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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.42  suppl.2 São Paulo Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102008000900013 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Determinantes precoces da glicemia casual em adultos da coorte de nascimentos de 1982, Pelotas, RS

 

Determinantes precoces de la glicemia casual en adultos de la cohorte de nacimientos de 1982, Pelotas, Sur de Brasil

 

 

Bernardo L HortaI; Denise P GiganteI; Cesar G VictoraI; Fernando C BarrosII; Isabel OliveiraI; Vera SilveiraI

IPrograma de Pós-Graduação em Epidemiologia. Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, RS, Brasil
IIPrograma de Pós-Graduação em Saúde e Comportamento. Universidade Católica de Pelotas. Pelotas, RS, Brasil

Correspondência | Correspondence

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o efeito de variáveis socioeconômicas, peso ao nascer, duração da amamentação e mudança de renda sobre a glicemia ao acaso em jovens adultos.
MÉTODOS: Estudo sobre coorte de nascidos em 1982, quando os 5.914 nascimentos hospitalares ocorridos na cidade de Pelotas foram identificados e as mães entrevistadas. As crianças, cujas famílias residiam na área urbana da cidade, foram acompanhadas diversas vezes. Em 2004-5, 4.927 indivíduos da coorte foram entrevistados e 3.730 tiveram sangue da polpa digital coletado para medida da glicemia casual. Foi avaliada a associação entre glicemia casual e cor da pele, renda familiar ao nascer, escolaridade materna, mudança de renda entre 1982 e 2004-5, peso ao nascer e duração da amamentação.
RESULTADOS: A média da glicemia foi de 97,3±15,1mg/dL, sendo maior entre os homens. Nenhuma das variáveis estudadas esteve associada com a glicemia dos homens. Entre as mulheres, a escolaridade materna, a renda familiar aos 23 anos e o peso ao nascimento estiveram inversamente associados com a glicemia. Contudo, o efeito do peso ao nascer perdeu a significância estatística na análise multivariável.
CONCLUSÕES: O peso ao nascer e a duração da amamentação não apresentaram efeito em longo prazo sobre a glicemia casual, apenas a escolaridade materna e a renda atual estiveram associados com a glicemia casual nas mulheres.

Descritores: Adulto. Glicemia. Peso ao Nascer. Fatores Socioeconômicos. Estudos de Coortes. Brasil.


RESUMEN

OBJETIVO: Evaluar el efecto de variables socioeconómicas, peso al nacer, duración del amamantamiento y cambio de renta sobre la glicemia al azar en jóvenes adultos.
MÉTODOS: Estudio sobre cohorte de nacidos en 1982, cuando los 5.914 nacimientos hospitalares ocurridos en la ciudad de Pelotas fueron identificados y las madres entrevistadas. Los niños, cuyas familiar residían en el área urbana de la ciudad, fueron acompañadas diversas veces. En 2004-5, 4.927 individuos de la cohorte fueron entrevistados y 3.730 tuvieron sangre de la pulpa digital colectada para medir la glicemia casual. Fue evaluada la asociación entre glicemia casual y el color de la piel, renta familiar al nacer, escolaridad materna, cambio de renta entre 1982 y 2004-5, peso al nacer y duración del amamantamiento.
RESULTADOS: El promedio de la glicemia fue de 97,3±15,1mg/dL, siendo mayor entre los hombres. Ninguna de las variables estudiadas estuvo asociada con la glicemia de los hombres. Entre las mujeres, la escolaridad materna, la renta familiar a los 23 años y el peso al nacer estuvieron inversamente asociados con la glicemia. Aún así, el efecto del peso al nacer perdió la significancia estadística en el análisis multivariable.
CONCLUSIONES: El peso al nacer y la duración del amamantamiento no presentaron efecto a largo plazo sobre la glicemia casual, apenas la escolaridad materna y la renta actual estuvieron asociadas con la glicemia casual en las mujeres.

Descriptores: Adulto. Glucosa de la Sangre. Peso al Nacer. Factores Socioeconómicos. Estudios de Cohortes. Brasil.


 

 

INTRODUÇÃO

O interesse no efeito a longo prazo de exposições que ocorreram durante a gestação ou nos primeiros anos de vida surgiu a partir do estudo de Barker et al.2 O peso ao nascer, o estado nutricional na infância e a alimentação nos primeiros anos de vida têm sido associados com a ocorrência de doenças na idade adulta.9,13,14,20 Em vários estudos tem sido relatado que o baixo peso ao nascer está associado à maior prevalência de diabetes ou intolerância à glicose na adolescência ou idade adulta.8,16,21,24 Outros estudos encontraram menor risco de diabetes tipo 2 entre indivíduos que foram amamentados.11,15,18,25

O diabetes é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento na glicemia e considerada fator de risco para doença cardiovascular.10,12 Quanto menor a glicemia de jejum, menor o risco de desenvolvimento de cardiopatia isquêmica.1,5,6

Por outro lado, na revisão da literatura não foram identificados artigos que tenham avaliado o efeito das condições socioeconômicas nos primeiros anos de vida sobre a glicemia ou sobre a prevalência de diabetes.

