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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.46 n.4 São Paulo Aug. 2012 Epub July 24, 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102012005000053 

A amamentação entre filhos de mulheres trabalhadoras

 

Breastfeeding among children of women workers

 

El amamantamiento entre hijos de mujeres trabajadoras

 

 

Aline Alves BrasileiroI; Gláucia Maria Bovi AmbrosanoII; Sérgio Tadeu Martins MarbaIII; Rosana de Fátima PossobonII

IPrograma de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Campinas, SP, Brasil
IIFaculdade de Odontologia de Piracicaba. Unicamp. Piracicaba, SP, Brasil
IIIDepartamento de Pediatria. Faculdade de Ciências Médicas. Unicamp. Campinas, SP, Brasil

Correspondência | Correspondence

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar benefícios trabalhistas e fatores associados à manutenção dos índices de amamentação entre mães trabalhadoras.
MÉTODOS: A amostra foi constituída por 200 mulheres trabalhadoras formais que retornaram ao trabalho antes de a criança completar seis meses de vida, no município de Piracicaba, SP. Dentre as participantes, 100 díades mãe-lactente receberam orientações e apoio para a prática do aleitamento em um programa de prevenção em saúde bucal e as demais 100 díades foram abordadas em uma campanha de vacinação infantil. Foi realizada análise de regressão logística múltipla para identificar variáveis relacionadas ao desmame ao quarto mês de vida.
RESULTADOS: A maior parte das participantes era primípara, passou por cesariana, iniciou a amamentação em menos de quatro horas após o parto e permaneceu com seu filho em alojamento conjunto. Tiveram mais chance de parar a amamentação: mães não participantes do programa de incentivo (OR = 3,04 [IC95% 1,35;6,85]), mães que não tinham intervalo de 30 minutos durante a jornada de trabalho (OR = 4,10 [IC95% 1,81;9,26]) e mães cujos filhos utilizavam chupeta (OR = 2,68 [IC95% 1,23;5,83]) ou mamadeira (OR =14,47 [IC95% 1,85;113,24].
CONCLUSÕES: As mães que participaram do grupo de incentivo à amamentação, não ofereceram chupeta e mamadeira aos filhos e tinham intervalo durante o trabalho pararam a amamentação após o quarto mês. Apoio, informações sobre o manejo da lactação e sobre seus direitos garantidos por lei, em conjunto com a ampliação do tempo de licença maternidade, poderão ter um importante papel na manutenção da prática do aleitamento materno.

Descritores: Aleitamento Materno. Trabalho Feminino. Licença Parental. Desmame. Condições de Trabalho.


ABSTRACT

OBJECTIVE: To analyze employment benefits and factors associated with the maintenance of breastfeeding indexes among working mothers.
METHODS: The sample was constituted by 200 formal women workers who returned to work before the child had reached six months of life, in the city of Piracicaba (Southeastern Brazil). Among the participants, 100 mother-infant dyads received guidance and support for the practice of breastfeeding within an oral health prevention program, and the other 100 dyads were addressed in a child vaccination campaign. Multiple logistic regression analysis was carried out to identify variables related to weaning in the fourth month of life.
RESULTS: The majority of the participants were primiparous women who underwent cesarean section, initiated breastfeeding within four hours after birth and stayed with their child in the room. The following women had higher odds of stopping breastfeeding: mothers not participating in the incentive program (OR = 3.04 [95%CI: 1.35;6.85]), mothers who did not have a 30-minute break during the working hours (OR = 4.10 [95%CI: 1.81;9.26]), and mothers whose children used pacifiers (OR = 2.68 [95%CI: 1.23;5.83]) or bottles (OR = 14.47 [95%CI: 1.85;113.24].
CONCLUSIONS: The mothers who participated in the breastfeeding incentive group, who did not offer pacifiers and bottles to their babies and who had a break during the working hours stopped breastfeeding after the fourth month. Support and information on lactation management and on their rights guaranteed by law, together with the increase in the length of maternity leave, may play an important role in maintaining breastfeeding.

Descriptors: Breast Feeding. Women, Working. Parental Leave. Weaning. Working Conditions.


