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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.46 n.1 São Paulo Feb. 2012 Epub Dec 13, 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102011005000082 

Doenças respiratórias e fatores associados: estudo de base populacional em São Paulo, 2008-2009

 

Enfermedades respiratorias y factores asociados: estudio de base poblacional en Sao Paulo (Sureste de Brasil), 2008-2009

 

 

Clóvis Arlindo de SousaI; Chester Luiz Galvão CésarII; Marilisa Berti de Azevedo BarrosIII; Luana CarandinaIV; Moisés GoldbaumV; Júlio Cesar Rodrigues PereiraII

IPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública. Departamento de Epidemiologia. Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
IIDepartamento de Epidemiologia. FSP-USP. São Paulo, SP, Brasil
IIIDepartamento de Medicina Preventiva e Social. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP, Brasil
IVDepartamento de Saúde Pública. Faculdade de Medicina. Universidade Estadual Paulista. Botucatu, SP, Brasil
VDepartamento de Medicina Preventiva. Faculdade de Medicina. USP. São Paulo, SP, Brasil

Correspondência | Correspondence

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Estimar a prevalência de bronquite aguda, rinite e sinusite em crianças e adolescentes e identificar fatores associados.
MÉTODOS: Estudo transversal, de base populacional. Foi realizado inquérito domiciliar com 1.185 crianças e adolescentes de São Paulo, SP, de 2008 a 2009. Os participantes foram selecionados a partir de amostragem probabilística, estratificada por sexo e idade e por conglomerados em dois estágios. Para análise ajustada foi realizada regressão múltipla de Poisson.
RESULTADOS: Dos entrevistados, 7,3% referiram bronquite aguda, 22,6% rinite e 15,3% sinusite. Após análise ajustada, associaram-se à bronquite aguda auto-referida: idade de zero a quatro anos (RP = 17,86; IC95%: 3,65;90,91), cinco a nove anos (RP = 37,04; IC95%: 8,13;166,67), dez a 14 anos (RP = 20,83; IC95%: 4,93;90,91), referir ter alergia (RP = 3,12; IC95%: 1,70;5,73), cor da pele preta/parda (RP = 2,29; IC95%: 1,21;4,35) e morar em domicílio com um a três cômodos (RP = 1,85; IC95%: 1,17;2,94); à rinite auto-referida: idade dez a 14 anos (RP = 2,77; IC95%: 1,60;4,78), 15 a 19 anos (RP = 2,58; IC95%: 1,52;4,39), referir ter alergia (RP = 4,32; IC95%: 2,79;6,70), referir ter asma (RP = 2,30; IC95%: 1,30;4,10) e morar em apartamento (RP = 1,70; IC95%: 1,06;2,73); à sinusite auto-referida: idade cinco a nove anos (RP = 2,44; IC95%: 1,09;5,43), dez a 14 anos (RP = 2,99; IC95%: 1,36;6,58), 15 a 19 anos (RP = 3,62; IC95%: 1,68;7,81), referir ter alergia (RP = 2,23; IC95%: 1,41;3,52) e apresentar obesidade (RP = 4,42; IC95%: 1,56;12,50).
CONCLUSÕES: As doenças respiratórias foram mais prevalentes em grupos populacionais com características definidas, como grupo etário, doenças auto-referidas, tipo de moradia e obesidade.

Descritores: Criança. Adolescente. Doenças Respiratórias, epidemiologia. Fatores de Risco. Fatores Socioeconômicos. Estudos Transversais.


