estudos que avaliam o sedentarismo total (incluindo as atividades físicas de lazer, trabalho, como meio de deslocamento e atividades domésticas) têm mostrado associação positiva com condições socioeconômicas,11 pesquisas sobre as atividades físicas de lazer mostram que indivíduos mais pobres tendem a ser mais sedentários.7,10,20 Isso pode ser explicado pela dependência do investimento financeiro em muitas atividades de lazer, como academias, por exemplo. Além disso, o conhecimento acerca dos benefícios da atividade física à saúde também está associado com o melhor nível econômico.8

Considerando a importância da atividade física à saúde, o combate ao sedentarismo é uma das prioridades da agenda pública mundial.26 Alguns fatores de risco para o sedentarismo vêm sendo consistentemente identificados, como o sexo feminino e o menor nível socioeconômico. Assim como para outros fatores de agravo à saúde, os mais pobres são os que menos usufruem dessas atividades, reforçando o quadro de constantes desigualdades em saúde pública no Brasil.

 

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Correspondência | Correspondence:
Mario Renato Azevedo
Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia - UFPEL
R. Marechal Deodoro, 1160
96020-220 Pelotas, RS, Brasil
E-mail: marioazevedojr@terra.com.br

Recebido: 10/10/2007
Revisado: 4/4/2008
Aprovado: 18/4/2008

 

 

Artigo baseado em dados da pesquisa "Coorte de nascimentos de Pelotas 1982", realizada pelo Programa de Pós-graduação em Epidemiologia - Universidade Federal de Pelotas.
O estudo da coorte de nascimentos de 1982 é atualmente financiado pela iniciativa da Wellcome Trust intitulada Major Awards for Latin América on Health Consequences of Population Change. Fases anteriores do estudo foram financiadas pelo International Development Research Center, pela Organização Mundial da Saúde, pelo Overseas Development Administration, pela União Européia, pelo Programa Nacional de Núcleos de Excelência (PRONEX) e pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Ministério da Saúde.
Este artigo seguiu o mesmo processo de revisão por pares de qualquer outro manuscrito submetido a este periódico, sendo garantido o anonimato entre autores e revisores. Editores e revisores declaram não haver conflito de interesses que pudesse afetar o processo de julgamento do artigo.
Os autores declaram não haver conflito de interesses.