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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva vol.13 n.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232008000600018 

ARTIGO ARTICLE

 

O conhecimento de HIV/aids na terceira idade: estudo epidemiológico no Vale do Sinos, Rio Grande do Sul, Brasil

 

The knowledge of the aged about HIV/AIDS: epidemiologic study in Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, Brazil

 

 

Alexandre Ramos LazzarottoI; Andréa Sebben KramerI; Martha HädrichI; Marina ToninI; Paula CaputoI; Eduardo SprinzII

IInstituto de Ciências da Saúde, Centro Universitário Feevale. Campus II RS 239, 2755, Vila Nova. 93352-000 Novo Hamburgo RS. alazzar@terra.com.br
IIServiço de Medicina Interna, Hospital de Clínicas de Porto Alegre

 

 


RESUMO

O objetivo deste estudo é avaliar o conhecimento sobre HIV/aids dos participantes de grupos de convivência do Vale do Sinos, Rio Grande do Sul. O estudo caracterizou-se como transversal, obtendo-se uma amostra de 510 pessoas, sendo 17,5% homens e 82,5% mulheres, na faixa etária entre 60-90 anos. Utilizou-se o questionário sobre HIV para terceira idade, que abrange características gerais dos participantes e questões relativas à aids, organizadas nos domínios "conceito", "transmissão", "prevenção", "vulnerabilidade" e "tratamento". Quase metade (48,4%) dos participantes relatou ter cursado de quatro a sete anos de estudo e a renda mensal de 52,2% foi de um a três salários mínimos. Nos domínios "conceito" e "transmissão", 49,4% desconheciam a fase assintomática da infecção pelo HIV e 41,4% acreditavam que a aids poderia ser transmitida pelo mosquito. No âmbito dos domínios "prevenção" e "vulnerabilidade", 25,5% não sabiam da existência da camisinha feminina e 36,9% consideravam a aids uma síndrome somente de homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e usuários de drogas. Quanto ao "tratamento", 12,2% ignoravam a sua existência. Constataram-se lacunas no conhecimento sobre HIV/aids na amostra avaliada, demonstrando a necessidade de programas de saúde pública que visem à elucidação das principais dúvidas.

Palavras-chave: HIV/aids, Idosos, Nível de conhecimento


ABSTRACT

The objective of this study was to assess the knowledge about HIV/AIDS in participants of companionship groups in the Vale do Sinos, Rio Grande do Sul, Brazil. It was a prospective cross-sectional study in a sample of 510 individuals, 17% males and 82.5% females aged between 60 and 90 years. We used the Questionnaire on HIV for the Old Aged, which comprises the general characteristics of the participants and questions concerning HIV/AIDS, organized into the elements 'concept', 'transmission', 'prevention', 'vulnerability', and 'treatment'. Nearly half of the participants (48.4 %) reported having studied 4 to 7 years and the monthly income of 52.2% was of 1 to 3 minimum wages. In the dimensions concept and transmission, 49.4% had no idea about the asymptomatic phase of the infection, and 41.4% believed HIV could be transmitted by a mosquito bite. With regard to prevention and vulnerability, 25.5% did not know about the female condom and 36.9% considered AIDS a disease confined to men who have sex with men, sex workers, and injection-drug users. Regarding antiretroviral treatment, 12.2% ignored its existence. Elderly people in companionship groups have important misconceptions about HIV/AIDS, which can increase their risk of infection. There is a need for public health programs directed to this population in order to prevent or decrease the risk of HIV transmission.

Key words: HIV/AIDS, Level of knowledge, Elderly people, HIV transmission


 

 

Introdução

Ao longo de uma década, o contingente de pessoas com 60 anos ou mais no Brasil aumentou de 10,7 milhões para 14,5 milhões, representando um aumento de 35,5% nesse período. Estima-se, que nos próximos vinte anos, o número de idosos brasileiros poderá ultrapassar os 30 milhões, representando 13% da população1. Segundo a Organização Mundial da Saúde2, nos países em desenvolvimento, considera-se terceira idade os indivíduos a partir dos 60 anos.

Os recentes avanços da indústria farmacêutica e da medicina, que permitem o prolongamento da vida sexual ativa, em associação com a desmistificação do sexo, tornam as pessoas da terceira idade mais vulneráveis às infecções sexualmente transmissíveis (IST), dentre elas, a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), agente causador da síndrome da imunodeficiência adquirida (aids ou sida)3.