ABSTRACT

OBJECTIVE: To assess the prevalence of acute bronchitis, rhinitis, and sinusitis among children and adolescents and identify associated factors.
METHODS: This is a population-based, cross-sectional study. A household survey was conducted with 1,185 children and adolescents from the city of São Paulo (Southeastern Brazil), from 2008 to 2009. The participants were selected by means of probability sampling, stratified by sex and age, and by two-stage cluster sampling. For the adjusted analysis, multiple Poisson regression was used.
RESULTS: Of the respondents, 7.3% reported acute bronchitis, 22.6% rhinitis and15.3% sinusitis. After the adjusted analysis, the following characteristics were associated with self;reported acute bronchitis: age 0 to 4 years (PR=17.86; 95%CI: 3.65;90.91), 5 to 9 years (PR=37.04; 95%CI: 8.13;166.67), 10 to 14 years (PR=20,83; 95%CI: 4.93;90.91), allergy (PR=3.12; 95%CI: 1.70;5.73), black and mixed-ethnicity (black and white) skin color (PR=2.29; 95%CI: 1.21;4.35), and living in a household with 1 to 3 rooms (PR=1.85; 95%CI: 1.17;2.94). As to self-reported rhinitis, the following characteristics were associated: age 10 to 14 years (PR=2.77; 95%CI: 1.60;4.78), 15 to 19 years (PR=2.58; 95%CI: 1.52;4.39), allergy (PR=4.32; 95%CI: 2.79;6.70), asthma (PR=2.30; 95%CI: 1.30;4.10) and living in flats (PR=1.70; 95%CI: 1.06;2.73). Concerning self-reported sinusitis, the following characteristics were associated: age 5 to 9 years (PR=2.44; 95%CI: 1.09;5.43), 10 to 14 years (PR=2.99; 95%CI: 1.36;6.58), 15 to 19 years (PR=3.62; 95%CI: 1.68;7.81), allergy (PR=2.23 (95%CI: 1.41;3.52) and obesity (PR=4.42; 95%CI: 1.56;12.50).
CONCLUSIONS: Respiratory diseases were more prevalent in population groups with defined characteristics, such as age group, self-reported diseases, type of household and obesity.

Descriptors: Child. Adolescent. Respiratory Tract Diseases, epidemiology. Risk Factors. Socioeconomic Factors. Cross-Sectional Studies.


RESUMEN

OBJETIVO: Estimar la prevalencia de bronquitis aguda, rinitis y sinusitis en niños y adolescentes e identificar factores asociados.
MÉTODOS: Estudio transversal, de base poblacional. Se realizó pesquisa domiciliar con 1.185 niños y adolescentes de Sao Paulo (Sureste de Brasil), de 2008 a 2009. Los participantes fueron seleccionados a partir de muestreo probabilístico, estratificado por sexo y edad y por conglomerados en dos fases. Para análisis ajustado fue realizada regresión múltiple de Poisson.
RESULTADOS: De los entrevistados, 7,3% narraron bronquitis aguda, 22,6% rinitis y 15,3% sinusitis. Posterior al análisis ajustado, se asociaron la bronquitis aguda auto-referida: edad de cero a cuatro años (RP=17,86; IC95%:3,65;90,91), cinco a nueve años (RP=37,04; IC95%:8,13;166,67), diez a 14 años (RP=20,83; IC95%: 4,93;90,91), relatar presencia de alergia (RP=3,12; IC95%: 1,70;5,73), color de la piel negra/parda (RP=2,29; IC95%: 1,21;4,35) y vivir en domicilio con uno a tres cuartos (RP=1,85; IC95%:1,17;2,94); a la rinitis auto-referida: edad de diez a 14 años (RP=2,77; IC95%:1,60;4,78), 15 a 19 años (RP=2,58; IC95%:1,52;4,39), relatar presencia de alergia (RP=4,32; IC95%: 2,79;6,70), relatar presencia de asma (RP= 2,30; IC95%:1,30;4,10) y vivir en apartamento (RP=1,70; IC95%:1,06;2,73); a la sinusitis auto-referida: edad de cinco a nueve años (RP=2,44; IC95%: 1,09;5,43), diez a 14 años (RP=2,99; IC95%: 1,36;6,58), 15 a 19 años (RP=3,62; IC95%: 1,68;7,81), relatar presencia de alergia (RP=2,23; IC95%: 1,41;3,52) y presentar obesidad (RP=4,42; IC95%: 1,56;12,50).
CONCLUSIONES: Las enfermedades respiratorias prevalecieron mayormente en grupos poblacionales con características definidas, como grupo de edad, enfermedades auto-referidas, tipo de vivienda y obesidad.

