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Cadernos de Saúde Pública

Print version ISSN 0102-311X

Cad. Saúde Pública vol.27 n.11 Rio de Janeiro Nov. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2011001100019 

NOTA RESEARCH NOTE

 

Perfil dos usuários de crack que buscam atendimento em Centros de Atenção Psicossocial

 

Crack cocaine users who attend outpatient services

 

 

Rogério Lessa HortaI,II; Bernardo Lessa HortaIII; Adriana Palma RossetI; Cristina Lessa HortaII

IUniversidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, Brasil
IIProntamente - Clínica de Psiquiatria e Psicoterapia, Porto Alegre, Brasil
IIIUniversidade Federal de Pelotas, Pelotas, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

O artigo descreve o perfil de 95 usuários de crack acolhidos em três Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da Região Metropolitana de Porto Alegre, no Sul do Brasil, entre agosto de 2009 e março de 2010. Todos os usuários de crack que buscaram atendimento no período foram entrevistados. Utilizou-se questionários desenvolvidos pela equipe, mais o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) e inventários de critérios de dependência e abuso (SAMHSA). Houve predomínio de pacientes homens, adultos jovens, com escolaridade fundamental, sem ocupação regular, mas com renda individual informada, em uso frequente e pesado há mais de um ano, e a maioria preenchia critérios para dependência e abuso do crack e tinha escores elevados de SRQ-20. Os resultados evidenciam que os CAPS são buscados por usuários de crack em sofrimento, que deve ser valorizado, mas também a existência de algum tipo de seleção na oferta destes serviços, caracterizada pelas especificidades de renda, escolaridade e grupo primário de apoio aos entrevistados.

Cocaína Crack; Usuários de Drogas; Serviços de Saúde Mental


ABSTRACT

This paper describes the profile of 95 crack cocaine users attending three community mental health services (CAPS) in Greater Metropolitan Porto Alegre, Rio Grande do Sul State, Brazil, from August 2009 to March 2010. The instruments employed were questionnaires developed by the team, the Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), and inventories of criteria for dependence and abuse (SAMHSA). The data depict a group of users consisting predominantly of young males with elementary schooling, without regular employment but reporting individual income, none of whom living on the streets. They were currently addicted, with heavy daily use of crack for more than two years, and with high SRQ-20 score. This group's characteristics showed that the community mental health services are attended by crack users that suffer losses resulting from their addiction, but also some possible selection process in the supply of these health services (based mainly income, schooling, or primary support network).

Crack Cocaine; Drug Users; Mental Health Services


 

 

Introdução

O consumo de substâncias tem elevada prevalência no Brasil 1, gerando diferentes demandas em atenção à saúde. O crack, cocaína fumada, tem elevado potencial de gerar danos diversos 2,3,4,5,6,7. Sintomas depressivos e ansiosos, sejam comorbidades ou decorrência do consumo 8, determinam menos motivação para a mudança e menor adesão ao tratamento 9,10,11.

O atendimento aos usuários de drogas no Sistema Único de Saúde (SUS) tem os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) 12 como referência. Os CAPS garantem a oferta de atendimento especializado próximo ao local de moradia dos usuários, mas têm sido descritos problemas no acesso, além de evidências de estigmatização no vínculo com os CAPS 13.

O estudo do crack é recente no Brasil 4. Maior número de usuários, maior visibilidade social e maior demanda sobre os serviços de saúde levam à necessidade de ampliação deste campo de estudo.

O planejamento de ações nessa área depende de maior apropriação de dados sobre a população usuária do crack e daqueles que buscam atendimento no sistema público de saúde. Estudos de resolutividade dos serviços precisam ser precedidos pelo reconhecimento do perfil da população que chegará aos serviços. Eventuais seletividades põem em risco o princípio da universalidade que rege o SUS.

É interesse deste estudo conhecer o perfil de usuários de crack acolhidos em CAPS de três municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Brasil.

 

Método

Estudo exploratório descritivo que entrevistou, entre agosto de 2009 e março de 2010, usuários de crack que buscaram atendimento nos CAPS dos municípios de Igrejinha e Taquara (CAPS I), e Novo Hamburgo (CAPS AD). Os municípios foram escolhidos por conveniência, por terem diferentes portes e distintos estágios de organização das redes locais de saúde. Cada indivíduo foi convidado a passar por uma entrevista composta por:

• Questionário padronizado, desenvolvido pela equipe, com dados sociodemográficos, configuração do grupo familiar e da moradia, e histórico e padrão de consumo do crack;

• Inventários para diagnósticos de dependência e de abuso para drogas ilícitas 14 da Substance Abuse and Mental Health Services Administration (SAMHSA), em versão traduzida para o português, não validada para a população brasileira, com questões de respostas "sim"/"não". São considerados dependentes os indivíduos com 3 respostas "sim" das 7 condições propostas; e para abuso, 1 "sim" entre as 4 condições indicadas;

• Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), instrumento de screening de distúrbios psiquiátricos menores (DPM), recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e validado para a população brasileira 15. Das 20 questões com respostas "sim"/"não", é considerado positivo para DPM a soma de 6 ou mais respostas afirmativas para homens e 8 ou mais para mulheres.

