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Cadernos de Saúde Pública

Print version ISSN 0102-311X

Cad. Saúde Pública vol.13 n.2 Rio de Janeiro Apr. 1997

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X1997000200013 

ARTIGO ARTICLE


Ana Marlúcia O. Assis2
Leonor M. P. Santos2
Maisa C. Martins2
Maria P. N. Araújo2
Denise Q. Amorim2
Saul S. Morris3
Mauricio L. Barreto4


Distribuição da anemia em pré-escolares do semi-árido da Bahia1

Distribution of anemia among preschool children from the semi-arid region of Bahia1


1 Trabalho financiado através do Projeto Hope, Fortaleza, com recursos da USAID (projeto 598-06-G-SS-703-00).

2 Escola de Nutrição, Universidade Federal da Bahia. Rua Araújo Pinho 32, Salvador, BA 40140-150, Brasil.

3 Maternal and Child Epidemiology Unit, Department of Epidemiology and Population Sciences, London School of Hygiene and Tropical Medicine. London WC1E 7HT U. K.

4 Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia. Rua Padre Feijó 29, 4o andar, Salvador, BA 40110-170, Brasil.

  Abstract The objective of this survey was to determine the prevalence of anemia and potential determinants thereof in 754 children from urban areas of seven small towns in the semi-arid region of Bahia. Hemoglobin was measured in 745 children 1 to 72 months of age. For the 6-to-72 month-old group, hemoglobin < 11.0 g/dl was considered anemia (following WHO recommendations) whereas <9.5 g/dl was considered severe anemia. The same cutoffs were used for children under 6 months, which are the same ones used in clinical-hematology. A mean hemoglobin of 12.1 g/dl was found, distributed differently according to age groups (p=0.001). The study found prevalences of 22.2 % for anemia and 5.8% for severe anemia, respectively. Occurrence of anemia varied significantly with age (p=0.001); the highest prevalence was 50.0% in children 12 to 23 months of age, followed by 29.9% in children below 12 months. The association of anemia with mother's education (controlled for age) and per capita family income was not statistically significant.
Key words Anemia; Child Health; Nutrition; Epidemiology

Resumo O objetivo desta investigação foi identificar a prevalência da anemia e alguns de seus potenciais determinantes em 754 crianças de áreas urbanas de sete municípios na região do semi-árido baiano. Hemoglobina foi determinada em 745 crianças de um a 72 meses de idade. Para o grupo etário de seis a 72 meses um valor de hemoglobina < 11,0 g/dl identifica a anemia segundo recomendação da OMS enquanto o valor <9,5 g/dl classifica a anemia na categoria de grave. Estes mesmos pontos de corte foram adotados para os menores de seis meses, os quais são aceitos pela Hematologia Clínica. Detectou-se um valor médio de 12,1 g/dl para a hemoglobina, distribuída diferentemente entre as idades (p=0,001), assim como prevalências de 22,2% para a anemia e de 5,8% para as formas graves. A prevalência da anemia variou significativamente com a idade (p=0, 001), sendo mais elevada em crianças de 12 a 23 meses de idade (50, 0%), seguida pelos menores de 12 meses de vida (29,9%). A análise para associação da anemia segundo a escolaridade materna (controlada pela idade da criança) e renda familiar per capita não mostrou significância estatística.
Palavras-chave Anemia; Saúde da Criança; Nutrição; Epidemiologia

 

 

Introdução

 

A anemia por carência de ferro é a forma mais prevalente em todo o mundo, com distribuição mais acentuada nos países periféricos (FAO/OMS, 1991).

Ainda que se destaque como uma enfermidade carencial que não conduz a sequelas incapacitantes, o seu custo social para a população afetada pode vir a ser elevado. Estudos têm demonstrado correlação entre a anemia moderada e capacidade de trabalho; a deficiência de ferro, mesmo em ausência de anemia, pode comprometer o rendimento físico (Baker, 1978). Em crianças, tem sido observado que a anemia está acompanhada da incapacidade de fixar a atenção, sonolência e irritabilidade, situações que podem trazer como conseqüência baixo aproveitamento escolar (Vannucchi et al., 1992), podendo comprometer ainda o crescimento e facilitar a instalação de processos infecciosos (Lawless et al., 1994; INACG, 1993). Alguns estudos têm detectado que a anemia pode comprometer também o desenvolvimento psicomotor de crianças, contudo esta questão, até o momento, não é consensual entre os investigadores (Chandra & Vyas 1984; Oski 1985; Idjradimata & Pollitt, 1993). Se esta associação for confirmada, representará um dos mais sérios prejuízos para a população infantil.