Descriptores: Niño. Adolescente. Enfermedades Respiratorias, epidemiologia. Factores de Riesgo. Factores Socioeconómicos. Estudios Transversales.


 

 

INTRODUÇÃO

As doenças respiratórias caracterizadas por bronquite aguda, rinite (alérgica) e sinusite (rinossinusite crônica) são importantes causas de morbidade em crianças e em adolescentes no mundo. Nos Estados Unidos, essas doenças foram responsáveis pelo maior número de visitas aos serviços ambulatoriais médicos para pessoas até 15 anos entre 2011 e 2002. Além disso, exercem importante pressão sobre os serviços de saúde e são responsáveis por freqüente absenteísmo escolar.ª

Essas doenças respiratórias também possuem posição de destaque no Brasil. O recente aumento dos casos de internação em crianças e adolescentes possivelmente ocorre por irritação brônquica de causas infecciosas e não infecciosas, como poluentes atmosféricos, fumaça de cigarro e outros alérgenos.11

A prevalência de episódios de bronquite aguda por ano é de 5% nos Estados Unidos, sendo uma das infecções mais comuns em crianças menores de cinco anos e responsável por inúmeros casos de hospitalização.12

De acordo com o último consenso brasileiro,b a rinite é descrita na literatura como uma das doenças crônicas mais freqüentes na infância. Embora pouco valorizada, traz grande desconforto e pode associar-se a problemas graves como apnéia do sono, asma e infecções respiratórias repetidas. A prevalência média de sintomas relacionados à rinite alérgica no Brasil foi 29,6% entre adolescentes (de 13 a 14 anos) e 25,7% entre escolares (de seis a sete anos) entre 2002 e 2003. O Brasil está no grupo de países com as maiores prevalências de rinite alérgica no mundo.18

Rinite e sinusite são bastante comuns na prática clínica e são condições freqüentemente associadas. Estima-se que a sinusite afete cerca de 31 milhões de pessoas anualmente nos Estados Unidos, uma das afecções mais prevalentes das vias aéreas superiores, com custo financeiro elevado para a sociedade.10

Tanto sinusite quando rinite podem significar diminuição da qualidade de vida, agravo de comorbidades e exigir significativos gastos com saúde. Também podem criar custos indiretos para a sociedade, fazendo com que os dias de escola perdidos reduzam a aprendizagem escolar. Ainda que a rinite e a sinusite ocorram com freqüência na população, pouco se conhece sobre a epidemiologia dessas doenças. O mesmo pode-se dizer de bronquite aguda. A ausência de método padronizado para identificá-las em estudos epidemiológicos é uma limitação importante para obtenção desses dados.c

Embora as doenças respiratórias na infância e adolescência sejam comuns, informações sobre a freqüência e a distribuição das doenças respiratórias em crianças e adolescentes são escassas no Brasil. Para o município de São Paulo, SP, existem poucos estudos de base populacional sobre estimação da prevalência dessas doenças respiratórias e fatores associados para essas faixas etárias.5 Os inquéritos populacionais de saúde têm importante papel no conhecimento dos aspectos atuais sobre a situação de morbidade da população. As informações em saúde subsidiam ações apoiadas em dados objetivos respaldados por evidência científica. Inquéritos populacionais de saúde periódicos são importantes para gerar informações não obtidas em registros contínuos nacionais e fundamentais para o planejamento e avaliação das políticas de prevenção e controle de agravos e de promoção da saúde no nível municipal ou regional.2

O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência de bronquite aguda, rinite e sinusite em crianças e adolescentes e identificar fatores associados.