O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito de variáveis socioeconômicas, peso ao nascer, duração da amamentação e mudança de renda sobre a glicemia ao acaso em jovens adultos.

 

MÉTODOS

Trata-se de estudo referente à coorte de nascimentos em 1982 nas maternidades de Pelotas, RS. As crianças foram identificadas e as mães entrevistadas. As crianças, cujas famílias residiam na área urbana da cidade, foram acompanhadas e examinadas em diferentes ocasiões. A descrição desses acompanhamentos foi publicada anteriormente.4,22,23

Em 2004-5, 4.297 indivíduos da coorte foram entrevistados. Ao final da entrevista, foram coletadas dos participantes amostras de sangue. Outra visita domiciliar foi realizada com o objetivo de obter a amostra sangüínea daqueles entrevistados que não compareceram ao laboratório. No momento da coleta de sangue, tanto no laboratório como no domicílio, obteve-se a medida da glicemia casual a partir do sangue da polpa digital, utilizando-se de um glicosímetro portátil (Accu-Check Advantage - Roche). A informação sobre a hora da última refeição e da coleta de sangue foi anotada permitindo estimar o tempo decorrido desde a última refeição.

As análises incluíram a distribuição e descrição dos valores médios e de dispersão da variável contínua.

Foram consideradas variáveis independentes: sexo, cor da pele, renda familiar ao nascer, escolaridade materna, mudança de renda, peso ao nascer e amamentação. A comparação entre as médias para cada categoria dessas variáveis foi realizada por meio de análise de variância. Estratificação por sexo foi utilizada nas análises bruta e ajustada. Esta última seguiu um modelo hierárquico com cor da pele, renda familiar ao nascer e escolaridade materna no primeiro nível; peso ao nascer no segundo nível; e amamentação no terceiro nível. Uma vez que o tempo de jejum está associado com a glicemia (Figura), todas as análises foram ajustadas para o tempo de jejum de cada indivíduo.

 

 

Consentimento informado verbal foi obtido dos responsáveis pelas crianças nas fases do estudo de 1982-1986, como era a prática comum naquela época, quando inexistia um comitê de ética na Universidade Federal de Pelotas. Nas fases recentes, o Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade, filiado ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), aprovou o estudo, sendo obtido consentimento informado por escrito dos participantes.

 

RESULTADOS

Dos 4.297 entrevistados, 3.914 compareceram ao laboratório para a coleta de sangue e para 3.730 foi possível medir a glicemia casual. A média da glicemia foi de 97,3±15,1 mg/dL e a mediana foi de 95,0 mg/dL, sugerindo uma discreta assimetria positiva. A glicemia casual foi significativamente maior (p<0,001) entre os homens (99,8 mg/dL) do que entre as mulheres (94,8 mg/dL). O tempo médio jejum foi de 3,7±3,0 horas.

A Tabela 1 mostra que cor da pele, renda familiar ao nascer, escolaridade materna, mudança de renda durante o período do acompanhamento e duração da amamentação não estiveram associadas com a glicemia casual. Por outro lado, somente entre as mulheres, houve uma diminuição nos valores médios de glicemia com o aumento do peso ao nascer, e o teste de tendência linear foi estatisticamente significativo (p=0,05).

Os resultados das análises brutas e ajustadas para o sexo masculino (Tabela 2) confirmaram que, mesmo após ajuste para possíveis fatores de confusão, nenhuma das variáveis estudadas esteve associada com a glicemia ao acaso.

Por outro lado, no sexo feminino, após ajuste para cor da pele e renda familiar, relação inversa foi observada entre escolaridade materna e glicemia ao acaso (Tabela 3). Nenhuma das categorias de renda esteve associada com glicemia, no entanto, a mudança de renda no período do estudo sugere que a glicemia casual aos 23 anos de idade é mais influenciada pela condição socioeconômica na idade adulta do que na infância. Independentemente do nível socioeconômico ao nascer, entre as entrevistadas consideradas pobres em 2004-5, mesmo após ajuste para cor da pele, a glicemia foi 1,75 mg/dL (IC 95%: 0,22; 3,28 mg/dL) maior do que a observada entre as que nunca foram pobres. A relação linear entre peso ao nascer e glicemia casual, após ajuste para cor da pele e outras variáveis socioeconômicas, não se manteve estatisticamente significativa (p = 0,06).

 

DISCUSSÃO

Os resultados do presente estudo mostraram que a média de glicemia ao acaso foi maior entre os homens do que entre as mulheres, e nessas foi influenciada pela escolaridade materna e renda atual.