Ainda que não se disponha de dados populacionais para a prevalência desta carência no Brasil, estudos com amostras restritas a serviços de saúde ou a certos grupos populacionais permitem afirmar que a anemia figura como uma das deficiências nutricionais de maior prevalência na população infantil. Dados de dois estudos transversais representativos de pré-escolares no Município de São Paulo, realizados em 1973-1984, demonstraram que, no período, a prevalência da anemia aumentou de 23,1% para 35,6%, enquanto as suas formas graves cresceram de 6,8% para 14,7% (Monteiro & Szarfarc, 1987). Em Recife, Pernambuco, a anemia foi estudada em crianças de seis a sessenta meses que freqüentavam dois serviços públicos de saúde, sendo detectadas prevalências de 28,3% e 55,1%, respectivamente, nestas populações (Salzano et al., 1985). Estudo realizado na área rural do semi-árido pernambucano em 327 crianças menores de seis anos, detectou que 43,0% desta população eram portadores de anemia (Batista & Torre, 1982). O Instituto Nacional, de Alimentação e Nutrição compilou dados de pesquisas isoladas sobre a anemia no Brasil e estimou para a Região Nordeste uma prevalência média de 18,5% em crianças menores de cinco anos (IBGE, 1989).

Informações sobre a prevalência da anemia no semi-árido da Bahia são escassas; estudo epidemiológico, desenvolvido no Município de Cansanção, detectou prevalência de 8,5% em 224 crianças rurais de seis a 72 meses, com taxas mais acentuadas nas crianças de seis a 12 meses de idade (50,0,Yo) e 12 a 24 meses (17,1%), respectivamente (Silva, 1993). Com esta investigação pretende-se determinar a prevalência da anemia em crianças de uma região do semi-árido baiano e estudar alguns de seus potenciais determinantes.

 

 

Material e métodos

 

Local do estudo

 

Esta investigação foi desenvolvida na região central do semi-árido balano, incluindo as áreas urbanas dos municípios de Cansanção, Santa Luz, Queimadas, Valente, Conceição do Coité, Retirolândia e Serrinha. A população urbana destas cidades totaliza 96.118 habitantes, sendo que, destes, 9.742 têm até cinco anos de idade (IBGE, 1991).

 

População do estudo

 

Inicialmente foi realizado um levantamento censitário das famílias residentes nos bairros periféricos destas cidades com o objetivo de identificar as crianças na faixa etária desejada. Todas as crianças de zero a seis anos eram elegíveis para participar do estudo; no caso de famílias com mais de uma criança nesta faixa etária, procedeu-se ao sorteio de uma delas. As mães ou responsáveis pelas crianças foram convidadas a comparecer a um posto de saúde improvisado, em dia e hora previamente definidos, para a realização dos exames bioquímico e antropométrico. Assim, a amostra recrutada inicialmente foi de 910 crianças, mas em 17% dos casos (156 crianças) não foi possível obter o consentimento para participação e para coletar a amostra de sangue. Foram então incluídas 754 crianças pré-escolares neste estudo, que envolveu também uma avaliação antropométrica (Santos et al., 1995) e da hipovitaminose A (Santos et al., 1996).

 

Coleta de dados

 

Foi aplicado um questionário para as mães ou responsáveis pelas crianças com o objetivo de obter informações que possibilitassem traçar o perfil sócio-econômico da população estudada. A adequação dietética de ferro foi estimada através de inquérito recordatório de 24 horas (Willet, 1990), realizado também durante as entrevistas domiciliares. Em seguida, a família foi convidada a levar a criança em jejum ao Posto de Saúde local em data aprazada, onde foram realizadas as medidas antropométricas e a coleta de sangue. Os dados foram coletados no período de janeiro a junho de 1989 por urna mesma equipe, composta de nutricionistas, médico, auxiliares de pesquisa e de enfermagem, que, após a coleta em um município, deslocava-se para o próximo.

