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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva vol.12 n.3 Rio de Janeiro May./Jun. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232007000300023 

TEMAS LIVRES FREE THEMES

 

Heterocontrole da fluoretação da água de abastecimento público de Lages, Santa Catarina, Brasil

 

External control of fluoride levels in the public water supply in Lages, Santa Catarina State, Brazil

 

 

Ramona Fernanda Ceriotti Toassi; Mirian Kuhnen; Gisela Ana Cislaghi; Jocelito Rosa Bernardo

Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde, Faculdade de Odontologia, UNIPLAC. Av. Castelo Branco 170, Universitário. 88509-900 Lages SC. ramona@uniplac.net

 

 


RESUMO

O objetivo deste estudo foi monitorar mensalmente e oficializar um programa de heterocontrole dos níveis de flúor na água de abastecimento público de Lages, Santa Catarina, Brasil. O município foi dividido geograficamente em dez pontos e a coleta realizada de outubro de 2004 a setembro de 2005, em duplicata. Após a coleta, as amostras eram enviadas para o Laboratório de Vigilância Sanitária de Flúor da Universidade do Vale do Itajaí (Santa Catarina), que realizou as análises utilizando o método eletrométrico (Orion 920A/Eletrodo Orion 9609). Após doze meses, 45,8% das amostras de água coletadas apresentaram teores inadequados de flúor. Verificou-se uma elevada e contínua variabilidade nos resultados. Entre os pontos que apresentaram teores inadequados de flúor, houve predomínio daqueles com excesso de fluoretos (35,8%). Também houve um significativo número de unidades amostrais com uma concentração adequada de flúor (54,2%). Os resultados permitiram concluir que o heterocontrole em Lages é fundamental para a manutenção de um correto programa de fluoretação das águas de abastecimento público.

Palavras-chave: Fluoretação, Tratamento da água, Análise da água, Abastecimento de água


ABSTRACT

The purpose of this study is a monthly assessment of fluoride levels in the public water supply in Lages, Santa Catarina State, Brazil. This town was divided into ten regions, where water samples were collected from October 2004 to September 2005. Two samples were drawn from each region and sent to the Fluoride Health Surveillance Laboratory at Vale do Itajaí University for analysis through an electrometric method (Orion 920A/Orion Electrode 9609). After twelve months, 120 samples had been collected, demonstrating gaps in the fluoride levels and some points with excessive fluoride levels (35,8%). Several points with ideal fluoride concentrations (54.2%) also appeared. These findings lead to the conclusion that external controls are required for monitoring fluoride levels in the public water supply in Lages.

Key words: Fluoridation, Water treatment, Water analysis, Water supply


 

 

Introdução

A fluoretação das águas de abastecimento é considerada uma medida coletiva de aplicação de flúor mais importante em Saúde Pública, por ser o método mais eficiente, adequado, prático, econômico e perene de prevenção da cárie dentária, desde que respeitadas a continuidade e regularidade dos teores adequados1,2,3.

Programas de fluoretação da água têm sido implementados em aproximadamente 39 países, atingindo mais de 200 milhões de pessoas. Acrescenta-se a isto um adicional estimado de outras 40 milhões de pessoas que ingerem água naturalmente fluoretada4.

Estudos científicos observaram sua ação na diminuição da prevalência da cárie dentária de 40 a 60%, quando comparada com as regiões não-fluoretadas5. Newbrun6, Cury7, Cury8 e Pinto9 relataram que comunidades que consomem água fluoretada em níveis ideais, sem interrupções, têm conseguido reduzir os níveis de cárie em 50 a 60%.

A primeira cidade do mundo a implantar um sistema de fluoretação de águas foi o município de Grand Rapids, nos Estados Unidos, em 1945, produzindo reflexos positivos tanto na saúde pública quanto na prática odontológica1.