Chegaram aos CAPS 101 indivíduos. Seis entrevistas foram excluídas e estes usuários não retornaram mais ao serviço e não foram localizados em três tentativas de busca ativa. A relação de entrevistados e os principais dados de identificação eram sistematicamente checados com os dados de prontuário e relatórios dos CAPS para controle de qualidade e prevenção de perda amostral. Os dados foram digitados em dupla entrada, para controle de inconsistências, no programa SPSS 17.0 (SPSS Inc., Chicago, Estados Unidos). O artigo apresenta os resultados da análise descritiva dos dados obtidos.

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS; Resolução nº. 023/2009) e teve apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq; edital 033/2008 - Saúde Mental).

 

Resultados

Predominaram nos CAPS usuários masculinos de crack, adultos jovens, com escolaridade fundamental ou média, sem ocupação regular, mas com renda individual informada. As variáveis sociodemográficas e os dados que descrevem seus grupos familiares e a composição dos domicílios são apresentadas na Tabela 1. Prevaleceram indivíduos solteiros, que não coabitavam com companheiro/a, vivendo em domicílios com 2 a 4 pessoas. Apenas 5,3% viviam sós e nenhum se disse em condição de rua. Uma parte desses indivíduos (30,5%) não informou renda familiar, mas nenhum declarou não possuir renda. Os usuários informaram ter filhos, mas a maioria (72,5% dos que tinham filhos) referiu não coabitar com eles.

A Tabela 2 mostra o padrão de consumo e problemas associados, com evidência de uso por mais de um ano antes de chegar aos CAPS, com idades de início do consumo acima de 18 anos de idade, com o uso em companhia de outras pessoas, diário e em grandes quantidades. O número de pedras referido pelos usuários, por episódio típico de consumo, foi igual ou superior a 10 em 69,5% dos casos. Nicotina, álcool e maconha foram, respectivamente, as drogas mais referidas como substâncias usadas antes do crack e também em associação com este. Maconha é, entre as três, a substância com o menor percentual de usuários desejando cessar o consumo (24%).

Ainda na Tabela 2, aparece a ocorrência de estressores psicossociais nos 12 meses anteriores às entrevistas, destacando-se o envolvimento referido com polícia ou justiça, que quase todos mencionaram. Do ponto de vista clínico, grande parte dos entrevistados preenchia critérios para dependência, abuso e DPM.

 

Discussão

Os poucos artigos publicados sobre este tema têm base comunitária ou em serviços, mas não em CAPS, como este. Um estudo de revisão 16 apontou que a quase totalidade de usuários de crack descritos na literatura eram homens, muito jovens, pobres, analfabetos e de famílias desestruturadas. Já nos artigos que descrevem os usuários em atendimento 6,17,18,19,20, o perfil é mais próximo ao descrito aqui.

A distribuição dos usuários segundo o sexo, semelhante em todos os estudos, remete à determinação histórica e social do fenômeno, envolvendo questões de gênero 21,22. Em 2005, no Brasil, homens consumiam mais crack do que mulheres. No Sul, a diferença reduzia, com o risco relativo (RR) para o consumo de crack entre os homens igual a 5,5, tendo o consumo pelas mulheres como referência, enquanto no Brasil todo o RR era de 7,5:1 1. Nos CAPS deste estudo, a proporção de homens que buscaram atendimento em função do crack, em relação às mulheres, caiu para 4,5:1. Maior participação de mulheres na clientela dos CAPS pode apenas acompanhar a tendência delas buscarem mais os serviços de saúde que os homens 22,23, mas garantia de vagas para as usuárias de crack, principalmente em período gestacional, deve ser lembrada 24,25.