 

Dosagem de hemoglobina

 

Aproximadamente 0,25 ml do sangue coletado por venipuntura foi destinado para a dosagem de hemoglobina. O material foi armazenado à temperatura ambiente em tubo microtainer com anticoagulante. A hemoglobina foi determinada no máximo oito horas após a coleta, em laboratório montado em campo pelos membros da equipe. Empregou-se o método da Cianometahemoglobina (Hainlaine,1958), utilizando reagentes e padrão da Labtest, sendo a leitura efetuada em um Hemofotômetro Beckman. A dosagem do padrão foi repetida em triplicata a cada dia que as análises foram realizadas. As dosagens de hemoglobina foram feitas em duplicata e o valor médio foi considerado; nos casos em que os valores diferiram em mais de 1,0 g/dl, as determinações foram repetidas para conferência. O método empregado, nas condições do laboratório de campo, apresentou um coeficiente de variação intra-amostral de 4,3%.

Para caracterizar o estado de anemia em crianças de seis meses a seis anos, adotou-se o ponto de corte de nível de hemoglobina de <11,0 g/dl, proposto pela, OMS (FAO/OMS, 1991); a anemia grave foi caracterizadapelo nível de hemoglobina <9,5%. Para crianças de 14 dias a cinco meses de idade, na falta de um padrão similar, adotou-se o mesmo nível anterior, o qual é aceito na prática clínica (Wintrobe et al., 1981).

 

Análise de dados

 

Para a análise dos dados, utilizaram-se os programas estatísticos SPSS-PC+ e EPI-INFO. A análise quantitativa das informações referentes à ingestão alimentar foi realizada com o Programa de Apoio a Decisão em Nutrição, versão 1, cedido pela Escola Paulista de Medicina. Para o cálculo de adequação, foi empregada a estimativa da FAO/OMS para o requerimento dietético de ferro, considerando os requerimentos basais (incluindo a variabilidade) e dietas de baixa biodisponibilidade (5%) (FAO/OMS, 1991).

Foram adotadas a prevalência e a razão de prevalência (R.P) como medidas de associação, calculando-se o intervalo de confiança [I.C.] para 95%. O Qui-Quadrado e o Qui-Quadrado de tendência de Mantel Haenszel foram usados para testar a significância estatística com o p <0,05.

 

Devolução dos dados à comunidade

 

Com o propósito de devolver às mães ou responsáveis as informações referentes à saúde das crianças que compunham a amostra, as dosagens de hemoglobina foram efetuadas imediatamente após a coleta. Durante reuniões com a comunidade foi fornecido o laudo laboratorial e foram realizadas palestras com o objetivo de explicar as causas e prevenção da anemia. Logo após, as famílias com crianças que apresentaram hemoglobina menor que 11,0 g/dl receberam orientação individualizada pela médica e nutricionistas da equipe, efetuando-se a anamnese alimentar e orientação dietética; em casos de anemia grave (Hb<9,5 g/dl) foi também prescrito sulfato ferroso.

 

 

Resultados

 

A distribuição dos valores de hemoglobina está ilustrada na Figura 1. O valor médio para a população em geral foi de 12,1 g/dl (DP=1,7). A prevalência da anemia na população estudada está ilustrada na Tabela 1. Foi detectada uma prevalência total de 22,2%, sendo 5,8% na forma grave e 16,4% na moderada.

 

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A distribuição do valor médio de hemoglobina por faixa etária está apresentada na Tabela 2; a média de hemoglobina distribui-se de modo diferenciado entre as diferentes faixas etárias (p=0,001), sendo que entre os 12 e 23 meses foi encontrado o menor valor: Hb=10,97 g/dl (DP=1,84). A distribuição da prevalência da anemia por faixa etária está apresentada na Figura 2. A maior prevalência foi detectada para as crianças de 12 a 23 meses (50,0%), seguida por aquelas menores de 12 meses de idade (29,9%) (p=0,001).

 

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Considerando que o uso de medicamento com ferro poderia funcionar como confundidor dos resultados encontrados, investigou-se o seu consumo nos três meses que precederam o estudo; para 7,2% das crianças foi relatado o uso de medicação deste tipo. Contudo, o teste de significância não mostrou relação entre a prevalência de anemia e o uso de medicação à base de ferro (P=0,72) (Tabela 3).

 

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Uma pequena diferença na prevalência de anemia entre meninos e meninas foi observada (24,9% e 19,5% respectivamente), não sendo, entretanto, estatisticamente significante (p=0,076).

A escolaridade materna, controlada pela idade da criança, não mostrou ser uma variável importante na determinação da anemia. Filhos de mães que cursaram até o segundo grau apresentaram prevalência de anemia idêntica à de filhos de mães analfabetas (22,5%) (Tabela 4). A variável renda familiar per capita não mostrou associação estatisticamente significante com a anemia (Tabela 5).