Recomendada pela Associação Dentária Americana desde 1950 e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1969, a fluoretação de águas no Brasil vem sendo utilizada desde 1953, como primeiro projeto instalado em Baixo Guandu, no Espírito Santo10,11. Além disso, o Brasil determina a obrigatoriedade da implantação do método por meio da Lei 6.050 e do Decreto 76.872 de 197512.

Apesar de todas as vantagens comprovadas que a fluoretação de águas pode proporcionar como medida de promoção de saúde e prevenção da cárie dentária, muitas são as cidades brasileiras que não dispõem desse processo ou não possuem uma política de vigilância sanitária que controle de forma satisfatória a sua execução13. Contudo, para que esta medida possa efetivamente oferecer os benefícios esperados, é necessário que seja mantida a continuidade e regularidade dos teores ótimos de íon flúor presentes nas águas de abastecimento2. Apesar de todas as vantagens e benefício comprovados que o flúor pode proporcionar, como qualquer outra substância farmacologicamente ativa, deve ter sua utilização controlada em termos de risco-benefício, uma vez que, enquanto a subdosagem não traz benefícios, a sobredosagem, por tempo continuado, durante o período de formação dos dentes, associa-se à ocorrência de uma anomalia de desenvolvimento que afeta a estética do esmalte dos dentes sob a forma de manchas conhecidas como fluorose dentária3,14.

No Brasil, estima-se que aproximadamente 65 milhões de brasileiros ingiram água fluoretada em quase mil municípios4. Em Santa Catarina, 130 dos 217 municípios, em junho de 1992, eram beneficiados por esta medida de Saúde Pública15. Em um estudo feito em 25 estados do Brasil, observou-se que um percentual muito alto das 8.032 amostras analisadas apresentavam concentrações de flúor inadequadas. Segundo Ferreira15, em Santa Catarina, 48,71% da água tratada apresentaram níveis de flúor insuficientes, 35,64% apresentaram níveis adequados e 15,64% tinham excesso de flúor. A concentração média de flúor das 1010 amostras de água tratada foi de 0,652 partes por milhão (ppm), sugerindo que o Estado precisaria consumir mais água, para que a população recebesse água adequadamente fluoretada.

Em Lages, estudo realizado por Ferreira15 nos anos de 1994, 1995 e 1996 mostrou que, das 50 amostras de águas tratadas analisadas, 36% apresentavam teores insuficientes de flúor e 64 %, teores adequados de flúor na água de consumo.

Em 2003, porém, uma pesquisa sobre prevalência de cárie dentária na Escola Lupércio de Oliveira Köeche, situada no bairro da Várzea, em Lages, que também contemplava a vigilância sanitária dos teores de flúor da água consumida por esta população escolar, mostrou que, das 35 amostras de água analisadas de agosto de 2003 a fevereiro de 2004, todas apresentaram teores inadequados de flúor para o município de Lages, sendo que 34 apresentaram valores insuficientes de flúor e 1 apresentou excesso de flúor ainda no primeiro mês de coleta. Já nos meses de abril e maio de 2004, alguns poucos pontos passaram a apresentar teores adequados de flúor na água, sempre de modo irregular (Tabela 1).

Diante deste quadro e com o objetivo de suprir a carência de informações, o presente estudo pretende vigiar, de forma periódica e sistemática, o teor de flúor adicionado à água de abastecimento público de Lages - SC, já que não fluoretar a água no Brasil ou interromper sua continuidade é considerada uma atitude juridicamente ilegal, cientificamente insustentável e socialmente injusta.

 

Métodos

O município de Lages situa-se no Planalto Serrano, no centro do Estado de Santa Catarina e possui uma população de 157.682 habitantes. Sua zona urbana apresenta 153.582 habitantes16. O abastecimento público de água do município atinge a maior parte da população da zona urbana (99%). O órgão responsável pelo tratamento da água de abastecimento público do município é a Secretaria Municipal de Água e Saneamento (SEMASA).

