SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.13 issue3Debate on the paper by Elmo Rodrigues da Silva & Fermin Roland SchrammThe authors reply author indexsubject indexarticles search
Home Page  

Cadernos de Saúde Pública

Print version ISSN 0102-311X

Cad. Saúde Pública vol.13 n.3 Rio de Janeiro Jul./Sep. 1997

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X1997000300011 

DEBATE DEBATE

 

Emílio F. Moran

Anthropological Center for Training and Research on Global Environmental Change,
Indiana University, Bloomington, U.S.A.


Debate sobre o artigo de Elmo Rodrigues da Silva & Fermin Roland Schramm  

Debate on the paper by Elmo Rodrigues da Silva & Fermin Roland Schramm

 


O artigo coloca uma série de preocupações de forma breve e estimulante perante a comunidade científica. A discussão histórica de nossos interesses ambientalistas é completa e surpreendentemente crítica, uma vez que o texto em questão não é extenso. Sem dúvida, esta evolução nos tem trazido desde um período naturalista para um período científico ao presente, no qual temos quase uma guerra virtual entre estas duas visões do homem na natureza. O dualismo cultural da cultura greco-romana influi sobre todos nós até hoje, de forma que os debates requerem-nos escolher entre uma das duas caras dessa dualidade ­ em vez de procurar uma nova síntese que incorpore os aspectos positivos de cada e rejeitar os que não servem no momento atual. A ciência de hoje precisa de uma base cada vez mais exata e quantitativa ­ sem entrar na visão de túnel que nos amarra às ideologias ultrapassadas. A complexidade de ecossistemas humanos requer uma visão humanista do comportamento destes sistemas tão complexos, que seu comportamento é cada vez mais imprevisível com teorias e modelos deterministas. A ética da solidariedade é uma de muitas soluções, o ecosofismo é outra, oferecidas no momento atual para enfrentar nossas crises do meio ambiente e do desenvolvimento. Uma pena que os autores não entraram na discussão da nova economia ecológica, a qual parece ter interesses e teorias em desenvolvimento para tratar de nossos deveres para com a natureza, por exemplo, usando mecanismos quantitativos, como os preços, para nos levar a uma consciência da natureza dentro dos constrangimentos de nosso mundo materialista.