 

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A prevalência de anemia segundo a adequação de consumo de ferro por categoria está apresentada na Tabela 6. Observa-se tendência decrescente de prevalência de anemia à medida que aumenta a adequação na ingestão de alimentos ricos em ferro (p=0,001, teste para tendência). Esta tendência é mantida, mesmo quando é controlada pela idade da criança.

 

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A comparação entre as crianças originalmente elegíveis para participarem do estudo, mas que não compareceram por diversos motivos, e aquelas que compõem a amostra final dessa investigação revelou que os grupos são semelhantes com relação à idade (p=0,29) e escolaridade materna (p=0,31). A significância da renda familiar per capita na determinação da anemia mostrou um valor limítrofe (p=0,047) entre os grupos. Contudo, quando essa variável é,decomposta segundo as categorias de 114 ou menos do salário mínimo (SM) e o valor igual ou maior que esse, a significância é de 0, 15, demonstrando que esta relação é fraca e não afeta a homogeneidade entre os grupos e a validade externa do estudo.

 

 

Discussão

 

Ainda que a dosagem de hemoglobina não seja o indicador mais sensível para caracterizar a depicção de ferro no organismo (INAGG, 1977), esse índice tem sido usado com freqüência em diagnósticos populacionais, em especial por exigir pequeno volume de sangue e por se adequar mais facilmente à situação de campo. Técnicas mais sensíveis normalmente exigem condições mais adequadas de trabalho, que dificilmente são atendidas em estudos dessa natureza.

A prevalência global de 22,2% de anemia detectada em pré-escolares do semi-árido baiano, apesar de alta, foi mais baixa do que aquela verificada em pré-escolares de outras regiões. Assim, na cidade de São Paulo, encontraram-se 35,5% (Monteiro & Szarfarc, 1987) e, no agreste pernambucano, 38,9% (Lira, 1985). A prevalência de formas graves (hernoglobina <9,5 g/dl) na área aqui estudada foi de 5,8%, enquanto na Cidade de São Paulo registraram-se níveis de 14,6% (Monteiro & Szarfarc, 1987).

É digno de nota o encontro de prevalência de 9,0% no Município de Cansanção. Outro estudo realizado na área rural deste mesmo Município detectou um valor de 8,5% (Silva, 1993). Esses resultados são surpreendentes, pois, embora estudos recentes revelem a melhoria de alguns indicadores de saúde, as condições de vida, saúde e nutrição das crianças nordestinas permanecem críticas (Unicef, 1995).

Essas e outras investigações que venham a explicar os fatores ligados a mais baixas ocorrências de anemia em população similar de algumas regiões podem ser relevantes no sentido de definir ações de controle para este problema de saúde.

Existem importantes diferenças na distribuição da anemia por faixa etária; assim, no presente estudo, as crianças de 12 a 23 meses apresentaram prevalência para a anemia de 50,0%. A curta duração do aleitamento materno total e exclusivo (Assis et al., 1994), aliada à introdução de alimentos do desmame pobres em ferro (Silva, 1993), podem constituir fatores de risco para o estabelecimento da anemia. O resultado  inquérito dietético recordatório de 24 horas sugere importantes déficits no consumo do ferro.

A escolaridade materna e renda per capita  familiar parecem não contribuir com a determinação da anemia nesta população, já que a sua distribuição é homogênea nos vários estratos sociais.

Os níveis de prevalência de anemia detectados nos pré-escolares do semi-árido baiano, apesar de mais baixos do que os de crianças de do outros locais, é preocupante, principalmente para a faixa etária de 12 a 23 meses de idade, se são levadas em conta as conhecidas conseqüências que a anemia acarreta para a saúde e desenvolvimento infantil.

 

 

Agradecimentos

 

Os autores agradecem as nutricionistas Gilca M. C. Quaglia, Lilian Ramos e Rita Ribeiro e a médica Celia M. Baqueiro pela colaboração na coleta e devolução dos dados à comunidade; agradecem também Teresinha Raposo pela participação na digitação dos dados e Lilian Cupari, da Escola Paulista de Medicina, pela cessão do Programa de Apoio a Decisão em Nutrição. Somos gratos à Profa Suraiya Ismail, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, pelas sugestões na interpretação do inquérito dietético. Agradecemos ainda às alunas de Nutrição que colaboraram na coleta de dados.

 

 

Referências

 

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