Atualmente, há 39,5 milhões de pessoas infectadas pelo HIV no mundo4. No Brasil, o número de casos de aids registrados até junho de 2006 totalizava 433.0675. No Rio Grande do Sul, notificaram-se, até junho de 2006, 37.968 casos5, dos quais 3.810 ocorreram na região do Vale do Sinos6. O Vale do Sinos é uma região próxima da capital Porto Alegre, composta por catorze municípios e totalizando 1.316.823 indivíduos1, de acordo com a classificação do Conselho Regional de Desenvolvimento (COREDES) do Estado do Rio Grande do Sul7; e os principais municípios são Canoas, Novo Hamburgo e São Leopoldo.

Apesar de inicialmente associada a adultos jovens, houve um aumento no número de pessoas com diagnóstico de aids no Brasil, na faixa etária acima de 60 anos, e foram notificados, até junho de 2006, 9.918 casos; destes, 6.728 em homens e 3.190 em mulheres (Figura 1)5.

 

 

A literatura8 enfatiza o conhecimento sobre HIV/aids em indivíduos jovens e profissionais da saúde; porém, há uma falta de informações relacionadas à aids em idosos. A partir desta carência, torna-se necessário o desenvolvimento de estudos nesta área, pois o conhecimento é importante tanto para a diminuição do preconceito com portadores do HIV quanto para medidas de prevenção. Sendo assim, elaborou-se como objetivo de investigação verificar o conhecimento sobre HIV/aids nos indivíduos dos grupos de convivência da terceira idade no contexto do Vale do Sinos, Rio Grande do Sul, Brasil.

 

Método

O estudo caracterizou-se como transversal, com a amostra composta pelos integrantes dos grupos de convivência da terceira idade do Vale do Sinos.

Construção e fidedignidade do questionário sobre HIV para terceira idade (QHIV3I)

Pela inexistência de um questionário qualificado sobre HIV/aids para indivíduos da terceira idade, foi necessária a elaboração e avaliação da fidedignidade do questionário sobre HIV para terceira idade (QHIV3I). A confiabilidade é uma das etapas essenciais para avaliação da qualidade das informações prestadas. Esta confiabilidade é entendida como a concordância entre informações provenientes de diferentes observadores ou de um mesmo observador ao realizar mensurações distintas. No caso de instrumentos auto-preenchíveis, uma das formas de realizar esta avaliação é através do procedimento de teste-reteste9,10.

Após a elaboração do questionário, houve a avaliação cega inter-juízes, realizada por três profissionais da saúde com conhecimento técnico nas áreas de HIV/aids e terceira idade. Posteriormente, o questionário foi aplicado em participantes de dois grupos de convivência da terceira idade, na região do Vale do Sinos, Rio Grande do Sul, Brasil. Transcorridas as duas semanas, houve o retorno aos grupos para reaplicar o instrumento nos mesmos indivíduos que o responderam anteriormente. O teste e reteste foram realizados no período de junho a julho de 2005 e os grupos visitados na qualificação do questionário não foram incluídos no estudo principal.

A avaliação da confiabilidade foi executada com a utilização do coeficiente Kappa, que mediu o grau de concordância entre as respostas fornecidas nos dois momentos da pesquisa11. Os resultados do coeficiente Kappa evidenciaram uma boa confiabilidade do QHIV3I, a ser corroborada por estudos posteriores.

Aplicação do instrumento

A fase posterior compreendeu a aplicação do questionário em todos os grupos de convivência que faziam parte da região do Vale do Sinos. Os dados foram coletados de agosto de 2005 a maio de 2006 e os campos de estudo foram 47 grupos de convivência da terceira idade, pertencentes às catorze cidades do Vale do Sinos (COREDES do Estado do Rio Grande do Sul)7 (Tabela 1). O preenchimento do QHIV3I foi agendado com o representante de cada grupo e obtido via amostragem consecutiva e consentimento informado, durante os dias e horários das reuniões dos grupos pesquisados.