 

MÉTODOS

Estudo transversal, de base populacional, com os dados do Inquérito de Saúde no Município de São Paulo 2008 (ISA - Capital 2008), de 2008 a 2009. A amostra do ISA - Capital foi de 3.271 pessoas, e para este estudo foram selecionados crianças e adolescentes, perfazendo total de 1.185 indivíduos entre zero e 20 anos incompletos.

Os participantes foram selecionados por amostragem probabilística, estratificada por sexo e idade, e por conglomerados em dois estágios: setores censitários e domicílios. Foram sorteados 70 setores a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD-2002), que amostrou 267 setores censitários urbanos no município.d

Questionário estruturado em 21 blocos temáticos com a maioria das questões fechadas foi aplicado à pessoa sorteada ou à mãe/responsável para os menores de 12 anos.e As entrevistas foram realizadas por pessoal treinado e supervisionado durante o período do inquérito. Para assegurar o controle de qualidade, foram realizadas novas entrevistas por telefone ou diretamente no domicilio, para os entrevistados sem telefone, a partir de amostra aleatória de 5% das entrevistas. A taxa de não resposta foi de 22,5% e 7,3% de domicílios vagos ou cujos moradores recusaram-se a informar se havia alguém da faixa etária no domicílio.

As variáveis dependentes foram bronquite aguda, rinite e sinusite auto-referidas (sim; não). As variáveis independentes foram: sexo, idade, cor da pele, escolaridade do chefe da família, renda do chefe da família, caracterização do domicílio, tipo de moradia, número de cômodos, destino do esgoto, presença de cão no domicílio, de gato, presença de alergia, de asma, índice de massa corporal (IMC,f calculado segundo peso e estatura referidos), internação nos 12 meses anteriores à entrevista e noites de internação. Para classificação do IMC, foi adotado o critério proposto pelo Centers for Disease Control and Prevention, por meio da curva de IMC segundo idade e sexo. Considerou-se baixo peso o IMC abaixo do percentil 5, peso normal o IMC entre o percentil 5 e abaixo de 85, sobrepeso o IMC entre o percentil 85 e abaixo de 95, e obesidade o IMC maior ou igual ao percentil 95.

A associação entre as variáveis independentes e dependentes foi estimada na análise bivariada pelo teste qui-quadrado com nível de significância de 5%. Foram utilizadas razões de prevalência e intervalos de 95% de confiança e realizada regressão múltipla de Poisson para análise ajustada. Foram consideradas as variáveis que tiveram p < 0,20 na análise bivariada e permaneceram no modelo múltiplo aquelas com p < 0,05. Interações entre as variáveis do modelo final foram examinadas. Considerou-se o efeito do desenho amostral para análise de inquéritos baseados em delineamentos complexos nas análises. Utilizou-se o programa SPSS 16.0, que permite incorporar os pesos distintos das observações.

Os participantes assinaram Termo de Consentimento Livre e Esclarecido no qual eram explicados os objetivos da pesquisa e as informações que seriam solicitadas e era garantida a confidencialidade das informações. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (Processo n° 381/2001).

 

RESULTADOS

Dos 1.185 entrevistados com idades entre zero e 20 anos incompletos, 50,1% eram do sexo feminino e 61,9%, de cor da pele branca. Moravam em domicílios caracterizados como casa 94%, 56,1% em moradia própria e 60,1% em domicílios com quatro cômodos ou mais. Cão esteve presente em 42,3% dos domicílios e gato, em 13,3%. A prevalência de asma foi de 9,1% (IC95% 7,0;11,7) e de 21,1% (IC95%: 17,9;24,7) de alergia (Tabela 1).

 

 

A prevalência auto-referida de bronquite aguda foi de 7,3% (IC95%: 5,5;9,8), de rinite foi de 22,6% (IC95%: 19,3;26,2) e de sinusite foi de 15,3% (IC95%: 12,6;18,5).