A água de abastecimento público de todo município de Lages passou a ser analisada quanto aos seus teores de flúor a partir do mês de outubro de 2004. O mês de setembro, data de início da pesquisa, serviu para o estabelecimento dos pontos de coleta de água e contato com autoridades, moradores e órgãos públicos envolvidos.

O laboratório de referência para as análises foi o Laboratório de Vigilância Sanitária de Flúor - Faculdade de Odontologia do Vale do Itajaí - FAOVI/UNIVALI, em Itajaí, Santa Catarina.

O mapeamento dos pontos de coleta levou em consideração o número de habitantes abastecidos pela água tratada (cidades com 100 a 200 mil habitantes, como é o caso de Lages, no mínimo dez pontos de coleta)15.

A coleta foi realizada mensalmente, em um único dia, em dias previamente sorteados, em duplicata, ao longo dos dez meses de duração oficial da pesquisa. As amostras foram coletadas em dois frascos plásticos de 5 ml, para cada ponto de coleta. Antes da coleta, os frascos eram enxaguados por três vezes com a mesma água e ser coletada e identificados. Fez-se uma lista com o endereço completo dos pontos de coleta, o dia, a hora e o responsável pela mesma. Os pontos de coleta foram divididos geograficamente de maneira que abrangesse todas as regiões da cidade e estavam situados em locais públicos e diretamente de torneiras ligadas à rede de abastecimento.

O envio ao Laboratório de Vigilância Sanitária do Flúor da UNIVALI foi feito, preferencialmente, no mesmo dia da coleta. A mensuração dos níveis de flúor na água aconteceu no máximo quinze dias após a coleta, para não haver alteração dos resultados, já que não há variação dos mesmos quando fechados em frascos plásticos num período de até 150 dias17.

Para a determinação da concentração de flúor na água, foi utilizado o método eletrométrico descrito por Frant e Ross18, que se baseia na medida direta dos íons fluoretos livres. Um eletrodo combinado seletivo para flúor (Orion 9609BN) é utilizado em conjunção com o medidor de atividade iônica (Orion 920A). O elemento chave do eletrodo é uma membrana de cristal que separa uma solução interna de fluoreto da água na qual se submerge o eletrodo. Como resultado das diferentes concentrações de flúor, se estabelece uma diferença de potencial em "volts" por meio da membrana. O eletrodo é calibrado com soluções de fluoreto de sódio em concentrações conhecidas. Para que as soluções padrões e as amostras sejam de forças iônicas comparáveis, foi adicionado às soluções um tampão ajustador de força iônica com CDTA (Ácido Ciclo-Hexano Diamino Tetracético), o qual promove reação de complexação dos íons interferentes, evitando a reação desses com o íon fluoreto. Para a obtenção de resultados mais precisos, as concentrações das amostras sempre estiveram entre os limites máximo e mínimo da curva de padrões15. Embora o método eletrométrico exija o equipamento mais caro, o procedimento é muito simples; devido à seletividade do eletrodo quando usado em presença do tampão ajustador de força iônica, raramente é necessário a destilação preliminar. É considerado o método mais exato quando comparado com o visual de alizarina e com o SPADNS fotométrico19.

A concentração de flúor aceitável identificada nas amostras e medida por parte por milhão (ppm) foi definida a partir das médias máximas diárias da temperatura do ar. No caso de Lages, a média das temperaturas máximas diárias verificadas até o mês de julho de 2005 foi de 21,55º C20. Estabeleceu-se, então, valores de níveis de flúor adequados na faixa de 0,7 a 1,0 ppm, sendo 0,8 o teor considerado ideal para a água de abastecimento público.

 

Resultados

As concentrações de íons flúor obtidas das análises laboratoriais das amostras de água coletadas realizadas por laboratório independente variaram entre 0,24 e 1,63 ppmF. Os dados são apresentados nas Tabelas 2 e 3.

Nesses doze meses de coleta, pode-se observar que 45,8% das 120 amostras de água coletadas apresentaram teores inadequados de flúor na água de Lages, sendo 10% com teores insuficientes de flúor (abaixo de 0,7 ppmF) e 35,8% com teores excessivos de flúor (acima de 1,0 ppmF).