 

 

O QHIV3I abrange características gerais como nível socioeconômico, idade, tempo de estudo, presença de parceiro fixo e a qual religião o participante pertencia. As questões relativas à aids estão organizadas nos domínios "conceito", "transmissão", "prevenção", "vulnerabilidade" e "tratamento", os quais apresentam como resposta as alternativas verdadeiro, falso e não sei. Na seção final do instrumento, há perguntas que incluem a aids como um castigo divino, o conhecimento de alguma pessoa infectada pelo HIV, a utilização de preservativo e a realização de teste anti-HIV.

 

Resultados

A amostra (510 integrantes) foi composta por 89 homens (17,5%) e 421 mulheres (82,5%), com idade média de 69 anos e desvio-padrão de 6,29 anos (variação entre 60 e 90 anos). Quase a metade (48,4%) dos participantes relatou ter cursado de quatro a sete anos de estudo, seguida de 30,4% com um a três anos. A renda mensal de 52,2% foi de um a três salários mínimos e 32,5% recebiam até um salário mínimo. As principais religiões citadas foram a católica, 69,4% e a evangélica, 21,8%; quanto a parceiro (a) fixo, 55,3% não possuíam companheiro (a) (Tabela 2).

 

 

Na amostra estudada, 20,6% (105) julgavam a aids como um castigo divino para aqueles que cometeram pecados, 31% (158) conheciam alguma pessoa infectada pelo HIV, 86,3% (440) não usavam preservativo e apenas 11% (56) já tinham realizado o teste anti-HIV. Os resultados referentes aos domínios estão descritos nas Tabelas 3 e 4.

 

 

 

 

Discussão

No domínio "conceito", quase a metade dos participantes considerou que a pessoa infectada pelo HIV sempre apresentará os sintomas da aids. Quando a pessoa com HIV estiver apresentando algum sintoma, seu sistema imunológico já está debilitado, com contagens de T CD4+ abaixo de 500 células/mL12,13.

No domínio "transmissão", observou-se que ainda há dúvida em relação às formas de transmissão do HIV, as quais se constituem através das vias sexual, parenteral e vertical, pois 41,4% dos indivíduos acreditavam que a picada de mosquito transmite o vírus da aids.

Estudos realizados com os moradores de uma favela do Rio de Janeiro em 199214 e 199815 indicaram que 45,2% e 41,1% acreditavam que a picada do mosquito poderia transmitir o HIV. Desde 198516 e 198617, 18, sabe-se que o mosquito não pode ser considerado vetor na transmissão do HIV. Os principais fatores são a ausência do antígeno T4 na superfície celular dos artrópodes (impedindo desta forma a sua replicação no mosquito), a baixa infectividade e a curta sobrevivência do vírus no mosquito19.

No domínio "prevenção", a maioria da amostra estudada sabia que o uso do preservativo impede a transmissão do HIV; porém, mais de 80% não o utilizavam durante as relações sexuais. Uma provável explicação é a predominância de mulheres nos grupos pesquisados e, como já estão no período pós-menopausa, e sem apresentarem risco de engravidar, acreditam que não necessitam de proteção, não insistindo com seu parceiro no uso do preservativo3, 20, 21. Por outro lado, a resposta do não uso de preservativo pode refletir o fato dos indivíduos que responderam o questionário não apresentarem atividade sexual. Entre os idosos infectados pelo HIV, a transmissão heterossexual é um fator importante, existindo a necessidade de prevenção e testagem anti-HIV para a população da terceira idade22. A principal forma de prevenção da infecção pelo HIV é a utilização do preservativo, tanto masculino como o feminino, os quais são distribuídos gratuitamente através das unidades básicas de saúde de cada município23.

A epidemia da aids descrita inicialmente na década de 1980, em grupos específicos, como homossexuais masculinos24, e rotulada como específica de certos grupos de pessoas, ajudou na discriminação com os portadores do HIV. Do total de participantes, aproximadamente 37% ainda consideravam a aids uma síndrome de grupos específicos como homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas e profissionais do sexo; no entanto, 70% acreditavam que os indivíduos da terceira idade deveriam se preocupar com ela. Enfatiza-se que não há grupos de risco, mas situações de risco, nas quais todos os indivíduos estão expostos à infecção pelo HIV2.