Bronquite aguda associou-se significativamente à idade (p < 0,001), à cor da pele (p = 0,007), à presença de alergia (p = 0,001), de asma (p < 0,001), ao número de noites de internação (quatro a sete noites, p = 0,012) e ao número de cômodos no domicílio (p = 0,004). Rinite esteve associada à idade (p = 0,001), à presença de alergia (p < 0,001), de asma (p < 0,001), à escolaridade do chefe da família (p = 0,005) e à caracterização do domicílio (p = 0,001). Sinusite associou-se à idade (p = 0,002), ao IMCf (p = 0,014), à presença de alergia (p < 0,001) e à presença de asma (p = 0,009) (Tabela 2).

No modelo de regressão múltipla de Poisson, associaram-se à bronquite aguda auto-referida: idades de zero a quatro anos (RP = 17,86; IC95%: 3,65;90,91), de cinco a nove anos (RP = 37,04; IC95%: 8,13;166,67), de dez a 14 anos (RP = 20,83; IC95%: 4,93;90,91), presença de alergia (RP = 3,12; IC95%: 1,70;5,73), cor da pele preta e parda (RP = 2,29; IC95%: 1,21;4,35) e de um a três cômodos no domicílio (RP = 1,85; IC95%: 1,17;2,94) (Tabela 3). O teste de interação não foi significativo entre as variáveis independentes. Idade e cor da pele não modificaram associação para presença de alergia (p = 0,998 e p = 0,528, respectivamente) e número de cômodos no domicilio não modificou associação para cor da pele (p = 0,187).

 

 

Associaram-se à rinite auto-referida: idades de dez a 14 anos (RP = 2,77; IC95%: 1,60;4,78), de 15 a 19 anos (RP = 2,58; IC95%: 1,52;4,39), referir ter alergia (RP = 4,32; IC95%: 2,79;6,70), referir ter asma (RP = 2,30; IC95%: 1,30;4,10) e residir em apartamento (RP = 1,70; IC95%: 1,06;2,73). Não houve interação entre presença de asma e alergia (p = 0,196) e a idade não modificou associação para presença de asma (p = 0,840) e de alergia (p = 0,687) (Tabela 3).

Sinusite auto-referida associou-se a: idade de cinco a nove anos (RP = 2,44; IC95%: 1,09;5,43), de dez a 14 anos (RP = 2,99; IC95%: 1,36;6,58), de 15 a 19 anos (RP = 3,62; IC95%: 1,68;7,81), referir ter alergia (RP = 2,23; IC95%: 1,41;3,52) e ser obeso (RP = 4,42; IC95%: 1,56;12,50) (Tabela 3). Não houve interação entre presença de alergia e índice de massa corporal (p = 0,457).

 

DISCUSSÃO

A prevalência estimada para episódios de bronquite aguda por ano encontrado no presente estudo é semelhante à dos Estados Unidos, em torno de 5%. A bronquite aguda refere-se a uma das infecções mais comuns em crianças menores de cinco anos e responsável pela maioria das causas de hospitalização.12 Os Estados Unidos realizaram mais de 5 milhões de consultas para bronquite aguda entre 2001 e 2002, e a classificaram entre as doenças mais freqüentes nos serviços ambulatoriais médicos.ª

Na Alemanha, a prevalência de bronquite auto-referida em crianças de cinco a sete anos foi de 21,3% em Munique, 33% em Dresden e 31,8% em Leipzig entre 1995 e 1996. A prevalência de bronquite foi de 24,4% em Munique e de 36,8% em Dresden para crianças entre nove e 11 anos.23 A prevalência de bronquite aguda entre cinco e nove anos foi menor no presente estudo: 13%.