Considerando que a glicemia foi avaliada em 66% dos indivíduos da coorte, existe a possibilidade de viés de seleção. Entretanto, para que esse viés explique a ausência de associação entre duração da amamentação e glicemia, seria necessário que o percentual de perdas fosse diferente para cada categoria de duração da amamentação no que concerne à glicemia. Entre indivíduos amamentados por menos tempo, o percentual de coleta seria maior para aqueles com menor glicemia, enquanto que entre os que foram amamentados por mais tempo, o percentual de coletas seria maior para aqueles com maior glicemia. Nessa situação, o viés de seleção tenderia a mascarar um eventual efeito protetor da duração da amamentação. No entanto, a possibilidade de ocorrência de viés de seleção é remota considerando que o percentual de indivíduos com a medida da glicemia disponível no presente estudo foi independente da duração da amamentação.

A variação no tempo de jejum, para quase todos os entrevistados foi inferior às 12 horas recomendadas19 e pode ser considerada uma limitação do estudo. O menor tempo de jejum superestima a glicemia média, introduzindo um erro de classificação não diferencial. Esse viés poderia explicar a ausência de associação entre peso ao nascer e glicemia entre as mulheres, cuja relação inversamente proporcional não se manteve estatisticamente significativa na análise ajustada. Por outro lado, o viés de classificação não pode ser considerado responsável pela ausência de associação da duração da amamentação com glicemia, pois não foi observado qualquer padrão que sugerisse a existência de relação linear. Eventuais diferenças no tempo de jejum foram controladas quando este foi incluído na análise multivariável, reduzindo a possibilidade de ocorrência de viés de informação diferencial.

Evidências são controversas no que se refere ao efeito da amamentação sobre a glicemia. Enquanto a maioria dos estudos que avaliaram sua associação com diabetes tipo 2 relatou que a amamentação diminui o risco de ocorrência de diabetes,11,15,18,25 Plancoulaine et al17 observaram que a glicemia de jejum não esteve associada com a duração da amamentação entre crianças de cinco a 11 anos de idade na França. Considerando que estudos cujo desfecho foi o diabetes tipo 2 foram realizados em populações adultas, um período de acompanhamento insuficiente que permitisse visualizar o efeito de programação da amamentação sobre o metabolismo da glicose pode explicar a ausência de associação em nosso estudo e naquele realizado com crianças francesas.

Barros et al3 observaram na coorte do presente estudo que a condição socioeconômica nos primeiros anos de vida tem maior efeito sobre a altura dos indivíduos aos 19 anos, do que o nível socioeconômico atual. Na presente avaliação, a renda atual exerceu maior influência sobre a glicemia do que a renda familiar ao nascer somente entre as mulheres. A prevalência de obesidade foi maior entre mulheres expostas ao baixo nível socioeconômico durante toda a vida.7 Como a obesidade é um dos fatores responsáveis pelo aumento da glicemia, poderia ser considerada um possível mediador na relação entre mudança de renda e glicemia. Contudo, o ajuste para obesidade teve um pequeno efeito sobre a associação entre baixo nível socioeconômico aos 23 anos e glicemia, reduzindo de 1,75 mg/dL para 1,56 mg/dL. Portanto, a maior prevalência de obesidade entre as mulheres de menor nível socioeconômico não é a responsável pela associação entre nível socioeconômico na idade adulta e glicemia.

Uma vez que nenhuma das variáveis incluídas no presente estudo pode ser considerada como possível preditor para a glicemia ao acaso entre os homens e que somente a escolaridade materna e a renda atual estiveram associadas com glicemia ao acaso entre as mulheres, outros estudos deverão ser realizados buscando identificar alguns fatores que possam estar relacionados com o aumento da glicemia e, dessa forma, contribuir para que medidas preventivas específicas sejam aplicadas em populações adultas jovens.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência | Correspondence:
Bernardo Lessa Horta
Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia - UFPEL
R. Marechal Deodoro, 1160
96020-220 Pelotas, RS, Brasil
E-mail: blhorta@uol.com.br

Recebido: 6/2/2008
Revisado: 22/9/2008
Aprovado: 24/9/2008

 

 

Artigo baseado em dados da pesquisa "Coorte de nascimentos de Pelotas 1982", realizada pelo Programa de Pós-graduação em Epidemiologia - Universidade Federal de Pelotas.
O estudo da coorte de nascimentos de 1982 é atualmente financiado pela iniciativa da Wellcome Trust intitulada Major Awards for Latin America on Health Consequences of Population Change. Fases anteriores do estudo foram financiadas pelo International Development Research Center, pela Organização Mundial da Saúde, pelo Overseas Development Administration, pela União Européia, pelo Programa Nacional de Núcleos de Excelência (PRONEX) e pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Ministério da Saúde.
Este artigo seguiu o mesmo processo de revisão por pares de qualquer outro manuscrito submetido a este periódico, sendo garantido o anonimato entre autores e revisores. Editores e revisores declaram não haver conflito de interesses que pudesse afetar o processo de julgamento do artigo.
Os autores declaram não haver conflito de interesses.