RESUMEN

OBJETIVO: Analizar beneficios laboristas y factores asociados al mantenimiento de los índices de amamantamiento entre madres trabajadoras.
MÉTODOS: La muestra fue constituida por 200 mujeres trabajadoras formales que retornaron al trabajo antes del niño completar seis meses de vida, en el municipio de Piracicaba, SP. Entre las participantes, 100 dúos madre-lactante recibieron orientaciones y apoyo para la práctica de la lactancia en un programa de prevención en salud bucal y los otros 100 dúos fueron abordados en una campaña de vacunación infantil. Se realizó análisis de regresión logística múltiple para identificar variables relacionadas al destete al cuarto mes de vida.
RESULTADOS: La mayor parte de las participantes era primípara, pasó por cesárea, inició el amamantamiento en menos de cuatro horas posterior al parto y permaneció con su hijo en alojamiento conjunto. Tuvieron mayor probabilidad de parar el amamantamiento: madres no participantes del programa de incentivo (OR= 3,04 [IC95% 1,35;6,85]), madres que no tenían intervalo de 30 minutos durante la jornada laboral (OR= 4,10 [IC95% 1,81;9,26]) y madres cuyos hijos utilizaban chupete (OR= 2,68 [IC95% 1,23;5,83]) o tetero (OR= 14,47 [IC95% 1,85;113,24]).
CONCLUSIONES: Las madres que participaron en el grupo de incentivo de la lactancia, no ofrecieron chupete y tetero a los hijos y tenían intervalo durante el trabajo pararon el amamantamiento posterior al cuarto mes. Apoyo, informaciones sobre el manejo de la lactancia y sobre sus derechos garantizados por ley, en conjunto con la ampliación del tiempo de licencia maternidad, podrán tener un papel importante en el mantenimiento de la práctica de la lactancia materna.

Descriptores: Lactancia Materna. Trabajo de Mujeres. Permiso Parental. Destete. Condiciones de Trabajo.


 

 

INTRODUÇÃO

A Organização Mundial da Saúde (OMS),a em 2001, definiu que o leite materno deveria ser oferecido de forma exclusiva, para todas as crianças, até o sexto mês de vida. Entretanto, embora tenha ocorrido um importante aumento nos índices do aleitamento materno exclusivo ao quarto mês de vida no Brasil (35,5% em 1999 para 51,2% em 2009), ao sexto mês esse índice não chega a 10%.b

O trabalho materno é um dos fatores de risco para interrupção do aleitamento.10 Estudo de Schwartz et al13 mostrou que o retorno da mãe ao trabalho foi responsável por 58% do desmame precoce em Michigan e Nebraska (EUA). Resultados semelhantes foram encontrados por Costa et al2 em estudos conduzidos na cidade de Belém, PA, e por Dearden et al3 em quatro comunidades da Guatemala.

Dispositivos legais foram criados para minimizar os riscos para a diminuição do aleitamento materno no período de retorno ao trabalho. A Constituição Federal de 5 de outubro de 1988, no seu artigo 7º, parágrafo XVIII, versa: "Licença maternidade, sem prejuízo do emprego e do salário, com duração de 120 dias". A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) protege a nutriz, com descansos especiais durante a jornada de trabalho e descrição de locais adequados para os cuidados com os lactentes.7,12

Em 9 de setembro de 2008 foi criada a Lei federal nº 11.770, que, mediante concessão de incentivo fiscal, estimula as empresas a ampliarem a licença maternidade para seis meses. Essa lei vem ao encontro da recomendação da OMS e do Ministério da Saúde.c

A CLT determina também que empresas com mais de 30 funcionárias com idade superior a 16 anos ofereçam creches internas ou estabeleçam convênios com creches externas. Além disso, por meio de acordos coletivos, os sindicatos reivindicaram o pagamento do "vale creche", como uma alternativa às mães que preferem não utilizar as creches internas ou as conveniadas com a empresa. Entretanto, muitas mulheres ainda têm dificuldade de amamentar a criança durante o expediente, principalmente em grandes centros urbanos, onde o transporte é ineficiente e/ou é muito grande a distância entre o local de trabalho e o local de permanência da criança.9

Desse modo, o objetivo deste estudo foi analisar benefícios trabalhistas e fatores associados à manutenção dos índices de amamentação entre mães trabalhadoras.

 

MÉTODOS

Estudo de desenho retrospectivo de coorte. A coorte original foi delineada para realização num programa preventivo em saúde bucal e durante o dia da campanha de multivacinação (10 de agosto), em Piracicaba, SP, no ano de 2008. Situada no estado de São Paulo, Piracicaba ocupa uma área de 1.377 km2 e, segundo o censo de 2010,d apresenta 4.328 habitantes menores de 12 meses, o que representa 1,18% da população total da cidade.

A amostra deste estudo incluiu somente as mães trabalhadoras formais, que possuíam vínculo empregatício e que retornaram ao trabalho antes de a criança completar seis meses de vida. No momento da pesquisa, a criança tinha entre seis e dez meses de idade. Foram excluídas as mães que desempenhavam funções não regulamentadas pela CLT,1 por não serem contempladas com esses benefícios de incentivo ao aleitamento materno. Além disso, também foram excluídas as díades que apresentaram algum problema de saúde nos períodos pré e pós-parto imediato, bem como as mães que tiveram filhos gêmeos, prematuros (< 37 semanas) ou com baixo peso ao nascer (< 2.500 g).

