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Cadernos de Saúde Pública

Print version ISSN 0102-311X

Cad. Saúde Pública vol.24 n.9 Rio de Janeiro Sep. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2008000900003 

ARTIGO ARTICLE

 

Epidemiologia do câncer de boca em laboratório público do Estado de Mato Grosso, Brasil

 

Oral cancer epidemiology in a public laboratory in Mato Grosso State, Brazil

 

 

Fabiano Tonaco BorgesI, II; Cléa Adas Saliba GarbinIII; Artur Aburad de CarvalhosaII, IV; Paulo Henrique de Souza CastroII; Lídia Regina da Costa HidalgoIII

IEscola de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso, Cuiabá, Brasil
IIHospital do Câncer de Mato de Grosso, Cuiabá, Brasil
IIIFaculdade de Odontologia de Araçatuba, Universidade Estadual Paulista, Araçatuba, Brasil
IVMT Laboratório, Cuiabá, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo deste trabalho foi analisar a epidemiologia do câncer de boca, dos casos diagnosticados pelo laboratório público do Estado de Mato Grosso, Brasil, após a instituição da política de atenção às doenças da boca e da face do estado. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal. O objeto estudado foi o laudo histopatológico, pesquisando-se um total de 1.324 laudos emitidos entre janeiro de 2005 e dezembro 2006. Verificaram-se os casos de câncer de boca, o seu percentual em relação ao universo das lesões bucais e as seguintes variáveis: tipo histológico, sexo, idade e procedência dos pacientes (capital ou do interior). Após a análise dos dados verificaram-se 44 lesões de câncer de boca, representando 3% dos diagnósticos. O tipo histológico mais incidente foi o carcinoma epidermóide. A maioria dos diagnósticos foi referente aos homens na 5ª e 6ª décadas de vida residentes no interior do estado. Conclui-se com este estudo que em dois anos de funcionamento o serviço público de patologia bucal registrou um considerável número de casos de câncer de boca.

Neoplasias Bucais; Saúde Bucal; Laboratórios


ABSTRACT

This study analyzed oral cancer epidemiology based on histopathology reports from a public laboratory in Mato Grosso, Brazil, after a specific policy was implemented for treating oral and facial diseases in the State. This was a cross-sectional epidemiological study, based on 1,324 histopathology reports issued from January 2005 to December 2006. The study identified 44 cases of oral cancer, or 3% of all oral lesions, and analyzed them in relation to the following variables: histological type, gender, age, and patient's place of residence (capital versus rest of State). The most common histological type was squamous cell carcinoma. Most of the diagnoses occurred in men in their 50s and 60s living in the interior of the State. During two years in operation, this public oral pathology service had recorded a considerable number of oral cancer cases.

Mouth Neoplasms; Oral Health; Laboratories


 

 

Introdução

O câncer de boca é o quinto tipo de câncer em incidência em todo o mundo, sendo muito freqüente na Ásia (Índia, Cingapura e outros países da região) representando mais de 50% de todos os diagnósticos de câncer 1. Na Índia o câncer de boca é o tipo de neoplasia maligna mais incidente nos homens e ocupa a terceira posição entre as mulheres 1.

Estudos relacionam a associação entre o câncer de boca e a pobreza, onde os indicadores de mortalidade e morbidade são ruins nas áreas de baixo nível sócio-econômico 2. Sturgis 1, Oliveira et al. 3 e Carvalho et al. 4 destacam que as características culturais do povo, o nível sócio-econômico da sociedade e o grau de acesso ao tratamento e tecnologia nos serviços públicos de saúde determinam a variação da incidência do câncer de boca no mundo. Em países desenvolvidos, o câncer de boca apresenta taxas de incidência e mortalidade menores quando comparados aos países em desenvolvimento 4.

No Brasil, o câncer de boca representa o quinto tipo de câncer em incidência entre os homens e o sétimo entre as mulheres 5. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima para 2008 uma taxa bruta em homens e mulheres, respectivamente, de 11,00 e 3,88 casos novos por 100 mil habitantes (INCA http://www.inca.gov.br/estimativa/2008/index.asp?link=mapa.asp&ID=9, acessado em 10/Fev/2008; http:// www.inca.gov.br/estimativa/2008/index.asp?link=tabelaestados.asp&UF=BR, acessado em 10/Fev/2008). Os maiores valores das taxas médias anuais de incidência, ajustadas por idade por 100 mil habitantes, foram constatadas no Rio de Janeiro (19,72 em homens e 6,26 em mulheres) (INCA. http://www.inca.gov.br/estimativa/2008/index.asp?link=mapa.asp&ID=9, acessado em 10/Fev/2008). O INCA estimou para Mato Grosso, em 2008, 120 novos casos de câncer de boca, sendo 90 em homens e 30 em mulheres, consolidando uma taxa bruta de 6,25 em homens e 2,24 em mulheres (INCA. http://www.inca.gov.br/estimativa/2008/index.asp?link=tabelaestados.asp&UF=MT, acessado em 10/Fev/2008).