Idade esteve associada a bronquite aguda, sobretudo nos primeiros anos de vida. Presença de alergia associou-se à bronquite aguda. Essa doença freqüentemente refere-se a processo infeccioso propagado pelas vias respiratórias superiores e é uma complicação de rinite ou faringite, mais comuns em indivíduos atópicos (alérgicos).12 Cor da pele preta ou parda e moradia em domicílios com menor número de cômodos também estiveram associados à bronquite aguda. Embora as relações de cor da pele não sejam definidas por um grupo social, diferenças étnicas estão associadas a desigualdades sociais e condicionam a forma de viver de conjuntos de indivíduos. Assim, negros são considerados mais suscetíveis às doenças infecciosas respiratórias. Aglomeração e baixo nível socioeconômico são importantes fatores para doenças respiratórias agudas baixas, assim como alergias e comorbidades associadas, como a asma.17

A prevalência média de rinite clinicamente diagnosticada na Europa foi de 22,7% (IC95%: 21,1;24,2) em 2001, semelhante ao presente estudo para São Paulo. Os países da Europa avaliados foram Bélgica (28,5%; IC95%: 24,5;32,5), França (24,5%; IC95%: 21,0;28,0), Alemanha (20,6%; IC95%: 16,5;24,6), Itália (16,9%; IC95%: 12,9;20,9), Espanha (21,5%; IC95%: 18,5;24,4) e Inglaterra (26,0%; IC95%: 20,3;31,7%).4 A rinite apresenta importantes variações nos índices de prevalência de seus sintomas. De acordo com pesquisas realizadas em centenas de cidades da África, Américas do Norte e do Sul, Ásia, Austrália e Europa, com 463.801 crianças de 13 a 14 anos e em dezenas de cidades nas mesmas regiões, exceto África, com 257.800 crianças de seis a sete anos, a prevalência de sintomas de rinite variou de 3,2% a 66,6% e de 1,5% a 41,8%, respectivamente.20

A prevalência média de rinite em 20 cidades brasileiras para crianças de seis a sete anos e para adolescentes de 13 a 14 anos foi de 25,7% e de 29,6%, respectivamente. Para o presente estudo, a prevalência estimada de rinite para faixa etária entre cinco e nove anos foi de 22%, e entre dez e 14 anos, 29%, semelhante à média brasileira. Em São Paulo, o International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) - Fase 3 - apontou prevalência de sintomas de rinite (espirros, coriza ou entupimento nasal presentes na ausência de resfriado) para crianças e adolescentes em torno de 29% de 2002 a 2003. A prevalência de rinite por diagnóstico médico foi de 19,3% para crianças e 21,4% para adolescentes, valores semelhantes aos encontrados no presente estudo.18

As presenças de asma e de alergia estiveram associadas à rinite. Batlles-Garrido et al3 (2010) encontraram odds ratio 2,2 (IC95%: 1,22;4,02) vezes maior para rinite em asmáticos quando comparados aos não asmáticos, e para presença de atopia, o odds ratio foi de 2,5 (IC95%: 1,93;3,42). Estudos epidemiológicos mostram que asma e rinite muitas vezes coexistem na mesma pessoa. Pelo menos 60% dos asmáticos têm rinite e cerca de 20% a 30% das pessoas com rinite possuem asma.7

Law et al15 (2003) afirmaram que as consultas em pronto-atendimento são responsáveis por 1% dos custos diretos com a rinite, mas respondem por 62% dos dispêndios com a asma nos Estados Unidos. A rinite, intimamente associada à asma, apresenta-se como um problema de saúde pública em muitos países, levando à necessidade de monitoração contínua de suas tendências. A observação clínica e os dados da literatura mostram que a abordagem adequada da inflamação das vias aéreas superiores é imprescindível para o manejo satisfatório do asmático. Pessoas com rinite freqüentemente apresentam diminuição da qualidade de vida, ocasionada por distúrbios do sono, fadiga, irritabilidade, sonolência diurna e déficits de memória. Além disso, o impacto financeiro torna-se maior quando consideradas as comorbidades relacionadas, como asma, sinusite e alergias.7,16