As diferenças em relação aos estudos de base comunitária sugerem algum tipo de seleção para o acesso de usuários de crack aos serviços do SUS, como parece ocorrer em outras áreas 16,17,18,19,20. As condições clínicas e o padrão de consumo do crack são considerados graves e compatíveis com o descrito em outros estudos 3,16,17, mas o perfil socioeconômico é diferenciado e isto não se deve à realidade dos municípios, já que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE; http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1, acessado em 11/Jul/2011), no censo demográfico de 2010, a incidência de pobreza era semelhante entre os três municípios, em média: 28,22%. Pessoas com maior comprometimento social parecem não chegar às redes de saúde, o que remete à necessidade dos municípios implementarem estratégias de facilitação do acesso, com maior envolvimento de agentes comunitários de saúde, com os Programas de Redução de Danos (PRD) ou com os Consultórios de Rua, ou outras ações de aproximação entre comunidade e serviços 26,27,28,29. Outra opção é a maior oferta de estratégias focais, centradas na definição de objetivos terapêuticos e na própria motivação para o tratamento 30.

Nicotina, álcool e maconha foram mencionados como outras drogas consumidas, além do crack, que é usado de modo frequente e pesado, ainda que, de início mais tardio que o descrito em outros estudos no Brasil, que identificaram idades médias de experimentação da droga inferiores aos 18 anos 6,20. A elevada ocorrência de escores positivos para dependência e abuso corroboram os demais trabalhos que avaliaram usuários em atendimento 6,16,20. A ocorrência de problemas com a polícia ou justiça, o desemprego, o envolvimento em situações de violência e luto por amigos, traduzem problemas importantes associados ao uso do crack. A morte de amigos foi a situação de luto mais referida, em índice que parece elevado, considerando-se que se trata de um grupo de adultos jovens. Os escores do SRQ-20 foram compatíveis com os descritos em outros estudos, que descreveram a ocorrência de sintomas depressivos e ansiosos entre usuários de crack e de outras drogas, tanto como consequência do consumo da droga quanto ocorrendo na forma de comorbidade 6,17,18,19,20,31.

A principal limitação do estudo foi reunir um número pequeno de sujeitos. A expectativa inicial do grupo, baseada nas estimativas das equipes dos CAPS, era atingir um total de 200 usuários no período assumido. As razões do reduzido ingresso de pacientes sugeridas pelas equipes nas reuniões de devolução dos dados foram o padrão de registros empregado nos CAPS, a ocorrência de reingressos dos pacientes e as flutuações do mercado do crack. Os registros de casos dos CAPS englobam todos os atendimentos realizados, porém mais da metade dos que envolvem a população usuária de crack não caracteriza acolhimento do usuário no serviço e sim orientação a familiares ou instituições. Em seu papel de referência e regulação nas redes locais, os CAPS têm notícias de usuários em atendimento em outros serviços, cria-se um registro do caso e, pelo menos, a expectativa de futuros atendimentos. Tais situações não geraram ingressos no estudo. O reingresso de usuários de crack que iniciam, interrompem e voltam a buscar tratamentos cria uma impressão subjetiva de maior volume e circulação de usuários no serviço, mas não geraram novas entrevistas de ingresso no estudo. Na percepção das equipes, a busca por atendimento também acompanha oscilações do mercado, que é de um produto ilícito, portanto sensível a movimentos muito peculiares. Isso ocorreu em Igrejinha, onde se detectou um movimento local que estimulava a denúncia à polícia de qualquer pessoa relacionada ao crack, percebido no CAPS como associado à redução da busca por atendimentos no serviço.

 

Conclusão

Recomenda-se, como iniciativa redutora de riscos e de danos, facilitar o acesso de usuários de crack aos serviços do SUS. A seletividade percebida, não descaracteriza a necessidade do atendimento qualificado de quem chega.

Podem ser considerados prioritários para iniciativas de facilitação do acesso de grupos de usuários sem apoio familiar ou vivendo em situação de rua, de baixa ou nenhuma escolaridade e sem renda pessoal ou familiar. Mulheres, especialmente as gestantes, também merecem atenção especial.

Mais estudos e com um número maior de indivíduos são necessários para que se tenha um mapa mais completo das necessidades dessa população.

 

Colaboradores

R. L. Horta elaborou o projeto original, coordenou a coleta e análise de dados e a redação da versão final do artigo. B. L. Horta participou da análise de dados e da redação da versão final. A. P. Rosset participou da coleta de dados, realizou a análise e contribuiu na redação da versão final. C. L. Horta fez a revisão da literatura e participou da redação final do artigo.

 

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Correspondência:
R. L. Horta
Universidade do Vale do Rio dos Sinos.
Rua Jary 671, apto. 703
Porto Alegre, RS 91350-170, Brasil.
rogeriohorta@prontamente.com.br

Recebido em 03/Abr/2011
Versão final reapresentada em 26/Jul/2011
Aprovado em 22/Ago/2011