A amostra foi constituída por 200 díades mãe-lactente, das quais 100 (Grupo A) receberam, de fevereiro a maio de 2008, orientações e apoio para a prática do aleitamento, dentro de um programa de prevenção precoce em saúde bucal. A coleta de dados dessa população foi feita por meio de entrevista conduzida durante a participação da díade no programa. As demais díades (Grupo B) não participaram desse programa e foram abordadas na campanha de vacinação infantil, em quatro postos de vacinação previamente sorteados.

Considerando que as crianças não estão distribuídas uniformemente nas várias unidades de vacinação (conglomerados), adotou-se o sorteio em dois estágios, com probabilidade proporcional ao tamanho dos conglomerados. No primeiro estágio foram sorteadas as unidades de vacinação e, no segundo estágio, as crianças em cada unidade, de forma sistemática. As quatro unidades sorteadas e o número de crianças cujas mães seriam abordadas por unidade foram definidos considerando o total de 40 unidades de vacinação do ano anterior e a estimativa de vacinar 24.000 crianças de zero a cinco anos. A expectativa de vacinação nesses postos era de 1.200 crianças com idade inferior a um ano.

A amostra proporcionou um poder do teste (1-β) de 0,80 com nível de significância α de 0,05 para um odds ratio de 2,0, probabilidade de resposta de 28% e probabilidade de sucesso de 35%, calculada de acordo com Demidenko.4,5

Utilizou-se um roteiro estruturado de entrevista para obter informações sobre o nível socioeconômico da família, idade dos pais, estado civil, número de filhos, tipo de parto, variáveis relacionadas aos períodos peri e pós-natal, época de retorno da mãe ao trabalho, distância entre o local de trabalho e o local de permanência da criança, cuidador da criança no momento de ausência da mãe e as condições do trabalho materno.

Os resultados foram avaliados por meio de análise descritiva, dos testes estatísticos de qui-quadrado, exato de Fisher e análise de regressão logística múltipla pelo procedimento stepwise forward. Foram testadas no modelo as variáveis com p < 0,25 na análise bivariada, permanecendo as que se ajustaram ao modelo com p < 0,05. Todas as análises foram realizadas no programa estatístico SAS 2008, versão 9.2.

O conceito de desmame utilizado no estudo segue a definição da OMS, ou seja, quando ocorre a interrupção da oferta de leite materno à criança.a

O estudo foi realizado de acordo com as Normas e Diretrizes Éticas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - Unicamp (Nº de protocolo: 073/2004).

 

RESULTADOS

A maioria das crianças apresentava família de nível socioeconômico médio, pais com até 30 anos de idade e suas mães tinham até 28 anos, primíparas, contavam com a presença do companheiro, passaram por parto tipo cesárea, tinham iniciado a amamentação em menos de quatro horas após o parto e permaneceram com seu filho em alojamento conjunto (Tabela 1).

 

 

Entre as mães que não participavam de grupos de incentivo, 43% desmamaram antes do quarto mês. Entre as que não amamentavam durante a jornada de trabalho, 34% desmamaram antes do quarto mês. Dentre as mães que voltaram a trabalhar depois do quinto mês após o parto, 82,9% desmamaram após o quarto mês (Tabela 2).

A análise de regressão logística múltipla mostrou que as chances de parar a amamentação antes do quarto mês foi maior para as mães não participantes do programa de incentivo (OR = 3,04 [IC95% 1,35;6,85]) e que não tinham intervalo de 30 minutos durante a jornada de trabalho (OR = 4,10 [IC95% 1,81;9,26]); e para as crianças que utilizavam chupeta (OR = 2,68 [IC95% 1,23;5,83]) ou mamadeira (OR = 14,47 [IC95% 1,85;113,24]) (Tabela 3).

 

 

DISCUSSÃO

Algumas variáveis mostraram relação significativa com o desmame antes do quarto mês de vida, tais como o fato de a mãe não conseguir amamentar a criança durante a jornada de trabalho, não poder usufruir do intervalo de 30 minutos por turno trabalhado e o uso de chupeta e mamadeira. Hight-Laukaran et al6 mostraram que o tempo médio de aleitamento materno é maior entre mulheres que permanecem com seus filhos no local de trabalho. Além disso, Oliveira & Silva8 ressaltam que os empregadores que respeitam as leis trabalhistas e facilitam a amamentação no local de trabalho contam com funcionárias mais produtivas e com menores índices de falta ao trabalho.

A época de retorno ao trabalho mais frequente foi entre o terceiro e quarto mês após o parto. Esse resultado já era esperado, tendo em vista que a legislação trabalhista vigente no momento da coleta do dado dava o direito a quatro meses de licença maternidade remunerada às trabalhadoras formais. Houve tendência em manter o aleitamento por mais de quatro meses entre as mães que voltaram a trabalhar depois do quinto mês após o parto. Esses dados indicam que a lei de ampliação da licença maternidade de quatro para seis meses poderá contribuir para o aumento do período de aleitamento.