Em virtude da coexistência entre rinite alérgica e asma, a importância das infecções das vias aéreas superiores como fator de exacerbação para asma e da presença de rinite como um fator de risco para sinusite vem sendo amplamente discutida. A rinite está associada à piora do controle da asma. Isso é interpretado como expressão de uma mesma doença que acomete simultaneamente o trato respiratório superior e inferior, provavelmente devido a fatores de risco e patogênese comuns.7,16

Residir em apartamento associou-se à rinite, apoiando a hipótese da higiene, que interpreta a variação nos riscos para doenças alérgicas como reflexo da redução de exposições a agentes microbianos em fase precoce da vida. Segundo essa hipótese, as alterações para o estilo de vida moderno seriam responsáveis ou co-responsáveis pelo aumento expressivo das doenças alérgicas nas últimas décadas. Strachan (1989)21 a considera como a única explicação coerente e biologicamente plausível para as variações na alergia observadas entre famílias mais ou menos numerosas, estilo de vida moderno (apartamentos) ou em fazendas e campos (casas). Entretanto, parecem contradizer essa hipótese: altas taxas de doença respiratória entre a população urbana pobre nos EUA e em outros países industrializados, pulmões de muitas crianças atópicas são anormais antes da ocorrência de qualquer infecção e, ainda, não há evidências de que tenha ocorrido redução da incidência ou tipo de infecções respiratórias virais ao longo do período de trinta anos em que a prevalência das doenças alérgicas aumentaram.24

Quanto à sinusite, estima-se que afete um em cada seis adultos nos Estados Unidos e seu diagnóstico é considerado um dos mais comuns na prática clínica. Essas estatísticas possivelmente subestimam a verdadeira prevalência no país, pois cerca de 20% das pessoas afetadas não procuram atendimento médico. A sinusite por diagnóstico médico apresentou prevalência em torno de 10% na Europa, Japão e nos Estados Unidos em 2001.19 A prevalência de sinusite auto-referida foi maior no presente estudo. Grande parte dos estudos sobre prevalência dessa doença refere-se à realidade americana e européia; poucos apresentam informações sobre a América Latina.c A sinusite gera impacto direto e indireto na economia global por sua alta prevalência, além de trazer repercussões significativas na qualidade de vida das crianças afetadas e de seus pais. Cunningham et al9 (2000) mostraram que pais de crianças com sinusite atribuíam a elas maior limitação física comparadas a crianças com asma.

Alergia e obesidade estiveram associadas à sinusite no presente estudo, e idade apresentou efeito dose-resposta a depender do aumento da faixa etária. Hoover et al13 (1997) observaram odds ratio 4,3 (IC95%: 1,5;12,8) vezes maior para sinusite nos alérgicos quando comparado aos não alérgicos. De acordo com recomendações de consenso, o termo sinusite vem sendo substituído por rinossinusite devido às inúmeras relações anatômicas, histológicas e fisiopatológicas entre o nariz e os seios paranasais. Não há predisposição genética para a sinusite; entretanto, há predisposição familiar para alergias, consideradas principais fatores predisponentes para sinusite. Os sintomas se sobrepõem e a sinusite raramente ocorre sem outras alergias. Evidências apontam que asma, rinite (e outras alergias) e sinusite representariam partes de uma só síndrome inflamatória, a "doença da via aérea única". Os fatores de risco mais implicados nas sinusites são as alergias e as infecções virais das vias aéreas.1,7,13,16

Não foram encontrados estudos que mostrassem ou explicassem consistentemente a associação encontrada entre obesidade e sinusite. Uma das possíveis interpretações refere-se à associação entre a doença do refluxo gastroesofágico e sintomas respiratórios em crianças, doença que também se relaciona à presença de sobrepeso e obesidade,25 embora existam controvérsias.14 Por outro lado, a presença aumentada de citocinas pró-inflamatórias em obesos e essas substâncias estariam relacionadas às respostas inflamatórias local e sistêmica das vias aéreas.6 Pessoas obesas apresentam maiores riscos para asma e outras doenças associadas, como sinusite e alergias, em virtude da relação entre essas doenças respiratórias e níveis circulantes dessas citocinas, mais elevadas em obesos. No entanto, há pouco conhecimento sobre quais mecanismos fisiológicos, mecânicos, imunológicos, genéticos e ambientais participam da relação.8