No mês de novembro de 2004, os teores de flúor estavam adequados em todos os pontos de coleta analisados. Já o mês de maio de 2005 caracterizou-se pela presença de excesso de flúor em todos os pontos de coleta.

As maiores irregularidades foram observadas nos meses de fevereiro a junho de 2005, predominando pontos com excesso de fluoretos. Destaca-se que no mês de março de 2005, ao contrário do de vinha acontecendo nos meses anteriores, 50% dos pontos de coleta estavam com teores insuficientes de flúor. No mês de maio apenas um ponto e, em julho, dois pontos apresentaram teores insuficientes de flúor.

Nos meses de janeiro, fevereiro, abril, agosto e setembro de 2005 nenhum ponto estava com teores insuficientes de flúor, mas 1 (janeiro), 7 (fevereiro), 5 (abril), 9 (maio), 8 (julho), 2 (agosto) e 4 (setembro) estavam com excesso, o que também deve ser observado com cautela.

 

Discussão

Ao longo dos anos, a odontologia tem passado por grandes mudanças relacionadas ao entendimento do processo saúde-doença, assumindo novas posturas preventivas em relação à doença cárie. Nas últimas décadas do século XX, a medida de maior impacto referente ao controle do desenvolvimento dessa doença foi o uso de flúor. Em relação à utilização do flúor em saúde pública, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a fluoretação das águas de abastecimento público tem sido uma das principais medidas na redução dos índices de cárie em todo o mundo13. A fluoretação da água de abastecimento público é considerada o método coletivo mais eficaz de prevenção da cárie, de melhor relação custo-benefício, por ser capaz de atingir todos os segmentos da população, independentemente da idade e do nível socioeconômico ou cultural21.

Segundo Nadanovsky22, a redução mundial da doença cárie pode ser explicada por diversos motivos, tais como os dentifrícios com flúor, mudanças no consumo de açúcar, mudanças no diagnóstico da cárie e também pela fluoretação das águas de abastecimento público. Porém, como a maioria das ações de saúde pública, desde a sua implantação, a fluoretação tem enfrentado grupos opositores e falhas na continuidade do método que, indiscutivelmente, só terá efetividade se os níveis de flúor estiverem dentro do considerado "nível ótimo" e de forma ininterrupta por longos períodos2.

Silva23 observou que a descontinuação da fluoretação da água de abastecimento público, via de regra, resulta em um aumento no índice de cárie da população.

Em Lages, os resultados de um ano de heterocontrole mostraram uma irregularidade de teores de flúor em quase 50% dos pontos analisados. Destes pontos irregulares, a maioria (78,2%) apresentou teores excessivos de flúor.

Barros et al.24 mostraram a inadequação dos teores de flúor na água de abastecimento público de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, num período de análise de treze anos, o que confirma a importância do heterocontrole na busca da manutenção de um correto programa de fluoretação de águas. Lima et al.2 , no município de Pelotas, Rio Grande do Sul, também verificaram uma inconstância nos resultados de doze meses de heterocontrole.

 

Conclusões

Apesar do pouco tempo de monitoramento, após doze meses de análise dos teores de flúor da água, observa-se que o heterocontrole é essencial em Lages, uma vez que os níveis de flúor na água apresentaram elevada e contínua variabilidade, prejudicando o efeito preventivo da fluoretação no controle da cárie dentária e aumentando os riscos de fluorose. Sugere-se a continuação do heterocontrole enquanto houver fluoretação das águas de abastecimento público em Lages.

 

Colaboradores

RFC Toassi trabalhou na concepção, redação final e aprovação da versão a ser publicada. M Kuhnen e GA Cislaghi trabalharam na metodologia e JR Bernardo, na pesquisa e redação dos resultados.

 

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Artigo apresentado em 10/01/2006
Aprovado em 05/09/2006
Versão final apresentada em 16/01/2006