O Estado de Mato Grosso conta com 141 municípios distribuídos em 903.357.908km2 de extensão territorial, com uma população estimada de 2.803.274 em 2005 (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=mt, acessado em 10/Fev/2008). Segundo dados do IBGE, o estado possui um total de 1.255 estabelecimentos públicos de saúde (IBGE. http://www.ibge.gov.br/estadosat/temas.php?sigla=mt&tema=servicossaude&titulo=Servi%E7os%20de%20sa%FAde%2020005, acessado em 10/Fev/2008), que até o ano de 2004 não possuíam um serviço de patologia bucal no laboratório público (MT Laboratório), e nem mesmos um sistema de referência e contra referência para os casos suspeitos de câncer de boca.

A falta de um sistema de atenção ao câncer de boca no estado corroborou em tese, para o que se apresentassem no Hospital do Câncer de Mato Grosso (HCMT), pacientes com câncer de boca sem diagnóstico prévio e clinicamente em estádios avançados (estadiamento III e IV) 6. Este fato torna-se preocupante quando se analisam estudos como o de Leite & Koifman 7, que ao estudarem a sobrevida dos pacientes com câncer de boca no INCA, no Rio de Janeiro, verificaram a correlação entre o estádio clínico e mortalidade, onde 18,1% dos pacientes no estádio I morreram, sendo que esta taxa sobe para 65,4% nos pacientes em estádio IV. Diante desses fatos, a detecção precoce do câncer de boca pela rede básica de saúde deve ser seriamente considerada 8. A universalização do acesso aos meios de diagnóstico possibilitará a intervenção precoce ao câncer de boca.

Em 2004, o Estado de Mato Grosso publicou a política pública de atenção às doenças da boca e da face, por meio da Portaria nº. 195, de 30 de novembro de 2004, da Secretaria de Estado de Saúde (SESMT) 9, instituindo um sistema de diagnóstico para as doenças da boca e da face, no âmbito da SESMT. Tais ações foram consolidadas pela Lei nº. 8.342 de 30 de julho de 2005 10. A política pública de atenção às doenças da boca e da face foi publicada com as seguintes diretrizes:

1) Implantou o serviço de atenção às doenças da boca e da face no âmbito da SESMT, devendo atuar como referência estadual na realização de exames de diagnóstico de boca;

2) Instruiu os municípios na organização da rede de atenção básica para a realização de atividades preventivas e na realização de exames diagnósticos das lesões da boca e da face;

3) Determinou o MT Laboratório, da SESMT, como responsável no estado na realização de exames anátomo e histopatológico das lesões de boca e da face;

4) Criou um sistema de comunicação compulsório, pelos laboratórios de Mato Grosso, dos casos de câncer de boca ao programa de avaliação e vigilância do câncer da SESMT.

O objetivo deste trabalho foi analisar a prevalência dos casos de câncer de boca, diagnosticados no serviço público de patologia bucal, após a instituição da política de atenção às doenças da boca e da face do Estado de Mato Grosso, tornando públicos a experiência mato-grossense e os resultados preliminares da política pública.

 

Metodologia

Neste estudo realizou-se uma abordagem quantitativa por meio de uma pesquisa epidemiológica, documental, descritiva e transversal no banco de dados do laboratório público de Mato Grosso (MT Laboratório). O objeto estudado foi o laudo histopatológico, pesquisando-se um total de 1.324 laudos emitidos entre janeiro de 2005 e dezembro 2006. O laudo histopatológico foi considerado por Queiroz et al. 11 padrão ouro na confirmação do diagnóstico de câncer de boca. Analisaram-se a prevalência, o percentual do câncer de boca no universo das lesões bucais e as seguintes variáveis: tipo histológico, sexo, idade e procedência dos pacientes (capital ou do interior). Uma vez realizada a coleta e tabulação dos dados, realizou-se análise descritiva. O projeto foi submetido ao comitê de ética em pesquisa da Faculdade de Odontologia de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista (FOA/UNESP), aprovado pelos processos FOA 2006-01605 e FOA 2006-01686.

 

Resultados e discussão

O primeiro ano de funcionamento da política pública de atenção às doenças da boca foi 2005, não havendo registros anteriores de casos de lesões de boca no MT Laboratório. No primeiro ano foram encaminhadas ao MT Laboratório 358 lesões de boca, sendo que em 2006 registrou-se 966 lesões de boca, evidenciando um aumento de 269% entre 2005 e 2006 nos registros de lesões bucais. Os dois anos de funcionamento do serviço de patologia totalizaram 1.324 laudos diagnósticos, dos quais 44 casos (3%) correspondiam ao câncer de boca (Figura 1).