A presença de posto de coleta de leite materno na empresa não mostrou relação com a manutenção do aleitamento. Estudo realizado em empresas na cidade de São Paulo, SP,10 sugere que a instalação de postos de coleta de leite humano no local de trabalho facilita a manutenção do aleitamento materno quando o número de funcionários do sexo feminino não viabiliza a instalação de uma creche. No entanto, para que esse benefício atue de modo a promover a manutenção do aleitamento, a mãe precisa receber informação e treinamento para ordenhar, armazenar e oferecer seu leite adequadamente.

A presença de creche no local de trabalho ou o acesso à creche externa não mostrou relação com a interrupção precoce do aleitamento. Rea et al10 relatam que não há diferença significativa entre o tempo médio de aleitamento materno ao comparar mulheres cujos filhos permanecem em creche fora do local de trabalho e mulheres que não dispõem desse benefício. Isso pode ser devido ao fato de que as empresas geralmente não fornecem transporte para o deslocamento das funcionárias até o local de permanência da criança. Assim, a dificuldade de acesso a creches localizadas fora do local de trabalho da mãe pode resultar em redução do tempo destinado ao aleitamento, constituindo-se em um fator de risco ao aleitamento.8

Estudo com trabalhadoras da cidade de Campinas, SP, que utilizaram o benefício de creche no local de trabalho mostrou índice de aleitamento materno exclusivo de 66% ao quinto mês de vida da criança. Além disso, foi possível observar que o desmame iniciou por volta do quinto mês de vida por orientação da creche, visando uma melhor adaptação da criança às rotinas do estabelecimento.9

O cumprimento das leis de proteção à amamentação parece ser fundamental em uma sociedade como a brasileira, em que quase 25% da população economicamente ativa é constituída por mulheres com filhos menores de seis meses de idade.6 Segundo Hight-Laukaran et al,6 92% das mulheres que não recebem o beneficio de creche no local de trabalho introduzem substitutos para o leite materno.

O Estado de Santa Catarina obteve um índice próximo a 85% no cumprimento dessas leis, por meio de algumas estratégias. Entre elas, a exigência do registro de creches próprias e conveniadas na Delegacia Regional do Trabalho, a obrigatoriedade da empresa em proporcionar às mulheres o conhecimento de seus direitos e o modo de utilizá-los, a modificação do tipo de inspeção e controle das creches e empresas e a divulgação dos direitos da mãe trabalhadora pelos meios de comunicação.8

As mães que participaram do grupo de incentivo a amamentação e que não ofereceram chupeta e mamadeira aos filhos desmamaram após o quarto mês. Esses resultados corroboram o estudo de Osis et al,9 que observaram que as mulheres amamentam por mais tempo quando recebem algum tipo de apoio, seja familiar, seja profissional. Segundo Roig et al,11 o uso de mamadeiras e chupetas e a falta de informações estão relacionados com a duração do aleitamento materno.

Os dados do presente estudo mostram a importância de oferecer informações sobre os direitos garantidos por lei que facilitam a manutenção do aleitamento às mães trabalhadoras. Munida desse conhecimento, a mulher-mãe-nutriz pode lutar pelos seus direitos, fiscalizando e exigindo o cumprimento dos benefícios trabalhistas pelas empresas. Porém, há que se oferecer, também, apoio e informação sobre o manejo da lactação, aconselhando a mãe a, por exemplo, evitar a introdução de bicos artificiais e ordenhar e armazenar seu leite para que seja oferecido à criança nos momentos de sua ausência. Essas iniciativas, em conjunto com a ampliação do tempo de licença maternidade, poderão ter um importante papel na manutenção da prática do aleitamento materno.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência | Correspondence:
Aline Alves Brasileiro
R. 227, 380 - Q. 67 A L. 7/8, Apto 206 - Setor Leste Universitário
CEP: 74605-080 Goiânia, GO, Brasil
E-mail: alinebrasileiro@yahoo.com.br

Recebido: 13/9/2011
Aprovado: 15/3/2012

 

 

Artigo baseado na tese de doutorado de Brasileiro AA, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente da Universidade Estadual de Campinas em 2012.
Os autores declaram não haver conflitos de interesse.
a Kramer MS, Kakuma R. The optimal duration of exclusive breastfeeding: a systematic review. Geneva: World Health Organization; 2002.
b Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. II Pesquisa de prevalência de aleitamento materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal. Brasília; 2009.
c Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Cartilha para a mãe trabalhadora que amamenta. Brasília; 2010.
d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BR). Cidades@. Brasília; 2000[citado 2011 maio 24]. Disponível em: www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1