Quando se avaliou a aids no contexto religioso, aproximadamente 21% a consideraram um castigo divino para aqueles que cometeram pecados. Lagarde et al.25 avaliaram a associação entre religião e fatores relacionados às doenças sexualmente transmissíveis, evidenciando que tanto homens quanto mulheres consideravam-se incólumes ao risco de infecção pelo HIV. Os indivíduos não citaram a aids como um problema de saúde pública e não manifestaram interesse na mudança comportamental para sua prevenção. Estes relatos indicam a necessidade da participação de autoridades religiosas na política de prevenção ao HIV/aids e outras IST.

O presente trabalho é extremamente importante, pois revela a existência de lacunas no conhecimento sobre HIV/aids em indivíduos da terceira idade nos domínios "conceito", "transmissão" e "vulnerabilidade". Desta forma, é relevante o desenvolvimento de programas de saúde pública específicos para esta população, que se dediquem de melhor forma à elucidação das principais dúvidas relacionadas ao HIV/aids. A partir de estratégias educativas, realizadas por indivíduos habilitados, pode-se promover uma mudança no comportamento dos idosos, principalmente quanto às formas de transmissão e prevenção da infecção pelo HIV. Torna-se necessário o desenvolvimento de um número maior de estudos epidemiológicos para avaliação do conhecimento sobre a aids na população da terceira idade. Sugere-se a aplicação do QHIV3I em outras regiões do estado do Rio Grande do Sul e do Brasil.

 

Colaboradores

AR Lazzarotto é autor da pesquisa e trabalhou na elaboração e redação final do artigo; AS Kramer trabalhou na pesquisa e redação final do artigo; M Hädrich trabalhou na pesquisa e no levantamento da literatura; M Tonin trabalhou na pesquisa e no levantamento de literatura; P Caputo trabalhou na pesquisa e no levantamento de literatura e E Sprinz trabalhou na redação final.

 

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Artigo apresentado em 23/11/2006
Versão final apresentada em 02/05/2007

 

 

Anexo: QUESTIONÁRIO – QHIV3I

Data:___/__/

Idade:

Sexo: ( ) masculino ( ) feminino

Religião:

Escolaridade:

( ) nenhuma
( ) 1 a 3 anos de estudo
( ) 4 a 7 anos de estudo
( ) 8 a 11 anos de estudo
( ) 12 ou mais anos de estudo

Você possui companheiro (a)?

( ) não
( ) sim. Há quanto tempo?

Renda mensal:

( ) até 1 salário mínimo
( ) entre 1 e 3 salários mínimos
( ) entre 4 e 6 salários mínimos
( ) entre 7 e 8 salários mínimos
( ) entre 9 e 10 salários mínimos
( ) mais de 10 salários mínimos

Por favor, responda as questões abaixo (número 1 ao 14) de acordo com a seguinte ordem:
Se você concorda com a frase, marque VERDADEIRO (A).
Se você não concorda com a frase , marque FALSO (B)
Se você tem dúvida, marque NÃO SEI (C).

1 O vírus HIV é o causador da aids.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

2 A pessoa com o vírus da aids sempre apresenta os sintomas da doença.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

3 O vírus da aids é identificado através de exames de laboratório.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

4 O vírus da aids pode ser transmitido por sabonetes, toalhas e assentos sanitários.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

5 O vírus da aids pode ser transmitido por abraço, beijo no rosto, beber no mesmo copo e chimarrão.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

6 O vírus da aids pode ser transmitido por picada de mosquito.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

7 A pessoa que usa camisinha nas relações sexuais impede a transmissão do vírus da aids.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

8 Existe uma camisinha específica para as mulheres.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

9 O uso da mesma seringa e agulha por diversas pessoas transmite aids.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

10 A aids é uma doença que ocorre somente em homossexuais masculinos, prostitutas (os) e usuários (as) de drogas.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

11 Os indivíduos da terceira idade não devem se preocupar com a aids, pois ela atinge apenas os jovens.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

12 A aids é uma doença que tem tratamento.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

13 A aids é uma doença que tem cura.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

14 A aids é um castigo de Deus para aqueles que cometeram pecados.
A) ( ) VERDADEIRO
B) ( ) FALSO
C) ( ) NÃO SEI

15 Você conhece alguma pessoa que seja portadora do vírus da aids?
A) ( ) Sim
B) ( ) Não

16 Você usa camisinha?
A) ( ) Sim ( ) sempre ( ) às vezes ( ) raramente
B) ( ) Não

17 Você já realizou o teste da aids?
A) ( ) Sim
B) ( ) Não