 

 

Moimaz et al. 12 verificaram a ocorrência de 1% de lesões malignas no universo das lesões de boca diagnosticadas em pacientes idosos no interior paulista. Corrêa et al. 13 analisaram 2.250 laudos histopatológicos de boca de pacientes, em dois grupos: pacientes idosos, com 60 anos ou mais, e não idosos, menos de 60 anos. Verificou-se uma participação de 11,5% de lesões malignas epiteliais em pacientes idosos e 1,8% de lesões malignas epiteliais em pacientes não idosos, no universo de todas as lesões estudadas.

Em 2006 registraram-se 32 casos de câncer de boca, num aumento de 266% nos registros de câncer entre 2005 e 2006 (Figura 2). Este aumento pode ser explicado pela subnotificação do câncer de boca em 2005, em decorrência da sedimentação do serviço. Riera & Martínez 14 verificaram um aumento na taxa bruta dos casos de câncer de boca no Chile entre 1969 e 2002 de 3,0 para 5,3 por 100 mil habitantes. Wünsch-Filho 5 constatou um aumento na taxa bruta entre as mulheres entre 1983 e 1998 na cidade de São Paulo, Brasil.

A média de idade dos pacientes com câncer foi de 55,2 anos, entre a 5ª e 6ª décadas de vida (Figura 3), média próxima da verificada por Durazzo et al. 15, que analisaram 374 prontuários entre 1994 a 2002, constatando uma média de idade de 57,4 anos. Os pacientes com menos de 60 anos representam 68,1% e os com 60 anos ou mais, 31,9%. Llewellyn et al. 16 analisaram a ocorrência de câncer de boca em 116 pacientes no Reino Unido em pacientes com menos de 45 anos, e verificaram que 52% dos pacientes tinham entre 41 e 45 anos, ou seja, na 5ª década de vida. Os autores notaram na pesquisa a relação da ocorrência do câncer de boca em adultos jovens com exposição maior ao tabaco e ao álcool do que no grupo controle 16.

 

 

O sexo feminino predominou em 2005 com 58,3% dos diagnósticos de câncer de boca. No ano de 2006 o sexo que predominou foi o masculino com 71,8%. Este dado está próximo ao verificado na cidade do Rio de Janeiro por Leite & Koifman 7 entre 1996 e 1997. Vários estudos que indicam o sexo masculino o mais acometido pelo câncer de boca 1,5,15,17 . Shafer et al. 18 em 1987 discorriam sobre a tendência à diminuição da diferença registrada na ocorrência do câncer de boca entre os dois sexos, principalmente devido ao fato de que certos hábitos masculinos provavelmente relacionados à etiologia da doença tenham sido adotados pelas mulheres, o que pode justificar, pelo menos em parte, a maior prevalência no gênero feminino. No estudo de Iamarron et al. 19 houve uma discreta predominância do câncer de boca nos homens com 57,3% em relação às mulheres com 42,7%. O mesmo fenômeno foi verificado por Hamada et al. 20 na cidade de Bombay, Índia, onde as taxas entre 1973 e 1975 foram idênticas.

O tipo histológico mais prevalente foi o carcinoma epidermóide nos dois anos estudados (Tabela 1) com 72,7% dos casos de câncer de boca, em consonância com os estudos de Gervásio et al. 21 e Corrêa et al. 13. Oliveira et al. 3 analisaram o perfil epidemiológico da cidade de São Paulo entre 1997 e 1999 e tiveram a mesma constatação, o mesmo ocorrendo no Chile, onde 90% dos casos de câncer de boca também corresponderam ao carcinoma epidermóide 14.

 

 

Ao analisar a procedência dos casos de câncer de boca verificou-se que a grande maioria procedia do interior do estado nos dois anos estudados (Figura 4).

 

 

Em uma análise retrospectiva de 740 casos de câncer de boca no Brasil Gervásio et al. 21 verificaram que a maior parte dos pacientes (36%) tinha como ocupação o trabalho no campo, mesmo fato verificado por Güneri et al. 22 na Turquia. Mato Grosso é estado que tem sua economia com base na agricultura e na pecuária, com um grande contingente de trabalhadores rurais.

 

Considerações finais

Neste estudo os dados epidemiológicos mostraram a assimilação, por parte das unidades de saúde, do serviço de patologia bucal do MT Laboratório, que aumentou sua rotina em 269%. O registro do câncer de boca no MT Laboratório aumentou em 266% entre 2005 e 2006. Os homens em idade produtiva foram os mais acometidos pelo câncer de boca. A maioria dos pacientes procedia do interior do estado. Conclui-se com este estudo que em dois anos de funcionamento o serviço público de patologia registrou um considerável número de casos de câncer de boca.

 

Colaboradores

Todos os autores participaram da construção do trabalho, do levantamento e análise dos dados e redação do texto.

 

Agradecimentos

L. R. C. Hidalgo é bolsista de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

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Correspondência:
F. T. Borges
Escola de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso
Rua Adauto Botelho 552, Cuiabá, MT
78085-200, Brasil
fabianotonaco@yahoo.com.br

Recebido em 30/Jul/2007
Versão final reapresentada em 18/Fev/2008
Aprovado em 28/Fev/2008