Com relação às limitações, a morbidade auto-referida pode subestimar a prevalência da doença respiratória em virtude do viés de memória e/ou ausência de diagnóstico. Para epidemiologia, estimar a prevalência de doenças respiratórias auto-referidas na população é uma maneira simples e direta de obter informações sobre saúde e apresenta bons níveis de concordância, reprodutibilidade e custo-benefício quando se consideram os resultados obtidos de avaliações clínicas, o que pode refletir indiretamente a prevalência real da doença na população.22

A Tabela 4 sintetiza os desfechos finais comuns, similares e específicos à bronquite aguda, rinite e sinusite. A presença de alergia esteve associada com as três doenças. Os indivíduos atópicos são mais susceptíveis às comorbidades associadas, possuindo freqüentemente mais de um órgão de choque sensibilizado: mucosa brônquica (asma), mucosa nasal (rinite), conjuntiva (conjuntivite alérgica) e pele (dermatite atópica).1,16,c A sinusite e a rinite existem sem outras alergias associadas com menor freqüência, e a bronquite aguda acomete maior número de indivíduos atópicos. A faixa etária de dez a 14 anos foi comum entre as três doenças respiratórias. Aspectos do domicílio apresentaram-se similares entre bronquite aguda e rinite. A hipótese da higiene pode explicar parte da prevalência elevada de rinite nos que residem em apartamento, ao contrário da relação entre baixo número de cômodos (de um a três) no domicílio e bronquite aguda, que pode estar relacionado ao baixo nível socioeconômico, aglomeração e baixo padrão de moradia, que por sua vez pode elevar o risco de uma infecção pulmonar por vírus ou bactérias, principalmente entre crianças.17 Cor da pele preta e parda esteve associada especificamente com bronquite aguda. Admitindo-se que a cor da pele dos indivíduos determina suas condições socioeconômicas ou que diferenças étnicas associam-se a desigualdades sociais e condicionam a forma de viver de grupos de pessoas, negros podem ser mais suscetíveis às doenças infecciosas respiratórias. Outro desfecho específico foi a presença de asma em pessoas com rinite. A literatura atual considera asma e rinite expressões de uma mesma doença que acomete, concomitantemente, as vias aéreas superiores e inferiores.

 

 

Doenças respiratórias - rinite, sinusite e bronquite aguda - são mais prevalentes em determinados grupos populacionais e configuram-se como um importante problema de saúde pública em crianças e adolescentes. Doenças respiratórias na infância e seu impacto no sistema de saúde geram pesquisas epidemiológicas para dimensionar o problema e conhecer, além das suas prevalências, os fatores etiológicos envolvidos, a fim de implementar medidas para o controle dessas doenças e reduzir a morbidade e mortalidade associadas. Alérgicos de zero a 14 anos, de cor da pele preta e parda e que moram em domicílios com poucos cômodos associaram-se à bronquite aguda; alérgicos, entre dez e 19 anos, asmáticos e que moram em apartamento associaram-se à rinite; e alérgicos, entre cinco e 19 anos e obesos apresentaram associação para sinusite.

 

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Correspondência | Correspondence:
Clóvis Arlindo de Sousa
Departamento de Epidemiologia
Universidade de São Paulo
Av. Dr. Arnaldo, 715 - Cerqueira Cesar
01246-904 São Paulo, SP, Brasil
E-mail: clovissousa@usp.br

Recebido: 15/9/2010
Aprovado: 9/8/2011

 

 

Artigo baseado na tese de doutorado de Sousa CA apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo em 2011.
Os autores declaram não haver conflitos de interesse.
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